junho 02, 2005
(IN)DIFERENÇAS
Decorre amanhã no Convento de Cristo (entre as 10 horas e as 18h30), o II Ciclo de Conferências Património em Risco - (In)Diferenças, promovido pela Ordem dos Arquitectos - Núcleo do Médio Tejo, em parceria com o Instituto Politécnico de Tomar e Convento de Cristo, e com o apoio do IPPAR.
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maio 27, 2005
"CONVENTO DE CRISTO, POR UMBERTO ECO"
No próximo Domingo, 29 de Maio, realiza-se uma visita ao Convento de Cristo, em Tomar, tendo por base a obra "O Pêndulo de Foucault", de Umberto Eco, a qual compreenderá três percursos complementares: o do autor, aquando da sua visita ao Convento em 1984; o de Causabon (personagem da obra); e o do esoterismo.
A partir das 9h30, a duração estimada da visita é de aproximadamente 3 horas.
Informações sobre inscrições e reservas: Patrícia Freire (c.arqueo.alm@mail.telepac.pt Tlm: 967 354 817).
Publicado por Leonel Vicente às 08:54 AM | Comentários (0)
março 05, 2005
1ª FEIRA DE VINHOS DE TOMAR
Decorre hoje no salão dos Bombeiros Municipais, entre as 15 e as 19 horas, numa organização da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, a 1ª Feira de Vinhos de Tomar, com uma demonstração de enófilos na degustação de vinhos, apresentados pelos 6 produtores / embaladores do concelho: Quinta da Granja, Solar dos Loendros, Casal das Freiras, Encosta do Sobral, Adega Cooperativa e Quinta do Cavalinho.
Publicado por Leonel Vicente às 11:18 AM | Comentários (0)
fevereiro 19, 2005
MOSTRA DA LAMPREIA
Decorre a partir de hoje e até ao próximo dia 6 de Março, a 6ª edição da Mostra da Lampreia, abrangendo cerca de 20 restaurantes do concelho de Tomar, que, aos fins-de-semana e feriados, apresentarão nas suas ementas pratos de lampreia, com natural destaque para o arroz de lampreia.
Aderiram à iniciativa os seguintes restaurantes: Almourol (Tancos), Baía, Beira Rio, Bela Vista, Brazinha, Chico Elias, Condestável, Estalagem de Santa Iria, Infante, Invejado (Casais), Luanda, Lúria (S. Pedro), Manjar dos Templários (S. Pedro), Marisqueira Sereia do Nabão, Mister Grill (Casais), Mó, Nabão, Ninho do Falcão (S. Pedro), Picadeiro e S. Lourenço.
São também aderentes as seguintes doçarias: Estrelas de Tomar, Pic-Nic, Pimpinela e Tropical.
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janeiro 26, 2005
REGIÃO DE TURISMO - NOVO PORTAL
A Região de Turismo dos Templários apresentou na passada semana o seu novo portal na Internet, com ligações a: "Património da humanidade", "Gastronomia", "Castelo do Bode", "Festa dos Tabuleiros" e "Centros com história".
Uma visita obrigatória!
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dezembro 21, 2004
MONUMENTOS MAIS VISITADOS
De acordo com informação dos Serviços de Turismo de Tomar, foram os seguintes os monumentos mais visitados por turistas, no período entre 3 de Setembro e 18 de Novembro (após o Convento de Cristo):
Igreja de S. João Baptista – 8 342
Sinagoga – 4 943
Capela de Santa Iria – 4 145
Museu dos Fósforos – 2 901
Igreja de Sta. Maria – 2 041
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dezembro 03, 2004
"REGRESSO A TOMAR"
"Volto a subir a ladeira que, por perdição, se apoia no octógono perfeito da capela de S. Gregório. Após a curva, entrego-me a mais uns cinquenta passos até que, à esquerda, lá acabo por dar com a casa. Tomar é uma cidade quase silenciosa, vale de grandes enigmas. Terá o seu nome origem no sabor da água da tâmara, ou tamarmá, como se diz em Árabe.
[...]
Há uma parte de mim que é de Tomar. Revê-la é espreitar o enigma sem que o próprio se desvele. É isso, ao fim e ao cabo, a saudade."
(excerto de texto de Luís Carmelo, editado no "blogue" Minitempo).
Publicado por Leonel Vicente às 08:16 AM | Comentários (0)
dezembro 01, 2004
VISITA ESPECIAL TEMÁTICA AO CONVENTO DE CRISTO
Decorrem hoje no Convento de Cristo visitas especiais temáticas, com os temas “Gualdim Pais e o Castelo dos Templários de Tomar” (das 10 horas às 14h30) e “A Obra Magna de João de Castilho” (às 14 horas).
Estas visitas especiais temáticas poderão ser também realizadas noutros dias, desde que efectuadas mediante inscrição prévia (telefone 249 313 481 ou fax 249 322 730), para grupos mínimos de 5 participantes e um máximo de 20 pessoas, com o custo de 6 euros.
Publicado por Leonel Vicente às 09:46 AM | Comentários (0)
novembro 30, 2004
MOEDA COMEMORATIVA DO CONVENTO DE CRISTO
Será lançada em Tomar, no Convento de Cristo, no próximo dia 9 de Dezembro (pelas 18h30), uma moeda de colecção dedicada ao Convento de Cristo, em prata, com o valor facial de 5 euros, sendo emitida pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda com um limite máximo de dez mil exemplares.
Esta moeda, da autoria do escultor José Cândido, dá início à série dedicada ao Património mundial classificado pela UNESCO em Portugal, tendo no anverso o escudo português, ladeado pelas cruzes das Ordens dos Templários e de Cristo e, no reverso, a Janela do Capítulo.
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outubro 08, 2004
CÂMARA MUNICIPAL LANÇA GUIA TURÍSTICO
Comemorando o Dia Mundial do Turismo, a Câmara Municipal de Tomar lançou na semana passada, o Guia Turístico "Tomar - Cidade Templária", publicação de 44 páginas, editada pelos serviços Municipais de Turismo.
Este Guia compreende, para além de um mapa da cidade, anexo com informações úteis sobre locais de alojamento e restauração.
Publicado por Leonel Vicente às 08:17 AM | Comentários (0)
outubro 07, 2004
DIA MUNDIAL DOS CASTELOS
Comemora-se hoje o "Dia Mundial dos Castelos", com destaque para a visita ao Castelo de Tomar e Convento de Cristo, seguindo o percurso realizado por Umberto Eco na sua visita de 1984, a propósito da escrita da obra "O Pêndulo de Foucault": partindo da sala octogonal ("Sala dos Cavaleiros"), passando pelo Castelo dos Templários, a Charola, a Igreja da Ordem de Cristo, o Claustro Principal, o Claustro Pequeno, o Refeitório dos Freires, a Adega, o Laranjal dos Freires, o Claustro dos Freires, o Jardim do Claustro e o Terreiro.
Estas visitas repetem-se aos Domingos, a partir das 11 horas.
Publicado por Leonel Vicente às 08:11 AM | Comentários (0)
setembro 29, 2004
“TEMPLÁRIOS PROFUNDAMENTE!” – ÁGUA / AR / NATUREZA
Esta é a região dos “Grandes Lagos”, com as barragens de Pracana (Tejo), Cabril, Bouçã e Castelo do Bode (Zêzere), originando outras tantas albufeiras, numa extensa envolvente florestal, com belas praias fluviais de águas cristalinas.
Com locais únicos como a Reserva do Paul do Boquilobo (classificada pela UNESCO) ou o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, no coração da maior mancha florestal do país, com uma diversidade de paisagens, desde as serranias beirãs, a norte, até às terras da charneca, nas vizinhanças do Tejo.
Destaque particular para a albufeira do Castelo do Bode, com os seus 60 km de extensão constitui-se num dos maiores lagos artificiais da Europa, abastecendo de água a região da “Grande Lisboa”.
(com base em artigo do jornal “Cidade de Tomar”)
Publicado por Leonel Vicente às 08:25 AM | Comentários (0)
setembro 28, 2004
“TEMPLÁRIOS PROFUNDAMENTE!” – TEMPLÁRIOS / DESCOBRIMENTOS / PATRIMÓNIO MUNDIAL
Por esta região passou a História de Portugal e do Mundo; dos Templários ao Barroco, passando pelos descobrimentos henriquinos e pela época áurea das riquezas do Oriente… materializada em expressões únicas do Manuelino e Renascimento, de que se destaca o Convento de Cristo, classificado pela UNESCO como Património Mundial.
Mas também o próprio Centro Histórico de Tomar, com o seu traçado medieval, onde se pode encontrar o maior número de monumentos nacionais do distrito; e a milenar vila de Dornes, numa singular península à beira-Zêzere.
Sem esquecer as tradições, de origens remotas, de que se destaca a Festa dos Tabuleiros, uma das mais profundas manifestações de religiosidade popular em todo o país, com o desfile de centenas de Tabuleiros, decorados com pão e esplêndidas flores, num inesquecível espectáculo de cor e grandiosidade.
(com base em artigo do jornal “Cidade de Tomar”)
Publicado por Leonel Vicente às 08:35 AM | Comentários (0)
setembro 27, 2004
“TEMPLÁRIOS PROFUNDAMENTE!” – ACESSIBILIDADES / CENTRALIDADE
Já aqui tive oportunidade de fazer referência ao guia turístico lançado pela Região de Turismo dos Templários, Floresta Central e Albufeiras, com a designação “Templários Profundamente!; nos próximos dias, algumas referências mais detalhadas sobre os principais pontos de atracção.
A região de Turismo dos Templários, Floresta Central e Albufeiras, situada em pleno centro de Portugal, próximo de Espanha, mas também do Atlântico, é servida pelas auto-estradas A1 e A23, sendo o seu interior atravessado pelo IC8; possui a maior “placa giratória” de transportes ferroviários do país, no Entroncamento.
Dada a privilegiada centralidade e acessibilidades, os pontos de interesse multiplicam-se a partir da Região, desde as praias (como as da Nazaré, São Pedro de Moel ou São Martinho do Porto), a monumentos como o Mosteiro da Batalha e de Alcobaça, ou o santuário de Fátima, um dos mais importantes locais de peregrinação do mundo, a pouco mais de 20 km de Tomar.
(com base em artigo do jornal “Cidade de Tomar”)
Publicado por Leonel Vicente às 08:58 AM | Comentários (0)
setembro 17, 2004
"TEMPLÁRIOS" – GUIA TURÍSTICO
A Região de Turismo dos Templários, Floresta Central e Albufeiras lançou recentemente um guia turístico, com a denominação “TEMPLÁRIOS Profundamente!”, em formato de agenda, com cerca de 80 páginas, com uma edição de 30 000 exemplares.
Os destaques:
- "10 Razões Para Vir… E Voltar
- Templários Profundamente
- A Cidade Templária
- Património Construído
- Aldeias Históricas e Preservadas
- Praias fluviais
- Sítios naturais
- Miradouros
- Museus
- Gastronomia
- Artesanato
- Romances
- Sabores sem palavras
- Adrenalinas
- Lazeres e prazeres
- A Não Perder"
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junho 09, 2004
IGREJA DE OLALHAS
Olalhas é a minha freguesia de nascimento. Mais do que motivo portanto para a divulgação desta mensagem recebida de um visitante deste "blogue" (Fernando António), a quem agradeço a atenção.
"Atentado contra o nosso património artístico
Terão passado poucos meses desde que chamei a atenção dos leitores para o facto da igreja de Olalhas – Tomar estar a ser submetida a um novo restauro.
Assinalei a importância vital, existencial e histórica deste edifício que, obviamente, não pode ser restaurado como qualquer outro. Trata-se de um monumento que necessitava de um cuidado particular pela sua antiguidade e valor artístico. A actual construção será quinhentista mas sabe-se que a igreja original é anterior.
Estão a decorrer obras na igreja que possui uma notável cobertura de azulejos que os construtores têm arrancado e colado com cimento. Já noutros restauros a talha dourada também tem sido sujeita a todas as barbaridades, para não referir outros exemplos de destruição de valores artísticos que, infelizmente, são muitos.
Neste momento, como retiraram o reboco exterior, encontraram-se vários elementos anteriores, como capitéis, que ainda há dias estavam à vista. É verdade! Não me enganei no tempo verbal. Estavam mas já não estão! Agora já só vemos cimento!
A despeito das nossas chamadas de atenção conseguiram transformar a secular igreja de Olalhas num mono emudecido com as impiedosas e ignorantes camadas de argamassa.
Agora as pedras e os capitéis estão finalmente mudos como estarão os olalhenses quando os seu filhos lhes perguntarem o que significa aquele monumento. Saberão que havia alguma coisa, mas que dorme agora sob a argamassa vaidosa que é tudo o que temos para entregar aos vindouros.
Sinto-me particularmente envergonhado por mais esta barbárie cometida, e não posso ficar descansado porque as obras vão continuar, e com elas, a destruição do nosso património.
Ainda é possível fazer alguma coisa? Termino apenas com uma pergunta: daqui a alguns anos, quando alguém das futuras gerações me perguntar de quem foi a responsabilidade desta barbárie, que nome devo indicar? O seu?"
Publicado por Leonel Vicente às 08:22 AM | Comentários (0)
maio 01, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XL)
Trechos arquitectónicos que restam dos edifícios dos Estaus, incorporados nos prédios que fazem esquina da Rua Torres Pinheiro para a dos Arcos e a da Saboaria
"3 aduelas de arcos ogivais inscritos na fachada de casas na R. Torres Pinheiro, com vestígios de um pilar e pedestal; 3 outras aduelas e arranque de uma 4ª inscritos em prédios da R. dos Arcos, com vestígios de pilares e pedestais; no cunhal do prédio vêem-se ainda silhares de cantaria inscritos; arco completo do lado oposto da R. dos Arcos, assente em pilares quadrangulares chanfrados nos cantos, apoiados em pedestais.
Cronologia Séc. 15, 1ª metade - construção dos Estaus a mando do Infante D. Henrique; 1549 - em relação feita pelo Dr. Pedro Álvares de Freitas (ROSA, 1965) são referidas as alpendradas "sobradadas", sob as quais os mercadores armavam as suas tendas, e os aposentos dos Estaus, por cima. A R. de Christus (em 1549 já se chamava R. dos Arcos) ficava a meio dos 2 blocos, com 16 arcos abertos dos 2 lados."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Assim se conclui esta "viagem" pelo património arquitectónico de Tomar, em que, dia a dia, apresentei referências a 40 monumentos ou locais integrantes desse património.
A partir de segunda-feira, iniciarei uma nova "viagem", pelas 16 freguesias do concelho de Tomar, em que, semanalmente, apresentarei, para cada uma delas, breves referências à história, património, associações culturais e recreativas, festas e romarias e resultados das últimas eleições autárquicas.
Publicado por Leonel Vicente às 09:22 AM | Comentários (0)
abril 30, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXIX)
Ruínas ditas de Nabância
"Na margem esquerda do rio Nabão, a c. de 2km. de Tomar e da antiga Sellium romana.
Cronologia: Séc. 3 / 4." (via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Publicado por Leonel Vicente às 06:00 PM | Comentários (0)
abril 29, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVIII)
Roda Hidráulica do Mouchão
"Roda de madeira de grande diâmetro, com raios dispostos em torno de um eixo central também em madeira, fixos exteriormente numa roda de 3 aros, unidos por pás às quais se fixam pares de alcatruzes em barro, cada alcatruz com uma capacidade de c. de 5 litros. O eixo assenta num suporte ou "burra" de alvenaria, paralela ao curso do rio e rematada por volutas; o canal que conduz a água à roda é vedado, a montante, por grelha de madeira; o remate do suporte à entrada do canal, desse lado, apresenta um talhamar com a parte inferior arredondada.
Cronologia 1906 - a actual roda foi mandada construir pela Câmara Municipal de Tomar, a partir de um modelo anterior."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 28, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVII)
Quinta da Anunciada Velha / Antigo Convento dos Capuchos
"HABITAÇÃO: planta longitudinal composta por vários rectângulos adossados, dispostos em redor de um pátio quadrangular; volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado de 2 e 3 águas com beiral; os alçados S., E. e O, formados por corpos escalonados, assentam em parte num elevado embasamento, vencendo o desnível aí existente.
A N. do pátio a CAPELA conventual, de planta longitudinal (23x6,5m), orientada, massa simples com cobertura em telhado de 2 águas, empenas angulares a E. e O.; cobertura interna em madeira; nave e capela-mor justapostas, arco triunfal divisório, a meio ponto, assente em pilastras laterais toscanas. "OBELISCO" - volume troncocónico, com c. de 5 m. de altura.
"TORRE" - planta quadrangular (7x5m), volume prismático adaptando-se ao desnível do terreno, coroado por coruchéu piramidal, oitavado; a face virada a nascente, com c. de 6m. de altura, com vestígios de encosto de um muro, é rasgada por vão de verga recta, a face oposta, com c. de 12m., assenta em forte embasamento; no remate dos muros exteriores torsal e motivos florais relevados. Interior coberto por cúpula piramidal, sobre trompas; pequeno nicho rasgado em arco canopial, vestígios de frescos.
Cronologia: 1527 - doação de casas, igreja, pomares e fonte por Isabel Teixeira, viúva de Antão de Figueiredo, guarda-roupa de D. Afonso V, aos frades capuchos, que a adaptam às necessidades da comunidade religiosa; dessas adaptações fazem parte a "torre" e o tanque, o "obelisco" e a capela-mor da capela conventual; séc. 16, finais - acrescentamento da capela (arco triunfal e nave); 1629 - a comunidade franciscana troca a Quinta da Anunciada por terrenos junto ao convento de Cristo, onde a partir de 1645 constroi novo convento, conhecido como Anunciada Nova; 1836 - a Quinta é vendida, após a extinção das ordens religiosas, ao Pe. Manuel Carrão, beneficiado da Sé Patriarcal de Lisboa; 1857 - António Bernardo da Costa Cabral, 1º conde e marquês de Tomar compra a quinta; 1942 - obras de adaptação a residência de veraneio e instalações agrícolas; 1988 / 1995 - 2ª campanha de obras de adaptação a casa de habitação."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 27, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVI)
Quinta da Anunciada Nova / Antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição
"A Quinta da Anunciada Nova consta de uma residência, anteriormente convento, conservando a capela-mor do antigo edifício religioso, com o seu portal e alpendre. No interior existiam diversas pedras tumulares, de personalidades religiosas, que foram desmanteladas. A cerca tinha fontanários do séc. 17 / 18.
Na parede da igreja do convento, do lado da Epístola, estiveram duas placas identificando as sepulturas de 2 dos seus padroeiros, a de João Gonçalves da Câmara e as de Estêvão de Araújo e Freitas e de sua mulher Maria Frois de Azevedo e Andrade e seus descendentes: "Esta capella mor he do mui nobre e illustre João Gonçalves da Câmara, conde que foi de Calheta na Ilha da Madeira e capitão general da mesma ilha e da condessa sua mulher D. Ignez Maria de Noronha, a qual por morte do dito conde capitão entrou religiosa Carmelita Descalça em Santo alberto de Lisboa e se chmãou Ignez de Jesus Maria José: antes de professar tomou o Padroado deste convneto para si e jazigo dos ossos de seu marido e o dotou com 60$000 reis cada anno para ordinaria perpetua para que assim a alma do conde, como a sua gosem das Missas e Suffragios, que em toda a Provincia se applicam pelos Padroeiros dos Conventos della. Jaz o Conde sepultado no meio da capella maior. Falleceu a 27 de abril de 1656. Requiescat in pace" e "Esta capella he de Estêvão de Araújo e freitas, cavalleiro da Ordem de Cristo, para sua sepultura e de sua mulher D. Maria Frois de Azevedo e Andrade e descendentes, correndo a fábrica della por conta dos Religiosos, para a qual dá 4$000 réis cada anno: tem Missa quotidiana, anno de 1696" (SOUSA, 1903).
Cronologia: 1629, 19 de Março - é lavrada escritura de escambo do Convento da Anunciada Velha, em Cem soldos, pela Horta do Valente, em Tomar, entre o prior do Convento de Cristo em Tomar, Frei Inácio de Novais e o Ministro Provincial da Ordem dos Capuchos, Frei André, de São Pedro do Sul; nesse ano Nuno Pessoa demanda os frades capuchos, alegando que a quinta onde fora construído o convento que agora iam trocar com a Ordem de Cristo, era sua, por herança de sua avó, Maria Teixeira, sobrinha da doadora, Isabel Teixeira, uma vez que a doação fora feita apenas com aquela finalidade; 1633, 6 de Dezembro - os frades Capuchos tomam posse do novo terreno, com a autorização do prior Frei Custódio Falcão, antes mesmo da demanda estar resolvida; 1645 - as obras apenas se iniciam neste ano, em virtude das convulsões políticas associadas à Guerra da Restauração, passando o convento a designar-se da Anunciada Nova; 1653, 21 de Outubro - o padroado do convento é dado aos condes da Calheta, João Gonçalves da Câmara e sua mulher Inês Maria de Noronha; 1688, 22 de Setembro - o padroado passa para os condes de Castelo Melhor, por morte de Inês de Noronha; 1693, 25 de Junho - o padroado passa para o monteiro-mor da vila de Pias, Estêvão de Araújo e Freitas, cavaleiro da Ordem de Cristo e seus descendentes; 1834 - extinção das ordens religiosas; o convento é vendido a Tomás Joaquim de Almeida, que por sua vez o vendeu a José Nunes Longra; 1860, 23 de Março - José Nunes Longra, proprietário da cerca do extinto convento, pede autorização para abrir um portão em frente à Várzea Pequena, tendo o seu pedido sido deferido; 1880, 19 de Abril - em sessão camarária o vereador Joaquim Augusto de Macedo propõe que a Câmara compre a Quinta da Anunciada, para poder utilizar a água da cerca e para nela serem instaladas as cadeias, podendo realizar-se ainda na sua cerca o mercado semanal de madeiras e o mercado dos porcos; a proposta não se chega a efectivar por falta de verba; Séc. 20, inícios - o convento e a quinta são vendidos a Fernando da Costa Cabral, irmão do 2º conde de Tomar; 1930, c. de - a quinta é vendida a João Mendes Godinho."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 26, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXV)
Praça de Touros de Tomar
"Planta central, em forma de polígono regular multifacetado, centrado pelo espaço circular da arena. Volume simples, prismático, parcialmente coberto por telhado polifacetado.
A fachada principal, virada a S., com pilastras laterais almofadadas, é rematada por cornija moldurada e platibanda; nela rasga-se a porta principal de acesso, de verga em arco redondo, com fecho destacado. Sobre a porta uma lápide refere: "Praça de touros. Património da Santa Casa da Misericórdia de Tomar. Inaugurada em 1908".
Nas 2 faces que enquadram a fachada principal rasgam-se os vãos das bilheteiras, igualmente moldurados e de verga semicircular; nas faces viradas a E. e O. as restantes portas de acesso ao interior da praça, com molduras e verga de perfil idêntico, 2 a nascente acedendo ao Sector Sol (bancadas e galerias), outra do mesmo lado, de vão mais elevado, destinada aos toureiros a cavalo, 3 a poente, de acesso aos Sectores Sol Sombra e Sombra (bancadas e camarotes); as portas alternam com janelas de rasgamento semicircular, também molduradas, protegidas por grades.
A fachada N., de faces cegas, é rasgada na parte central por vão rectangular para entrada dos touros de lide. Nas faces viradas a S., E. e O. estão pendurados candeeiros em ferro da época da construção.
Interior - em torno da arena, circular, dispõem-se as bancadas escalonadas, intercaladas pela plataforma para os músicos, a S., pela plataforma menor reservada ao director da corrida, do lado O.. Sobre as bancadas dispõem-se as galerias e os camarotes cobertos por telhado, antecedidos de arcaria trilobada recortada numa antepara em madeira. Vedações em ferro forjado, com ornatos envolutados, separam as bancadas das galerias e camarotes; vedações mais simples, de colunelos, enquadram as escadas e as plataformas, e separam as galerias, camarotes e as zonas de Sol e Sombra das bancadas. Sob as bancadas situam-se as zonas de serviço - enfermaria, bar, sanitários, escritórios, currais.
Cronologia: 1884, 8 de Junho - inauguração da primeira praça, no local da actual, construída em terrenos doados à Misericórdia por João Ribeiro da Cruz e sua mulher, com corrida onde actuaram os cavaleiros Carlos Relvas e Bento de Araújo e os bandarilheiros Vicente Roberto e Roberto da Fonseca; 1903 - a praça encontrava-se parcialmente destruída; 1907, 13 de Maio - início da construção da actual praça sobre as ruínas da anterior, patrocinada por Diogo do Vale, Carlos Alberto da Fonseca, José Pereira Prista sobrinho e filho, Carlos Baptista, João Torres Pinheiro, Manuel Saraiva, António Duarte Faustino, António Duarte da Silva e José Gregório dos Santos; 1908, 24 de Maio - inauguração da praça com corrida em que participaram os cavaleiros Manuel e José Casimiro e os bandarilheiros Teodoro Gonçalves, Jorge Cadete, José Martins, Francisco Saldanha, Tomás Rocha e Francisco Xavier, os forcados da Golegã, Riachos e Tomar; tocaram as filarmónicas Nabantina e Gualdim Pais."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 25, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXIV)
Pelourinho de Tomar
"Assente em soco de 5 degraus quadrangulares. Coluna com base muito alta, de ângulos inferiores e superiores chanfrados, estrangulado na parte superior e decorado de molduras, simples; fuste monolítico, assente no estrangulamento da base, tornando-se bojudo para novamente se adelgaçar; moldurado em cada face e decorado de elementos vegetalistas. Rematado por coruchéu com as bases imitando a empena de um beiral; coroado por uma esfera armilar em ferro.
Cronologia: Tomar teve foral concedido pelo Mestre dos Templários, Gualdim Pais, em 1162 e em 1510 D. Manuel concedeu-lhe foral novo. Foi elevada à categoria de cidade em 1843; séc. 17/18 - erecção do pelourinho; 1628 - encontrava-se o "Pelourinho Velho" ao fundo da rua da Graça; 1839 - reparação, tendo a obra custado 13$555 reis; 1870 - foi demolido, tendo o seu fuste servido para candeeiro; séc. 20 - anos 39 / 40 - reconstrução com aproveitamento de algumas peças originais."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 24, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXIII)
Pelourinho de Paialvo
"Sobre um soco de 3 degraus circulares escalonados, assenta o pelourinho de base quadrada, coluna de fuste circular, com anel intermédio, adelgaçando na metade superior, capitel liso em forma de anel, ábaco quadrado com remate cónico encimado por esfera. 4 ferros de sujeição com remate zoomórfico.
Cronologia: Séc. 16 - data provável de construção."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 23, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXII)
Parte interna das lojas do prédio que servia de Sinagoga no séc. XV
"De planta quase quadrada e piso inferior ao da rua, a sala que serviu de sinagoga divide-se em 3 naves separadas por 4 colunas cilíndricas segmentadas, com bases chanfradas e capitéis de lavores geométricos e vegetalistas; sobre estas e sobre mísulas prismáticas adossadas às paredes repousa a alta abóbada de arestas. 2 orifícios em cada canto comunicam com o bocal de bilhas de barro, metidas na parede, com função acústica.Uma porta em arco quebrado (do lado de fora lanceolado), aberta a E., era a porta principal da sinagoga. A entrada faz-se hoje por porta de vão rectangular do lado N.. Numa sala de planta rectangular, a O., foram feitas escavações, tendo sido posto a descoberto o "mikveh", local dos banhos rituais reservados às mulheres.
Cronologia: Séc. 15 (meados) - construção; 1496 - encerramento pelo édito de expulsão dos judeus de Portugal; séc. 16, 1ª metade - cadeia municipal; séc. 16, 2ª metade / 19 - notícia da existência da ermida de São Bartolomeu, na Rua Nova, provavelmente no local da antiga sinagoga; séc. 19 - adaptação a armazém; 1923 - o Dr. Samuel Schwarz compra o imóvel a Joaquim Cardoso Tavares; 1939 - doa a sinagoga ao Estado, com a condição de nele ser instalado um Museu luso-hebraico; 1944 - o Estado compra o prédio do lado, para ampliação do Museu."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 22, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXI)
Palácio de Alvaiázere
"Planta longitudinal, composta. Ao rectângulo do edifício principal adossa-se um corpo menor também rectangular, a N., que se abre para um pátio a E.. Volumes articulados, com cobertura de 4 águas no corpo do lado N., sem cobertura no corpo a S.. Fachadas de 2 pisos, divididos por moldura em cantaria, rodapé, cunhais e beirado em cantaria, no edifício principal, em cantaria simulada no edifício a N.. No andar inferior rasgam-se janelas de vão rectangular, de moldura lisa em cantaria, uma porta de moldura lisa, na fachada S., outra rematada por pilastras duplas perspectivadas assentes em pedestais na fachada N., a principal. No piso superior rasgam-se janelas alinhadas com os vãos do piso inferior, com avental em cantaria sob a sacada, com moldura lisa e arquitrave saliente.
Cronologia: 1771 - Noel le Maitre realiza obras de adaptação, instalando aqui a sua fábrica de meias; paga renda à Misericórdia de Tomar, proprietária do palácio; 1789 - o edifício é vendido pela Misericórdia a Jacome Ratton, que pretendia tomar conta da fábrica; 1790 - restauro da fábrica velha, instalada no Palácio e início da construção da Fábrica Grande; 1874 - com a criação da Companhia da Real Fábrica de Fiação de Tomar e renovação total do equipamento da primitiva Real Fábrica de Algodões, Lençaria e Meias de Tomar o Palácio Alvaiázere passa a funcionar apenas como escritório; 08 Junho 1911 - o Quartel General da Região Militar de Tomar instala-se no Palácio; 29 Maio 1975 - um incêndio destrói a cobertura e interior do edifício."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 21, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXX)
Padrão de D. Sebastião
"Alto plinto rectangular, em cuja face virada para a estrada, se grava uma inscrição alusiva à sua edificação (HOC EXORSUDS/OPUS SUBPRIMO/REGE-SE BASTO/PRA ...(...)/ANNO AXPÕ/NATO 1567). Sobre este pedestal, e tendo a separá-lo uma moldura, ergue-se o fuste escalonado, em forma de pirâmide, rematado por simples àbaco coroado de um pequeno coruchéu.
Cronologia: Séc. 16 - Erguido por ordem de D. Sebastião assinalando a muralha de consolidação da estrada Lisboa - Porto, construída por este Rei."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 20, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXIX)
Padrão de D. João I
"Alto pedestal moldurado inferiormente por plinto, escócia e listée e superiormente por équino e ábaco sobre o qual assenta uma coluna monolítica cilíndrica munida de base toscana e capitel compósito cujas volutas e folhas de acanto são dadas aqui pela decoração de anjos com as asas abertas; abaixo destas figuras o escudo português em balão. O conjunto é rematado por pequena pirâmide escalonada coroada de uma bola.
Cronologia: Séc. 16 - erguido no reinado de D. João III em comemoração do encontro, no local, das tropas de D. João I e as de D. Nuno Alvares Pereira dias antes da Batalha de Aljubarrota."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 19, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXVIII)
Moinhos e Lagares de El Rei
"Planta longitudinal, composta por vários rectângulos adossados; volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de 2 e 3 águas.
Fachada principal virada a O., para a levada, constituída por 6 corpos de dimensões diferentes, de empenas agudas, excepto o último, do lado S., que mostra o remate da empena cortado.
Janelas e portas de diferentes dimensões, de verga recta, excepto uma no corpo S., de verga em arco segmentar. Em algumas vergas as iniciais em ferro (JTP) (João Torres Pinheiro) e (JP) e a data 1903. Os 2 últimos corpos do lado S. mostram 2 grandes emblemas régios em cantaria relevada, circundados por moldura rectangular: a esfera armilar, adossada abaixo do remate da empena, o escudo português encimado por coroa fechada, apoiado sobre a empena cortada.
A fachada posterior virada para o curso do rio nada revela de assinalável; no último corpo do lado S. rasga-se grande janela.
INTERIOR: estrutura de asnas em madeira e vigas apoiando o telhado sem forro. Desapareceu todo o equipamento associado à actividade moageira e lagareira inicial.
Cronologia: 1174, Junho - o 1º foral da vila de Tomar refere já a existência de lagares e moinhos; séc. 15 - o canal do Mouchão é regularizado e os lagares de azeite da Ribeira da Vila, conhecidos como da Cruz e de Martim Teles, são remodelados, durante o mestrado do Infante D. Henrique; durante o mestrado do Infante D. Fernando surgiu mais uma unidade lagareira, conhecida como Lagar Novo; séc. 16 - no reinado de D. Manuel foram remodelados e ampliados os moinhos / lagares da Ribeira Velha, Açude de Frades e engenhos hidráulicos, pela Ordem de Cristo, passando a ser designados por lagares de El-Rei; 1500 - existiam na Ribeira da vila os lagares de Santiago, de Martim Teles, da Cruz, Novo, pertença da Mesa Mestral; fizeram-se 2 casas de Pisões e uma Alcaçaria na Ribeira da vila; 1529, 10 de Outubro - D. João III autoriza o Prior do Convento de Cristo, Frei António de Lisboa, a fazer um lagar na Alcaçaria; 1530 - é acrescentada uma pedra ao Lagar de Martim Telles; 1539, 27 de Novembro - D. João III doa ao Convento o Lagar de Martim Telles e os da Mesa Mestral, à excepção da Casa da Tulha; 1541, 6 de Junho - Frei António de Lisboa recebe do comendador de Cem Soldos o Lagar de Secretário, por troca com várias terras; 1546, 16 de Abril - são acrescentadas 2 pedras, uma no Lagar do Secretário, outra no Lagar Novo; 1551 - D. João III manda fazer o Lagar de Pedro de Évora, usando parte da pedra arrancada ao lagar do Picamilho pela cheia de 1550; o Lagar da Madeira é feito no mesmo local, por ordem régia; 1553, 24 de Novembro - o Lagar de Martim Telles é aumentado; séc. 18 - reparação e conservação da ponte manuelina, moinhos e lagares da Levada; 1707 - reconstrução do Lagar de El-Rei (assinalada numa lápide outrora aí existente); 1710, 22 de Janeiro - os lagares da Ribeira da vila estavam arrendados a António da Costa; 1730, 28 de Junho - o Convento arrenda os moinhos da Ribeira da vila a Manuel Gonçalves, sendo o arrendamento renovado em 1732 e 1734; 1835 - com a extinção da Ordem de Cristo, são postos em hasta pública os seus bens, entre os quais se contavam, começando do lado N., os moinhos da vila, o Lagar do Alcaide, o Lagar do Secretário ou Lagar Francisco da Mota, o Lagar da Cruz, o Lagar Novo, o Lagar de Martim Telles, o Lagar de Pedro de Évora, o Lagar do Alcaide, o Lagar de El-Rei com a Casa das Tulhas anexa; 1837, 9 de Novembro - os lagares e moinhos são arrematados por Francisco da Mota e José António da Silva; 1903, 23 de Abril - a parte de Francisco da Mota, herdada por Maria Cristina e Eloísa Tamagnini de Magalhães, é vendida a João Torres Pinheiro, que fica co-proprietário de José de Melo a quem José da Mota e Silva doara parte do seu quinhão; 1908, 23 de Janeiro / 1913, 15 de Agosto - Manuel Mendes Godinho adquire a totalidade dos lagares e moinhos da Ribeira da vila; 1931 - instalação da moagem "Portugália" no lugar do antigo lagar de El-Rei."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 18, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXVII)

Janela de cunhal quinhentista
"Janela de cunhal, com sacada decorada com grelha em cantaria, coluna jónica de fuste estriado, no vértice, a servir de mainel, frontão triangular ornado com dentículos.
Cronologia: Séc. 16, 1º terço - a janela pertencia às casas que o Dom Prior do convento tinha na vila; c. 1920 - salva da demolição pela União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo, é integrada no Edifício do Turismo."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 17, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXVI)
Igreja e Hospital de Nossa Senhora da Graça / Igreja da Misericórdia
"Planta longitudinal, composta pelo corpo da igreja, salas da Irmandade e hospital, segundo um eixo E. / O., e a N. da igreja a sacristia e anexos de serviços. Volumes articulados com cobertura diferenciada em telhados de 2 águas.
Fachada principal virada a S., formada por 4 corpos, de remate rectilíneo, com cimalha moldurada e beirado, percorridos por rodapé e com os cantos marcados por cunhais, de diferentes dimensões e alturas: a E., o volume mais baixo da capela-mor a que se adossa um oratório de vão rectangular com portadas, um dos Passos da Paixão outrora existentes na vila; a nave com portal vão rectangular com frontão triangular, enquadrado arco de volta perfeita assente em colunas de plintos elevados e capitéis toscanos, tendo sobre o entablamento pequeno nicho, com a imagem de Nossa Senhora da Graça, entre pilastras dóricas e frontão em arco segmentar, ladeado por volutas; o corpo das antigas salas da Irmandade, de 2 pisos divididos por friso, 4 janelas de verga recta com pilastras divisórias da ordem dórica, no piso térreo, 3 janelas de verga em arco segmentar, avental e frontão no piso superior; o corpo do Hospital, recuado em relação ao corpo anterior, de 2 pisos com moldura divisória e 3 panos delimitados por pilastras, vazado por portal de vão rectangular moldurado, frontão triangular interrompido para receber a cruz, com pináculos laterais; lápide com inscrição alusiva à fundação, rodeada por volutas relevadas; acima do portal as armas em cantaria da Misericórdia de Tomar e sobre elas as cruzes das Ordens dos Templários e de Cristo; à direita e à esquerda do portal distribuem-se os vãos de forma simétrica: janelas molduradas rectangulares no térreo, janelões também rectangulares, com avental e frontão arquitravado no piso superior. Fachadas E. e O. da nave da igreja, elevando-se acima dos restantes corpos, de empena triangular vazada por óculos.
INTERIOR: nave única com cobertura em falsa abóbada de caixotões de madeira com sanca moldurada, alçados laterais decorados por uma malha de 3 ordens de pilastras sobrepostas (dóricas, toscanas e jónicas) enquadrando no piso inferior 6 falsos arcos redondos por banda, nos pisos superiores almofadas e frestas; ao alçado O., igualmente marcado por pilastras e almofadas, sobrepõe-se um coro alto apoiado em colunas de cantaria, com guarda de balaústres de madeira; adossado ao alçado lateral do lado do Evangelho um púlpito em cantaria, com guardas de balaústres e uma base em forma de urna; um silhar de azulejos axadrezados em azul e branco percorre toda a nave; arco triunfal rodeado por decoração de concheados em estuque, que se prolonga lateralmente rodeando as pinturas dos retábulos dos altares colaterais; altares laterais enquadrados por arcos, o do Evangelho com a imagem do Senhor dos Passos, o da Epístola com a figuração do Calvário. Portas de comunicação com as salas da Irmandade rasgam os 2 pisos do alçado O..
Capela-mor com tecto em falsa abóbada com estuques relevados, enquadrando cartelas com o escudo da Misericórdia e emblemas marianos; retábulo do altar-mor em talha polícroma e dourada, com tela na tribuna. Pinturas do altar-mor: "Visitação" em tela; altar colateral do lado do Evangelho: São Domingos, em tela; altar colateral do lado da Epístola: "Milagre eucarístico de Santo António", em tábua (2). Várias lápides sepulcrais, algumas brasonadas, no pavimento da nave.
Cronologia 1510 - instituição da Misericórdia de Tomar e anexação das 3 confrarias já existentes - a de Nossa Senhora dos Anjos, a de Santa Cruz e a Gafaria - além do Hospital de Nossa Senhora da Graça; 1567 - início das obras da igreja, por ordem do Dr. Cristóvão Teixeira, provedor da Misericórdia (segundo lápide existente no alçado N. da igreja); Séc. 16 - a serventia actualmente existente a N. correspondia à R. Nova Pequena, mais tarde R. do Coronheiro; pinturas das capelas colaterais por Domingos Vieira Serrão; 1594 / 1595 - execução azulejos das capelas colaterais;1672, 7 de Julho - início das obras do Hospital, suportadas pela herança de Manuel Nunes da Costa, fidalgo da Casa Real e cavaleiro da Ordem de Cristo (segundo lápide sobre o portal da Santa Casa da Misericórdia); séc. 18, 2ª metade - campanha decorativa de estuques; realização do retábulo do altar-mor; 1712 - o Padre Carvalho da Costa refere que a Misericórdia é "bastantemente rica, pois chegão suas rendas a hum conto, aonde sam os pobres doentes excellentemente curados e providos"."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 16, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXV)
Igreja de São João Baptista / Igreja Matriz de Tomar

"Planta longitudinal, composta por corpo da igreja rectangular e cabeceira tripla com ábside e absidíolos rectangulares, escalonados e comunicantes, Secretaria (antiga Sacristia), Baptistério, Sacristia e anexos (Sala de Reuniões e vestiário dos padres) rectangulares e pátio interior em L. Massa de volumes articulados, horizontal, com torre sineira verticalista; coberturas diferenciadas de telhado a 2 e 1 água sobre a igreja e coruchéu piramidal sobre a torre sineira.
Fachada principal: orientada, com 3 corpos escalonados, sem divisores; pano central com 2 registos, tendo no 1º portal inscrito em alfiz, flanqueado por pilastras prismáticas com nichos, rematadas por pináculos vegetalistas, unidos superiormente por friso com cimalha flordelizada; as arquivoltas são em arco contracurvado com decoração vegetalista, abrigando tímpano com grilhagem de cantaria e baldaquino rendilhado, sobre arco deprimido da porta; nas enjuntas emblemática de D. Manuel; no 2º registo óculo; remate em empena recta encimada por platibanda rendilhada com flores-de-liz ladeada por pináculos e tendo ao centro nicho com estátua de vulto vestida de armadura rematado por pináculo. Panos laterais cegos. À esq. torre de 2 registos: o 1º de secção quadrangular, vazado por frestas profundas em arco pleno e pequenas janelas rectangulares e quadrangulares, a alturas diferenciadas, tendo sob a cornija de remate 3 tabelas rectangulares contendo emblemática manuelina dispostas em "roquete"; o 2º registo é um corpo octogonal com um relógio a O. e rodeado por ventanas em arco quebrado; remate em cornija com gárgulas cantonais sobre cachorrada encimada por varandim.
Fachada S.: pano da nave lateral tendo no 1º registo portal em arco quebrado de 3 arquivoltas sobre colunelos, os interiores com capitéis vegetalistas, e no 2º 3 frestas emolduradas em arco pleno; remate em cornija; corpo da Secretaria com portal em arco quebrado na face O., a S. 2 vãos altos de moldura quadrangular, 4 janelas de avental com molduras recortadas encimadas por cornijas borromínicas e 1 portal de moldura semelhante às janelas, de acesso a pátio interior onde é visível o absidíolo com fresta e o pano da ábside com contraforte oblíquo e grande fresta em arco quebrado; na face E. 2 janelas de avental; remate em beiral; 2º registo: pano da nave central rasgado por 3 janelas em arco pleno.
Fachada E.: corpo da Sala de Reuniões e ábside, alinhados, com 2 janelas quadradas e 1 óculo, gradeados; remate em empena angular.
Fachada N.: irregular, com pano da nave lateral a que se adossam 2 corpos salientes unidos por portão de ferro e delimitados por cunhais de cantaria: o da esq. com janelas rectangulares gradeadas, rematado em cornija, e o da dir. com porta rectangular aberta no cunhal dir. e janela de moldura recortada em arco rebaixado; remate em cornija sobre consola à dir.; pano da nave, reentrante, com portal de arco trilobado, enquadrado por alfiz e flanqueado por colunelos torsos encimados por nichos, com decoração vegetalista, zoomórfica e heráldica de D. Manuel e de D. Maria; superiormente, à dir., fresta em arco pleno, semi-oculta pelo corpo lateral; no 2º registo pano da nave central com 3 frestas em arco pleno; remate em cornija.
INTERIOR: 3 naves de 5 tramos, com nave central de 2 registos (arcada e clerestório); os arcos formeiros são levemente apontados apoiados nos extremos em meias-colunas e em pilares cruciformes, com 4 colunas embebidas, sendo as transversais de menor secção, com capitéis zoomórficos e fitomórficos, sendo o 1º do lado do Evangelho esculpido no intercolúnio com torsal e na base com cordões, nastros, folhas, esferas, conchas e máscaras; defronte pia de água-benta oitavada decorada com a esfera armilar, o sol e a lua; no último pilar do Evangelho púlpito poligonal com escada de caracol, decorado com heráldica manuelina sob entrançados vegetalistas; a O. guarda-vento sobre o qual se apoia coro em madeira iluminado por óculo, com órgão e porta em arco abatido a que se acede por escada que também conduz à torre.
Parede N.: Baptistério aberto por arco rebaixado de vão largo, gradeado, iluminado por 2 frestas e contendo pia baptismal de linhas simples e um tríptico da Vida de Cristo, e tendo no pavimento lápide sepulcral brasonada e epigrafada de Henrique Correia da Silva e sua mulher Joana de Sousa; porta em arco pleno para corredor e escada da torre; porta da Sacristia de moldura recortada sob cornija em arco rebaixado; porta lateral de arco rebaixado; porta de moldura recortada do vestiário dos padres; capela do Santíssimo Sacramento emoldurada em arco pleno perifericamente com 4 nichos de baldaquinos de concha com pequenas imagens e outro superior ladeado de volutas e fogaréus; o interior é forrado de talha branca e dourada, com Sacrário e Cristo Crucificado, ladeada por 2 portas e 2 janelas de verga recta e coberta por abóbada de berço pintada com 4 medalhões hagiográficos entre grinaldas de flores.
Parede S.: porta lateral em arco rebaixado; porta em arco recto da Secretaria e sala de reuniões; capela de Nossa Senhora de Fátima de enquadramento semelhante à que lhe fica defronte, pouco profunda, com retábulo de talha branca e dourada emoldurando tela das Almas. Cobertura em tecto de madeira, de 3 abas na nave central e uma nas laterais. A E. 3 arcos quebrados com capitéis vegetalistas e antropomórficos, antecedem a capela-mor e os absidíolos, todos cobertos por abóbadas de nervuras com bocetes heráldicos, apoiadas em mísulas; sobre o arco triunfal pequeno óculo; revestimento parietal da capela-mor com azulejos enxaquetados em azul, branco e amarelo e superiormente com painéis e molduras de talha branca e dourada; na parede de fundo retábulo de talha branca e dourada, a envolver altar com embrechados; nas paredes laterais 2 grandes frestas em arco quebrado, no pavimento carneiro de Martim Correia da Silva, capitão-mor de Ceuta e Mazagão. No absidíolo N. altar com retábulo de talha e branca e dourada com imagem do Sagrado Coração de Jesus, revestimento parietal de azulejos de padrão de camélias, à esq. lápide epigrafada alusiva ao instituidor; à dir. pia de água-benta em concha e passagem para a capela-mor em arco redondo com sanefa de talha branca e dourada a cortar superiormente o vão; no absidíolo S. retábulo de talha branca e dourada com imagem de Nossa Senhora do Carmo e revestimento parietal de azulejos de ponta de diamante; à dir. fresta rectangular e porta de acesso à Secretaria e pátio; à entrada campa brasonada de D. Maria Justa da Cunha e Vasconcelos.
Cronologia: 1178 - 1ª referência documental à "Rua de São Joannes", atestando a existência de um templo com a mesma invocação do actual; 1430 - a primitiva igreja de São João, gótica, remonta tradicionalmente ao Infante D. Henrique (sendo ainda hoje conhecida como a "antiga capela do Infante") e fechava o lado E. da pç., na largura das boticas, entre a R. de São João e a Corredoura; por várias vezes surgem referências documentais a reuniões dos homens-bons do Concelho sob o seu alpendre, devendo a igreja ser mais estreita, de uma só nave, segundo vestígios patentes na caixa-murária sob o reboco; séc.16, início - reconstrução da igreja, com reaproveitamento dos portais góticos, colocados na fachada S.; 1510 - no livro de Forais Novos da Extremadura é referido que estavam a terminar as obras de ampliação da Igreja de São João Baptista; 1511 - conclusão da torre sineira, tendo nesse ano começado a ser pagos os ordenados ao vigário; conhecimento de Lopo Diz, almoxarife de Tomar, em como recebeu de Lourenço Godinho uns "ferros dobradeiros pera hóstias" que o rei mandou dar à igreja de São João Baptista; 1512 - data da edícula sepulcral de D. Jorge de Almeida; 1513 - O púlpito é lavrado; 1520 - D. Manuel fez da igreja capela real e elevou-a a Colegiada; 1523 - o relógio, oriundo da Porta do Sol do castelo dos Templários, é colocado na torre sineira, por ordem de D. João III; 1530 - por alvará régio todos os bens da capela de Santa Maria do Castelo passam para a Igreja de São João Baptista; séc.17, inícios - colocação dos altares laterais em cantaria; revestimento da cabeceira com azulejos; séc.18, 1º quartel - demolição do topo facetado da ábside e prolongamento desta em forma rectangular; colocação do retábulo da capela-mor tendo os azulejos sido levantados no local onde foi assente a talha (permanecendo aí alguns vestígios daqueles); séc.18, 2ª metade - construção da capela da Irmandade do Santíssimo pelo desembargador Bernardim Gonçalves de Moura, cavaleiro da Ordem de Cristo; colocação do retábulo nesta capela e na capela colateral do lado da Epístola; 1875 - executam-se obras na igreja, abrindo-se 2 janelas a ladear o pórtico, posteriormente tapadas por se considerarem inestéticas; 1880 - colocação do órgão construído por Gray & Davidson, que substituiu o do séc. 18; 1933/1934 - o pórtico está muito degradado e são necessários vidros nas janelas; 1959 - estado de degradação da torre; 1962 - as cantarias de pedra do portal estão partidas; 1970 - a torre continua degradada, com rebocos caídos, assim como a fachada principal; 1975 - é necessário executar novas cantarias no pórtico; 1977 - os rendilhados do pórtico continuam deteriorados e a esboroarem-se."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
P. S. Monumento com um significado particularmente especial para o autor deste "blogue"; aqui fui baptizado!
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abril 15, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXIV)
Igreja de Santa Maria do Olival
"Planimetria longitudinal, composta por 3 naves, cabeceira tripartida escalonada, com absidíolos quadrangulares e ábside de 5 faces, no alinhamento das naves. Volumes articulados das naves, a central mais alta. Fachada principal rasgada por grande rosácea sobre o pórtico, de arquivoltas quebradas assentes em colunelos reentrantes, munido de gablete com pequeno óculo no tímpano. Fachada E. rasgada, ao nível das naves, por janelas trabalhadas e maineladas e, ao nível do clerestório, por frestas em arco de volta perfeita. Na cabeceira ábside facetada de 5 lumes em lanceta, redforçada por esbarros escalonados; absidíolos de um lume semelhantes às janelas da fachada E..
INTERIOR: 3 naves de 5 tramos cada; pilares cruciformes facetados desprovidos de capitéis, suportando as arcadas quebradas; arcos quebrados na entrada para as capelas da cabeceira precedida por tramo rectangular. Cobertura de madeira nas naves e absidíolos, em abóbada polinervada na ábside. Janelas rasgadas no eixo dos arcos internos e óculo sobre o arco triunfal. Escultura em pedra de Nossa Senhora da Anunciação e púlpito.
Cronologia: 1160 - terá sido reconstruída por Gualdim Pais, Mestre da Ordem do templo; 1195 - Gualdim Pais é sepultado; Séc. 16 - a Igreja terá sofrido profundas alterações; datam desta época o púlpito, a porta de acesso à sacristia, o coro-alto, a alpendrada e respectivas capelas, o jazigo de D. Diogo Pinheiro; 1525 - janela e abóbada da sacristia; Séc. 17 - revestimento de azulejos das capelas do lado S.; Séc. 19 - realizam-se obras de restauro tendo sido destruídas três capelas."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 14, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXIII)
Gruta do Caldeirão
"Estreita galeria em meandro formada por 4 segmentos de tamanho desigual. A entrada, virada a S., é arredondada e de paredes lisas. A gruta, antes das escavações, apresentava uma sequência de sedimentos de matriz areno-argilosa, contendo calhaus e blocos de calcário de diferentes dimensões. No interior do depóstio sedimentar foram encontrados vestígios arqueológicos e faunísticos.
Cronologia: Paleolítico Superior - início da ocupação humana, testemunhada por artefactos em sílex e quartzito (raspadeiras, seixos afeiçoados, objectos de adorno); Neolítico - cerâmica de decoração cardial; cerâmica de decoração impressa e incisa não cardial; vasos lisos; material lítico (machados polidos em anfibolito, utensílios retocados); objectos de adorno em concha e rocha verde; Calcolítico e Idade do Bronze - cerâmica com decoração incisa; alfinete de cabeça espatulada; ponta de lança e anel em bronze; Idade do Ferro - fragmentos de urnas; cerâmica de decoração estampilhada; cossoiros; conta vítrea; período romano - fragmentos de «sigilata»; moedas; período visigótico - peças metálicas; fivelas; Idade Média - moedas da primeira dinastia."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 13, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXII)
Fórum Romano de Tomar
"O forum situava-se no cruzamento de 2 artérias, o "Decumanus Maximus", na direcção E. / O. e o "Cardus Maximus", na direcção N. / S. O acesso fazia-se por galerias ou pórticos que atravessavam a O. e a E. a Basílica e a Praça. Dele resta parte das fundações da Praça pública, da Basílica (tribunal), da Cúria (local de reunião do Conselho da cidade) e das "tabernae" (lojas). A Basílica, de planta rectangular, que ocupava o lado S. da praça, conserva ainda a tribuna, a O. da nave central e 5 das 8 colunas do pórtico interno, vedado por gradeamento; a cada pilar correspondia um pedestal honorífico, virado para o templo, situado a N. da Praça; o acesso à Cúria e a 2 salas adjacentes fazia-se pela nave central da basílica. A Cúria, sala rectangular com c. de 116 m2 abria internamente para sala pequena, quadrangular, com c. de 20,29m2. No lado O. da praça vestígios das "tabernae" que para ela abriam, inicialmente resguardadas por pórticos, suportando balcões. Da malha urbanística de Sellium conhecem-se vestígios de "insulae" (prédios de rendimento) e "vici" (artérias que os serviam), situados a N. e a NE. do Forum.
Cronologia: séc. I d.C - fundação da cidade de Sellium pelo imperador Augusto, desconhecendo-se porém qual seria o seu estatuto político-administrativo; séc. 5, 2ª metade - abandono da cidade provocado pelas invasões bárbaras."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 12, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXI)
Fonte de São Lourenço e terreiro anexo
"A fonte brota de uma bica aberta num espaldar, com cerca de 3 m. de altura, que remata o terreiro a O.. Encostado ao espaldar e resguardando a fonte, um pequeno alpendre sustentado por pilares monolíticos quadrangulares e por 2 pilastras de formato idêntico, adossadas ao espaldar. Os pilares e as pilastras prolongam-se acima do entablamento, ladeando um frontão em volutas rematado por cruz, com inscrição alusiva à fundação dafonte. Sobre a bica um escudo português encimado por coroa aberta. O recinto da fonte, em forma de ferradura, é cercado dos lados por banco corrido. Ao centro uma coluna serve de base a um candeeiro em ferro forjado.
Cronologia: 1714 - D. João V visita o convento e a vila de Tomar. Segundo a tradição terá mandado fazer um fontanário junto à ermida de São Lourenço, próximo do local onde se reuniram as tropas a caminho de Aljubarrota, data que a ermida já comemorava;1746 - construção da fonte, segundo consta da inscrição que se lê no frontão, no 56º ano de vida de D. João V, sendo juiz de fora e Presidente da Câmara o Dr. Manuel Jacinto Leitão."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 11, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XX)
Fachada quinhentista do prédio da Rua Direita da Várzea Pequena, esquina da Rua dos Oleiros
"Fachadas com 2 andares, silhar e cunhal em cantaria,rematadas por cimalha. No alçado S. rasgam-se janelas com avental em cantaria, no 2º registo; no alçado E. abre-se uma porta de vão moldurado no 1º registo, 2 janelas com vão moldurado e rematado por frontão liso saliente assente em 2 volutas, uma de sacada, outra de avental. No cunhal das fachadas rasga-se janela de canto, com balaústre no vértice, a servir de mainel, sacada de balaústres, vão moldurado rematado por frontão saliente apoiado lateralmente em volutas.
Cronologia: Séc. 16 (1º terço) - construção do edifício; 1962 - alterações ao edifício, provocadas pelo plano de urbanização da cidade (Projecto do Arquitecto Mota Lima); 1969 - instalação da biblioteca."
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abril 10, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XIX)
Ermida de Nossa Senhora da Piedade / Capela de Nossa Senhora do Monte
"Planta longitudinal, composta, com disposição da massas na horizontalidade. Corpo central rodeado por galilé a N., S. e O., com campanário do lado NE.. Cobertura diferenciada em telhados de 2, 4 e 1 águas, sobre capela-mor um corochéu cónico. Fachada principal orientada, em empena angular rematada por cruz no vértice, rasgada por óculo e por portal ogival sobre capitéis com motivos fitomórficos, ladeado por duas janelas rectangulares, em cantaria, com frontões arquitravados.
Na verga do lado direito a inscrição "Bernardo Ortiz Ochoa a mandou fazer no anno que foi juiz de 1613". A galilé de tecto em madeira, rodeia as 3 fachadas do edifício e assenta em colunas de fuste redondo sobre murete, é circundada no exterior por banco corrido. Fachada S. rasgada por portal de verga em arco segmentar; adossado à capela-mor do lado S. e nascente um corpo de dois pisos, com alpendre rasgado no piso superior, onde estão unstalados os serviços ligados ao culto. Não coincidência exterior / interior.
INTERIOR de nave única com tecto de madeira de três planos, púlpito em cantaria em forma de cálice, com sacada de balaústres; dois altares colaterais com retábulos tardo-barrocos em madeira polícroma e dourada , assentes obliquamente aos cantos da nave, junto ao arco triunfal, nas tribunas as imagens de Santo António e São Francisco. Arco triunfal abatido assente em pilastras inclinadas, com capitéis toscanos; sobre o arco ornatos em forma de C, plumas e grinaldas rodeando uma cartela centrada por coração a meio de um resplendor. Capela-mor coberta por abóbada de berço com artesoado em cantaria, com pontas de diamante e rosetas nos fechos; 2 mísulas de ábacos facetados com ornatos naturalistas adossam-se nas paredes laterais; azulejos enxaquetados, de cor azul e branca cobrem as paredes e a abóbada, nos espaços entre as nervuras dos caixotões; no altar-mor um retábulo marmoreado e dourado, tardo-barroco, com imagem de Nossa Senhora da Piedade na tribuna.
Cronologia: 1386 - Capela fundada por Martim Vasques Vilela, alcaide-mor de Óbidos, guerreiro e amigo de D. João I; 1387 - D. João I isenta de direitos 15 casais com que Martim Vilila tinha dotado a capela, nas Vilas de Tomar e Torres Novas; 1555 - alterações estruturais por D. Frei António de Lisboa; 1613 - deposição e restauro das alterações efectuadas em 1555, por Bernerdo Ortiz Ochoa, Juiz de Tomar, segundo inscrição na verga de uma das janelas da fachada principal; dessa campanha de obras é o revestimento azulejar da capela-mor; 1846 / 1862 - alargamento do adro e muro de suporte e protecção e construção da escadaria de acesso, com 292 degraus, substituindo uma íngreme calçada, realizada pela junta da paróquia; dessa época será também a porta travessa."
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abril 09, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XVIII)
Ermida de Nossa Senhora da Conceição
"Planta composta, irregular, longitudinal. Corpo rectangular com transepto ligeiramente saliente e capela-mor prismática. Naves cobertas por telhado de 2 águas, de telha verde, transepto rematado ao centro por cúpula, capela-mor por eirado, em cujo ângulo uma guarita cilíndrica coroa a escada de acesso; uma varanda rasgada por aberturas rectangulares envolve a cúpula, outra o eirado.
A fachada principal, rematada nos cunhais por pilastras jónicas, tem frontão triangular; o transepto é assinalado por frontões triangulares nos alçados N. e S.; no alçado S. rasga-se uma porta encimada por uma das janelas da nave. Todas as janelas têm vãos rectangulares, algumas com enxalço perspectivado. São rematadas por frontões triangulares com denticulado verticular; frontões e prapeitos assentam em mísulas em forma de volutas.
INTERIOR: 3 naves separadas por 2 renques de 3 colunas coríntias, encimadas por entablamento, sobre a qual assentam as abóbadas de berço, pilastras de ordem igual adossadas à caixa murária; 3 tramos separados por arcos torais; transepto inscrito, assinalado pelo entablamento e berços transversais, coroado na zona do cruzeiro por abóbada em barrete de clérigo; capela-mor com ábside em nicho semi-cilíndrico, rematado por concha em quarto de esfera, antecedida por um tramo abobadado, para a qual abrem 2 pequenas capelas.
Cronologia - 1535, c. de - início da construção durante o priorado de Frei António de Lisboa; 1573, c. de - conclusão da obra durante o priorado de Frei Basílio."
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abril 08, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XVII)

Edifício dos Paços do Concelho
"Edifício de planta rectangular; volume simples com cobertura em telhado de 4 águas. 3 pisos delimitados por molduras; no alçado E. e O., 3 panos separados por pilastras; o pano central, de maiores dimensões é rasgado por 3 grandes arcadas, no 1º e 2º pisos da fachada principal, por 7 arcos a meio ponto em cada um dos 3 registos da fachada contrária; no último andar da fachada principal rasgam-se janelas de sacada, rematadas por frontão liso saliente, nos 3 corpos da fachada principal, janelas de peitoril nos alçados laterais. As 3 grandes arcadas da fachada principal dão acesso a um átrio, coberto por abóbada de cruzaria de ogivas, alternando com abóbadas a berço, de onde sai a escadaria, que depois de um primeiro patamar se subdivide em 2 lanços divergentes, conduzindo ao andar nobre. Neste destaca-se o grande salão nobre com tecto em masseira, abrindo-se por janelas de sacada para a praça.
Cronologia: Séc. 16, inícios - No reinado de D. Manuel são construídas "as Casas da Câmara e da Audiência, das Sisas e dos Contos", os actuais Paços do Concelho; na descrição feita no séc. 17 (ROSA, 1982) o edifício apresentava a mesma estrutura de alçados: 3 blocos, correspondentes às 3 casas, em 3 pisos; 1740 - nesta data a divisão funcional das casas divergia: são referidas a Casa da Audiência, a Casa do Senado com o Cartório, a Casa do Açougue; nas obras realizadas uniformiza-se o alçado principal e o acesso às várias casas, rasgam-se as janelas do 3º registo, constroem-se águas-furtadas; 1955 - proposta de alteração da estrutura do telhado de 4 para 12 águas, segundo a primitiva traça, da escadaria e das janelas do r/c. não chega a realizar-se; 1958 - até esta data funcionaram no edifício o Tribunal Judicial e a cadeia; 1971 - proposta para reparar a cobertura; construção de uma cinta de betão armado para travamento das paredes, a nível da cimalha; tectos em masseira na casa da escada e secretaria, idênticos aos já existentes; fornecimento de guarnições e aros em madeira."
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abril 07, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XVI)
Edifício da geradora, em Tomar, incluíndo toda a maquinaria e acessórios existentes
"Planta rectangular, simples, cobertura em telhado de 2 águas. Fachada principal lisa, rasgada por 7 janelões bem rasgados, de verga em arco abatido. No interior, espaço unitário com travejamento à vista, alinham-se as turbinas, nos extremos E.e O.: turbina tipo Francis, de 90 CV., acoplada a um grupo de dínamos, marca Anne-Giesecken; turbina tipo hélice de 130 CV., com efeitos de multiplicador de velocidade, ligada a um alternador da O. Meyer e Cª, Ateliers de Construction Soleurre - Suisse. Entre as 2 turbinas encontra-se um motor diesel, marca Wintertur, de 3 cilindros e 90 CV., acoplado a um gerador eléctrico de corrente contínua. A água passa através de comportas, sob o edifício, com uma queda de 2,5 m. entre a levada e o rio.
Cronologia: 1900, 20 Fev. - Concurso público para instalação da energia eléctrica na cidade de Tomar; 26 Maio 1900 - aceite a proposta de Cardoso, Dargent e Cª, de Lisboa; 09 Dezembro 1900 - lançada a primeira pedra do edifício; 23 Novembro 1900 - a firma Jean Bourdain e Cª compra a Central Eléctrica; instalação de uma turbina de 100 CV., que accionava um dínamo sistema Gramm de 40 CV.; 1914, 21 Ago. - a central é comprada por Manuel Mendes Godinho; 1924 - montagem da turbina tipo Francis, de 90 CV., em substituição da velha turbina; 1927, cerca - instalado o motor diesel Wintertur; 1944 - montagem da turbina tipo hélice, de 130 CV.; 31 Dezembro 1950 - termina a concessão da distribuição de energia à cidade. A Central fica a trabalhar exclusivamente para as Fábricas Mendes Godinho."
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abril 06, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XV)
Edifício Belle Époque
"Planta longitudinal, rectangular; massa simples com cobertura em telhado de empena aguda, com águas furtadas dispostas transversalmente a meio das 2 águas. Fachada virada a S. de maiores dimensões, de 2 pisos e sótão, com uma grande varanda adossada a todo o comprimento, circundada por parapeito metálico; cunhais almofadados e faixa divisória dos andares, beirado saliente em madeira rendilhada; 7 portas-janelas com bandeira em arco quebrado deitam para a varanda; no sótão uma janela mainelada, de dupla bandeira em arco quebrado e dupla sacada em ferro.
Fachada virada a N. com volumetria idêntica à da fachada S., mas sem varanda adossada; sete portas-janelas e janelas no piso térreo, sete portas-janelas com sacadas no primeiro piso, janela mainelada mas com balcão em ferro no sótão, todas elas com modinatura idêntica às da fachada oposta.
Fachada O., correspondente ao lado menor do rectângulo, vazada por janela no piso térreo, porta-janela com sacada no 1º piso e janela mainelada com sacada no sótão; do lado direito o volume da varanda adossada à fachada S., rasgado por ampla porta de verga em arco abatido.
Fachada oposta rasgada por 2 janelas no térreo, 2 portas-janelas com sacada no 1º piso, janela mainelada com sacada no sótão.
Cronologia Séc. 19, finais - data provável de construção do edifício."
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abril 05, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XIV)
Corpo do Edifício onde se encontra o Pego de Santa Iria
"Edifício de 2 andares, assente em embasamento, com telhado de 4 águas, cunhal em cantaria, ao qual se adossa um nicho rematado por concha com a estátua de vulto de Santa Iria. Na parte inferior, no canto formado pela junção com o prédio contíguo, deitando para o rio, uma cisterna sobre a qual se pode ver um pequeno nicho, igualmente rematado por concha, com a representação do busto da Santa em relevo. As paredes à volta do pequeno recinto (chamado o pego de Santa Iria) são forradas por azulejo enxaquetado, a azul e branco.
Cronologia Séc. 16 - época de construção."
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abril 04, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XIII)
Convento e Igreja de São Francisco
"Planta longitudinal, composta pelos rectângulos da nave e capela-mor, de menores proporções, capelas laterais adossadas a N. e a S., claustro a S. e dependências conventuais a N.. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado de 2 águas, sobre a nave e capela-mor, de 1 sobre as capelas laterais.
Fachada principal orientada, com 3 panos, tendo o central 3 andares, correspondendo o 1º ao portal de frontão curvo com volutas, o 2º às janelas de vão rectangular em enxalço, o 3º ao frontão contracurvado que cobre o corpo central; os laterais, marcados por pilastras e rematados no 2º andar por aletas, assinalam as capelas laterais. Uma torre sineira ergue-se sobre o corpo lateral direito.
Nas fachada N. e S. contrafortes arqueados recebem as descargas da abóbada.
INTERIOR de nave única coberta por abóbada a berço, iluminada pelas janelas do clerestório e pelos vãos da fachada principal. 4 capelas intercomunicantes alinham-se a N. e a S., abertas para a nave por arcos de volta perfeita; o coro-alto assenta em 3 arcos rebaixados; arco a meio ponto rasgado acima do 2º registo abrindo para a capela-mor; esta é profunda e coberta por abóbada de berço, com caixotões e apresenta um Calvário de 30 figuras de tamanho natural, com todos os passos da Paixão. Pintura decorativa sobre pedra no arco da capela lateral do lado do evangelho e nas colunas de sustentação do coro; duas pequenas composições figurativas nos alçados sob o coro. Claustro de planta quadrada adossado ao alçado S. da igreja; tem 7 tramos por ala e 2 registos em altura, abrindo para a quadra central por arcos a meio ponto assentes em pilares toscanas, no registo inferior, por pilastras encimadas por arquitrave no segundo; uma varanda de balaústres corre por todo o registo superior; sobre a cimalha assentam telhados de uma água. As galerias do claustro estão hoje entaipadas, rasgando-se vãos no pano murário criado.
Cronologia 1625 - fundação do convento por iniciativa de Frei Manuel da Esperança, provincial da Ordem de São Francisco; 1822 - o convento é entregue ao Ministério da Guerra, que nele instala o batalhão de caçadores nº 2; a igreja é entregue à Ordem Terceira de São Francisco; 1856, 29 de Julho - Lei de D. Pedro decretando que "o edifício e Cerca do extinto Convento de S. Francisco, situado no Largo da Várzea Grande (...), excluída a igreja, e respectivas oficinas" seja concedido à Câmara "para o fim exclusivo de se estabelecer aquartelamento para tropa, hospital e cemitério, e feita com a cláusula expressa da Câmara Municipal, se encarregar da reparação e conservação do edifício" que "devolverá para o estado nos casos de se lhe dar outra aplicação ou se, dentro de dois anos, se não principiarem os reparos de que precisa"; 1964 - o regimento de infantaria nº 15 é transferido para novas instalações; a Ordem Terceira ocupa o claustro; 1999 - a queda de um raio provoca o arranque da cruz do cooamento da fachada, danificando parcialmente a cobertura e a rede eléctrica."
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abril 03, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XII)
Convento e Igreja de Santa Iria
"Planta longitudinal, composta pelos rectângulos da nave, capela-mor, este de menores dimensões, sacristia, adossada a S., e pela capela lateral dos Vales, adossada ao corpo da igreja, e claustro ambos de planta quadrangular. Massas articuladas com cobertura diferenciada de duas águas.
Fachada principal a N., de pano único, rasgada pelo portal, janela de moldura lisa e outra de moldura renascentista na nave; portal de arco de volta perfeita, com medalhões nas enjuntas, rematado lateralmente por pilastras, com relevos renascentistas, assentes em pedestais, sustentando uma arquitrave; sobre esta, 2 urnas com fogaréus, na continuação das pilastras, um frontão , ladeado por 2 grifos e terminando numa vieira, com uma cartela com a data de 1536 no tímpano.
Na fachada S. a porta da sacristia com verga golpeada e ornato encadeado manuelino. Claustro de pequemas dimensões de dois pisos: 4 arcos de volta perfeita assentes em capitéis toscanos no 1º e pilastras quadrangulares jónicas encimadas por arquitrave no 2º.
INTERIOR: nave única com tecto de masseira de caixotões com pinturas murais representando figuras várias dentro de medalhões envolvidos por brutescos. Paredes das naves totalmente forradas a azulejo de tapete ponta de diamante. Capela-mor coberta por abóbada artesoada com pinturas murais figurando uma balaustrada em "trompe l'oeil" com anjos espreitando; nas paredes tapete de azulejos polícromo de padrão com cercadura com anjos e urnas.
Do lado da Epístola a Capela dos Vales abrindo para a nave por arco a meio ponto, rematado lateralmente por balaústres, com medalhões nas enjuntas, coroado por frontão triangular com as armas dos Vales em relevo; cobertura por abóbada de nervuras; revestimento a azulejo polícromo de ponta de diamante; retábulo em pedra calcária, de proporções renascentistas, com um conjunto escultórico em meio relevo, representando o Calvário, enquadrado lateralmente por pilastras e colunelos e rematado por frontão semicircular com vieira inscrita no tímpano; na predela as armas dos fundadores. Do lado oposto altar sob arco de volta perfeita rematado lateralmente por pilastras e encimado por frontão triangular.
Cronologia: 1467 - D. Mécia Vaz Queiroz e suas filhas compram o sítio de Santa Iria, mandando construir casas e capela onde se recolhem; 1523 - o recolhimento de freiras clarissas de Santa Iria passa à observância de Santa Clara; 1536, c. de - reconstruída e aumentada a primitiva capela por Pedro Moniz da Silva, irmão de Frei António de Lisboa, Dom Prior do Convento de Tomar ( de acordo com a lápide da capela-mor e com a data inscrita na porta principal ); construção da capela dos Vales, encomendada por Miguel do Vale; 1610 - D. Vitória de Vilhena, neta de Pedro Moniz, manda decorar a capela-mor; 1842 - o convento e a igreja são vendidos em hasta pública; terão a partir daqui vários proprietários e várias utilizações: hospedaria, fábrica de lanifícios, armazém; neste século a igreja é adquirida pelo Arq. Nepomuceno que a pretendia restaurar o que nunca veio a acontecer; 1897 - após a morte de Nepomuceno a igreja é comprada pela condessa de Sarmento, passando depois ao sobrinho, João do Vale Mexia; 1905 - incêndio destrói a maior parte do edifício que volta a ser vendido; os novos proprietários dividem então o convento em duas habitações e uma serração de madeira; 2000 - venda do Convento de Santa Iria à PZ - Sociedade Imobiliária, Ldª.."
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abril 02, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XI)
Convento de Cristo / Mosteiro de Cristo
"Complexo monacal de planta composta, irregular. Volumes articulados, horizontalista e Charola de massa verticalista. Coberturas exteriores diferenciadas em telhados, terraços e coruchéus.
A Charola, poligonal, é o centro do conjunto de edificações, dominando-as visualmente. A N. e E. Sacristia, Claustros do Cemitério e da Lavagem, ruínas dos Paços, Enfermarias, rematando na Sala dos Cavaleiros e na Botica. A O. Igreja, Claustros e dependências conventuais, acompanhando a planta cruciforme dos braços N.-S. e E.-O. dos Dormitórios, no prolongamento da Igreja e do Claustro de Santa Bárbara. A NE. Claustro da Hospedaria, a NO. o da Micha, a SE. o de D. João III, a SO. o dos Corvos. Fachada E.: Botica, no seguimento da muralha, e Sala dos Cavaleiros, no ângulo NE., com fachada dupla sobre embasamento em talude, rasgada por janelas de sacada e encimada por frontões contracurvados. A N. Portaria Real, entre o corpo das Enfermarias e o da Hospedaria, a que se segue a fachada dos Dormitórios, rematada por frontão triangular, e o corpo da Micha, rasgado pela antiga Portaria.
A O. é cercado por muro alto, por trás do qual avulta a cobertura tripartida do Noviciado e a massa prismática das Necessárias. Fachada S. realçada pela arcaria do aqueduto dos Pegões, apoiada em plataforma rusticada, corresponde ao corpo do Claustro dos Corvos, Dormitórios e Claustro de D. João III, este encostado à Casa do Capítulo, assente em embasamento em talude.
IGREJA: Planta composta por 2 corpos diferentes: Charola, actual cabeceia, poligonal, de 16 faces com contrafortes nos ângulos, frestas em panos alternados, cachorrada sob murete rematado por merlões e torre sineira a SE.; e, adossado a O., corpo da nave (coro) rectangular, adaptando-se ao desnível do terreno para O., onde possui 3 registos assentes num forte embasamento e marcados por frisos decorativos envolventes; contrafortes salientes e moldurados, mais robustos nos cunhais das fachadas NO. e SO., revestidos por pujante decoração naturalista e emblemática manuelina, também presente nas molduras das janelas que rasgam a caixa murária, por vezes em associação com elementos platerescos. Portal a S. preenchido com decoração naturalista, grutescos, emblemática manuelina e estatuária de vulto.
INTERIOR: Charola centrada por corpo octogonal vazado de 8 arcos peraltados sobre pilares, com meias colunas adossadas às faces laterais, que recebem a descarga da abóbada anular que cobre o deambulatório; na espessura dos muros rasgam-se capelas; preenchem-na esculturas, painéis e pinturas murais; abre para a nave por grande arco quebrado, sendo esta coberta por abóbada polinervada de combados, com 3 tramos, apoiada em mísulas vegetalistas, emblemáticas e antropomórficas; abarcando 2 tramos o coro-alto, com balaustrada em pedraria sobre parede com porta de acesso a um sub-coro de pé-direito reduzido, (actual Sala do Capítulo), coberta com abóbada abatida, artesoada.
CLAUSTRO DA LAVAGEM: quadrangular, de 2 pisos, o inferior com 5 tramos por ala com arcos quebrados assentes em grossos pilares chanfrados sobre murete: o superior com 6 tramos de arcos quebrados sobre colunas grupadas transversalmente, com capitéis de dupla fiada de colchetes de folhagem; cobertura em tecto de madeira.
CLAUSTRO DO CEMITÉRIO: quadrangular, 1 piso com 5 tramos por ala, de arcadas e suportes idênticos aos do Claustro da Lavagem, mas com colunas duplas com bases e capitéis distintos; pavimento revestido com tampas sepulcrais lisas, numeradas; abóbadas de berço nas 4 alas e de aresta nos cantos. Arcossólios com arcas tumulares a S. e O.. Abrem para este claustro as capelas de S. Jorge, a S. e dos Portocarreiros, a O.
CLAUSTRO DA MICHA: quadrangular, 4 alas com arcos plenos geminados e em asa de cesto nos topos N. das alas E. e O., separados por fortes contrafortes; abóbada polinervada sobre colunas lisas com capitéis de volutas e em mísulas cónicas. A N. Antiga Portaria, de vão rectangular entre colunas coríntias assentes em altos pedestais. Sobre a galeria edifícios de 2 pisos.
CLAUSTRO DOS CORVOS: quadrangular, 2 galerias de dupla arcada separadas por contrafortes, que sobem até ao 3º registo a S. e O.; coberturas e suportes idênticos aos do Claustro da Micha. Rodeiam a quadra 4 corpos de 3 pisos.
REFEITÓRIO: rectangular, com abóbada de berço com nervuras formando caixotões quadrados; 2 janelas maineladas rematadas por 2 vãos rectangulares rasgam a parede S. e 4 janelões rectangulares a E.
DORMITÓRIO: em cruz, com 2 grandes corredores para os quais se abrem as pequenas celas, cobertos por falsa abóbada de berço forrada a madeira apainelada; 3 janelas maineladas, encimadas por meia luneta, rematam os topos N., S. e O.; na intersecção dos corredores um cruzeiro sob cúpula abrindo para uma capela quadrangular, com abóbada de berço com pequenos caixotões com motivos emblemáticos, vegetalistas e figurativos em relevo.
CLAUSTRO DA HOSPEDARIA: quadrado, 4 alas com arcadas duplas, separadas por contrafortes e galerias cobertas por abóbada semelhante à do Claustro da Micha, no 2º registo varandas com colunas sustentando uma arquitrave corrida, à excepção da ala S., destruída; a O., uma 3ª varanda com colunas jónicas e arquitrave, galerias cobertas com tecto de madeira.
CLAUSTRO DE SANTA BÁRBARA: quadrado, com 4 arcos rebaixados por ala, sobre colunas de fuste liso; cobertura de abóbada rebaixada com nervuras e lintéis no lugar dos arcos torais; 2º piso sem cobertura, possuindo, no entanto, colunas e mísulas.
CASA DO CAPÍTULO: composta por vestíbulo quandrangular e nave de 2 registos, rectangular, com ábside poligonal; forte embasamento do lado S. e meio soterrada do lado E., sem pavimento divisor dos 2 pisos primitivos (Capítulo dos Freires, em baixo, e dos Cavaleiros, em cima) e sem cobertura; abóbada de nervuras sobre o vestíbulo, que comunica com a nave por arco geminado.
CLAUSTRO DE D. JOÃO III: quadrado com chanfros nos ângulos, 2 pisos, cobertura em terraço com balaustrada; as 4 alas, com galerias cobertas de abóbadas de nervuras e caixotões, abrem para a quadra alternadamente por arcos de volta inteira e por vãos rectangulares encimados por janela (1º reg.) ou por óculo (2º reg.) entre colunas de ordem dórica (1º reg.) e jónica (2º reg.) de fuste liso que sustentam entablamentos; os 4 ângulos possuem chanfras rectas no 1º piso e convexas no 2º, rematadas por 4 torreões, com escadas helicoidais a NE. e SO. Do primitivo claustro subsistem várias "engras", vãos rectangulares, nos cantos, com abóbada polinervada descarregando em pilastras. Ao centro da quadra fonte sobre plataforma octogonal.
Cronologia:
1118 - Fundação da Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo;
Séc. 12, final - Construção do primitivo oratório templário, num dos ângulos da muralha;
Séc. 13, 2º quartel - Tomar é doada à Ordem do Templo, tornando-se a sua sede militar nacional;
1357 - Torna-se sede da Ordem de Cristo;
Séc. 15, 1ª met. - Obras henriquinas: adaptação do oratório templário, adossando-se um coro com 6,40m X 5,40m; construção de claustros, capela de São Jorge e Paço;
1492 - D. Manuel, Grão-Mestre da Ordem de Cristo desde 1484, reuniu o Capítulo Geral onde decidiu mandar ampliar o Convento;
1499 - São gastos 3.500 reais em obras: melhoramentos na Casa do Capítulo, retábulo do altar-mor, grades de ferro para os arcos da Charola e pintura da mesma, arranjos no coruchéu e no Coro (henriquino), início da construção de nova Casa do Capítulo;
1503 - Nova reunião do Capítulo tendente à Reforma da Ordem, ordenando o Rei expropriar a antiga Vila de Dentro, intra-muros, e encerrar as portas do Sol e de Almedina;
1510 - Início da construção do novo Coro (nave) por Diogo Arruda, a mando de D. Manuel, no local que hoje ocupa, contudo, as medidas apontadas pelo Rei não coincidem com as actuais;
1519 - Primeiras referências documentais da presença de João de Castilho no Convento, respeitantes à construção dos lagares e dos estaleiros onde se lavrava a pedraria para as obras;
1529 - Reforma da Ordem acometida por D. João III a Frei António de Lisboa, que expulsa antigos freires, impõe a clausura e elabora novos estatutos baseados na Regra de S. Bernardo;
1530 - A Reforma espiritual é acompanhada de uma reforma material, tendo início nova campanha obras de João de Castilho: construção do Claustro de D. João III e dos outros a Oeste da Charola;
1533 - Carta de quitação de D. João III que refere as obras feitas por João de Castilho: Coro, Casa para o Capítulo, arco grande da Igreja, portal principal, casas do Aposento da Rainha e obras miúdas;
1548 - João de Castilho constrói os Estudos dos Colegiais, a Cela do D. Prior, o corredor do eirado sobre a Livraria e a escada do Coro e faz os esboços dos espelhos do Noviciado;
1551 - O mesmo mestre de obras constrói a Cozinha, o eirado do andar dos Dormitórios, a varanda da Enfermaria e a Cisterna;
1557 - Início do derrube do Claustro de D. João III e construção de outro, por Torralva, obra interrompida em 1565;
1591 - Conclusão da construção do Claustro principal e obras de remodelação da Charola, por Filipe Terzi;
1618 - Início da construção da Portaria Real, Casa da Escada e Sala dos Reis, por Diogo Marques Lucas;
1686 / 1690 - Remate da fachada das enfermarias e da frontaria da Sala dos Cavaleiros (João Antunes é o mestre das obras das Ordens Militares);
1789 - Abolida a Reforma de Fr. António de Lisboa;
1811 - As tropas francesas ocupam o convento; destruição do Cadeiral de Olivier de Gand;
1834 - Abandono após extinção da Ordem de Cristo;
1837 - Costa Cabral compra parte do convento;
1852 - D. Fernando manda derrubar o piso superior do Claustro de Santa Bárbara e do Claustro da Hospedaria (ala S.) e corredor dos confessionários que lhe passava por cima, para permitir a melhor visualização da fachada O. da nave;
1934 - O Estado compra o Convento aos herdeiros do conde de Tomar;
1969 - Danos na Sala dos Cavaleiros causados por sismo."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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abril 01, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (X)
Cidade de Tomar
"ESTRUTURA URBANA:
Núcleo antigo - planta ortogonal, com os eixos viários dispostos paralelamente às 2 vias principais perpendiculares, a R. Serpa Pinto (antiga Corredoura) e as R. Silva Magalhães e Infantaria 15 (antiga R. Direita).
Núcleo moderno - o mesmo tipo de planta com os eixos viários paralelos às 2 principais ruas que se cruzam na perpendicular - R. Marquês de Pombal e Av. Ângela Tamagnini.
TECIDO CONSTRUÍDO: como núcleo polarizador no desenvolvimento da estrutura urbana da povoação o edifício dos Paços do Concelho e a Igreja de São João Baptista, dos 2 lados da Pç. da República, onde se unem as 2 principais vias - R. Serpa Pinto e antiga R. Direita (Silva Magalhães e Infantaria 15). - A O. da Pç da República e implantados no morro o Convento de Cristo e o Castelo; um pouco mais abaixo, na mesma colina, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição; no prolongamento da R. Infantaria 15, do lado S., na extremidade da Várzea Grande, o Convento de São Francisco; mais para S., junto à saída da povoação desse lado, a Capela de São Lourenço; do lado oposto, no prolongamento da R. Silva Magalhães, do lado N., junto à Várzea Pequena, o antigo Convento da Anunciada Nova; nas imediações, à saída da povoação, a Capela de São Gregório e no topo do morro, a NE., a Ermida de Nossa Senhora da Piedade. Na margem esquerda do rio Nabão, no início da R. Marquês de Tomar, a Igreja e o antigo Convento de Santa Iria; não muito distante do rio, a O., a Igreja de Santa Maria do Olival. No núcleo antigo da povoação assinala-se ainda a Igreja da Misericórdia, na Av. Dr. Cândido Madureira; as imponente arcarias do alpendre dos Estaus, a antiga albergaria medieval, junto ao curso do rio, no final deste avenida; a Sinagoga, no coração da judiaria, na R. Dr. Joaquim Jacinto; vários edifícios solarengos e habitações de carácter burguês dispersos pela malha urbana.
Cronologia:
1159 - Doação de Tomar aos Templários por D. Afonso Henriques;
1162 - construção do castelo por Gualdim Pais e doação de carta de foral à vila; a povoação desenvolve-se inicialmente na Cerca ou Almedina, intramuros, à sombra de uma 2ª cinta de muralhas entretanto construída, na paróquia de Santa Maria do Castelom, do lado de fora da muralha, na vila de Baixo, na paróquia de Santa Maria do Olival, entre a actual R. da Graça e a Corredoura e ainda a N. do castelo, no arrabalde de São Martinho; com a regularização do curso do rio, a vila cresce para S., para a zona da Ribeira, onde a Ordem tinha já os seus moínhos; aí surgiram os edifícios públicos, no Chão do Pombal;
séc. 13 - construção da Igreja de Santa Maria do Olival;
1314 - extinção da Ordem dos Templários;
1319, 14 de Março - instituição da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo, integrando os bens da extinta Ordem do Templo; a nova ordem é instalada em Castro Marim;
1357 - transferência da sede da Ordem de Cristo para Tomar;
séc. 14 - construção da ermida de Nossa Senhora da Piedade;
1417 - o Infante D. Henrique é nomeado Governador e Administrador da Ordem de Cristo;
séc. 15, 1ª metade - construção dos Estaus, junto ao Chão do Pombal, onde existiam os antigos Paços do Concelho, construíndo-se então também, nas imediações, as saboarias e o Hospital de Nossa Senhora da Graça; obras no antigo oratório templário, a Charola, construção dos claustro do Cemitério e da Lavagem, da capela de São Jorge e do Paço;
séc. 15, meados - construção da Sinagoga;
1467 - início da reconstrução da Igreja de São João Baptista;
1499 - a população que vivia dentro do castelo é forçada a abandoná-lo por determinação régia;
1510 - criação da Misericórdia de Tomar;
1510, 1 de Maio - D. Manuel concede a Tomar foral novo;
séc. 15, finais / séc. 16 - 1º quartel - construção da nave adossada à Charola henriquina;
séc. 16, 1º quartel - construção da Capela de São Gregório e da Capela de São Lourenço; construção das Casas da Câmara;
1530, 24 de Junho - reforma da Ordem de Cristo por frei António de Lisboa, transformando-a numa ordem de clausura;
1532 - início das obras de alargamento do Convento;
1535 - início da construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição, que parece ter sido pensada como capela sepulcral para D. João III;
1536 - início da construção da Igreja de Santa Iria;
1557 - início da reconstrução do claustro principal do convento de Cristo, interrompida em 1565;
1567 - início das obras da Igreja da Misericórdia;
1567, 22 de Abril - o cardeal D. Henrique concede a Tomar o título de "Notável Vila";
1573 - conclusão da Capela de Nossa Senhora da Conceição;
1591 - conclusão do claustro principal do convento de Cristo, obras de remodelação da Charola;
1613 - reconstrução da ermida de Nossa Senhora da Piedade;
1618 - construção da Portaria real, casa da escada e sala dos reis;
1625, 7 de Setembro - início da construção do Convento de São Francisco;
1645 - início da construção do Convento da Anunciada Nova;
1672 - construção do hospital da Misericórdia;
1740 - remodelação das Casas da Câmara;
1789 / 1792 - reforma dos Estatutos da Ordem;
1834 - extinção das ordens religiosas;
1844, 13 de Fevereiro - Tomar é elevada a cidade."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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março 31, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (IX)
Cerca do Convento de Cristo / Mata Nacional dos Sete Montes
"No vale, logo à entrada, um jardim com buxo recortado à francesa, alonga-se no sentido ascendente ladeado por árvores, seguido de uma 1ª plataforma com um parque infantil e de uma 2ª com um caramanchão e um tanque. A mata é povoada por acácias, vários tipos de pinheiros e de coníferas, dispostas pelo meio de inúmeras veredas, serpenteando pelas encostas. Perfeitamente integrados na mata vestígios arquitectónicos seiscentistas: uma casa de fresco maneirista de planta circular (a charolinha), rematada por cúpula, com pilastras jónicas adossadas, no meio de um tanque também circular, com 4 pontes de acesso; no topo da cerca, encostado ao muro de vedação, a NO., um tanque de rega, quadrangular, de grandes dimensões, com espaldar ondeante, que recebia água do aqueduto dos Pegões."
"Cronologia - Inicialmente pertença do Convento de Cristo, em cujo perímetro se encontrava, passou depois para o Conde de Tomar, quando este comprou parte do convento, após a extinção das Ordens religiosas; 1936 - adquirido pelo Estado, foi entregue aos Serviços florestais de Sintra, a quem se deve o ajardinamento e parte do reflorestamento; 1949 - é construído o muro de vedação da entrada principal."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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março 30, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (VIII)

Castelo de Tomar
"Planta irregular. Cortina de muralhas ameadas sobre forte talude, com seteiras crucíferas nos merlões, circundada por adarve; irregularmente angulosa, é guarnecida de cubelos semicilíndricos e semiquadrangulares, rematada no ângulo SE. por torre de planta rectangular (Torre da Raínha) e no ângulo SO. por torre circular (Torre da Condessa); a Charola reforçava a cortina O.. Uma porta rasga-se do lado S., numa reentrância do pano, entre cubelos rectangulares, a Porta do Sangue, a outra, a porta do Sol, abre para o terreiro, comunicando com uma porta exterior, a porta de Santiago, por calçada que circunda a Alcáçova. Esta, de planta escudiforme, é reforçada a S. por torreão de planta quadrangular, a E. por pesado contraforte triangular; no canto NO. ergue-se a Torre de Menagem, de planta rectangular, em 3 andares. No pano murário da Alcáçova rasgam-se janelas de sacada; o mesmo sucede na cortina que se estende para N., até à fachada do convento. Na Torre da Raínha rasgam-se janelas maineladas, nas 2 faces viradas para a vila."
"Cronologia - 1160, 1 de Março - Início construção do castelo, segundo inscrição na Torre de Menagem; 1499 - abandono da população que vivia intramuros, por ordem de D. Manuel; 1533, c. de - os" Paços da Raínha" prolongam-se até à muralha e alcáçova (VITERBO, 1899); adaptações feitas no interior da Torre da Raínha, até então conhecida como "torre do relógio"; 1618 - para se construir a portaria filipina é destruída a torre do ângulo NO. da cortina (JANA, 1991)"
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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março 29, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (VII)
Casa de Vieira Guimarães, com fachadas para as Ruas do Marquês de Tomar e de Serpa Pinto
"O edifício de planta trapezoidal irregular, é formado por um corpo rectangular, virado para a Av. Marquês de Tomar e para o rio, a NE., coberto por telhado de 2 águas e um outro também rectangular, com fachadas para a R. Serpa Pinto, a S. e para a ponte velha, a E., com telhado de 3 águas; no encontro dos 2 corpos um torreão octogonal, com telhado prismático rematado por esfera armilar em ferro. O piso inferior abre-se para o exterior por grandes janelas / montras e portas de vão rectangular e por duas portas de acesso ao piso superior, uma a S., outra a NE., de verga neomanuelina. Sobre esta um painel de azulejo, com a representação da Senhora da Piedade. No piso superior rasgam-se, nas 3 fachadas, 3 janelas bífores, de verga golpeada e ornatos neo-manuelinos, com varanda em cantaria lavrada com os emblemas das Ordens dos Templários e de Cristo, rematados a meio pelas iniciais entrelaçadas do fundador, "VG". Nas vergas das janelas as datas de 1920 e 1922. No torreão abrem-se pequenas janelas com vergas em cantaria com lavores neo-manuelinos."
"Cronologia - 1920 / 1922 - período de construção, de acordo com as inscrições nas vergas das janelas."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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março 28, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (VI)
Casa da Quinta da Granja, incluíndo pombal, nora, lagar, e restantes anexos edificados
"Planta composta por 2 corpos de diferentes épocas, de planta rectangular, separados por cunhais, com remates piramidais. Volumes articulados com cobertura em telhado único de 4 águas. O corpo mais antigo, do lado E., mostra 2 registos separados por moldura em cantaria, com marcações verticais nos 2 extremos, definidas por pilastras com remates, na fachada S.. A fachada E com um 1º registo cego, contrafortado por 2 muros com volutas, um 2º registo rasgado por logia com balaustrada, com arcadas duplas nos 2 corpos laterais, rodeando uma janela serliana no corpo central, encimado por 3º registo com janela de balaústres, ladeado por volutas e coroado por vieira. Interiormente a um 1º piso destinado a funções agrícolas sobrepõe-se a área residencial, com um corredor largo virado para a fachada S. por 8 janelas, para o qual se abrem 8 celas, comunicando com as salas do lado N. através da varanda. Do lado N. uma divisão rectangular, a antiga capela, com acesso directo pela escada principal."
"Cronologia - 1531 - doação à Ordem de Cristo da Quinta da Granja; 1531 - 1543 Frei António de Lisboa, prior do convento de Tomar, por escambos e compras acrescenta o património fundiário da Quinta, mandando construir "um assento de casas com oratório" (Anais, p. 241 / 242, Tomar, 1971); 1617 - 1626 reconstrução do edifício, durante o priorado de Frei António Moniz. (Jana, p. 416); séc. 18 - acrescento do corpo do lado O."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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março 27, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (V)
Capela de São Lourenço junto do Padrão de D. João I / Monumentos comemorativos da passagem das tropas portuguesas para a Batalha de Aljubarrota
"Planta longitudinal, composta pela nave de planta rectangular, alpendre, ábside semicircular, sacristia rectangular a S.. Volumes articulados, cobertura diferenciada em telhado de 4, 3 e 1 água sobre a nave, o alpendre e sacristia, respectivamente; telhado prismático sobre a ábside. Alpendre adossado à fachada principal, a O., sustentado por pilares de secção quadrada assentes num murete. Na parede N., sobre um banco, um painel de azulejos azul e branco, com cercadura neorocócó enquadra a cena do encontro das hostes de D. João I e do Condestável, a caminho de Aljubarrota. No interior, a nave única, coberta a madeira, para a qual se abre, em arco a pleno centro, a ábside rematada por abóbada em quarto de esfera. Num nicho em cantaria sobre o altar-mor a estátua de São Lourenço; azulejos de aresta e enxaquetados na capela-mor e enxaquetados no silhar da nave."
"Cronologia - Séc. 16, 1º quartel - construção da capela encomendada, segundo a tradição, por Aires de Quental, Feitor-mor de D. Manuel, desde 1518; 1948 - colocação do painel de azulejos e banco na parede N. (Ministério da Guerra)."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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março 26, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (IV)

Capela de São Gregório
"Planta centralizada composta pelo octógono da nave e pelo rectângulo da capela-mor, a que se adossa, a E., a sacristia inscrita num quadrado. A nave é encimada por varandim, com remates nos vértices do octógono; a cobertura em cúpula é revestida a cimento, rematado por catavento com cruz; a sacristia é rematada por telhado prismático quadrangular. À fachada S. e E. adossa-se uma galilé, de telhado facetado, assente em arquitrave apoiada em colunas toscanas de fuste liso. A porta da capela de verga e jambas com decoração manuelina rasga-se em frente ao altar-mor. Este abre-se para a nave por arco a meio ponto assente em pilastras. Nave e sacristia são cobertas por abóbadas em cúpula; a capela-mor é rematada por abóbada de barrete de clérigo. 3 nichos encimam o altar, um deles com a imagem de São Gregório Nanzianzeno. Azulejos enxaquetados e brancos com cercadura a azul, na capela-mor; na nave, dos 2 lados, painéis setecentistas, a azul e branco, representando um a missa de São Gregório, outro uma cena conciliar."
"Cronologia - Séc. 16, 1º quartel - construção da capela, feita, segundo a tradição, à custa do povo; 1535 - gastos 600 reais no madeiramento (Anais, 1971)."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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março 25, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (III)
Arco denominado das Freiras
"Arco pleno, com intradorso em blocos aparelhados de cantaria, inscrito num corpo de planta rectangular, contrafortadolateralmente dos lados N. e S., junto às paredes às quais se encosta. A cobertura é em telhado de 2 águas, tendo sido enxertado um outro telhado também de 2 águas , cobrindo uma escada de comunicação com o prédio desse lado. Uma moldura em cantaria divide o registo em que se inscreve o arco da parte superior em que passa o corredor. Neste rasgam-se simetricamente, a N. e a S., pequenas frestas rectangulares de vão moldurado."
"Cronologia - Séc. 16 - a sua construção integrou-se certamente no alargamento da área conventual, a par do aumento de número de freiras (em 1540 eram já 36 as monjas professas)."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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março 24, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (II)

Aqueduto do Convento de Cristo (Troço dos Pegões)
"C. 7 km. de canalização em pedra, coberta a laje, correndo em grande parte ao nível do terreno, c. 400 m. assentes em arcaria, de dimensão e altura variável. Sobre o vale da Felpinheira a cortina compõe-se de 12 arcos de volta redonda, com c. 15 m. na parte mais alta; sobre o vale dos Pegões 58 arcos de volta inteira, que, na zona de maior declive, assentam em 16 arcos quebrados, apoiados em pilares, com a altura máxima de c. de 220 m.; a montante e a jusante 2 mães d'água rematadas por cúpulas e abobadadas no interior resguardam bacias de depuração da água; seguem-se 34 arcos de volta perfeita, que atravessam um vale pouco profundo, e correndo paralelas ao muro da cerca 2 arcaturas com 18 e 13 arcos; finalmente a cortina de 21 arcos também de volta perfeita, rematados pela cruz de Cristo, os últimos adossados à fachada S. do Convento de Cristo."
"Cronologia - 1595 - Escritura de compra das fontes e do pinhal; início da construção; 1614 - o aqueduto chega à cerca, terminando num tanque de rega; 1617 - prolongamento até ao convento; lavabo dos dormitórios; 1619 - conclusão da obra; construção da fonte do claustro principal; 1752 - exploração de novas nascentes a montante e ligação ao aqueduto construído."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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março 23, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (I)
A partir de hoje, diariamente, e até final do mês de Abril, farei referência ao inventário do património arquitectónico do concelho de Tomar, com base em relação da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
Açude da Fábrica de Fiação de Tomar
"Muralha angular disposta entre as 2 margens, assente no fundo rochoso do leito do rio, formada por 2 lanços desiguais com 68 m e 42 m de comprimento, tendo de largura na parte superior 1,64 m e na inferior 9,65 m, de altura 3,989 m, com 11 degraus a jusante. Na margem esquerda o canal que conduzia a água para a Fábrica de Fiação, com 1.141 m de comprimento por 6,18 m de largura média; a entrada de água para o canal fazia-se por 5 adufas; na margem direita, no lanço menor da muralha, 2 comportas asseguravam a limpeza do açude."
"Cronologia - 1789, final - início da construção do açude, no local onde existia a ponte da Granja; 16 de Janeiro de 1790 - início da construção da Fábrica Grande ou Fábrica de Fiação de Tomar, que iria utilizar a energia da água para accionar máquinas de fiação e cardagem; o complexo industrial deveu-se aos industriais franceses Jácome Ratton e filho e Timóteo Lecusson Verdier, sócios da Real Fábrica de Algodões, Lençaria e Meias de Tomar; o engenheiro inglês Francisco Wellhouse foi o 1º director da fábrica, tendo supervisionado a sua construção; 1798 - uma cheia no Nabão causou grandes estragos no açude; 1804 - início da laboração; 1883 - um incêndio destrói a fábrica, reconstruída por Henrique Taveira, a partir de planta do Engº Charles Hargreaves."