novembro 27, 2005

CAMP. DISTRITAL II DIVISÃO - 9ª JORNADA

rie A
Alferrarede - Bemposta - 1-3
Ouriense - Seiça - 2-1
Gondemaria - Alcaravela - 3-3
Cercal - U. Tomar - 0-3
Linhaceira - Matas - 3-2
Ortiga - Caxarias - 2-0
Lagartos Sardoal - Vilarense - 2-2
Folga: Mouriscas

1º U. Tomar, 19; 2º Alcaravela e Seiça, 17; 4º Lagartos Sardoal, 15; 5º Ouriense e Bemposta, 14; 7º Gondemaria, 13; 8º Linhaceira, 12; 9º Vilarense e Alferrarede, 11; 11º Matas, 9; 12º Ortiga, 8; 13º Cercal e Mouriscas, 5; 15º Caxarias, 3


Série B
Abitureiras - Santanense - 4-2
Atalaiense - Barrosense - 6-0
Mindense - PBM - 2-0
Pernes - Pontével - 0-3
Porto Alto - Águias Sorraia - 3-1
U. Almeirim - Alcanenense - 1-0
Glória Ribatejo - Ferroviários - 2-4
Folga: Moçarriense

1º U. Almeirim, 24; 2º Ferroviários, 22; 3º Abitureiras, Moçarriense e Porto Alto, 17; 6º Glória Ribatejo, 16; 7º Mindense, 15; 8º Pontével, 14; 9º Atalaiense, 10; 10º PBM, 7; 11º Pernes, 6; 12º Santanense, 4; 13º Barrosense e Alcanenense, 3; 15º Águias Sorraia, 1

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CAMP. DISTRITAL I DIVISÃO - 10ª JORNADA

U. Chamusca - Tramagal - 3-0
U. Santarém - Ferreira Zêzere - 3-1
Salvaterrense - Assentis - 2-0
Benavente - Meiaviense - 3-1
Coruchense - U. Figueirense - 4-0
Torres Novas - Samora Correia - 2-1
Cartaxo - Mação - 3-1
Águias Alpiarça - Fazendense - 0-3

1º Cartaxo, 24; 2º Fazendense e Salvaterrense, 23; 4º Torres Novas, 18; 5º U. Figueirense, 17; 6º Coruchense, 16; 7º U. Chamusca e Assentis, 14; 9º Águias Alpiarça, 12; 10º Ferreira Zêzere, 11; 11º Benavente e S. Correia, 10; 13º Tramagal, 9; 14º Meiaviense, 7; 15º Mação e U. Santarém, 6

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novembro 21, 2005

CAMP. DISTRITAL I DIVISÃO - 9ª JORNADA

Ferreira Zêzere - U. Chamusca - 2-0
Assentis - U. Santarém - 5-2
Meiaviense - Salvaterrense - 0-0
U. Figueirense - Benavente - 2-0
Samora - Coruchense - 3-1
Torres Novas - Mação - 1-1
Fazendense - Cartaxo - 0-0
Tramagal - Águias Alpiarça - 2-2

1º Cartaxo, 21; 2º Fazendense e Salvaterrense, 20; 4º U. Figueirense, 17; 5º Torres Novas, 15; 6º Assentis, 14; 7º Coruchense, 13; 8º Águias Alpiarça, 12; 9º Ferreira Zêzere e U. Chamusca, 11; 11º S. Correia, 10; 12º Tramagal, 9; 13º Meiaviense e Benavente, 7; 15º Mação, 6; 16º U. Santarém, 3

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CAMP. DISTRITAL II DIVISÃO - 8ª JORNADA

Série A
Bemposta - Ouriense - 0-1
Seiça - Gondemaria - 0-2
Alcaravela - Cercal - 2-1
U. Tomar - Linhaceira - 1-1
Matas - Ortiga - 2-0
Caxarias - Lagartos Sardoal - 2-3
Vilarense - Mouriscas - 1-1
Folga: Alferrarede

1º Seiça, 17; 2º U. Tomar e Alcaravela, 16; 4º Lagartos Sardoal, 14; 5º Gondemaria, 12; 6º Alferrarede, Ouriense e Bemposta, 11; 9º Vilarense, 10; 10º Matas e Linhaceira, 9; 12º Cercal, Ortiga e Mouriscas, 5; 15º Caxarias, 3


Série B
Santanense - Atalaiense - 2-2
Barrosense - Mindense - 0-3
PBM - Pernes - 2-1
Pontével - Porto Alto - 3-3
Águias Sorraia - U. Almeirim - 1-2
Alcanenense - Glória Ribatejo - 0-2
Ferroviários - Moçarriense - 0-0
Folga: Abitureiras

1º U. Almeirim, 21; 2º Ferroviários, 19; 3º Moçarriense, 17; 4º Glória Ribatejo, 16; 5º Abitureiras e Porto Alto, 14; 7º Mindense, 12; 8º Pontével, 11; 9º PBM e Atalaiense, 7; 11º Pernes, 6; 12º Santanense, 4; 13º Barrosense e Alcanenense, 3; 15º Águias Sorraia, 1

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novembro 17, 2005

TAÇA RIBATEJO - SORTEIO 2ª ELIMINATÓRIA

Realizou-se já o sorteio dos jogos da 2ª eliminatória da Taça Ribatejo, a disputar no próximo dia 8 de Dezembro:

Ferreira do Zêzere (I) - Torres Novas (I)
Linhaceira (II) - Assentis (I)
U. Tomar (II) - Tramagal (I)
Gondemaria (II) - Meiaviense (I)
U. Chamusca (I) - Mação (I)
Bemposta (II) - Ortiga (II)
Ouriense (II) - Águias Alpiarça (I)
Alcaravela (II) - Vilarense (II)
Coruchense (I) - Salvaterrense (I)
U. Figueirense (I) - Moçarriense (II)
Glória Ribatejo (II) - Benavente (I)
At. Pernes (II) - U. Santarém (I)
Cartaxo (I) - Samora Correia (I)
Fazendense (I) - Barrosense (II)
Ferroviários (II) - Abitureiras (II)
AREPA - Alcanenense (II)

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novembro 14, 2005

CAMP. DISTRITAL I DIVISÃO - 8ª JORNADA

Ferreira Zêzere - Tramagal - 1-1
U. Chamusca - Assentis - 2-1
U. Santarém - Meiaviense - 2-3
Salvaterrense - U. Figueirense - 4-2
Benavente - Samora Correia - 3-2
Coruchense - Mação - 2-1
Torres Novas - Fazendense - 1-0
Cartaxo - Águias Alpiarça - 3-1

1º Cartaxo, 20; 2º Fazendense e Salvaterrense, 19; 4º U. Figueirense e Torres Novas, 14; 6º Coruchense, 13; 7º Águias Alpiarça, U. Chamusca e Assentis, 11; 10º Tramagal e Ferreira Zêzere, 8; 12º Benavente e S. Correia, 7; 14º Meiaviense, 6; 15º Mação, 5; 16º U. Santarém, 3

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CAMP. DISTRITAL II DIVISÃO - 7ª JORNADA

SÉRIE A
Ouriense - Alferrarede - 1-1
Gondemaria - Bemposta - 0-1
Cercal - Seiça - 1-1
Linhaceira - Alcaravela - 1-0
Ortiga - U. Tomar - 0-2
Lagartos - Matas - 0-0
Mouriscas - Caxarias -1-1
Folga: Vilarense

1º Seiça, 17; 2º U. Tomar, 15; 3º Alcaravela 13; 4º Bemposta, Alferrarede e Lagartos Sardoal, 11; 7º Vilarense e Gondemaria 9; 9º Linhaceira e Ouriense, 8; 11º Matas, 6; 12º Cercal e Ortiga, 5; 14º Mouriscas, 4; 15º Caxarias, 3


SÉRIE B
Atalaiense - Abitureiras - 0-2
Mindense - Santanense - 3-1
Pernes - Barrosense - 3-0
Porto Alto - PBM - 2-1
U. Almeirim - Pontével - 3-1
Glória - Águias Sorraia - 6-0
Moçarriense - Alcanenense - 5-1
Folga: Ferroviários

1º Ferroviários e U. Almeirim, 18; 3º Moçarriense, 16; 4º Abitureiras, 14; 5º Glória e Porto Alto, 13; 7º Pontével, 10; 8º Mindense, 9; 9º Pernes e Atalaiense, 6; 11º PBM, 4; 12º Barrosense, Alcanenense e Santanense, 3; 15º Águias Sorraia, 1

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novembro 07, 2005

CAMP. DISTRITAL II DIVISÃO - 6ª JORNADA

SÉRIE A
Alferrarede - Gondemaria - 2-1
Bemposta - Cercal - 4-0
Seiça - Linhaceira - 3-0
Alcaravela - Ortiga - 4-1
U. Tomar - Lagartos - 1-2
Matas - Mouriscas - 6-0
Caxarias - Vilarense - 2-4
Folga: Ouriense

1º Seiça, 16; 2º Alcaravela, 13; 3º U. Tomar, 12; 4º Alferrarede e Lagartos Sardoal, 10; 6º Gondemaria e Vilarense, 9; 8º Bemposta, 8; 9º Ouriense, 7; 10º Matas, Ortiga e Linhaceira, 5; 13º Cercal, 4; 14º Mouriscas, 3; 15º Caxarias, 2


SÉRIE B
Abitureiras - Mindense - 2-2
Santanense - Pernes - 3-2
Barrosense - Porto Alto - 0-6
PBM - U. Almeirim -0-2
Pontével - Glória - 4-0
Águias Sorraia - Moçarriense - 0-3
Alcanenense - Ferroviários - 1-4
Folga: Atalaiense

1º Ferroviários, 18; 2º U. Almeirim, 15; 3º Moçarriense, 13; 4º Abitureiras, 11; 5º Pontével, Glória e Porto Alto, 10; 8º Mindense e Atalaiense, 6; 10º PBM, 4; 11º Barrosense, Alcanenense e Santanense e Pernes, 3; 15º Águias Sorraia, 1

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CAMP. DISTRITAL I DIVISÃO - 7ª JORNADA

Assentis - Ferreira Zêzere - 2-0
Meiaviense - U. Chamusca - 1-2
U. Figueirense - U. Santarém - 4-0
Samora Corria - Salvaterrense - 0-2
Mação - Benavente - 0-1
Fazendense - Coruchense - 3-0
Águias Alpiarça - Torres Novas - 2-2
Tramagal - Cartaxo - 0-2

1º Fazendense 19; 2º Cartaxo 17; 3º Salvaterrense 16; 4º U. Figueirense 14; 5º Torres Novas, Águias Alpiarça e Assentis, 11; 8º Coruchense 10; 9º U. Chamusca; 8; 10º Ferreira Zêzere, S. Correia e Tramagal, 7; 13º Mação; 5; 14º Benavente, 4; 15º Meiaviense e U. Santarém, 3

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outubro 31, 2005

1ª ELIMINATÓRIA TAÇA RIBATEJO

Série A
Seiça - Vilarense - 1-4
Bemposta - Mouriscas - 4-2
Caxarias - Alcaravela - 0-4
U. Tomar - Matas - 2-0
Ortiga - Cercal - 1-1 / 3-1 a.p.
Alferrarede - Ouriense - 0-1
Lagartos Sardoal - Gondemaria - 0-3
Isento: Linhaceira

Série B
Alcanenense - Atalaiense - 0-0 / 0-0 a.p. / 4-3 p.
Mindense - Porto Alto - 2-2 / 2-2 a.p. / 6-7 p.
Barrosense - Santanense - 1-1 / 2-1 a.p.
Pernes - PBM - 2-0
Ferroviários - Águias Sorraia - 10-2
Moçarriense - U. Almeirim - 4-1
Pontével - Glória Ribatejo - 0-1
Isento: Abitureiras

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outubro 24, 2005

CAMP. DISTRITAL I DIVISÃO - 6ª JORNADA

Assentis - Tramagal - 3-1
Ferreira Zêzere - Meiaviense - 1-0
U. Chamusca - U. Figueirense - 2-2
U. Santarém - Samora Correia - 1-1
Salvaterrense - Mação -1-0
Benavente - Fazendense - 2-2
Coruchense - Águias Alpiarça - 3-2
Torres Novas - Cartaxo - 1-2

1º Fazendense, 16; 2º Cartaxo, 14; 3º U. Figueirense, 11; 4º Coruchense, Salvaterrense, Torres Novas e Águias Alpiarça, 10; 8º Assentis, 8; 9º Ferreira Zêzere, Samora Correia e Tramagal, 7; 12º U. Chamusca e Mação, 5; 14º U. Santarém e Meiaviense, 3; 16º Benavente, 1

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outubro 23, 2005

CAMP. DISTRITAL II DIVISÃO - 5ª JORNADA

SÉRIE A

Gondemaria - Ouriense - 3-2
Cercal - Alferrarede - 0-2
Linhaceira - Bemposta - 0-0
Ortiga - Seiça - 1-3
Lagartos Sardoal - Alcaravela - 3-2
Mouriscas - U. Tomar - 1-4
Vilarense - Matas - 5-0
Folga: Caxarias

1º Seiça, 13; 2º U. Tomar, 12; 3º Alcaravela, 10; 4º Gondemaria, 9; 5º Alferrarede, Ouriense e Lagartos Sardoal, 7; 8º Vilarense, 6; 9º Bemposta, Ortiga e Linhaceira, 5; 12º Cercal, 4; 13º Mouriscas, 3; 14º Caxarias e Matas, 2


SÉRIE B

Mindense - Atalaiense - 5-0
Pernes - Abitureiras - 1-2
Porto Alto - Santanense - 3-0
U. Almeirim - Barrosense - 1-0
Glória - PBM - 2-0
Moçarriense - Pontével - 1-1
Ferroviários - Águias Sorraia - 10-0
Folga: Alcanenense

1º Ferroviários, 15; 2º U. Almeirim, 12; 3º Abitureiras, Moçarriense e Glória, 10; 6º Pontével e Porto Alto, 7; 8º Atalaiense, 6; 9º Mindense, 5; 10º PBM, 4; 11º Barrosense, Alcanenense e Pernes, 3; 14º Águias Sorraia, 1; 15º Santanense, 0

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outubro 17, 2005

CAMP. DISTRITAL I DIVISÃO - 5ª JORNADA

Meiaviense - Assentis - 1-1
U. Figueirense - Ferreira Zêzere - 1-0
Samora Correia - U. Chamusca - 1-1
U. Santarém - Mação - 0-1
Fazendense - Salvaterrense - 4-2
Águias Alpiarça - Benavente - 5-0
Cartaxo - Coruchense - 3-0
Tramagal - Torres Novas - 0-1

1º Fazendense, 15; 2º Cartaxo, 11; 3º Torres Novas, U. Figueirense e Águias Alpiarça, 10; 6º Coruchense, Salvaterrense e Tramagal, 7; 9º Samora Correia, 6; 10º Mação e Meiaviense, 5; 12º Assentis, Ferreira Zêzere e U. Chamusca, 4; 15º U. Santarém, 2; 16º Benavente, 0

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outubro 16, 2005

CAMP. DISTRITAL II DIVISÃO - 4ª JORNADA

SÉRIE A

Cercal - Ouriense - 1-3
Alferrarede -Linhaceira - 3-0
Bemposta - Ortiga - 2-0* (Jogo interrompido)
Seiça - Lagartos Sardoal - 2-1
Alcaravela - Mouriscas - 2-0
U. Tomar - Vilarense - 2-1
Matas - Caxarias - 1-1
Folga: Gondemaria

1º Seiça e Alcaravela, 10; 3º U. Tomar, 9; 4º Ouriense, 7; 5º Gondemaria, 6; 6º Ortiga, 5; 7º Alferrarede, Lagartos Sardoal, Cercal, Bemposta e Linhaceira, 4; 12º Vilarense e Mouriscas, 3; 14º Matas e Caxarias, 2


SÉRIE B

Atalaiense - Pernes - 1-1
Abitureiras - Porto Alto - 2-2
Santanense - U. Almeirim - 0-1
Barrosense - Glória - 1-2
PBM - Moçarriense - 1-6
Pontével - Ferroviários - 0-1
Águias Sorraia - Alcanenense - 0-2
Folga: Mindense

1º Ferroviários, 12; 2º Moçarriense e U. Almeirim, 9; 4º Abitureiras e Glória, 7; 6º Pontével e Atalaiense, 6; 8º PBM e Porto Alto, 4; 10º Barrosense, Alcanenense e Pernes, 3; 13º Mindense, 2; 14º Águias Sorraia, 1; 15º Santanense, 0

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outubro 05, 2005

CAMP. DISTRITAL II DIVISÃO - 3ª JORNADA

SÉRIE A

Cercal - Gondemaria - 1-0
Linhaceira - Ouriense - 1-0
Ortiga - Alferrarede - 1-0
Lagartos Sardoal - Bemposta - 2-1
Mouriscas - Seiça - 1-5
Vilarense - Alcaravela - 0-2
Caxarias - U. Tomar - 0-4
Folga: Matas

1º Seiça e Alcaravela, 7; 3º U. Tomar e Gondemaria, 6; 5º Cercal, Lagartos Sardoal, Ortiga, Linhaceira e Ouriense, 4; 10º Vilarense, Bemposta e Mouriscas, 3; 13º Alferrarede, Matas e Caxarias, 1


SÉRIE B

Pernes - Mindense - 1-1
Porto Alto - Atalaiense - 3-3
U. Almeirim - Abitureiras - 3-1
Glória - Santanense - 2-0
Moçarriense - Barrosense - 2-0
Ferroviários - PBM - 3-0
Alcanenense - Pontével - 1-2
Folga: Águias Sorraia

1º Ferroviários, 9; 2º Pontével, U. Almeirim, Abitureiras e Moçarriense, 6; 6º Atalaiense, 5; 7º Glória e PBM, 4; 9º Barrosense e Porto Alto, 3; 11º Pernes e Mindense, 2; 13º Águias Sorraia, 1; 14º Alcanenense e Santanense, 0

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CAMP. DISTRITAL I DIVISÃO - 4ª JORNADA

Meiaviense - Tramagal - 0-1
Assentis - U. Figueirense - 3-5
Ferreira Zêzere - Samora Correia - 2-0
U. Chamusca - Mação - 2-1
U. Santarém - Fazendense - 0-2
Salvaterrense - Águias Alpiarça - 2-1
Benavente - Cartaxo - 1-3
Coruchense - Torres Novas - 1-1

1º Fazendense, 12; 2º Cartaxo, 8; 3º Águias Alpiarça, Coruchense, Torres Novas, U. Figueirense, Tramagal e Salvaterrense, 7; 9º Samora Correia, 5; 10º Assentis e Ferreira Zêzere, 4; 12º U. Chamusca, 3; 13º Mação, U. Santarém e Meiaviense, 2; 16º Benavente, 0

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outubro 02, 2005

CAMP. DISTRITAL II DIVISÃO - 2ª JORNADA

SÉRIE A

Gondemaria - Linhaceira - 5-1
Ouriense - Ortiga - 1-1
Alferrarede - Lagartos Sardoal - 1-1
Bemposta - Mouriscas - 1-0
Seiça - Vilarense - 3-2
Alcaravela - Caxarias - 3-1
U. Tomar - Matas - 5-0
Folga: Cercal

1º Gondemaria, 6; 2º Alcaravela, Seiça e Ouriense, 4; 5º U. Tomar, 3; 6º Bemposta, Mouriscas e Vilarense, 3; 9º Cercal, 1; 10º Lagartos Sardoal, Alferrarede, Caxarias, Ortiga, Linhaceira e Matas, 1


SÉRIE B

Mindense - Porto Alto - 1-1
Atalaiense - U. Almeirim - 1-0
Abitureiras - Glória - 3-2
Santanense - Moçarriense - 2-3
Barrosense - Ferroviários - 0-1
PBM - Alcanenense - 4-1
Pontével - Águias Sorraia - 5-1
Folga: Pernes

1º Ferroviários e Abitureiras, 6; 3º PBM e Atalaiense, 4; 5º Pontével, U. Almeirim, Moçarriense e Barrosense, 3; 9º Porto Alto, 2; 10º Pernes, Glória, Mindense e Águias Sorraia, 1; 14º Santanense e Alcanenense, 0

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CAMP. DISTRITAL I DIVISÃO - 3ª JORNADA

U. Figueirense - Meiaviense - 6-2
Samora Correia - Assentis - 2-2
Ferreira Zêzere - Mação - 0-0
Fazendense - U. Chamusca - 1-0
U. Santarém - Águias Alpiarça - 0-0
Cartaxo - Salvaterrense - 1-1
Torres Novas - Benavente - 5-0
Tramagal - Coruchense - 2-3

1º Fazendense, 9; 2º Águias Alpiarça, 7; 3º Torres Novas e Coruchense, 6; 5º Cartaxo e Samora Correia, 5; 7º U. Figueirense, Salvaterrense, Tramagal e Assentis, 4; 11º U. Santarém, Mação e Meiaviense, 2; 14º Ferreira Zêzere, 1; 15º U. Chamusca e Benavente, 0

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setembro 25, 2005

CAMP. DISTRITAL I DIVISÃO - 2ª JORNADA

U. Figueirense - Tramagal - 0-0
Meiaviense - Samora - 0-0
Assentis - Mação - 1-0
Fª Zêzere - Fazendense - 1-3
U. Chamusca - Águias Alpiarça - 1-2
U. Santarém - Cartaxo - 1-1
Salvaterrense - Torres Novas - 1-0
Benavente - Coruchense - 0-2

1º Fazendense e Águias Alpiarça, 6; 3º Cartaxo, Samora Correia e Tramagal, 4; 6º Coruchense e Salvaterrense, 3; 8º Torres Novas e Assentis, 3; 10º Meiaviense, 2; 11º U. Santarém, Mação e U. Figueirense, 1; 14º Benavente, Ferreira Zêzere e U. Chamusca, 0

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CAMP. DISTRITAL II DIVISÃO - 1ª JORNADA

SÉRIE A

Linhaceira - Cercal - 2-2
Ortiga - Gondemaria - 0-2
Sardoal - Ouriense - 1-2
Mouriscas - Alferrarede - 5-3
Vilarense - Bemposta - 2-1
Caxarias - Seiça - 1-1
Matas - Alcaravela - 1-1
Folga: U. Tomar

1º Mouriscas, Gondemaria, Ouriense e Vilarense, 3; 5º Linhaceira, Cercal, Caxarias, Seiça, Matas e Alcaravela, 1; 11º U. Tomar, 0; 12º Sardoal, Bemposta, Alferrarede e Ortiga, 0


SÉRIE B

Porto Alto - Pernes - 0-0
U. Almeirim - Mindense - 3-1
Glória - Atalaiense - 0-0
Moçarriense - Abitureiras - 0-1
Ferroviários - Santanense - 3-0
Alcanenense - Barrosense - 0-1
Águias Sorraia - PBM - 0-0
Folga: Pontével

1º Ferroviários, U. Almeirim, Abitureiras e Barrosense, 3; 5º Águias Sorraia, Atalaiense, Glória, PBM, Pernes e Porto Alto, 1; 11º Pontével, 0; 12º Alcanenense, Moçarriense, Mindense e Santanense, 0

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setembro 19, 2005

CAMP. DISTRITAL FUTEBOL I DIVISÃO - 1ª JORNADA

Samora Correia - U. Figueirense - 2-0
Meiaviense - Mação - 1-1
Fazendense - Assentis - 3-1
Águias Alpiarça - Ferreira Zêzere - 3-0
Cartaxo - U. Chamusca - 4-0
Torres Novas - U. Santarém - 4-3
Coruchense - Salvaterrense - ---

1º Cartaxo, Águias Alpiarça, Fazendense, Samora Correia, Torres Novas e Tramagal, 3; 7º Mação e Meiaviense, 1; 9º Coruchense e Salvaterrense, 0; 11º U. Santarém, Benavente, Assentis, U. Figueirense, Ferreira Zêzere e U. Chamusca, 0

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setembro 10, 2005

U. TOMAR N'"O CROMO DOS CROMOS"

Um dos blogues mais curiosos, "O Cromo dos Cromos", tem vindo a apresentar-nos alguns dos históricos "cromos da bola", tendo agora chegado a vez do U. Tomar:

U. Tomar - 1975-76

(via Thomar)

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setembro 08, 2005

U. TOMAR NO INSTITUTO POLITÉCNICO

Durante a próxima época – e até que o Estádio Municipal disponha das condições mínimas necessárias para a sua utilização – o U. Tomar disputará os jogos do Campeonato Distrital da II Divisão de Futebol no Campo de Jogos do Instituto Politécnico, o qual será também entretanto objecto de remodelação, nomeadamente a nível da criação de uma vedação do terreno de jogo.

Publicado por Leonel Vicente às 09:21 AM | Comentários (2) | TrackBack

setembro 01, 2005

CAMP. DISTRITAL FUTEBOL I DIVISÃO - 2005-06

É já conhecido o calendário do Campeonato Distrital da I Divisão da A. F. Santarém para a época 2005-06, cuja primeira jornada, a disputar no próximo dia 18 de Setembro, integrará os seguintes jogos:

Samora Correia - U. Figueirense
Mação - Meiaviense
Fazendense - Assentiz
Águias Alpiarça - Ferreira do Zêzere
Cartaxo - U. Chamusca
Torres Novas - U. Santarém
Coruchense - Salvaterrense
Tramagal - Benavente

A A. F. Santarém aprovou recentemente em Assembleia Geral extraordinária a reformulação dos quadros competitivos das provas de futebol: a partir da época 2006-07, a I Divisão Distrital será disputada em duas séries de 12 equipas, incluindo os classificados entre o 2º e o 15º lugar na época de 2005-06 e os 10 primeiros classificados da II Divisão Distrital (caso haja clubes despromovidos da III Divisão Nacional, a promoção das equipas da II Divisão Distrital será ajustada em conformidade).

Isto significa portanto que, na época a ter início brevemente, apenas o último classificado da I Divisão Distrital será despromovido à II Divisão. Inversamente, o Campeão será promovido à III Divisão Nacional. Assinale-se que, nas duas últimas épocas, os 2º classificados (respectivamente Cartaxo e Amiense) beneficiaram da desistência de outras equipas da participação no Campeonato Nacional, tendo sido também promovidos à III Divisão Nacional (a par dos Campeões, Monsanto e Ouriquense).

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agosto 07, 2005

TAÇA RIBATEJO FUTEBOL - PALMARÉS

Tramagal - 3
Águias Alpiarça - 2
Alferrarede - 2
Samora Correia - 2
Coruchense - 2
Cartaxo - 2
Rio Maior - 2
Amiense - 2
União de Santarém - 1
Riachense - 1
“Os Lagartos” Sardoal - 1
Pego - 1
Vasco da Gama - 1
Ferreira do Zêzere - 1
Benavente - 1
Ferroviários - 1
Azinhaga - 1
Abrantes FC - 1
Monsanto - 1

Publicado por Leonel Vicente às 10:08 AM

agosto 06, 2005

TAÇA RIBATEJO FUTEBOL (III) - 1996/97 - 2004/05

1996/1997 - Coruchense
1997/1998 - Ferroviários
1998/1999 - Azinhaga
1999/2000 - Rio Maior
2000/2001 - Cartaxo
2001/2002 - Rio Maior
2002/2003 - Abrantes FC
2003/2004 - Monsanto
2004/2005 - Amiense

Publicado por Leonel Vicente às 10:50 AM

agosto 05, 2005

TAÇA RIBATEJO FUTEBOL (II) - 1986/87 - 1995/96

1986/1987 - Águias Alpiarça
1987/1988 - Pego
1988/1989 - Vasco da Gama
1989/1990 - Ferreira do Zêzere
1990/1991 - Benavente
1991/1992 - Alferrarede
1992/1993 - Alferrarede
1993/1994 - Samora Correia
1994/1995 - Tramagal
1995/1996 - Coruchense

Publicado por Leonel Vicente às 08:58 AM

agosto 04, 2005

TAÇA RIBATEJO FUTEBOL (I) - 1976/77 - 1985/86

1976/1977 - Amiense
1977/1978 - -
1978/1979 - União de Santarém
1979/1980 - Riachense
1980/1981 - Tramagal
1981/1982 - Tramagal
1982/1983 - Samora Correia
1983/1984 - Cartaxo
1984/1985 - Águias Alpiarça
1985/1986 - “Os Lagartos” Sardoal

Publicado por Leonel Vicente às 08:56 AM

agosto 03, 2005

CAMPEÕES DISTRITAIS FUTEBOL - PALMARÉS

Torres NovasTramagalAc. SantarémU. TomarFerroviáriosAlferraredeAlcanenenseSamora CorreiaU. AlmeirimRio MaiorRossienseAmienseCartaxoBenaventeCoruchenseFátimaÁguias AlpiarçaFazendenseRiachenseAbrantesMonsantoOuriquense

Torres Novas - 9 Títulos
Sport G. União Operária - 8
Tramagal - 7
Académica Santarém - 6
“Os Leões” de Santarém - 5
União de Tomar - 5
Ferroviários - 5
Alferrarede - 3
Marinhais - 3
Alcanenense - 3
Samora Correia - 3
União de Almeirim - 3
Rio Maior - 3
União Desp. Rossiense - 2
Grupo Desp. da Matrena - 2
Amiense - 2
Cartaxo - 2
Benavente - 2
Coruchense - 1
Fátima - 1
Águias Alpiarça - 1
Fazendense - 1
Riachense - 1
Abrantes - 1
Monsanto - 1
Ouriquense - 1

(via página da A. F. Santarém)

Publicado por Leonel Vicente às 12:37 PM

CAMPEÕES DISTRITAIS FUTEBOL (VIII) - 1994/95 - 2004/05

1994/1995 - Alcanenense
1995/1996 - Fazendense
1996/1997 - Samora Correia
1997/1998 - União de Tomar
1998/1999 - Ferroviários
1999/2000 - União de Almeirim
2000/2001 - Riachense
2001/2002 - Rio Maior
2002/2003 - Abrantes
2003/2004 - Monsanto
2004/2005 - Ouriquense

Publicado por Leonel Vicente às 08:49 AM

agosto 02, 2005

CAMPEÕES DISTRITAIS FUTEBOL (VII) - 1984/85 - 1993/94

1984/1985 - Águias Alpiarça
1985/1986 - Cartaxo
1986/1987 - Marinhais
1987/1988 - União de Tomar
1988/1989 - Torres Novas
1989/1990 - Marinhais
1990/1991 - Benavente
1991/1992 - Rio Maior
1992/1993 - União de Almeirim
1993/1994 - Samora Correia

Publicado por Leonel Vicente às 12:38 PM

agosto 01, 2005

CAMPEÕES DISTRITAIS FUTEBOL (VI) - 1974/75 - 1983/84

1974/1975 - Benavente
1975/1976 - Grupo Desp. da Matrena
1976/1977 - Amiense
1977/1978 - Rio Maior
1978/1979 - Coruchense
1979/1980 - Alferrarede
1980/1981 - União de Almeirim
1981/1982 - Marinhais
1982/1983 - Samora Correia
1983/1984 - Fátima

Publicado por Leonel Vicente às 12:37 PM

julho 31, 2005

U. TOMAR - "CRÓNICAS DA HISTÓRIA" (IX)

Crónica publicada em "A BOLA", em 5 de Abril de 1971

"UNIÃO DE TOMAR, 1- TORRES NOVAS, 0
AS DUAS EQUIPAS LUTARAM ABNEGADAMENTE

Estádio Municipal de Tomar.

Árbitro: Carlos Dinis, de Lisboa.

U. TOMAR - Nascimento; Fernandes, Faustino, João Carlos e Barnabé; Manuel José e Cardoso; Pavão, Tito, Fernando (Raul) e Totoi (Alberto).

TORRES NOVAS - Casimiro; Tuna, Simões, Carlos e Bruno; Madeira, Zeca, Sá Pinto e Maia; Garrido (Real) e Serranito.

Ao intervalo, 0-0. Marcadores: Cardoso, aos 66 minutos.

Frente a frente duas equipas vizinhas, mas que, há longos anos, mantêm acesa rivalidade. As classificações de ambas apresentavam-se completamente antagónicas. Uma, a de Tomar, praticamente definida no terceiro lugar, outra, a de Torres Novas, situada a dois pontos do último classificado da Zona e com a permanência na prova bastante ameaçada.

Uma vitória do Torres Novas neste jogo equivaleria, praticamente, à certeza de continuar na II Divisão. A derrota não decidia a descida, mas deixava tudo na mesma. Foram duas equipas dignas uma da outra, lutaram abnegadamente pela vitória.

Convém esclarecer que, para Tomar, é de toda a vantagem que o Torres Novas se mantenha na II Divisão. Mas, dentro do campo, tudo se esqueceu e apenas as cores das camisolas estiveram em jogo.

Sobre este, pouco há a dizer, já que as circunstâncias a isso obrigavam. O União de Tomar, sempre ao ataque, e o Torres Novas sempre à defesa.

A primeira parte foi superior tecnicamente, pois o Torres Novas, jogando sistematicamente em «4x4x2», soube impedir, não importa que algumas vezes com felicidade, caso de um remate de Cardoso à trave, aos 12 minutos e um golo, talvez mal anulado a Totoi, aos 32 minutos, que as suas redes fossem violadas.

O União de Tomar respondeu com um «2x4x4» e só não teve o êxito que o seu domínio territorial justificava, porque jogou quase sempre pelo centro do terreno, em vez de jogar pelos flancos.

No segundo tempo, muito especialmente depois do golo obtido, o União mandou mais no terreno. Os seus elementos, mais descontraídos e a jogarem de harmonia com a sua craveira técnica, fizeram alguns lances de bom recorte.

Esperaríamos uma reacção de ordem táctica dos torrejanos, mas nada disso vimos. Houve realmente uma ligeira reacção, mas própria da vontade dos jogadores. A equipa acabou tal como começou.

Numa partida desta natureza é sempre difícil distinguir jogadores, mas Cardoso, no União de Tomar, e Madeira, no Torres Novas, foram sem dúvida elementos influentes na manobra das equipas. Dos restantes, Faustino e João Carlos e Simões e Bruno foram também valores firmes.

A arbitragem não foi perfeita."

NELSON COSTA

Publicado por Leonel Vicente às 12:37 PM

julho 29, 2005

CAMPEÕES DISTRITAIS FUTEBOL (V) - 1964/65 - 1973/74

1964/1965 - União de Tomar
1965/1966 - Tramagal
1966/1967 - Tramagal
1967/1968 - Ferroviários
1968/1969 - Alcanenense
1969/1970 - Alferrarede
1970/1971 - Amiense
1971/1972 - Cartaxo
1972/1973 - Alferrarede
1973/1974 - Alcanenense

Publicado por Leonel Vicente às 12:36 PM

julho 28, 2005

CAMPEÕES DISTRITAIS FUTEBOL (IV) - 1954/55 - 1963/64

1954/1955 - Torres Novas
1955/1956 - Torres Novas
1956/1957 - Torres Novas
1957/1958 - Torres Novas
1958/1959 - Torres Novas
1959/1960 - Tramagal
1960/1961 - Tramagal
1961/1962 - Tramagal
1962/1963 - Tramagal
1963/1964 - Tramagal

Publicado por Leonel Vicente às 12:35 PM

julho 27, 2005

CAMPEÕES DISTRITAIS FUTEBOL (III) - 1944/45 - 1953/54

1944/1945 - Sport G. União Operária
1945/1946 - Sport G. União Operária
1946/1947 - Ferroviários
1947/1948 - União Desp. Rossiense
1948/1949 - União Desp. Rossiense
1949/1950 - Torres Novas
1950/1951 - Ferroviários
1951/1952 - Ferroviários
1952/1953 - “Os Leões” de Santarém
1953/1954 - Torres Novas

Publicado por Leonel Vicente às 12:12 PM | Comentários (1)

julho 26, 2005

CAMPEÕES DISTRITAIS FUTEBOL (II) - 1934/35 - 1943/44

1934/1935 - Sport G. União Operária
1935/1936 - Académica Santarém
1936/1937 - Académica Santarém
1937/1938 - Grupo Desp. da Matrena
1938/1939 - Académica Santarém
1939/1940 - Académica Santarém
1940/1941 - Académica Santarém
1941/1942 - União de Tomar
1942/1943 - União de Tomar
1943/1944 - Académica Santarém

Publicado por Leonel Vicente às 06:12 PM

julho 25, 2005

CAMPEÕES DISTRITAIS FUTEBOL (I) - 1924/25 - 1933/34

1924/1925 - “Os Leões” de Santarém
1925/1926 - “Os Leões” de Santarém
1926/1927 - “Os Leões” de Santarém
1927/1928 - Sport G. União Operária
1928/1929 - Torres Novas
1929/1930 - “Os Leões” de Santarém
1930/1931 - Sport G. União Operária
1931/1932 - Sport G. União Operária
1932/1933 - Sport G. União Operária
1933/1934 - Sport G. União Operária

Publicado por Leonel Vicente às 06:24 PM

julho 24, 2005

U. TOMAR - "CRÓNICAS DA HISTÓRIA" (VIII)

Crónica publicada em "A BOLA", em 11 de Janeiro de 1971

"TORRES NOVAS, 0 - UNIÃO DE TOMAR, 1
F0I MUITO DURO PERDER NO FINAL DO PROLONGAMENTO...

Estádio Municipal de Torres Novas Árbitro: Mário Vidreiro, de Lisboa.

TORRES NOVAS - Casimiro; Tuna, Simões, «Zeca» e Bruno; Sá Pinto, Pestana e Maia; Real, Cesarino (Madeira) e Serranito (Pedro).

UNIÃO DE TOMAR - Nascimento; Fernandes, João Carlos, Cardoso e Barnabé; Cravo (Luís Carlos), Manuel José e Raul; Pavão, Tito e Fernando (Alberto).

Ao intervalo: 0-0.

O único golo da partida foi obtido por Alberto, no minuto 119.º, com violento pontapé desferido da linha média local, e que entrou junto ao canto superior esquerdo das balizas de Casimiro que, todavia, ainda tocou no esférico.

Digam o que disserem, o clima da Taça, estilo à portuguesa, está muitas léguas afastado da temperatura escaldante dos campeonatos.

Mesmo quando os contendores, como agora, são vizinhos e rivais de truz. E essa ideia prevaleceu nitidamente, havendo a sensação que as turmas fizeram um compasso para respirar e dar balanço à vida, o exame de que, afinal, ambas bem necessitadas estarão, sobretudo o Torres Novas, positivamente sem atinar com o ritmo que anule a intranquilidade e a perturbação de que dão mostras.

Daí, nada espantar o clima de sossego em que a partida decorreu, até entre o público que era muito, tendo ambas as turmas, logo de início, com o seu estilo repousado e cauteloso, dado a entender que a audácia passaria a segundo plano nas intenções gerais.

Houve da parte dos torrejanos, uma nítida melhoria em relação aos últimos jogos disputados e o «onze», bastante alterado na sua formação, apresentou-se clarividente, com o apoio dos centro-campistas ao sector atrasado e, das lúcidas trocas de bola, resultava o impedimento dos visitantes se assenhorearem do comando.

Todavia, esta certeza inicial foi efémera, já que os avançados torrejanos, como sucederia em toda a partida, lutavam desapoiados e em nítida desvantagem física, ante a dura e experiente defesa de Tomar.

Assim, ao segundo quarto de hora, os unionistas apareceram com superior insistência, criaram até duas oportunidades bastante perigosas para os locais, mas os torrejanos, depois a mandar até ao intervalo, tanto porque os laterais da «casa» se integravam nas manobras ofensivas, como também porque Sá Pinto, esclarecido, criava interessantes jogadas ofensivas. Um golo quase feito foi salvo «in extremis» por Fernandes sobre o risco. Alguns cantos foram cedidos pelo União, mas o estilo por demais denunciado e lento dos torrejanos, pouco trabalho deu a Nascimento.

Ao contrário do que era visível no campo oposto, pois as infiltrações de Pinto vieram, inclusive, a proporcionar a Fernando ocasião soberana, mas desaproveitada.

O recomeço, após modificação no xadrez das duas equipas, mostrou que de facto o Torres Novas estava desta vez a jogar bastante diferente, para melhor. Simplesmente, a falta de objectividade e expediente na frente, com o consequente «deficit» de remate, era pecha demasiada para criar ilusões. A meio deste período, o Tomar deu a nítida sensação de não se importar com o futebol mastigado dos locais, pensando, e bem, que não perder já seria vantagem, a obrigar à reprise.

Mas como possui elementos de boa craveira, essa valia começou finalmente a revelar-se e safada que foi uma dificuldade pelo poste, esquerdo das balizas de Nascimento, a pronta e perigosa resposta dos tomarenses deu o lamiré ao predomínio deste até final.

Não em situações de golo, práticamente uma só de Alberto ao poste e outra de Tito, anulada por «off-side» nítido, mas sim porque o futebol dos visitantes era mais positivo e intencional e daí mais adequado, em contraste com o afunilamento e a lentidão, vistosa mas improfícua, da equipa de Torres Novas.

O final chegou com o marcador em branco, pelo que se jogou um prolongamento de trinta minutos.

Supunha-se que a menor preparação atlética do Torres Novas fosse «handicap» decisivo a favor do União. Mas a entrada de Pedro proporcionou ao ataque da «casa) outra elasticidade, bem visível com o assédio às balizas de Nascimento. A característica dominante dos dois períodos de quinze minutos foi de parada de resposta, agora com bastante empenho de todos, emoção no exterior, e subida de temperatura em alguns jogadores. Mas o Sr. Vidreiro soube ser firme, sem deixar de ser diplomático.

A emoção chegou a rondar as duas balizas. Tito apareceu endiabrado, Manuel José corria o campo e a réplica dos visitados, se bem que denodada e entusiástica, já não tinha a força anterior, com um meio-campo algo esgotado, mas chegou, mesmo assim, para obrigar o Tomar ao expediente das bolas fora.

Então, o inesperado aconteceu. A escassos minutos do final do prolongamento. E com toda a gente a sonhar já com o desafio do desempate. Alberto, sozinho, pouco além do círculo do meio-campo viu a bola aparecer-lhe aos pés e, num rasgo feliz, arrancou um pontapé que saiu violento e inesperado. Casimiro socou ainda o esférico, mas este colou-se às malhas, rente ao canto superior esquerdo.

Não se pode negar ao Tomar mérito no triunfo, tão pouco esquecer a superior maturidade do conjunto, com Fernandes e João Carlos a mandar na defesa, Manuel José no centro e Pavão e Tito a subirem quanto mais se caminhava para o final, criando e concluindo jogadas de muito mérito.

Todavia, perder nas condições verificadas também não pode deixar de se considerar inglório para uma equipa que muito se reabilitou, mostrando-se mais confiante, batalhadora e, sem dúvida, por tudo quanto fez, a justificar o segundo jogo. Mas isto é futebol.

Bruno, Maia, Casimiro, Tuna e Sá Pinto salientaram-se, sem que os restantes desmerecessem.

Poucas reclamações do público contra o árbitro. E quando assim sucede, é bom sinal e confere nota positiva ao trabalho do Sr. Vidreiro."

MÁRIO NUNO

Publicado por Leonel Vicente às 09:49 AM

julho 17, 2005

U. TOMAR - "CRÓNICAS DA HISTÓRIA" (VII)

Crónica publicada em "A BOLA" em 1971

"BARREIRENSE, 3- UNIÃO DE TOMAR, 0
FARIAS FOI O «CARRASCO» DA TURMA DO NABÃO

Campo «D. Manuel de Melo», no Barreiro.

Árbitro: Maximino Afonso, Lisboa, auxiliado por Beirão Coelho (lado do peão») e Americo de Oliveira (sector das bancadas).

BARREIRENSE - Bento (2); Serra (1). Almeida (2), Bandeira (3) e Patrício (2); Mira (2), João Carlos, «cap.» (2) e José João (2); José Carlos (1), Serafim (2) e Farias (3).

Substituição: Aos 22 minutos do segundo tempo, Manuel de Oliveira ordenou a saída de José Carlos, passando a alinhar o ultramarino Pedro (1) há muito ausente dos campos de futebol.

U. TOMAR - Conhé (1); Kiki (2), João Carlos (2), Dui (2) e Carlos Pereba (2); Ferreira Pinto (2) e Manuel José (2), Vieira (1), Alberto (1), Tito (1) e Faustino, (cap.), (1).

Substituições: No início da segunda parte Vieira não apareceu, jogando nos tomarenses o jovem Raul (1); Cláudio (0) entrou aos 57 minutos, para o lugar de Faustino, passando Alberto a ser o «capitão» do União.

Ao intervalo: 2-0.

1-0, aos 9 minutos por Farias.

Lance de envolvimento pelo lado de Kiki tendo o «esférico» chegado a Farias, postado na frente de João Carlos e de Dui. O brasileiro executa uma série de «driblings», sem ser desarmado e, de repente arranca um formidável «tiro» do pé direito (o seu melhor...), entrando o esférico pelo lado esquerdo de Conhé.

Novo tento aos 42 minutos. Foi seu autor Serafim.

Infiltração de José João pelo lado direito da defesa tomarense e centro alto, que Conhé não defendeu e seria facílimo. O «aríete» do Barreirense aproveitou o brinde, com uma recarga à boca das redes.

Na segunda parte: 1-0.

Jogada veloz do lento Farias, um paradoxo, tendo Ferreira Pinto provocado falta, Farias marcou a grande área e com pontapé rasteiro, mas colocado, de novo funcionou o marcador. Resultado final: vitória no marcador, indiscutível do Barreirense por 3-0.

Quem assistisse apenas aos vinte minutos iniciais do encontro difícilmente poderia admitir que uma das turmas em campo ocupa um dos últimos lugares do «Nacional», quando o adversário está excelentemente colocado, muito perto dos melhores deste campeonato, tão cheio de surpresas.

A formação de Fernando Cabrita apresentou-se alegre e aparentemente moralizada para tentar um bom resultado (interessaria, pelo menos, um ponto...), praticando um futebol solto, variado e rápido na execução, embora se notasse falta, de poder ofensivo, para bater Bento à frente de um bom quarteto de defesas.

Exibindo-se numa concepção de jogo muito diferente, o conjunto de Manuel de Oliveira, teve presença e velocidade de pernas, para responder à toada franca e aberta do União, tendo Farias «avisado» que seria um perigo quando rematou, uma força, uma jogada de muita imaginação do barreirense. Havia três minutos de jogo.

No «onze» de Tomar a ideia seria marcar um tento, de efeitos psicológicos decisivos, mas a turma utilizou um processo que a condenou.

Jogar ao ataque, sem evasivas, convencidos os seus jogadores que de nada valeria um sistema de prudente defensiva, significou para o União uma outra contra-resposta, o «team» do Barreiro, em «casa» adoptou o mesmo critério e venceu.

Venceu porque houve uma diferença enorme, gritante e incontroversa, entre as duas linhas de ataque.

Enquanto a formação vencedora, mesmo com Farias, Serafim e José Carlos, teve esquemas, lúcidos e velozes, subtis e positivas, os vencidos, dispondo de Vieira, Alberto, Tito e Faustino, não criaram «suspenso» perto da baliza de Bento, rematando pouco.

Um jogador foi, no entanto, o grande «carrasco» do conjunto do Nabão, em futebol-jogado (até ao sector atacante) com fases de certo interesse.

Farias, um brasileiro «molengão» e de caprichos que se desmarcou muito para o flanco esquerdo, teve uma influência importantíssima no desfecho do encontro.

No primeiro golo, teve artes de reter o esférico, parecendo João Carlos e Rui hipnotizados, não integrando para rematar depois com um remate de grande espectáculo. Foi mesmo o brasileiro um jogador de acções positivas acções positivas. Na primeira parte marcou um tento, cabeceou, uma vez, por cima da barra e desenhou outro esquema de aplaudir, aos 44 minutos.

Nesta jogada, Farias veio atrás, recebeu a bola, lentamente a conduziu, e quando rematou fê-lo com um «estrondo», que bateria Conhé, passando o esférico perto do poste direito.

Com 2-0 no «placard» e o União a acreditar no 2-1, Farias, num «livre», não perdoou. Foi outra vez «carrasco» da turma do Nabão.

O União tem agora seis jogos para defender a sua permanência na I Divisão, com uma tarefa espantosa, se pensarmos no calendário: em «casa», jogará com o F.C. Porto, Benfica e Belenenses e nas deslocações terá de defrontar o Varzim, Guimarães e Académica.

Rui no sector da defesa, um «miolo» à base de Ferreira Pinto e Manuel José, sendo o ataque constituído por Vieira, Alberto, Tito e Faustino, este regressado a uma função que já conheceu há anos.

Fica na retina dos espectadores a capacidade de muitos jogadores, para exibirem os seus dons.

No jogo com o Barreirense notou-se que na estratégia do meio-campo houve um profundo equívoco: Ferreira Pinto e Manuel José tiveram esquemas de fina execução, o «colored» um momento para marcar (16 minutos) e o antigo belenense colaborou em muito lance vistoso com a bola nos pés.

Contudo, o futebol da «meia-cancha» exige mais que técnica...

Exige uma rápida recolocação, quando a equipa defende, não se deixando os defesas à mercê de um ataque como o do Barreirense, que num ápice, de «3» se transforma em «5» ou «6». Com a integração de Mira, João Carlos e José João ao lado dos outros avançados de base.

Exige um apoio total aos próprios atacantes, se se pretende um futebol ofensivo, ou lançamentos variados e profundos, se o processo for de contra-ataque.

Ontem, o duo Ferreira Pinto-Manuel José ficou-se em «nuances» de execução e teve pouca influência.

Ora, o futebol de meio-campo define um conjunto.

Sucedeu no Barreirense que a equipa teve talento criador, variedade de esquemas, ritmo, condição físico-atlética e moral constante, para chegar aos 3-0 e não pensar em mais golos... Pelo menos não os obteve.

No União com os tentos foi lógico e admissível que a formação se desunisse e acabasse com um futebol de pouco nível.

A equipa sentiu-se frustrada, com os 3-0, no seu subconsciente os jogadores devem ter admitido que tudo se malogrou e quem visse os trinta minutos finais do União diria: um «onze» despersonalizado vogando ao sabor do contendor, onde a defesa, não possui sentido de coesão e os homens da estratégia, isolados, fazem os seus números sendo o ataque muito inofensivo. Sempre este...

E, no entanto o técnico apercebeu-se de algo que não poderia competir com o Barreirense, se o «4-2-4» não se alterasse para um «4-3-3», mais elástico.

Saiu Vieira e entrou um novato, Raul, para uma tarefa dificílima competir com Ferreira Pinto e Manuel José em apoio, na frente dos «metediços» e experientes Mira, João Carlos e José João um trio sempre intencional.

Está o Barreirense de 1970 com uma categoria, que, lenta mas seguramente, evolui, para um futebol de maior expressão colectiva.

Nota-se, ainda, em certos futebolistas uma «recordação» da II Divisão, com pontapés à toa, para a frente, mas o «team» tem momentos de movimentação curiosa.

Nunca esteve em dúvida a vitória, um factor decisivo, numa turma que começa a convencer o público do Berreiro.

Futebol muito rápido e apoio, foi a síntese da turma que joga muito Para Farias, capaz de bons tentos se os defesas lhe permitem liberdade de acção.

Cem a entrada do extremo-esquerdo de seu nome Pedro um antigo elemento do F. C. Porto, muito conhecido, a formação melhorou em extensão de ataque, mas não aumentou o «score». Estava-se na fase de jogar por jogar.

Melhores: Bandeira, não pelo trabalho que teve, mas devido à execução demonstrada, num jogador realizado; João Carlos, à vontade como «centro-campista». José João activo e Mira, esclarecido.

0 «negão» Farias tem «fans» no Barreiro, mesmo nos lances sem categoria. Trata-se de um «omine» que é perigoso, nos golpes de cabeça (com força) ou «tiros» com o pé direito.

Serafim, mexido, Patrício, sem destoar, Madeira a impôr-se nos choques e Bento, tranquilo, não desmereceram. Serra actuou com energia e Pedro não brilhou (bem longe...) devido à falta do ritmo de competição. Naturalmente, tem uns quilos a mais, a habilidade de pés a mesma de sempre.

A gente de Tomar utilizou o sistema de jogar muito com a bola, pouco em desmarcações sem esférico e raro para a grande área do Barreirense.

Barreirense dificilmente, não por falta de preparação, pensa-se, muito por que psicológicamente o nervos levam a inibições com os tentos de Farias muito influente o terceiro, mais que o primeiro, na fase em que a equipa ainda pensava em jogar a baliza de Bento.

Não devemos fazer grandes referências pessoais, porque nem todos os Tomarenses desiludiram, alguns tiveram fases de maior inspiração e outros jogaram com pouco apoio. No ataque... e na defesa. A «ficha» do jogo diz tudo.

Excelente arbitragem

Teve grande nível o trabalho de Maximino Afonso, discutido quando o Barreirense apenas vencia por 1-0 e o União tinha pretensões.

Decisões acertadas, que não prejudicaram o Barreirense, porque as faltas eram mesmo do clube da «casa».

Autoridade e bons julgamentos na lei da vantagem, com nítida colaboração das «bandeirinhas». Os fora-de-jogo de Farias existiram mesmo, excepto um, mal assinalado pelo auxiliar do lado do «peão».

Certo o critério do árbitro no «caso» de jogadores magoados. O melhor, porque o árbitro deve-se aperceber quando o futebolista faz anti jogo ou está mesmo tocado. Bem, a ordenar os tratamentos fora do campo."

MÁRIO MACEDO

Publicado por Leonel Vicente às 10:30 AM

julho 14, 2005

MANUEL GRAÇA REELEITO PRESIDENTE

Manuel Graça foi reconduzido no cargo de Presidente da Direcção do União de Tomar, para novo mandato com a duração de dois anos, ao bater nas eleições o candidato Rui Martinho, tendo alcançado cerca de 60 % dos votos dos presentes na Assembleia Geral do clube.

Publicado por Leonel Vicente às 03:13 PM

julho 12, 2005

ASSEMBLEIA GERAL DO U. TOMAR

U. TomarNuma das Assembleias Gerais mais concorridas dos últimos 15 anos, evidenciando que os tomarenses desejam que o União de Tomar prossiga a sua caminhada, foram apresentadas as duas candidaturas à Direcção do clube, lideradas respectivamente pelo Presidente em exercício, Manuel Graça, e pelo antigo Presidente do clube, Rui Martinho.

Não obstante, não foi ainda desta que o União ficou a conhecer quem assumirá a condução dos destinos da colectividade, uma vez que, por razões estatutárias (em particular a insuficiência de elementos designados para o órgão denominado "Conselho Geral"), esta reunião teve de ser novamente adiada, devendo ser retomada hoje, às 21 horas, na sede da Junta de Freguesia de S. João Baptista.

Publicado por Leonel Vicente às 09:44 AM

julho 10, 2005

U. TOMAR - "CRÓNICAS DA HISTÓRIA" (VI)

Crónica publicada em "A BOLA", em 9 de Fevereiro de 1970

"UNIÃO DE TOMAR, 1 - V. SETÚBAL, 2
SETÚBAL TEM AGORA GRANDE LUGAR A DEFENDER

Estádio Municipal de Tomar.

Árbitro: Porfírio Silva, de Aveiro.

UNIÃO DE TOMAR: Conhé (2); Kiki (3) Faustino, «cap.», (1), Ferreira Pinto (1) e Carlos Pereira (1) ; João Carlos (1) e Manuel José (1); Leitão (1), Alberto (1), Tilo (2) e Vieira (1).

V. DE SETÚBAL - Vital (2); Conceição «cap.» (3), Cardoso (4), Alfredo (2) e Carriço (3); Tome (3), José Maria (3) e Wagner (2); Vítor Baptista (3), Arcanjo (2) e Jacinto João (2).

Ao intervalo, 1-1.

4 minutos de jogo, golo do Vitória, Carriço levou a bola pelo seu corredor, deixou-a em Jacinto João e continuou a correr, iludindo a defesa da «casa». Jacinto João, porém decidiu-se por um largo centro, saltaram vários jogadores mas não tocaram no esférico e Tomé, surgindo com oportunidade, na zona central, rematou de cabeça. A bola surpreendeu Conhé, balanceado para a esquerda e entrou na Baliza da União pelo canto direito. Aos 12 minutos, um grave acidente afastou Tomé do jogo. A jogada que esteve na origem do choque entre Tomé e um adversário (cabeça contra cabeça) foi idêntica à que deu o golo.

Também houve um centro de Jacinto João e também Tomé se fez ao remate, que ainda lhe saiu, levando a bola a roçar a barra.

Simplesmente, um adversário saltou com ele e, involuntáriamente, na intenção de certo de jogar a bola, teria chocado com o médio setubalense. Este foi retirado do campo em maca e conduzido ao Hospital de Tomar. Para seu lugar entrou Raúl Vítor (2).

Dois minutos depois, nova baixa, desta vez, na turma nabantina, Vieira e Cardoso chocaram. O primeiro recebeu ferimentos numa perna e teve de abandonar o relvado, sendo substituído por Totoi (3).

E foi Totoi quem fez o ponto de empate. Uma bola alta foi desviada por Vital e o extremo tomarense fez a recarga cem um belíssimo pontapé. Estavam jogados 39 emocionantes minutos.

Segunda parte, 0-1.

A turma vitoriana fez o golo do triunfo aos 9 minutos: Jacinto João centrou de junto da linha lateral e VÍTOR BAPTISTA, rapidíssimo, antecipou-se a todos os adversários, guarda-redes incluído, para atirar forte e rasteiro. As equipas ainda fizeram substituições: Ferreira Pinto saiu e entrou Rui (1), aos 13 minutos. No Vitória, Mendes (1) substituiu Raúl Vítor.

Em Tomar mora dramatismo.

O União, que tão laboriosamente conseguiu a sua vinda para a I Divisão voltou a perder pontos e emparceirado com o Boavista no fundo da tabela classificativa. Assim, o Ribatejo está em vias de perder o que é o único representante no futebol mais qualificado porque as perspectivas são, realmente, bastante más.

É verdade que enquanto há vida há esperança e também é verdade que a equipa do União de Tomar não é, de forma nenhuma, a pior do Campeonato pelo que pode haver surpresas, está igualmente, no domínio das previsões um «volte-face», um lampejo de génio que resolva o desafio e proporcione pontos dos que a equipa ainda tem para ganhar, se não perder a cabeça, se não se deixar influenciar seja por quem for.

A tranquilidade não poder ser uma arma nabantina nas condições em que a turma de Óscar Tellechea se encontra e a surpresa dos adeptos do clube é tanto maior quanto é certo que, em teoria, os elementos que formam a equipa da época de 69/70 são mais valorosos dos que formaram o «timinho» consciente e ligado capaz de suportar o União entre os maiores do futebol português numa temporada que por ser a inaugural em tais andanças, parecia difícil de correr sem riscos sérios.

Mas, se não pode existir tranquilidade nos jogadores nabantinos, pode haver ao menos um mínimo de confiança nos próprios recursos e essa qualidade e o entusiasmo são trunfos de que, neste momento, os futebolistas de Tomar podem deitar mão, esquecendo tudo quanto sucedeu até aqui, mesmo as notícias vindas a público, semanalmente, da troca do treinador, e que podem ter estado, em parte, na origem de uma segunda intranquilidade, uma tranquilidade igualmente nefasta gerada pela «suspense» de uma mudança de critério, de rotina de treinos, de estilo de jogo.

O adversário de ontem não ajudava à recuperação. Era uma equipa demasiadamente sabida, com grande reportório de lances, variedade de esquemas e, sobretudo, mentalização. Qualquer «team», por muito adulto que se entenda, tem de usar precauções para defrontar os setubalenses com um mínimo de probabilidades de êxito. Jogar abertamente ao ataque, como quem vai ao encontro do perigo, heróica decididamente, quase que diríamos lealmente, não adianta muito quando o antagonista tem a classe e o virtuosismo dos jogadores das margens do Sado.

Não foi, portanto, a equipa mais a propósito para aparecer no Municipal de Tomar nesta altura em que os adeptos do clube exigem frente ao Sporting de Braga num desafio que era de ganhar e se empatou nas circunstâncias conhecidas.

E de dois jogos em terreno próprio o União de Tomar extraiu um único ponto num máximo de quatro. De contas de somar a contas de diminuir.

0 Vitória, antes e depois da lesão de Tomé foi, por conseguinte, uma equipa apreensiva que o Vitória encontrou em Tomar e de tal maneira a turma vitoriana pareceu gigantesca de força e de valia aos nabantinos que estes nem sequer reparam num pormenor deveras importante. É que os sadinos, também eles, jogavam cartada importante por terem dentro de si escondida, mas latente, a vontade de alcançar posição alcandorada no Campeonato.

Pedroto é um treinador ambicioso. Pôs os olhos no segundo lugar e, por isso, a sua equipa teve de pôr os olhos no segundo lugar. Portanto, também os vitorianos tinham algo a defender e daí o facto de não poderem entrar na competição do Estádio Municipal de Tomar absolutamente à vontade, convencidos de que ganhariam o jogo sem larga controvérsia.

Pois a nós pareceu realmente que o União nunca pensou no estado de espírito do adversário só para acusar o seu próprio. E as circunstâncias proporcionaram-lhe a possibilidade de ganhar o jogo ou de ao menos construir superioridade sobre a Vitória. Foi um golpe de azar, foi o afastamento do rectângulo de um futebolista magnífico que concedeu a hipótese quando tudo parecia encaminhado para a derrota nabantina.

Mas, o jogo, porque é jogo, sujeita os seus elementos ao que de bom e de mau pode suceder em campo. Primeiro, a infelicidade de Tomé que jogava com a sua tradicional alegria, que contagiava os companheiros com as suas intervenções esplêndidas de entusiasmo e de jeito e acabou por sair na maca dos bombeiros, sentidos perdidos, longe, muito longe do rapaz cheio de saúde que viramos momentos antes. Depois, a quebra que a sua saída provocou nos companheiros que deixaram de ter junto de si uma das mais brilhantes e eficazes molas impulsionadoras do ataque setubalense.

O Vitória, mais endurecido, mais senhor das suas convicções, soube disfarçar algum nervosismo se, porventura, o tinha, e admitimos que sim porque o receio do jogo, ao adversário, do resultado devem ser constantes do futebolista consciente que não aceita partidas ganhas de antemão como não deve consentir-se perdido sem esgotar todos os recursos.

A equipa adoptou o sistema habitual, usou das tradicionais variantes, das transformações do «4x3x3», puxando elementos para a defesa, adiantando jogadores para a frente, conforme jogava no seu meio-campo ou no do antagonista, e aproveitando com regularidade, com método, diremos mesmo que com força de rotina, os corredores laterais. Tomé esteve como, de resto, sucede em todos os desafios, na base das desmarcações e afins, infiltrações. O seu poder de arranque dá-lhe rapidez para a jogada de flanco que tantas preocupações causam aos defesas.

O Vitória dominava o jogo, já tinha metido um golo e parecia senhor da situação quando Tomé, mais uma vez rapidíssimo e espectacular a aparecer na zona de remate, saiu lesionado após um choque com adversário. E as coisas modificaram-se. Porquê? Especialmente, porque causa sempre um certo choque nos jogadores a saída de um companheiro seriamente lesionado.

Sob o ponto de vista psicológico, a retirada do camarada no rectângulo com todo aquele aparato de massagista a correr, de médico apreensivo (justa e conscientemente, claro), de público emudecido como se desgraça caísse naquele momento no campo, atinge os jogadores, encharca-lhes de água fria o fogo da luta, o entusiasmo da competição; depois, a mecanização da equipa fica traumatizada: por fim (isto no caso do desafio de ontem), o substituto de Tomé, embora vivo e jeitoso, não tem a rotina de jogo do homem que foi substituir, nem, actualmente, a sua classe.

E o Vitória saiu do domínio consciente do jogo para um período em que poderia ter sido superiorizado pelo antagonista. As jogadas, por norma bem definidas caíram num sucessão de carência como se a roda dentada, que é a turma sadina, tivesse dificuldades em engrenar no seu próprio estilo.

O União de Tomar deu conta de que algo de diferente havia no Vitória. E encetou uma série de jogadas ofensivas que tinham apenas um cariz: entusiasmo. A equipa sentia-se limitada, sentia que os seus opositores constituíam barreira difícil e resolveram desfeiteá-los, utilizando o trunfo que a intranquilidade e mesmo o medo melhor deixam transparecer: a entrega total à luta, correndo, atirando, centrando, chocando... forçando.

Totoi, oportuno e inteligente, marcou o golo do empate no momento mais propício para os nabantinos a segurarem o jogo. Todavia, pressentia-se a classe dos vitorianos. Pois aí estava a grande «chance»: Vitória desencorajado, desanimado com a perda de Tomé e talvez, até, apreensivo com a sorte do camarada que tinha estampada no rosto a lesão que prostrara, Vitória desencontrado de si próprio, quase desorientado, a avaliar-se pelos sintomas muito esclarecedores da equipa não conseguir ligar um lance e da sua defesa se ter consentido a pontapés de alívio demasiadamente insistentes. Via-se que a turma sadina tentava fazer passar tempo, sair da crise, para depois se reorganizar.

Ora, o União viu as possibilidades de ganhar ali ao jeito da mão. Era só aproveitar a oportunidade com cabecinha e aproveitar bem aproveitadinho o tempo para jogar até ao intervalo. E não o fez. As jogadas dos médios (e até os pontapés «livres») tiveram quase sempre uns metros a mais. Os passes foram, por norma, fáceis de interceptar e os flancos do campo pouco utilizados. Os nabantinos, em vez de se organizarem num bloco que tivesse fluxo preferiram enveredar por um futebol à base de improvisação que deu ao adversário a oportunidade de chegar ao intervalo com o jogo empatado.

O Vitória voltou

O princípio do segundo tempo deu logo o «lamiré»: o Vitória tinha vencido a sua própria inibição. Pujante, poderoso, aguerrido e com o desejo indómito de vencer. O Benfica perdia ao intervalo com a CUF. Ainda tinha mais quarenta e cinco minutos para rectificar, mas a sua desvantagem era uma esperança e o tal segundo lugar, onde a equipa sadina nunca ficou, parecia estar mesmo à espera dos homens de Setúbal.

A mecanização do jogo do Vitória voltou a preocupar o União de Tomar que não conseguia antídoto para evitar aquele girar rápido da bola de jogador para jogador como se o esférico fosse defeso e as botas tivessem íman. O Vitória chegou, assim, à posição de dominador de todos os sectores do campo, até porque era indiscutível, sob o ponto de vista técnico-táctico-físico, a superioridade dos homens do meio-campo setubalense em relação ao adversário, onde faltava de tudo um pouco e, sobretudo, esclarecimento e sangue-frio.

Foi mesmo o grande óbice dos médios nabantinos, para além da inadaptação de João Carlos à posição intermediária em jogos em que a equipa tem de atacar muito e ele tem de jogar muitos metros à frente do seu lugar de rotina e colaborar nos lances de ataque, o que não é o mesmo que desfazer lances de ataque, a ausência de frieza nas intervenções. Desde uma toada pouco fluente à má marcação aos jogadores da intermediária de Setúbal, ainda que beneficiando de uma certa apatia de Vagner, os médios nabantinos não conseguiram ligar, com regularidade, a sua defesa à linha de ataque. Perderam muitas jogadas por nunca terem conseguido meter a bola para além dos defesas forasteiros, no espaço vazio entre as coisas destes e Vital.

Endossando-a, directamente, ao jogador, os médios do União de Tomar deram aos defensores setubalenses a possibilidade de desfazer todas as jogadas ofensivas, bastando-lhes antecipação e atenção.

E a prova do que dizemos está na vida tranquila levada por Vital em todo o segundo tempo. Sem exagerarmos, podemos dizer que apenas se preocupou, ligeiramente, com um remate de longe de Leitão, que saiu, todavia, ao lado do poste.

Ora, os vitorianos não entregaram, por sistema, um passe aos caprichos do acaso. «A bola é para a gente a ter» pensam e pensam bem. «Se a entregamos ao antagonista esta pode fazer dela o que quiser». Dentro desta teoria, o Vitória procura sempre dar destino verde-branco aos endossos e raramente acontece entrar em situações difíceis por causa de uma má entrega. Parece-nos virtude de pôr em destaque.

E não se pode dizer, até, que a equipa tenha agora um futebol muito miudinho. Continha a ter, isso sim, um futebol muito apoiado. Mas existe grande diferença entre futebol cerzidinho e futebol intencionalmente apoiado, com os médios a catapultarem o jogo, a defenderem, a trocarem com os dianteiros, com os defesas, a tomarem conta do rectângulo através de jogo posicional e de desmarcações.

Com o golo de Vítor Baptista, alcançado aos 9 minutos, a crença voltou ao Vitória e a descrença instalou-se nas hostes nabantinas. Nunca mais existiu em campo nem fora dele, a dúvida do resultado. E os jogadores de Tomar, naquele seu assomo de dignidade, que lhes reconhecemos naquele seu esforço formidável para modificarem o panorama da partida, tentando jogadas de ataque mas perdendo-as por sistema em benefício da escalonada defesa setubalense e da sua linha de apoio, deram espaço no seu meio-campo, aos jogadores do Sado para fulminantes contra-ataques que só não deram golo porque Conhé, por um lado, e Vítor Baptista. José Maria, Vagner Arcanjo e Raul Vítor (e não há exagero neste enumerar de jogadores que tiveram o golo feito), por outro resolveram acertar por sistema com a bola no corpo do guarda-redes, quando parecia que a este só restava o recurso de a ir buscar à baliza.

Foi, na verdade, um festival de golos perdidos e só por isso o União de Tomar conseguiu sair deste encontro airosamente e vamos lá manter, até ao 90º minuto, acesa a esperança dos seus adeptos porque um golo pode surgir em qualquer altura e os nabantinos, não obstante as limitações mais de origem psicológicas do que propriamente, técnicas„ poderiam chegar-se às redes de Vital e batê-lo.

No entanto, a verdade manda que se diga que isso seria altamente injusto, pois a segunda parte foi inteirinha dos setubalenses e só a incrível falta de pontaria dos seus jogadores consentiu que se chegasse no fim sem a partida antecipadamente resolvida.

Vitorianos no segundo lugar

Agora, vai ser muito pior o Vitória teve ontem a prova. Agora, os setubalenses, embora com muito Campeonato ainda para jogar, chegaram à almejada posição, a mais alta da competição que está ao alcance prático de duas ou três equipas. Têm de a defender. Aqui, parece-nos que reside a dificuldade porque, naturalmente, as coisas vão tornar-se mais difíceis e o Vitória terá de recorrer a todos os seus vastos recursos para defender a posição brilhantemente alcançada.

A ausência de Tomé, se for longa, pode afectar a equipa, dado que o jogador estava numa «forma» notável; mas, Pedroto saberá enquadrar um «reserva» no conjunto. Pode muito bem ser o jovem Raul Vítor, que talvez seja adaptável às funções do excelente, médio.

A classificação para o prémio «Somelos Helanca» que demos à equipa reflecte a sua valia e a actuação dos jogadores. Vital e a defesa quase sempre muito bem. Os laterais, pela forma como manobraram no meio-campo e flancos do terreno, merecem mais alguma coisa. Boas exibições.

Linha média com a quebra já assinalada. Depois, recuperou, Vagner teve dificuldades em dominar a bola nas «carecas» da relva e esse pormenor deu ao seu jogo certa sensação de apatia. José Maria, fulgurante e em excelente «forma». Bons remates, boas infiltrações, boas arrancadas.

O mais parecido com Vagner foi Jacinto João, também um tanto parado. Quando ele dribla «parado», é mau sinal. Contudo, esteve na origem dos dois golos. Arcanjo falhou, espectacularmente, um remate, quando estava sozinho defronte das redes e com Conhé batido. Foi o seu erro. De resto bem, até a jogar de cabeça. Ele que é pequeno! Vítor Baptista, mexido, atrevido, cheio de força, fez jogadas magníficas e marcou o ponto da vitória.

Foi ainda utilizado um jogador (José Mendes) bastante habilidoso, no qual o Vitória deposita fundamentadas esperanças. Esteve pouco tempo em jogo. Esperemos nova oportunidade.

Os nabantinos não são ainda uma equipa destroçada. Mas têm de reagir para que não caiam na descrença. Como já dissemos, no Campeonato existem duas, três equipas que não são melhores. Portanto, ainda pode haver esperança em Tomar.

Na tarde de ontem, o conjunto teve a infelicidade de encontrar-se com o Vitória. Não lhe foram concedidas facilidades. Mas, a equipa poderia ter feito outro jogo se o antagonista fosse de outra qualidade.

Conhé não jogou mal, nem teve culpas no primeiro golo.

Estava «lançado» para um lado e o remate de Tomé saiu para o outro. Onde estavam os defesas? O sector defensivo teve em Kiki o seu melhor elemento, em todos os aspectos, incluindo o canalizar do jogo para a frente. Os outros a roçar o fraco. João Carlos não será mais útil na linha de defesas? Na linha média, não nos parece que seja de grande utilidade. Leitão e Manuel José chegaram a remar contra a maré, mas foram, por norma, infelizes a passar e perderam nitidamente a luta do meio-campo. Dos seus defeitos falámos no decorrer desta crónica.

Totoi cotou-se como o avançado mais certo. Sóbrio, jogou também com inteligência, dando seguimento às jogadas, sendo sempre intencional. Fez um belo golo que tê-lo-ía lançado para um jogo muito mais produtivo se tivesse sido ajudado. A seguir, pela ordem de regularidade, Tito.

Por fim, Rui, a entrada deste jogador obrigou à saída de Faustino do seu terreno, cá atrás, para outro mais difícil, lá à frente. Nada de proveitoso saiu da alteração do seu terreno, cá atrás, para outro proveitoso saiu da alteração.

Fazer vista grossa

Porfírio da Silva não estava nos seus domingos. Equivocou-se a julgar faltas, não foi bem auxiliado pelo juiz de linha do lado da bancada e deixou passar sem reparo rasteira a José Maria, dentro da área do União de Tomar, aos 22 minutos. Repetiu o erro aos 42 minutos, portanto muito perto do fim do jogo, quando, ali nas suas barbas Vagner foi agarrado (quase que abraçado) por um defesa nabantino também dentro da zona em que a falta é punida com grande penalidade. Enfim, vista grossa. O que é bastante lamentável."

HOMERO SERPA

Publicado por Leonel Vicente às 10:23 AM

julho 04, 2005

ASSEMBLEIA GERAL DO U. TOMAR

Prossegue hoje, pelas 20 horas, na Junta de Freguesia de S. João Baptista, a Assembleia Geral do U. Tomar - que havia sido suspensa no passado dia 16 de Junho -, na qual deverão ser eleitos os novos órgãos sociais do clube.

O actual Presidente, Manuel Graça, e um antigo Presidente, Rui Martinho, deverão ser candidatos a liderar a Direcção.

Entretanto, Manuel Graça anunciou já o novo treinador de futebol, João Alves, antigo treinador do Alvaiázere.

Publicado por Leonel Vicente às 12:35 PM

julho 03, 2005

U. TOMAR - "CRÓNICAS DA HISTÓRIA" (V)

Crónica publicada em "A BOLA", em 2 de Fevereiro de 1970

"UNIÃO DE TOMAR, 1 - SP. BRAGA, 1
MERECIA MAIS DO QUE O PRIMEIRO PONTO «FORA»

Estádio Municipal de Tomar.

Árbitro: Adelino Antunes, auxiliado por Celso Melo e Martinho de Almeida, equipa da C. D. Lisboa.

U. TOMAR - Conhé (0); Kiki (1), Faustino, «capitão», (2). Ferreira Pinto (3) e Barnabé (2); Manuel José (2), João Carlos (1) e Luís Carlos (1): Tilo, Leitão (1) e Vieira (1).

SP. BRAGA - Armando, «capitão» Agostinho (2), Alípio (2), Leio (2) e José Manuel (2); Lua (2), Alfredo (2) e Fernando (2); Palmeira (3), Mário (3) e Rendeiro (2).

Substituições, todas no segundo tempo: logo de entrada, Luís Carlos por Alberto (2) e Alípio por Fernando II (2); aos 15 minutos, Faus (lesionado) por Dui (1) e Lua sobral (2).

Ao intervalo: 0-0.

No segundo tempo: 1-1.

Os bracarenses marcaram primeiro, por intermédio de MÁRIO, aos 5 minutos, no seguimento de um «livre», apontado por Lua, na direita.

Toda a defensiva tomarense ficou à espera não se sabe de quê. Mário teve tempo e espaço mais que suficiente para recolher a bola ajeitá-la e, à meia volta, rematar frouxo e cruzado. A incriminar os seus colegas pelas liberdades concedidas ao autor do golo, Conhé foi nitidamente mal batido, pois quase nem esboçou a defesa, apesar de o esférico passar perto de si e com pouca velocidade.

1-1, por ALBERTO, aos 15 minutos, rematando de cabeça uma bola vinda de «canto» apontado por Leitão, da esquerda. A jogada foi irregular pois Armando viu-se impedido de saltar para a bola, já que um adversário lhe puxou pela camisola, mas os seus veementes protestos, secundados por alguns companheiros, não resultaram junto do árbitro.

Resultado: 1-1.

Em Tomar, disputou-se ontem um desafio de grande importância, provavelmente, para a arrumação dos clubes no Campeonato, quanto aos últimos lugares, tão certo é que tomarenses e bracarenses se encontravam e encontram ameaçados para tão indesejáveis posições.

Por isso mesmo, surpreendeu-nos a «frieza» digamos assim, com que a equipa do União, salvo honrosas excepções, se bateu em quase todo o tempo, mais parecendo que o jogo tinha para si uma importância apenas relativa e não aspectos que, até certo ponto, pelo menos, poderiam considerar-se decisivos dado defrontar adversário nas mesmas circunstâncias, e para mais tendo-se verificado um empate (1-1) em Braga, na primeira «volta».

Em tal capítulo, os jogadores do União nem podem lamentar-se, no caso de ontem, do público porque se é verdade que ele não compareceu em grande número, para lhe prestar um apoio intenso e continuo, também é exacto que aqueles que compareceram não poucas vezes lançaram para o terreno brados de exortação, tentando «puxar» pela equipa, rumo ao necessário.

Foi a própria equipa, porém, que começou por fazer esfriar esse entusiasmo do seu público e acabou por o emudecer, até, quase por completo, porque, não jogar bem, é uma coisa, e não fazer tudo por isso, é outra, bem diferente e o que se viu foi uma estranha apatia, em diversos casos pessoais, acontecendo mesmo lances em que jogadores de posições-chave foram batidos e... se consideravam batidos, não voltando à disputa da bola com o entusiasmo e o «elan» próprio de quem quase joga em cada lance o muito complexo problema que é a descida de divisão de um clube de futebol profissional.

Sabemos que são duras estas nossas considerações e que até poderá haver quem vá melindrar-se com elas, mas entendemos que a única forma de se fazer Crítica honesta é não fugir a tais riscos e, aliás, frequentes vezes vimos esta nossa opinião corroborada no intervalo, durante e no fim do jogo, por diversos partidários do União que estabeleciam amargos confrontos entre a tal «frieza» observada, ontem, a muitos dos jogadores da equipa nabantina e o «querer» inexcedível, pelo que já sabíamos e ouvimos ontem, para eles manifestados, no domingo anterior, contra o Sporting.

Toda a gente sabe que o estado de espírito dos jogadores e reflexamente, das equipas é muitas vezes pautado pela «estatura» do antagonista de cada encontro, mas não há dúvida de que, ontem, vários dos futebolistas tomarenses abusaram, realmente na transmissão da ideia de que não sentiam a muita importância do jogo que disputavam.

Do lado bracarense, por sua vez, tudo se passou de modo diametralmente oposto. Não houve nenhum dos seus jogadores que, do primeiro ao último minuto, deixasse de se entregar ao duelo com tudo quanto tinha dentro de si e fazendo de cada lance, pois, um caso quase decisivo para o tal complexo problema que é a descida de Divisão de um clube de profissionais.

Só nisso, é evidente que já haveria vantagem para os bracarenses. Mas os bracarenses não se limitaram a ficar por ali. Embora denunciando, de entrada, um nervosismo próprio das responsabilidades do encontro, cedo entraram a manifestar uma organização global e um sentido de entreajuda bem superiores aos dos tomarenses, dentro de um sistema de trocas de bola rasa e de súbitas mudanças de velocidade e de flanco, quando já nas proximidades da grande área adversa.

Foi por tudo isso que, apesar de ter exercido maior domínio territorial (intenso, mesmo, após a igualdade) o União de Tomar nunca conseguiu ser tão perigosos como os minhotos. Faltou-lhe, além do arreganho do seu muito brioso antagonista, um igual sentido de colectivismo e um igual discernimento, na construção e na finalização do jogo.

De aí, considerarmos que o empate foi o mínimo prémio que o Sporting de Braga merecia, nesta sua bem importante deslocação ao terreno dos nabantinos.

Até porque...

Os tomarenses podem lamentar-se das circunstâncias em que, afinal, sofreram o único golo dos minhotos. Foi, na realidade um «frango» enorme do seu guarda-redes, depois de uma incompreensível paragem de toda a defesa que desde os 28 minutos do primeiro tempo, era constituída por Kiki, João Carlos, Faustino e Barnabé, devido à troca de posições entre João Carlos e Ferreira Pinto.

Mas, independentemente do facto de os bracarenses terem desfrutado de melhores ocasiões para marcar, ao longo do jogo todo, há que considerar o reverso da medalha. E esse reverso da medalha foi a flagrante irregularidade do golo dos tomarenses, pois só a infracção cometida sobre Armando (puxado pela camisola) terá impedido que o guarda-redes minhoto interceptasse o «canto» e evitasse, assim, que a bola chegasse à cabeça de Alberto.

Mais: a dois minutos do fim do encontro, Sobral viu-se derrubado, irregularmente, por Barnabé, dentro da grande área tomarense e o árbitro não considerou a infracção.

Ora oremos que estes dois factos não só anulam os tais motivos de lamentação dos tomarenses, como reforçam a nossa opinião de que o Sporting de Braga justificou plenamente a conquista do seu primeiro ponto em terreno alheio, neste campeonato.

Houve, pois, no União de Tomar, uma tarde de manifesto desacerto. Um desacerto quase colectivo, do qual apenas se salvaram Faustino, Barnabé, Manuel José, Alberto e, sobretudo Ferreira Pinto, que foi, de longe, o melhor, quer na defesa, quer depois, quando passou para o meio campo.

Esta permuta, aliás, constituiu uma das poucas notas positivas da equipa, o mesmo se podendo dizer da saída do brasileiro Luís Carlos, que se estreou e revelou bom toque de bola, mas denunciando uma naturalíssima falta de competição e, por isso, teve em Alberto (um jogador que «vai a todas» e que até marcou o golo...) um substituto de muito melhor rendimento.

Todos os restantes estiveram mal de mais e, em relação a Leitão, há que verberar-lhe a forma como reagiu, dentro dos primeiros vinte minutos, a «placagens» que lhe fizeram Alfredo e Alípio.

E o mesmo se poderá dizer de uma «entrada» de Manuel José a Mário, que teve de receber assistência fora do terreno.

Com um árbitro mais firme, em qualquer dos casos...

Sobre o Sporting de Braga pouco mais, há a acrescentar. Notável de espírito de luta e exemplarmente disciplinada, a equipa minhota não terá realizado uma grande exibição, nem isso poderia esperar-se-lhe, mas soube aproveitar-se bem das limitações adversas, para «jogar direitinho» e firmar uma superioridade colectiva que julgamos fora de qualquer dúvida.

Palmeira, pela sua habilidade e intencionalidade, e Mário, pelo seu inexcedível estoicismo, justificaram menção à parte.

Acompanharam-nos bem, no entanto, todos os restantes, dentro de uma igualdade francamente positiva se atendermos à importância do desafio.

Adelino Antunes, para estar na 1 Divisão, tem de valer bastante mais, com certeza, do que aquilo que mostrou ontem.

Apesar de disputado em terreno algo difícil. o jogo não lhe ofereceu grandes problemas. Mas eles bem podiam ter surgido, quer técnica, quer disciplinarmente, por culpa exclusiva do árbitro.

No primeiro caso, estiveram além de outros lapsos de menor monta, o golo dos tomarenses e o «penalty» não assinalado, a dois minutos do fim, no tal lance de derrube de Barnabé a Sobral.

No segundo caso, esteve a indiferença com que assistiu (sem uma palavra, sequer, para os prevaricadores) às duas mencionadas reacções de Leitão e à também já referida «entrada» de Manuel José a Mário.

Deste último lance, resultou, até, uma lesão para Fernando, pois Mário, depois de ter recebido assistência fora do terreno, voltou ao jogo com nítidos propósitos de tirar esforço e, logo no primeiro lance em que disputou a bola com Manuel José, atirou-o (com uma carga pelas costas) sobre Fernando, que ficou lesionado e estatelado de novo, para o árbitro errar, pois mandou seguir o jogo e só tardiamente o interrompeu, para que o jogador minhoto fosse, retirado do campo e assistido.

Apenas, «casos», pois, em prejuízo dos minhotos tal como amanhã poderá suceder em prejuízo dos tomarenses.

Simples coincidência ou propensão do árbitro para um «caseirismo» inadmissível?

Queremos acreditar na primeira hipótese..."

Publicado por Leonel Vicente às 09:41 AM

junho 30, 2005

AG DO U. TOMAR SUSPENSA ATÉ 4 DE JULHO

A Assembleia Geral que tem por objecto a eleição dos órgãos sociais do U. Tomar foi suspensa até 4 de Julho, perante a reclamação da actual Direcção, na pessoa do seu presidente, Manuel Graça, de que apenas estaria disponível para se recandidatar se a Câmara Municipal de Tomar desse garantias de apoios, passando nomeadamente pela possibilidade de o clube regressar ao Estádio Municipal (agora com piso sintético), já a partir de Setembro.

Também o antigo presidente do clube, Rui Martinho, mantém diligências no sentido de formar eventualmente uma lista candidata às eleições.

Na Assembleia iniciada no passado dia 16, todos os cenários foram equacionados, inclusivamente a suspensão do futebol senior.

Todos os tomarenses desejarão que o U. Tomar consiga alcançar a melhor solução para o seu futuro que passará necessariamente – a par da recuperação financeira – pelo regresso a níveis competitivos mais condizentes com o seu historial.

Até porque os quadros competitivos da A. F. Santarém se encontram em reestruturação, prevendo-se que a I Divisão Distrital venha a ser disputada, na época 2006-07, em duas séries (Norte e Sul); dessa forma, deverão ser promovidas da II Divisão Distrital na próxima época (2005-06) diversas equipas, de forma a completar o novo quadro da I Divisão.

Publicado por Leonel Vicente às 06:05 PM

junho 26, 2005

U. TOMAR - "CRÓNICAS DA HISTÓRIA" (IV)

Crónica publicada em "A BOLA", em 26 de Maio de 1969

"SPORTING, 2 - UNIÃO DE TOMAR, 0
DAMAS NÃO EXECUTOU NEM UMA ÚNICA DEFESA

Estádio de Alvalade.

Muito público («mais de meia casa»). Tarde amena e soalhenta. Relvado em boas condições.

Árbitro: Rosa Nunes, de Faro.

SPORTING — Damas, Pedro Gomes, Armando, Alexandre Baptista e Hilário; José Morais e Pedras; Chico, Lourenço, Màrinho e Oliveira Duarte.

UNIÃO DE TOMAR — Conhé; Kiki, Caló, Faustino e Barnabé; Ferreira Pinto, Cláudio e Santos; Leitão, Alberto e Totoi.

Lourenço esteve em campo escassos sete minutos. Vítima de uma lombalgia, deu lugar a Gonçalves, que entrou para a posição de José Morais, avançando este para o do companheiro lesionado. No começo do segundo tempo, Santos foi substituído. Oito minutos após o recomeço, Leitão foi expulso. Aos 18 minutos da segunda parte, Totoi foi substituído por Leitão.

Ao intervalo, 1-0.

Faltavam dois minutos para o termo da primeira parte, quando o Sporting obteve o seu primeiro golo. No flanco esquerdo do ataque «leonino», José Morais esgueirou-se com a bola até próximo da linha final de onde executou um centro primoroso, por alto para a grande área tomarense. Em dificuldade, Conhé limitou-se a desviar a bola, ligeiramente, com a palma da mão, acabando por colocá-la nos pés de CHICO, que, com um pequeno toque, a enviou para dentro das redes unionistas.

Aos dois minutos do segundo tempo, 2-0.

Pedro Gomes, a jogar à boa maneira dos defesas laterais modernos, executou um centro, por alto. Antecipando-se a Conhé, PEDRAS «voou», e, de cabeça, marcou um golo espectacular.

Pela primeira vez, esta época, o Sporting venceu a equipa do União de Tomar.

O acontecimento só merece registo por isso mesmo, por ter acontecido que, nos dois encontros do «Nacional», a equipa «leonina» não tivesse logrado bater o grupo tomarense, que, não obstante a sua meritória carreira na prova maior do futebol português, está muito longe de poder comparar-se, seja qual for o ângulo de apreciação ao seu poderoso adversário lisboeta.

O triunfo sportinguista de ontem teve, pois, o cunho da mais absoluta normalidade. Verdadeiramente, não se trata de uma rectificação, porque para vencer o União de Tomar, o Sporting nem precisa de rectificar o quer que seja. A categoria individual dos seus jogadores, a capacidade global do seu conjunto, a força psicológica da sua grandeza histórica no ângulo do futebol nacional e internacional, têm de constituir, habitualmente argumentos e factores decisivos na luta entre os dois adversários de ontem, em Alvalade.

Com efeito os «leões» não careceram, sequer de realizar aquilo a que soe chamar-se uma grande exibição, para alcançarem a vitória.

E, todavia, o resultado não foi assim tão expressivo que exclua uma certa sugestão de dificuldade, especialmente para quem, não tendo assistido ao encontro, estivesse à espera de uma diferença mais expressiva.

Terá sido assim? Terá o Sporting passado por tantos embaraços e dificuldades como a vantagem (relativamente escassa) parece sugerir?

Em nossa opinião, não, embora devamos acrescentar que nós próprio esperávamos bastante menos do União de Tomar, que se dizia «estar de gatas» nesta fase final da época, e bastante mais da equipa sportinguista, que nos garantiam encontram-se em «forma» transcendente. E pensamos que não, que o resultado não significa aquilo que parece sugerir, por várias razões.

Em primeiro lugar, porque o Sporting marcou «apenas» dois golos, mas construiu e desperdiçou oportunidades para muitos outros, na linha, aliás de um «mau hábito» que nas últimas épocas, tem vindo a afirmar-se como uma deplorável tradição do ataque «leonino».

Em segundo lugar, porque a fraca produtividade dos dianteiros lisboetas não foi, apenas, mera consequência de erros e desacertos dos jogadores «leoninos», no capitulo de remate ao golo, pois importa esclarecer, desde já, que a equipa nabantina nos deu a sensação de não pensar noutra coisa que não fosse o objectivo de... «perder por poucos». E sabe-se como é difícil para qualquer equipa, quando topa pela frente com um adversário mentalizado e preparado para aquele fim, marcar muitos golos.

Enfim e em suma, este resultado vale pelo que vale e não por aquilo que possa sugerir a quem não presenciou a partida. O Sporting não se «rectificou» nem se transcendeu, ao vencer o União de Tomar por dois golos de diferença; a equipa tomarense não se «desmentiu» nem se diminuiu, mesmo em relação ao que lograra no decurso do «Nacional», ao sair derrotada de Alvalade.

«Perder, sim... mas devagar»

Temos escrito, várias vezes, que os esforços de uma equipa no sentido de evitar uma derrota copiosa são tão legítimos e tão respeitáveis como os daquela que concentram todas as suas energias e faculdades no objectivo de alcançar uma vitória expressiva, desde que, evidentemente, os medos utilizados para esse fim não infrinjam as regras do jogo e os preceitos da boa ética desportiva.

É claro que, num encontro com as características daquele a que nos referimos, em que o resultado deve ser encarado como se fosse, apenas, o da primeira parte de uma partida de 180 minutos, a legitimidade e a justificação de tais esforços são ainda maiores.

Sob esse aspecto, portanto, não parece que haja algo a censurar no comportamento do União de Tomar, que, com o pensamento da segunda «mão», em que poderia (e poderá) arriscar tudo por tudo, veio a Alvalade, não para tentar o triunfo, mas apenas para não comprometer, em excessos de audácia e de imprudência, as suas (magras) probabilidades futuras. Para a equipa nabantina, o essencial era que o encontro do próximo domingo ainda «valesse a pena».

Se com os dois golos de desvantagem, esse objectivo foi alcançado, é o que nos parece muito duvidoso, sem que isso invalide, todavia, a oportunidade e o bom fundamento das cautelas tomadas na partida de Alvalade.

De resto, também sob o ponto de vista estritamente desportivo, os tomarenses não incorreram, salvo duas ou três excepções lamentáveis uma das quais, a mais grave, passou impune, em atitudes que merecessem reparo ou reprovação.

Não deixa de ser curioso e digno de realce o facto de o União, embora fidelíssimo ao seu propósito de «perder, sim, mas devagar», haver adoptado um dispositivo de jogo algo diferente do que é habitual nestes casas. Efectivamente, os visitantes não procuraram defender-se pela colocação de uma cerrada cortina defensiva nas imediações da sua grande área, mas sim pelo «povoamento» do seu meio-campo, confiado a um grupo de quatro ou cinco jogadores nabantinos.

Que pretendia o União com tal estratagema, táctico? Em primeiro lugar, evitar que os centrocampistas adversários dispusessem do tempo e dos espaços necessários à «montagem» e ao lançamento das suas jogadas de ataque, na convicção (lógica) de que, secada a fonte, seca ficaria a corrente das avançadas sportinguistas: em segundo lugar, ter sempre à mão os reforços indispensáveis à segurança da sua defesa, nos momentos em que, rota e ultrapassada «primeira linha» (a linha do meio-campo), se tornasse necessário conter o adversário na «última barreira.

Forçoso é reconhecer que os planos da equipa visitante alcançaram relativo êxito. Com efeito, não só o meio-campo do Sporting sentiu inelutáveis dificuldades para cumprir as missões que lhe competiam, faltando ao ataque com os «fornecimentos» e apoios que deveriam ser da sua iniciativa e responsabilidade, como também os dianteiros lisboetas, atingida a zona mais próxima das balizas tomarenses, raramente puderam gozar da liberdade de movimentos indispensáveis a uma concretização adequada aos lances de remate ao golo.

Por outras palavras: o Sporting foi, pelo menos até ao intervalo, uma equipa pouco e mal organizada a meio-campo como força de ataque, viu-se constrangida a «viver» dos rasgos de talento e de iniciativa pessoal deste ou daquele jogador em especial de Oliveira Duarte cuja «forma», depois de vários anos de árdua permanência em África temos de considerar verdadeiramente sensacional.

Tudo isto, ou quase tudo foi, afinal, em nossa opinião, consequência do dispositivo táctico adoptado pelos Jogadores do União e da maneira hábil e delicada como eles souberam executado verdade, por outro lado, que o Sporting, não obstante todos os contras e dificuldade referidas, esteve, mais de uma vez, com o golo nos pés de um ou de outro dos seus avançados (Marinho, José Morais, Chico), antes de, no penúltimo minuto da primeira parte, haver logrado «adiantar-se no marcador». Essas foram, porém, as excepções que confirmavam a regra.

Desta sorte, ao atingir-se o intervalo, com os «leões» a vencerem por 1-0, poderia afirmar-se, com propriedade, que o União estava a obter relativo êxito no seu plano de «perder, sim, mas devagar».

«Goleada» prometida...e falhada

Ficámos com a sensação de que só o facto de o primeiro golo do Sporting ter aparecido a dois minutos do Intervalo impediria que o União de Tomar se deixasse perturbar e desmoronar pelas consequências psicológicas, que pensávamos, dele teriam, forçosamente, de resultar.
Ora aconteceu que os «leões» alcançaram o segundo tento quando iam decorridos apenas dois minutas da segunda parte. Foi um golo bonito, desde o desenho do lance, a cargo de Pedro Gomes, até à sua conclusão, da autoria de Pedras.

Cremos que, a partir daí, se terá generalizado na assistência a ideia de que o Sporting ia partir, finalmente, para a «goleada». Nós próprios partilhámos dessa opinião, que tínhamos por tanto lógica e fundamentada quanto era certo que os jogadores tomarenses já davam nessa altura, iniludíveis sintomas de cansaço físico. O União, com efeito, já não era (nem voltaria a sê-lo) a mesma equipa da primeira parte.

O seu meio-campo, de um modo especial, perdera a elasticidade de movimentos e a capacidade de recuperação, que, antes, lhe haviam permitido desdobrar-se, rápida e constantemente, entre a tarefa da marcação aos centro-campista adversários e o encargo de correr, nos momentos difíceis, em auxílio dos seus companheiros da defesa.

Na impossibilidade de cumprir as duas missões, os jogadores visitantes desse sector decidiram (ou foram forçados a isso) reservar as energias de que ainda dispunham para a segunda, isto é, para darem apoio aos colegas do reduto defensivo ainda e sempre na mira de perderem o jogo, sim, mas pela diferença mínima possível.

É fácil de imaginar o que se passou depois. A bola, que, na primeira parte, já se demorava por longos períodos no meio-campo defendido pelo União, quase não voltou a sair dele, até ao fim do encontro.

A expulsão de Leitão, oito minutos após o intervalo, mais viera agravar as dificuldades da equipa visitante, até porque os próprios defesas «leoninos», libertos das preocupações (relativas) que lhes dava a proximidade daquele avançado nabantino, chegaram a «estabelecer-se com armas e bagagens» para lá da linha divisória central, tornando ainda mais premente e avassaladora a ofensiva da equipa lisboeta.

O facto registado no título desta crónica dá, aliás, uma ideia exacta da forma como decorreu o jogo, de um modo especial o segundo tempo: «Damas não executou, nem uma só defesa!» Aí está um pormenor bem significativo. Em muitos anos de futebol, não nos lembramos de ter visto um guarda-redes limitar a sua actividade a receber passes dos companheiros e a executar pontapés de saída. Aconteceu ontem, em Alvalade.

Apesar de tudo o que atrás se refere, o Sporting não logrou aumentar o seu avanço de dois golos. Porquê? Porque o União de Tomar contou com um guarda-redes extremamente seguro, brilhante e feliz; porque, em frente das balizas deste, de «sofreguidão», que o leva a querer executar a jogada com maior rapidez do que aquela com que pode pensar. Não andem as pernas mais depressa do que o radocínio. A velocidade é uma das suas grandes armas. Conserve-a mas colocando-a, sempre, ao serviço das necessidades de cada lance e momento.

Sensacional, para nós, que ainda não o tínhamos visto jogar desde o seu regresso de África, a exibição de Oliveira Duarte. Depois de alguns anos de ausência, chega a Lisboa, regressa à sua equipa e torna-se, logo, o melhor avançado do Sporting. É um ambidestro notável, um género de extremo que fazia falta ao seu clube e ao próprio futebol nacional.

Lourenço esteve em campo seis ou sete minutos. E foi pena (para ele e para a sua equipa), pois temos para nós que, em especial durante a primeira parte, a sua presença no eixo do ataque «leonino» poderia ter ficado assinalada por mais um golo.

A equipa tomarense valeu, especialmente, pelo seu espírito de companheirismo, pela sua homogeneidade, pela fidelidade demonstrada na execução do plano que lhe havia sido confiado. Tal não impede, todavia, que se faça uma referência especialíssima à actuação de Conhé, supremo responsável pela «magreza» do triunfo sportinguista.

Acrescentaremos apenas mais duas notas pessoais: em referência a Santos, para verberarmos a sua agressão (sem bola e sem razão) a Oliveira Duarte; em relação a Leitão, para sabido ou estranharmos põe ao serviço da equipa as suas magnificas aptidões de futebolista. Foi o único e desnecessário «solista» do União de Tomar.

O Sr. Rosa Nunes, quando errou, foi por iniciativa ou por omissão dos seus auxiliares. No primeiro caso, marcando um ou outro «off-side» em desfavor do Sporting, sem motivo para isso, deixando sem o devido castigo uma agressão a Oliveira Duarte, facto que o árbitro não deve ter visto, por estar longe e de costas voltadas para o incidente, mas do qual julgamos ter-se apercebido o seu auxiliar. Quanto à expulsão de Leitão, não temos dúvida em que este entrou em falta sobre Armando, nos pareceu esta gravidade que o Sr. Rosa Nunes lhe atribuiu."

ALFREDO FARINHA

Publicado por Leonel Vicente às 11:13 AM

junho 19, 2005

U. TOMAR - "CRÓNICAS DA HISTÓRIA" (III)

Crónica publicada em "A BOLA", em 28 de Abril de 1969 (1ª Página)

"UNIÃO DE TOMAR, 0 - BENFICA, 4
«DOUTORAMENTO» EM TOMAR DE UM CAMPEÃO INDISCUTÍVEL

Estádio Municipal de Tomar.

Árbitro: M