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abril 30, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXIX)
Ruínas ditas de Nabância
"Na margem esquerda do rio Nabão, a c. de 2km. de Tomar e da antiga Sellium romana.
Cronologia: Séc. 3 / 4." (via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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ELEIÇÕES NA COMUNIDADE URBANA DO MÉDIO TEJO
As Assembleias Municipais dos 10 concelhos integrantes da Comunidade Urbana do Médio Tejo (Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha) elegem hoje a Assembleia desta Comunidade.
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UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (X)
“A 14 de Setembro de 1307 o rei envia mensagens seladas a todos os bailios e senescais do reino, ordenando a prisão em massa dos Templários e a confiscação dos seus bens.
Entre o envio da ordem e a prisão, que se dá a 13 de Outubro, passa um mês. Os Templários não suspeitam de nada. Na manhã da prisão caem todos na rede e – outro enigma – rendem-se sem a menor resistência.
E note-se que nos dias anteriores os oficiais do rei, para terem a certeza de que nada fosse subtraído à confiscação, tinham feito uma espécie e recenseamento do património templário, em todo o território nacional, com pueris desculpas administrativas.
E os Templários nada, esteja à sua vontade bailio, procure onde quiser, como se estivesse em sua casa.
O papa, quando sabe da prisão, tenta um protesto, mas é já demasiado tarde, Os comissários reais já começaram a trabalhar a ferro e corda, e muitos cavaleiros, sob tortura, começaram a confessar.
Neste ponto não se pode deixar de passá-los aos inquisidores, os quais ainda não usam o fogo, mas não é preciso. Os confessos confirmam.
E é este o terceiro mistério: é verdade que houve tortura, e vigorosa, se trinta e seis cavaleiros morrem nos interrogatórios, mas destes homens de ferro, habituados a fazer frente ao cruel turco, nenhum faz frente aos bailios.
Em Paris, só quatro cavaleiros em cento e trinta e oito se recusam a confessar. Os outros confessam tudo, incluindo Jacques de Molay."
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abril 29, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVIII)
Roda Hidráulica do Mouchão
"Roda de madeira de grande diâmetro, com raios dispostos em torno de um eixo central também em madeira, fixos exteriormente numa roda de 3 aros, unidos por pás às quais se fixam pares de alcatruzes em barro, cada alcatruz com uma capacidade de c. de 5 litros. O eixo assenta num suporte ou "burra" de alvenaria, paralela ao curso do rio e rematada por volutas; o canal que conduz a água à roda é vedado, a montante, por grelha de madeira; o remate do suporte à entrada do canal, desse lado, apresenta um talhamar com a parte inferior arredondada.
Cronologia 1906 - a actual roda foi mandada construir pela Câmara Municipal de Tomar, a partir de um modelo anterior."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO NO INTERIOR
O Distrito de Santarém é o que apresenta melhor nível de desenvolvimento económico em termos do interior do País, com um PIB per capita similar à média nacional, de acordo com análise económica e financeira apresentada no "Encontro Millenium BCP - Santarém" (em parceria com a Universidade Católica Portuguesa).
Os concelhos com melhores indicadores de produtividade são os Santarém, Constância, Benavente e Entroncamento, entre 97 % a 118 % do PIB per capita nacional.
Os concelhos com menor grau de desenvolvimento são os de Coruche, Golegã, Chamusca, Ferreira do Zêzere e Sardoal (entre 45 % a 55 % do PIB per capita nacional).
No que respeita à repartição do rendimento, Santarém, Ourém, Torres Novas, Tomar e Abrantes, são os concelhos com maior Índice de Rendimento, sendo também os que concentram o maior número de empresas do Distrito.
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UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (IX)
“Só restava a calúnia, e aqui o rei tinha bom jogo. Boatos sobre os Templários, circulavam já há tempos.
Como seriam vistos estes “coloniais” pelos bons franceses, que só os viam andar à sua volta a cobrar décimas e sem darem nada em troco, nem sequer – agora – o seu próprio sangue de guardiões do Santo Sepulcro?
Franceses também, mas não completamente, quase pieds noirs ou, como se dizia na época, poulains. Se calhar ostentavam costumes exóticos, sabe-se lá se entre si não falariam a língua dos mouros, a que estavam habituados.
Eram, monges, mas davam espectáculo público dos seus costumes truculentos, e já anos antes o papa Inocêncio III tinha sido induzido a escrever uma bula. De insolentia Temploriorum.
Tinham feito voto de pobreza, mas apresentavam-se com o fausto de uma casta aristocrática, com a avidez das novas camadas mercantis, e com o atrevimento de um corpo de mosqueteiros.
É preciso pouco para se passar ao murmúrio alusivo: homossexuais, heréticos, idólatras que adoram uma cabeça barbuda que não se sabe donde virá, mas certamente não do panteão dos bons crentes, talvez partilhem dos segredos dos Ismaelitas, e negociem com os Assassinos do Velho da Montanha.
Filipe e os seus conselheiros de qualquer maneira tiraram partido destes boatos.”
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abril 28, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVII)
Quinta da Anunciada Velha / Antigo Convento dos Capuchos
"HABITAÇÃO: planta longitudinal composta por vários rectângulos adossados, dispostos em redor de um pátio quadrangular; volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado de 2 e 3 águas com beiral; os alçados S., E. e O, formados por corpos escalonados, assentam em parte num elevado embasamento, vencendo o desnível aí existente.
A N. do pátio a CAPELA conventual, de planta longitudinal (23x6,5m), orientada, massa simples com cobertura em telhado de 2 águas, empenas angulares a E. e O.; cobertura interna em madeira; nave e capela-mor justapostas, arco triunfal divisório, a meio ponto, assente em pilastras laterais toscanas. "OBELISCO" - volume troncocónico, com c. de 5 m. de altura.
"TORRE" - planta quadrangular (7x5m), volume prismático adaptando-se ao desnível do terreno, coroado por coruchéu piramidal, oitavado; a face virada a nascente, com c. de 6m. de altura, com vestígios de encosto de um muro, é rasgada por vão de verga recta, a face oposta, com c. de 12m., assenta em forte embasamento; no remate dos muros exteriores torsal e motivos florais relevados. Interior coberto por cúpula piramidal, sobre trompas; pequeno nicho rasgado em arco canopial, vestígios de frescos.
Cronologia: 1527 - doação de casas, igreja, pomares e fonte por Isabel Teixeira, viúva de Antão de Figueiredo, guarda-roupa de D. Afonso V, aos frades capuchos, que a adaptam às necessidades da comunidade religiosa; dessas adaptações fazem parte a "torre" e o tanque, o "obelisco" e a capela-mor da capela conventual; séc. 16, finais - acrescentamento da capela (arco triunfal e nave); 1629 - a comunidade franciscana troca a Quinta da Anunciada por terrenos junto ao convento de Cristo, onde a partir de 1645 constroi novo convento, conhecido como Anunciada Nova; 1836 - a Quinta é vendida, após a extinção das ordens religiosas, ao Pe. Manuel Carrão, beneficiado da Sé Patriarcal de Lisboa; 1857 - António Bernardo da Costa Cabral, 1º conde e marquês de Tomar compra a quinta; 1942 - obras de adaptação a residência de veraneio e instalações agrícolas; 1988 / 1995 - 2ª campanha de obras de adaptação a casa de habitação."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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APOIO A ACTIVIDADES CULTURAIS
Para além do orçamento de 127 500 euros para apoio a actividades desportivas, a Câmara Municipal de Tomar afectará também, no exercício de 2003, cerca de 140 000 euros para apoio a diversas associações, no âmbito de actividades de índole cultural, de que se destacam:
- S. F. Gualdim Pais, 25 000 euros
- Canto Firme de Tomar, 19 000 euros
- Fatias de Cá, 16 850 euros
- Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira, 8 600 euros
- Sport Clube Operário de Cem Soldos, 6 550 euros
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UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (VIII)
“Se não podes vencê-los, junta-te a eles.
Filipe pediu para ser nomeado Templário honorário. Resposta negativa. Ofensa que um rei não pode esquecer.
Então sugeriu ao papa que fundisse os Templários e os Hospitalários e pusesse a nova ordem sob o controlo de um dos seus filhos.
O grão-mestre do Templo, Jacques de Molay, veio com grande pompa de Chipre, onde agora residia como um monarca no exílio, e apresentou ao papa um memorial em que fingia analisar as vantagens, mas que na realidade evidenciava as desvantagens da fusão.
Impudicamente, Molay observava entre outras coisas que os Templários eram mais ricos que os Hospitalários, e que a fusão empobreceria uns para enriquecer os outros, o que seria de grave dano para as almas dos seus cavaleiros.
Molay venceu esta primeira partida do jogo que estava a começar, a prática foi arquivada.”
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abril 27, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVI)
Quinta da Anunciada Nova / Antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição
"A Quinta da Anunciada Nova consta de uma residência, anteriormente convento, conservando a capela-mor do antigo edifício religioso, com o seu portal e alpendre. No interior existiam diversas pedras tumulares, de personalidades religiosas, que foram desmanteladas. A cerca tinha fontanários do séc. 17 / 18.
Na parede da igreja do convento, do lado da Epístola, estiveram duas placas identificando as sepulturas de 2 dos seus padroeiros, a de João Gonçalves da Câmara e as de Estêvão de Araújo e Freitas e de sua mulher Maria Frois de Azevedo e Andrade e seus descendentes: "Esta capella mor he do mui nobre e illustre João Gonçalves da Câmara, conde que foi de Calheta na Ilha da Madeira e capitão general da mesma ilha e da condessa sua mulher D. Ignez Maria de Noronha, a qual por morte do dito conde capitão entrou religiosa Carmelita Descalça em Santo alberto de Lisboa e se chmãou Ignez de Jesus Maria José: antes de professar tomou o Padroado deste convneto para si e jazigo dos ossos de seu marido e o dotou com 60$000 reis cada anno para ordinaria perpetua para que assim a alma do conde, como a sua gosem das Missas e Suffragios, que em toda a Provincia se applicam pelos Padroeiros dos Conventos della. Jaz o Conde sepultado no meio da capella maior. Falleceu a 27 de abril de 1656. Requiescat in pace" e "Esta capella he de Estêvão de Araújo e freitas, cavalleiro da Ordem de Cristo, para sua sepultura e de sua mulher D. Maria Frois de Azevedo e Andrade e descendentes, correndo a fábrica della por conta dos Religiosos, para a qual dá 4$000 réis cada anno: tem Missa quotidiana, anno de 1696" (SOUSA, 1903).
Cronologia: 1629, 19 de Março - é lavrada escritura de escambo do Convento da Anunciada Velha, em Cem soldos, pela Horta do Valente, em Tomar, entre o prior do Convento de Cristo em Tomar, Frei Inácio de Novais e o Ministro Provincial da Ordem dos Capuchos, Frei André, de São Pedro do Sul; nesse ano Nuno Pessoa demanda os frades capuchos, alegando que a quinta onde fora construído o convento que agora iam trocar com a Ordem de Cristo, era sua, por herança de sua avó, Maria Teixeira, sobrinha da doadora, Isabel Teixeira, uma vez que a doação fora feita apenas com aquela finalidade; 1633, 6 de Dezembro - os frades Capuchos tomam posse do novo terreno, com a autorização do prior Frei Custódio Falcão, antes mesmo da demanda estar resolvida; 1645 - as obras apenas se iniciam neste ano, em virtude das convulsões políticas associadas à Guerra da Restauração, passando o convento a designar-se da Anunciada Nova; 1653, 21 de Outubro - o padroado do convento é dado aos condes da Calheta, João Gonçalves da Câmara e sua mulher Inês Maria de Noronha; 1688, 22 de Setembro - o padroado passa para os condes de Castelo Melhor, por morte de Inês de Noronha; 1693, 25 de Junho - o padroado passa para o monteiro-mor da vila de Pias, Estêvão de Araújo e Freitas, cavaleiro da Ordem de Cristo e seus descendentes; 1834 - extinção das ordens religiosas; o convento é vendido a Tomás Joaquim de Almeida, que por sua vez o vendeu a José Nunes Longra; 1860, 23 de Março - José Nunes Longra, proprietário da cerca do extinto convento, pede autorização para abrir um portão em frente à Várzea Pequena, tendo o seu pedido sido deferido; 1880, 19 de Abril - em sessão camarária o vereador Joaquim Augusto de Macedo propõe que a Câmara compre a Quinta da Anunciada, para poder utilizar a água da cerca e para nela serem instaladas as cadeias, podendo realizar-se ainda na sua cerca o mercado semanal de madeiras e o mercado dos porcos; a proposta não se chega a efectivar por falta de verba; Séc. 20, inícios - o convento e a quinta são vendidos a Fernando da Costa Cabral, irmão do 2º conde de Tomar; 1930, c. de - a quinta é vendida a João Mendes Godinho."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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APOIO A ACTIVIDADES DESPORTIVAS
A Câmara Municipal de Tomar afectará no corrente exercício de 2004, cerca de 127 500 euros a subsídios a actividades desportivas, sendo os principais beneficiários:
- Sp. Tomar, 18 450 euros (Hóquei em Patins, Patinagem, Atletismo, Badminton, Tiro com Arco)
- União Tomar, 17 000 euros (Futebol)
- S. F. Gualdim Pais, 16 500 euros (Ginástica, Natação, Judo, Badminton, Hóquei, Patinagem)
- Ginásio Clube de Tomar, 13 900 euros (Ginástica, Trampolins, Natação, Tumbling)
- ACR Linhaceira, 5 300 euros (Futebol)
- ACR Santa Cita, 5 200 euros (Hóquei em Patins, Patinagem, Pesca Desportiva)
Verbas modestas, para associações que "sobrevivem" com grandes dificuldades, na sua missão de proporcionar aos jovens de Tomar a prática do desporto.
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UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (VII)
“Os Templários ficaram sem objectivo. Ou melhor, tinham transformado os meios em fins, administravam a sua enorme riqueza.
É natural que um rei centralizador como Filipe O Belo os visse com maus olhos.
Como se podia manter sob controlo uma ordem soberana?
O grão-mestre tinha a categoria de um príncipe de sangue, comandava um exército, administrava um património fundiário imenso, era eleito tal como o imperador, e tinha uma autoridade absoluta.
O tesouro francês não estava nas mãos do rei, mas sim era guardado no Templo de Paris. Os Templários eram os depositários, os procuradores e os administradores de uma conta-corrente formalmente em nome do rei.
Recebiam, pagavam, jogavam com os juros, comportavam-se como grande banco privado, mas com todos os privilégios e isenções de um banco de Estado… E o tesoureiro do rei era um Templário.
Pode-se reinar nestas condições?”
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abril 26, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXV)
Praça de Touros de Tomar
"Planta central, em forma de polígono regular multifacetado, centrado pelo espaço circular da arena. Volume simples, prismático, parcialmente coberto por telhado polifacetado.
A fachada principal, virada a S., com pilastras laterais almofadadas, é rematada por cornija moldurada e platibanda; nela rasga-se a porta principal de acesso, de verga em arco redondo, com fecho destacado. Sobre a porta uma lápide refere: "Praça de touros. Património da Santa Casa da Misericórdia de Tomar. Inaugurada em 1908".
Nas 2 faces que enquadram a fachada principal rasgam-se os vãos das bilheteiras, igualmente moldurados e de verga semicircular; nas faces viradas a E. e O. as restantes portas de acesso ao interior da praça, com molduras e verga de perfil idêntico, 2 a nascente acedendo ao Sector Sol (bancadas e galerias), outra do mesmo lado, de vão mais elevado, destinada aos toureiros a cavalo, 3 a poente, de acesso aos Sectores Sol Sombra e Sombra (bancadas e camarotes); as portas alternam com janelas de rasgamento semicircular, também molduradas, protegidas por grades.
A fachada N., de faces cegas, é rasgada na parte central por vão rectangular para entrada dos touros de lide. Nas faces viradas a S., E. e O. estão pendurados candeeiros em ferro da época da construção.
Interior - em torno da arena, circular, dispõem-se as bancadas escalonadas, intercaladas pela plataforma para os músicos, a S., pela plataforma menor reservada ao director da corrida, do lado O.. Sobre as bancadas dispõem-se as galerias e os camarotes cobertos por telhado, antecedidos de arcaria trilobada recortada numa antepara em madeira. Vedações em ferro forjado, com ornatos envolutados, separam as bancadas das galerias e camarotes; vedações mais simples, de colunelos, enquadram as escadas e as plataformas, e separam as galerias, camarotes e as zonas de Sol e Sombra das bancadas. Sob as bancadas situam-se as zonas de serviço - enfermaria, bar, sanitários, escritórios, currais.
Cronologia: 1884, 8 de Junho - inauguração da primeira praça, no local da actual, construída em terrenos doados à Misericórdia por João Ribeiro da Cruz e sua mulher, com corrida onde actuaram os cavaleiros Carlos Relvas e Bento de Araújo e os bandarilheiros Vicente Roberto e Roberto da Fonseca; 1903 - a praça encontrava-se parcialmente destruída; 1907, 13 de Maio - início da construção da actual praça sobre as ruínas da anterior, patrocinada por Diogo do Vale, Carlos Alberto da Fonseca, José Pereira Prista sobrinho e filho, Carlos Baptista, João Torres Pinheiro, Manuel Saraiva, António Duarte Faustino, António Duarte da Silva e José Gregório dos Santos; 1908, 24 de Maio - inauguração da praça com corrida em que participaram os cavaleiros Manuel e José Casimiro e os bandarilheiros Teodoro Gonçalves, Jorge Cadete, José Martins, Francisco Saldanha, Tomás Rocha e Francisco Xavier, os forcados da Golegã, Riachos e Tomar; tocaram as filarmónicas Nabantina e Gualdim Pais."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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SEMANA ACADÉMICA DE TOMAR
Decorre de 27 de Abril a 1 de Maio a “Semana Académica”, organizada pela Associação Académica de Tomar, tendo como principais nomes em cartaz: Pedro Abrunhosa, Clã e Quim Barreiros.
No dia 27 será realizado uma serenata na Praça da República.
A 28, realiza-se o desfile académico, seguido, à noite, pela actuação de Quim Barreiros.
No dia 29, decorre o “rali das tascas”, assim como a actuação de tunas.
No dia 30 é a vez do espectáculo taurino “Papa Vacas”, com actuação, à noite, dos Clã, no palco da FAI.
A Semana conclui-se, no dia 1, com a bênção das pastas na Praça da República, encerrando com o espectáculo de Pedro Abrunhosa.
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UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (VI)
“Em 1291 São João de Acre é conquistada pelos mouros, todos os habitantes são imolados.
O reino cristão de Jerusalém acaba. Os Templários estão mais ricos, mais numerosos e mais poderosos que nunca mas, nascidos para combater na Terra Santa, na Terra Santa já não existem.
Vivem esplendidamente sepultados nas capitanias de toda a Europa e no Templo de Paris, e ainda sonham com a esplanada do Templo de Jerusalém nos tempos de glória, com a bela igreja de Santa Maria de Latrão cravejada de capelas votivas, bouquet de troféus, e um fervor de forjas, correarias, oficinas têxteis, celeiros, uma coudelaria de dois mil cavalos, um pulular de escudeiros, ajudantes, turcópolos, as cruzes vermelhas nos mantos brancos, as cotas escuras dos auxiliares, os enviados do sultão de grandes turbantes e elmos dourados, os peregrinos, uma encruzilhada de patrulhas e de estafetas, e a delícia dos cofres recheados, e o porto donde emanavam ordens e disposições e carregamentos para os castelos da mãe-pátria, das ilhas, das costas da Ásia Menor…
Tudo acabado, meus pobres Templários.”
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abril 25, 2004
JORNAL "CIDADE DE TOMAR" - 23.04.04
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INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXIV)
Pelourinho de Tomar
"Assente em soco de 5 degraus quadrangulares. Coluna com base muito alta, de ângulos inferiores e superiores chanfrados, estrangulado na parte superior e decorado de molduras, simples; fuste monolítico, assente no estrangulamento da base, tornando-se bojudo para novamente se adelgaçar; moldurado em cada face e decorado de elementos vegetalistas. Rematado por coruchéu com as bases imitando a empena de um beiral; coroado por uma esfera armilar em ferro.
Cronologia: Tomar teve foral concedido pelo Mestre dos Templários, Gualdim Pais, em 1162 e em 1510 D. Manuel concedeu-lhe foral novo. Foi elevada à categoria de cidade em 1843; séc. 17/18 - erecção do pelourinho; 1628 - encontrava-se o "Pelourinho Velho" ao fundo da rua da Graça; 1839 - reparação, tendo a obra custado 13$555 reis; 1870 - foi demolido, tendo o seu fuste servido para candeeiro; séc. 20 - anos 39 / 40 - reconstrução com aproveitamento de algumas peças originais."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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UNIÃO DE TOMAR - CLASSIFICAÇÕES NA I DIVISÃO - 1974-75
Total Casa Fora
Jg V E D G Pt V E D G V E D G
1 SL Benfica 30 21 7 2 62- 12 49 12 2 1 41- 6 9 5 1 21- 6
2 FC Porto 30 19 6 5 62- 30 44 9 4 2 32-14 10 2 3 30-16
3 Sporting CP 30 17 9 4 59- 25 43 12 2 1 42-10 5 7 3 17-15
4 Boavista FC 30 16 6 8 58- 32 38 11 3 1 38-10 5 3 7 20-22
5 VSC Guimarães 30 16 6 8 64- 36 38 9 4 2 31- 8 7 2 6 33-28
6 CF Belenenses 30 14 7 9 45- 37 35 8 4 3 27-19 6 3 6 18-18
7 VFC Setúbal 30 11 7 12 48- 36 29 7 4 4 34-17 4 3 8 14-19
8 GD CUF 30 10 9 11 41- 41 29 7 5 3 27-16 3 4 8 14-25
9 Leixões SC 30 10 9 11 29- 42 29 8 3 4 18-11 2 6 7 11-31
10 Atlético CP 30 10 6 14 38- 69 26 7 2 6 17-20 3 4 8 21-49
11 SC Farense 30 11 3 16 38- 52 25 9 0 6 29-26 2 3 10 9-26
12 UFCI Tomar 30 9 5 16 39- 59 23 7 2 6 25-25 2 3 10 14-34
13 Oriental 30 5 10 15 21- 51 20 3 9 3 16-14 2 1 12 5-37
14 Académica 30 7 6 17 33- 47 20 5 3 7 20-20 2 3 10 13-27
15 SC Olhanense 30 6 5 19 41- 70 17 5 3 7 22-22 1 2 12 19-48
16 SC Espinho 30 4 7 19 25- 64 15 4 4 7 19-27 0 3 12 6-37
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1º ENCONTRO DE COLECTIVIDADES – PROGRAMA – 25.04.04
09h00 – Atletismo
10h00 – Futebol de salão – Junceira - Casais
11h00 – Futebol de salão – Sabacheira - Venda Nova
12h00 – Futebol de salão – Delongo – Aboboreiras
15h00 – Teatro – “A Menina e o Mar” – Sociedade Banda Marcial Nabantina
16h00 – Grupo de Cantares – Associação Cultural Recreativa e Social de Venda Nova
17h00 – Teatro – “A Comissão de Festas” – Fatias de Cá
19h00 – Encerramento
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abril 24, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXIII)
Pelourinho de Paialvo
"Sobre um soco de 3 degraus circulares escalonados, assenta o pelourinho de base quadrada, coluna de fuste circular, com anel intermédio, adelgaçando na metade superior, capitel liso em forma de anel, ábaco quadrado com remate cónico encimado por esfera. 4 ferros de sujeição com remate zoomórfico.
Cronologia: Séc. 16 - data provável de construção."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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1º ENCONTRO DE COLECTIVIDADES – PROGRAMA – 24.04.04
10h00 – Ténis
10h30 – Ténis de mesa
11h00 – Futebol de salão – Longra - Serra
15h00 – Rancho “Os Moleiros da Póvoa” – Associação Cultural e Recreativa da Póvoa
16h00 – Música popular – Sociedade Instrutiva Recreativa Desportiva Vilanovense
17h00 – Grupo de Cantares – Associação Cultural e Recreativa da Póvoa
18h00 – Teatro “Falar Verdade a Mentir” – Associação Recreativa das Aboboreiras
21h00 – Animação de Rua e Teatro – “Auto da Índia” – Canto Firme de Tomar
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AGRADECIMENTO
Sábado é dia de agradecimentos: obrigado Alinhavos!
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abril 23, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXII)
Parte interna das lojas do prédio que servia de Sinagoga no séc. XV
"De planta quase quadrada e piso inferior ao da rua, a sala que serviu de sinagoga divide-se em 3 naves separadas por 4 colunas cilíndricas segmentadas, com bases chanfradas e capitéis de lavores geométricos e vegetalistas; sobre estas e sobre mísulas prismáticas adossadas às paredes repousa a alta abóbada de arestas. 2 orifícios em cada canto comunicam com o bocal de bilhas de barro, metidas na parede, com função acústica.Uma porta em arco quebrado (do lado de fora lanceolado), aberta a E., era a porta principal da sinagoga. A entrada faz-se hoje por porta de vão rectangular do lado N.. Numa sala de planta rectangular, a O., foram feitas escavações, tendo sido posto a descoberto o "mikveh", local dos banhos rituais reservados às mulheres.
Cronologia: Séc. 15 (meados) - construção; 1496 - encerramento pelo édito de expulsão dos judeus de Portugal; séc. 16, 1ª metade - cadeia municipal; séc. 16, 2ª metade / 19 - notícia da existência da ermida de São Bartolomeu, na Rua Nova, provavelmente no local da antiga sinagoga; séc. 19 - adaptação a armazém; 1923 - o Dr. Samuel Schwarz compra o imóvel a Joaquim Cardoso Tavares; 1939 - doa a sinagoga ao Estado, com a condição de nele ser instalado um Museu luso-hebraico; 1944 - o Estado compra o prédio do lado, para ampliação do Museu."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (V)
“Certo, inventaram o cheque, e antes dos banqueiros florentinos.
Portanto estão a perceber, entre doações, conquistas à mão armada e provisões sobre as operações financeiras os Templários transformam-se numa multinacional.
Para dirigir uma empresa deste género era precisa gente de cabeça. Gente que consiga convencer Inocêncio II a conceder-lhes privilégios excepcionais: a Ordem pode conservar todos os despojos de guerra, e onde quer que possua bens não responde perante o rei, nem perante os bispos ou perante o patriarca de Jerusalém, mas só perante o papa. Isentos em todo o lado das décimas, têm direito a impô-las eles mesmos sobre as terras que controlam…
Em resumo, é uma empresa sempre com activo em que ninguém pode meter o nariz. Compreende-se assim por que razão são mal vistos pelos bispos e reinantes, e no entanto não se pode passar sem eles.”
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JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA DOA COLECCÃO DE ARTE A TOMAR
É assinado hoje o contrato de doação pelo qual o Museu José-Augusto França doa colecção de arte ao Núcleo de Arte Contemporânea do Museu Municipal de Tomar, o qual será inaugurado a 9 de Maio.
"O Núcleo de Arte Contemporânea do Museu Municipal de Tomar vai ser inaugurado em 9 de Maio. O novo museu, localizado na Rua Gil Avô, junto aos Correios, passa a integrar a exposição permanente da colecção doada por José-Augusto França à cidade onde nasceu. A assinatura do respectivo contrato de doação está marcada para amanhã.
A cerimónia de abertura do novo espaço, que surge já ligado à Rede Portuguesa de Museus, contará com a presença do presidente da República e do próprio José-Augusto França. O fundo do núcleo museográfico integra uma centena de obras de artistas portugueses do século XX português.
A parte mais signficativa da colecção está ligada ao Grupo Surrealista de Lisboa, de que o próprio José-Augusto França fez parte. A doação feita ao município de Tomar é, à sua maneira, única no país"pela qualidade da sua origem e pela sua coerência e gosto pessoal, com responsabilidade crítica, no quadro da criação artística nacional dos anos 1940 a 1970, sobretudo", como refere o roteiro expositivo.
Aquele que é provavelmente um dos melhores desenhos de Mário Eloy, datado de 1932, é o mais antigo trabalho apresentado, enquanto que os mais recentes são os que foram expressamente criadas para o museu e amistosamente oferecidas pelo pintor e escultor José de Guimarães e pelo pintor Eduardo Nery. O primeiro concebeu uma escultura em inox e néon, intitulada "Árvore azul" e o segundo um painel de azulejos com o título "Modelação luminosa X".
A exposição desenvolve-se ao longo dos três andares do edificío. Podem ser vistos trabalhos de artistas como Almada Negreiros, Bernardo Marques, Fernando Lemos ou António Dacosta. Também está representado o grupo KWY."
(Artigo no Jornal de Notícias de ontem).
P. S. Obrigado ao c. a. p. (é por gestos destes que "vale a pena" fazer parte da "blogosfera"!).
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abril 22, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXI)
Palácio de Alvaiázere
"Planta longitudinal, composta. Ao rectângulo do edifício principal adossa-se um corpo menor também rectangular, a N., que se abre para um pátio a E.. Volumes articulados, com cobertura de 4 águas no corpo do lado N., sem cobertura no corpo a S.. Fachadas de 2 pisos, divididos por moldura em cantaria, rodapé, cunhais e beirado em cantaria, no edifício principal, em cantaria simulada no edifício a N.. No andar inferior rasgam-se janelas de vão rectangular, de moldura lisa em cantaria, uma porta de moldura lisa, na fachada S., outra rematada por pilastras duplas perspectivadas assentes em pedestais na fachada N., a principal. No piso superior rasgam-se janelas alinhadas com os vãos do piso inferior, com avental em cantaria sob a sacada, com moldura lisa e arquitrave saliente.
Cronologia: 1771 - Noel le Maitre realiza obras de adaptação, instalando aqui a sua fábrica de meias; paga renda à Misericórdia de Tomar, proprietária do palácio; 1789 - o edifício é vendido pela Misericórdia a Jacome Ratton, que pretendia tomar conta da fábrica; 1790 - restauro da fábrica velha, instalada no Palácio e início da construção da Fábrica Grande; 1874 - com a criação da Companhia da Real Fábrica de Fiação de Tomar e renovação total do equipamento da primitiva Real Fábrica de Algodões, Lençaria e Meias de Tomar o Palácio Alvaiázere passa a funcionar apenas como escritório; 08 Junho 1911 - o Quartel General da Região Militar de Tomar instala-se no Palácio; 29 Maio 1975 - um incêndio destrói a cobertura e interior do edifício."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Publicado por Leonel Vicente às 06:30 PM | Comentários (0) | TrackBack
DIFICULDADES NO SP. TOMAR
O Sporting Clube de Tomar, com um passivo que excede os 200 000 euros, atravessa uma crise, na sequência da demissão do Presidente, Carlos Marques (também um dos principais “credores” do clube).
As contas do clube referentes ao ano de 2003 não foram ainda aprovadas, tendo a Assembleia Geral sido suspensa até amanhã, dia 23 de Abril.
Nesta fase, é imperioso que os amigos do clube se unam, em ordem à superação desta crise deste grande e histórico clube da cidade de Tomar!
Publicado por Leonel Vicente às 12:20 PM | Comentários (0) | TrackBack
UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (IV)
“O que dissemos diz respeito à tropa, mas a ordem desde os inícios tinha recebido doações enormes e pouco a pouco foi constituindo capitanias por toda a Europa.
Pensem que Afonso de Castela e de Aragão lhes oferece um país inteiro, ou antes, faz testamento a deixar-lhes o reino no caso de morrer sem herdeiros.
Os Templários não se fiam e fazem uma transacção, como que dizendo mais vale um pássaro na mão, mas este pássaro na mão são meia dúzia de fortalezas em Espanha.
O rei de Portugal doa-lhes uma floresta, como ainda estava ocupada pelos sarracenos os Templários lançam-se ao assalto; expulsam os mouros, e só para dar um exemplo fundam Coimbra. E são só episódios.
Em resumo, uma parte combate na Palestina, mas o grosso da ordem desenvolve-se na pátria.
E o que acontece? Que se alguém tiver de ir à Palestina e precisar de dinheiro lá, e não ousar viajar com jóias e ouro, deposita-os nos Templários em França, ou em Espanha ou na Itália, dão-lhe um recibo, e ele depois levanta-o no Oriente.”
Publicado por Leonel Vicente às 08:24 AM | Comentários (0) | TrackBack
abril 21, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXX)
Padrão de D. Sebastião
"Alto plinto rectangular, em cuja face virada para a estrada, se grava uma inscrição alusiva à sua edificação (HOC EXORSUDS/OPUS SUBPRIMO/REGE-SE BASTO/PRA ...(...)/ANNO AXPÕ/NATO 1567). Sobre este pedestal, e tendo a separá-lo uma moldura, ergue-se o fuste escalonado, em forma de pirâmide, rematado por simples àbaco coroado de um pequeno coruchéu.
Cronologia: Séc. 16 - Erguido por ordem de D. Sebastião assinalando a muralha de consolidação da estrada Lisboa - Porto, construída por este Rei."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Publicado por Leonel Vicente às 07:05 PM | Comentários (0) | TrackBack
UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (III)
“Sucede tudo com São Bernardo. Lembram-se de São Bernardo, não?
Grande organizador, reforma a ordem beneditina, elimina as decorações das igrejas, quando um colega o irrita, como Abelardo, ataca-o à McCarthy, e se pudesse mandava-o para a fogueira. Não podendo, manda queimar os seus livros.
Depois prega a cruzada, armemo-nos e partam…”.
“Bernardo intui logo que a ideia deve ser cultivada, e apoia aqueles nove aventureiros, transformando-os numa Militia Christi, digamos mesmo que os Templários, na sua versão heróica, os inventou ele.
Em 1128 convoca um concílio em Troyes precisamente para definir o que são aqueles novos monges-soldados, e alguns anos mais tarde escreve um elogio desta Milícia de Cristo, e prepara uma regra de setenta e dois artigos, divertida de ler porque mete de lá tudo.
Missa todos os dias, não devem conviver com cavaleiros excomungados, mas se um deles solicitar a admissão no Templo devem acolhê-lo de maneira cristã, e vêem assim que eu tinha razão quando falei de legião estrangeira.
Usarão mantos brancos, simples, sem peles, a menos que sejam de cordeiro ou de carneiro, proibido usar calçado recurvado e macio como está na moda, dorme-se em camisa e cuecas, um colchão, um lençol e um cobertor…”.
Publicado por Leonel Vicente às 08:15 AM | Comentários (0) | TrackBack
abril 20, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXIX)
Padrão de D. João I
"Alto pedestal moldurado inferiormente por plinto, escócia e listée e superiormente por équino e ábaco sobre o qual assenta uma coluna monolítica cilíndrica munida de base toscana e capitel compósito cujas volutas e folhas de acanto são dadas aqui pela decoração de anjos com as asas abertas; abaixo destas figuras o escudo português em balão. O conjunto é rematado por pequena pirâmide escalonada coroada de uma bola.
Cronologia: Séc. 16 - erguido no reinado de D. João III em comemoração do encontro, no local, das tropas de D. João I e as de D. Nuno Alvares Pereira dias antes da Batalha de Aljubarrota."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Publicado por Leonel Vicente às 06:06 PM | Comentários (0) | TrackBack
UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (II)
“Não, quero dizer, a história todos a sabem.
Há a primeira Cruzada, está bem?
Godofredo, que do Jordão a areia tinha vista e de Deus a carne em si lavada, Balduíno torna-se o primeiro rei de Jerusalém.
Um reino cristão na Terra Santa. Mas uma coisa é manter Jerusalém, outra coisa o resto da Palestina, os sarracenos foram batidos mas não eliminados. A vida naquelas paragens não é fácil, nem para os novos instalados nem para os peregrinos.
E eis que em 1118, sob o reinado de Balduíno II, chegam nove personagens, guiadas por um certo Hugo de Payns, e constituem o primeiro núcleo de uma Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo: uma ordem monástica, mas com espada e armadura.
Os três votos clássicos, pobreza, castidade, obediência, mais o de defesa dos peregrinos.
O rei, o bispo, todos em Jerusalém dão logo ajudas em dinheiro, alojam-nos, instalam-nos nos claustros do velho Templo de Salomão.
E é assim que se transformam em Cavaleiros do Templo.”
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abril 19, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXVIII)
Moinhos e Lagares de El Rei
"Planta longitudinal, composta por vários rectângulos adossados; volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de 2 e 3 águas.
Fachada principal virada a O., para a levada, constituída por 6 corpos de dimensões diferentes, de empenas agudas, excepto o último, do lado S., que mostra o remate da empena cortado.
Janelas e portas de diferentes dimensões, de verga recta, excepto uma no corpo S., de verga em arco segmentar. Em algumas vergas as iniciais em ferro (JTP) (João Torres Pinheiro) e (JP) e a data 1903. Os 2 últimos corpos do lado S. mostram 2 grandes emblemas régios em cantaria relevada, circundados por moldura rectangular: a esfera armilar, adossada abaixo do remate da empena, o escudo português encimado por coroa fechada, apoiado sobre a empena cortada.
A fachada posterior virada para o curso do rio nada revela de assinalável; no último corpo do lado S. rasga-se grande janela.
INTERIOR: estrutura de asnas em madeira e vigas apoiando o telhado sem forro. Desapareceu todo o equipamento associado à actividade moageira e lagareira inicial.
Cronologia: 1174, Junho - o 1º foral da vila de Tomar refere já a existência de lagares e moinhos; séc. 15 - o canal do Mouchão é regularizado e os lagares de azeite da Ribeira da Vila, conhecidos como da Cruz e de Martim Teles, são remodelados, durante o mestrado do Infante D. Henrique; durante o mestrado do Infante D. Fernando surgiu mais uma unidade lagareira, conhecida como Lagar Novo; séc. 16 - no reinado de D. Manuel foram remodelados e ampliados os moinhos / lagares da Ribeira Velha, Açude de Frades e engenhos hidráulicos, pela Ordem de Cristo, passando a ser designados por lagares de El-Rei; 1500 - existiam na Ribeira da vila os lagares de Santiago, de Martim Teles, da Cruz, Novo, pertença da Mesa Mestral; fizeram-se 2 casas de Pisões e uma Alcaçaria na Ribeira da vila; 1529, 10 de Outubro - D. João III autoriza o Prior do Convento de Cristo, Frei António de Lisboa, a fazer um lagar na Alcaçaria; 1530 - é acrescentada uma pedra ao Lagar de Martim Telles; 1539, 27 de Novembro - D. João III doa ao Convento o Lagar de Martim Telles e os da Mesa Mestral, à excepção da Casa da Tulha; 1541, 6 de Junho - Frei António de Lisboa recebe do comendador de Cem Soldos o Lagar de Secretário, por troca com várias terras; 1546, 16 de Abril - são acrescentadas 2 pedras, uma no Lagar do Secretário, outra no Lagar Novo; 1551 - D. João III manda fazer o Lagar de Pedro de Évora, usando parte da pedra arrancada ao lagar do Picamilho pela cheia de 1550; o Lagar da Madeira é feito no mesmo local, por ordem régia; 1553, 24 de Novembro - o Lagar de Martim Telles é aumentado; séc. 18 - reparação e conservação da ponte manuelina, moinhos e lagares da Levada; 1707 - reconstrução do Lagar de El-Rei (assinalada numa lápide outrora aí existente); 1710, 22 de Janeiro - os lagares da Ribeira da vila estavam arrendados a António da Costa; 1730, 28 de Junho - o Convento arrenda os moinhos da Ribeira da vila a Manuel Gonçalves, sendo o arrendamento renovado em 1732 e 1734; 1835 - com a extinção da Ordem de Cristo, são postos em hasta pública os seus bens, entre os quais se contavam, começando do lado N., os moinhos da vila, o Lagar do Alcaide, o Lagar do Secretário ou Lagar Francisco da Mota, o Lagar da Cruz, o Lagar Novo, o Lagar de Martim Telles, o Lagar de Pedro de Évora, o Lagar do Alcaide, o Lagar de El-Rei com a Casa das Tulhas anexa; 1837, 9 de Novembro - os lagares e moinhos são arrematados por Francisco da Mota e José António da Silva; 1903, 23 de Abril - a parte de Francisco da Mota, herdada por Maria Cristina e Eloísa Tamagnini de Magalhães, é vendida a João Torres Pinheiro, que fica co-proprietário de José de Melo a quem José da Mota e Silva doara parte do seu quinhão; 1908, 23 de Janeiro / 1913, 15 de Agosto - Manuel Mendes Godinho adquire a totalidade dos lagares e moinhos da Ribeira da vila; 1931 - instalação da moagem "Portugália" no lugar do antigo lagar de El-Rei."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Publicado por Leonel Vicente às 06:45 PM | Comentários (0) | TrackBack
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO EM REUNIÃO CAMARÁRIA
De acordo com estudo da “Gávea”, da Universidade do Minho, o site da Câmara Municipal de Tomar ocupa a 199ª posição entre as 308 autarquias nacionais (sendo de notar que cerca de 40 não dispõem sequer de página na Internet), o que despoletou a análise da situação das tecnologias de informação em reunião camarária. A página tomarense foi classificada no “4º nível”, praticamente sem actividade. (notícia do Jornal "Cidade de Tomar")
Efectivamente, como assinalou já o "colega" Thomar, a referida página não parece estar sequer acessível (!?).
Publicado por Leonel Vicente às 01:40 PM | Comentários (0) | TrackBack
UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (I)
Quem foram os Templários?
“Primeiro você apresentou-os como sargentos de um filme de John Ford, depois como uns porcalhões, a seguir como cavaleiros de uma iluminura, depois ainda como banqueiros de Deus que faziam os seus negócios sujíssimos, depois também como um exército em debandada, mais tarde como adeptos de uma seita luciferiana, e finalmente como mártires do livre pensamento… Quem eram eles?”.
A história dos Templários é uma verdadeira epopeia!... Deixemos Umberto Eco contá-la, numa fabulosa narrativa, a partir de excertos de “O Pêndulo de Foucault”, a revisitar ao longo das próximas quatro semanas, incluindo uma "viagem ao Tomar Templário".
“Por razões quase casuais inscrevi-me num seminário de história medieval e escolhi uma tese sobre o processo dos Templários.
A história dos Templários tinha-me fascinado desde que pusera os olhos nos primeiros documentos. Naquela época em que se lutava contra o poder, indignava-me generosamente a história do processo, que só por indulgência se pode definir como indiciário, com que os Templários foram mandados para a fogueira.
Mas descobrira bem cedo que, desde que haviam sido mandados para a fogueira, uma multidão de caçadores de mistérios tinha vindo a procurar encontrá-los em toda a parte, e sem nunca apresentarem uma prova. Este desperdício visionário irritava a minha incredulidade, e decidi não perder tempo com os caçadores de mistérios, atendo-me só a fontes da época.
Os Templários eram uma ordem monástico-cavaleiresca, que existia na medida em que era reconhecida pela Igreja. Se a Igreja tinha dissolvido a Ordem, e fizera-o há sete séculos, os Templários já não podiam existir, e se existiam não eram Templários. Assim tinha feito uma lista de pelo menos cem livros, mas no fim acabei por não ler mais de uns trinta.”
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abril 18, 2004
ADUFE
Domingo também pode ser dia de agradecimentos, principalmente, como no caso, é para dizer obrigado a um amigo como o Rui tem sido ao longo destes quase 10 meses de "blogues".
Publicado por Leonel Vicente às 11:53 PM | Comentários (0) | TrackBack
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXVII)

Janela de cunhal quinhentista
"Janela de cunhal, com sacada decorada com grelha em cantaria, coluna jónica de fuste estriado, no vértice, a servir de mainel, frontão triangular ornado com dentículos.
Cronologia: Séc. 16, 1º terço - a janela pertencia às casas que o Dom Prior do convento tinha na vila; c. 1920 - salva da demolição pela União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo, é integrada no Edifício do Turismo."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Publicado por Leonel Vicente às 12:58 PM | Comentários (0) | TrackBack
UNIÃO DE TOMAR - CLASSIFICAÇÕES NA I DIVISÃO - 1972-73
Total Casa Fora
Jg V E D G Pt V E D G V E D G
1 SL Benfica 30 28 2 0 101- 13 58 15 0 0 66- 6 13 2 0 35- 7
2 CF Belenenses 30 14 12 4 53- 30 40 11 3 1 33-14 3 9 3 20-16
3 VFC Setúbal 30 16 6 8 65- 26 38 12 2 1 46- 4 4 4 7 19-22
4 FC Porto 30 15 7 8 56- 28 37 9 3 3 33-12 6 4 5 23-16
5 Sporting CP 30 15 7 8 57- 31 37 11 0 4 34-11 4 7 4 23-20
6 VSC Guimarães 30 11 11 8 38- 38 33 8 6 1 24-11 3 5 7 14-27
7 Boavista FC 30 12 7 11 41- 47 31 9 4 2 27-16 3 3 9 14-31
8 GD CUF 30 11 8 11 38- 37 30 7 3 5 22-17 4 5 6 16-20
9 Leixões SC 30 11 8 11 32- 45 30 7 6 2 24-16 4 2 9 8-29
10 FC Barreirense 30 9 7 14 43- 64 25 6 5 4 27-28 3 2 10 16-36
11 SC Farense 30 8 8 14 27- 53 24 8 4 3 20-19 0 4 11 7-34
12 SC Beira Mar 30 5 13 12 27- 57 23 2 9 4 13-15 3 4 8 14-42
13 CD Montijo 30 9 5 16 29- 47 23 7 3 5 15-11 2 2 11 14-36
14 CF União Coimbra 30 5 7 18 22- 54 17 5 4 6 15-20 0 3 12 7-34
15 Atlético CP 30 4 9 17 27- 52 17 3 6 6 17-21 1 3 11 10-31
16 UFCI Tomar 30 6 5 19 35- 69 17 6 3 6 25-29 0 2 13 10-40
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1º ENCONTRO DE COLECTIVIDADES – PROGRAMA – 18.04.04
09h00 – Cicloturismo
09h30 – Futebol de salão – Porto Mendo - Vilanovense
10h00 – Jogos tradicionais
10h30 – Futebol de salão – Poço Redondo - Marmeleiro
11h30 – Futebol de salão – Aboboreiras - Vilanovense (femininos)
15h00 – Apresentação de novas tecnologias - Sociedade Cultural e Recreativa de Vale Calvo
16h00 – Full Contact – Associação Cultural Recreativa e Social de Venda Nova
17h30 – Teatro “Sonho de Criança” – Centro Recreativo e Cultural da Freguesia de Carregueiros
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abril 17, 2004
JORNAL "CIDADE DE TOMAR" - 16.04.04
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INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXVI)
Igreja e Hospital de Nossa Senhora da Graça / Igreja da Misericórdia
"Planta longitudinal, composta pelo corpo da igreja, salas da Irmandade e hospital, segundo um eixo E. / O., e a N. da igreja a sacristia e anexos de serviços. Volumes articulados com cobertura diferenciada em telhados de 2 águas.
Fachada principal virada a S., formada por 4 corpos, de remate rectilíneo, com cimalha moldurada e beirado, percorridos por rodapé e com os cantos marcados por cunhais, de diferentes dimensões e alturas: a E., o volume mais baixo da capela-mor a que se adossa um oratório de vão rectangular com portadas, um dos Passos da Paixão outrora existentes na vila; a nave com portal vão rectangular com frontão triangular, enquadrado arco de volta perfeita assente em colunas de plintos elevados e capitéis toscanos, tendo sobre o entablamento pequeno nicho, com a imagem de Nossa Senhora da Graça, entre pilastras dóricas e frontão em arco segmentar, ladeado por volutas; o corpo das antigas salas da Irmandade, de 2 pisos divididos por friso, 4 janelas de verga recta com pilastras divisórias da ordem dórica, no piso térreo, 3 janelas de verga em arco segmentar, avental e frontão no piso superior; o corpo do Hospital, recuado em relação ao corpo anterior, de 2 pisos com moldura divisória e 3 panos delimitados por pilastras, vazado por portal de vão rectangular moldurado, frontão triangular interrompido para receber a cruz, com pináculos laterais; lápide com inscrição alusiva à fundação, rodeada por volutas relevadas; acima do portal as armas em cantaria da Misericórdia de Tomar e sobre elas as cruzes das Ordens dos Templários e de Cristo; à direita e à esquerda do portal distribuem-se os vãos de forma simétrica: janelas molduradas rectangulares no térreo, janelões também rectangulares, com avental e frontão arquitravado no piso superior. Fachadas E. e O. da nave da igreja, elevando-se acima dos restantes corpos, de empena triangular vazada por óculos.
INTERIOR: nave única com cobertura em falsa abóbada de caixotões de madeira com sanca moldurada, alçados laterais decorados por uma malha de 3 ordens de pilastras sobrepostas (dóricas, toscanas e jónicas) enquadrando no piso inferior 6 falsos arcos redondos por banda, nos pisos superiores almofadas e frestas; ao alçado O., igualmente marcado por pilastras e almofadas, sobrepõe-se um coro alto apoiado em colunas de cantaria, com guarda de balaústres de madeira; adossado ao alçado lateral do lado do Evangelho um púlpito em cantaria, com guardas de balaústres e uma base em forma de urna; um silhar de azulejos axadrezados em azul e branco percorre toda a nave; arco triunfal rodeado por decoração de concheados em estuque, que se prolonga lateralmente rodeando as pinturas dos retábulos dos altares colaterais; altares laterais enquadrados por arcos, o do Evangelho com a imagem do Senhor dos Passos, o da Epístola com a figuração do Calvário. Portas de comunicação com as salas da Irmandade rasgam os 2 pisos do alçado O..
Capela-mor com tecto em falsa abóbada com estuques relevados, enquadrando cartelas com o escudo da Misericórdia e emblemas marianos; retábulo do altar-mor em talha polícroma e dourada, com tela na tribuna. Pinturas do altar-mor: "Visitação" em tela; altar colateral do lado do Evangelho: São Domingos, em tela; altar colateral do lado da Epístola: "Milagre eucarístico de Santo António", em tábua (2). Várias lápides sepulcrais, algumas brasonadas, no pavimento da nave.
Cronologia 1510 - instituição da Misericórdia de Tomar e anexação das 3 confrarias já existentes - a de Nossa Senhora dos Anjos, a de Santa Cruz e a Gafaria - além do Hospital de Nossa Senhora da Graça; 1567 - início das obras da igreja, por ordem do Dr. Cristóvão Teixeira, provedor da Misericórdia (segundo lápide existente no alçado N. da igreja); Séc. 16 - a serventia actualmente existente a N. correspondia à R. Nova Pequena, mais tarde R. do Coronheiro; pinturas das capelas colaterais por Domingos Vieira Serrão; 1594 / 1595 - execução azulejos das capelas colaterais;1672, 7 de Julho - início das obras do Hospital, suportadas pela herança de Manuel Nunes da Costa, fidalgo da Casa Real e cavaleiro da Ordem de Cristo (segundo lápide sobre o portal da Santa Casa da Misericórdia); séc. 18, 2ª metade - campanha decorativa de estuques; realização do retábulo do altar-mor; 1712 - o Padre Carvalho da Costa refere que a Misericórdia é "bastantemente rica, pois chegão suas rendas a hum conto, aonde sam os pobres doentes excellentemente curados e providos"."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
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1º ENCONTRO DE COLECTIVIDADES – PROGRAMA – 17.04.04
10h00 – Abertura oficial
11h00 – Futebol de salão – Póvoa - Vilanovense
15h00 – Exposição de Aeromodelismo
16h00 – Música Popular – Centro de Reunião e Convívio do Povo da Zona dos Brasões
17h00 – Concerto com a Banda da Sociedade Banda Marcial Nabantina
18h00 – Rancho Folclórico – Centro Recreativo e Cultural da Freguesia de Carregueiros
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1º ENCONTRO DE COLECTIVIDADES – PARTICIPANTES E ACTIVIDADES
Decorre nos dois últimos fins-de-semana de Abril (dias 17, 18, 24 e 25 de Abril), em Vila Nova, o 1º Encontro de Colectividades do Concelho de Tomar, organizado pelo Sociedade Instrutiva Recreativa Desportiva Vilanovense, com a participação de 27 colectividades, apresentando 20 actividades.
Colectividades participantes:
- Associação Recreativa das Aboboreiras
- Clube de Jovens Aerocalminhas
- Associação Tomarense de Aviação Ultraligeira
- Centro de Reunião e Convívio do Povo da Zona dos Brasões
- Calma – Clube de Actividades de Lazer e Manutenção
- Canto Firme de Tomar
- Centro Recreativo e Cultural da Freguesia de Carregueiros
- Associação Cultural Recreativa Casais
- Centro Recreativo e Cultural do Casal da Azinheira
- Clube de Coleccionadores de Tomar
- Associação Cultura e Recreio Os Bravos - Delongo
- Fatias de Cá
- Associação Cultural Recreativa e Desportiva da Freguesia da Junceira
- Centro Social Cultural e Recreativo de Longra
- Associação Cultural Recreativo Marmeleiro e Capela
- Sociedade Banda Marcial Nabantina
- Núcleo Fuzileiros dos Templários
- Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira
- Associação M. C. Poço Redondo
- Centro Cultural e Desportivo de Porto Mendo
- Associação Cultural e Recreativa da Póvoa
- Grupo Desportivo e Recreativo da Sabacheira
- Associação Cultural Desportiva e Recreativa da Serra
- Ténis Clube de Tomar
- Sociedade Cultural e Recreativa de Vale Calvo
- Associação Cultural Recreativa e Social de Venda Nova
- Sociedade Instrutiva Recreativa Desportiva Vilanovense
Actividades:
- Desportivas: Atletismo; BTT; Chinquilho; Cicloturismo; Full Contact; Futebol; Futebol de Salão; Jogos tradicionais; Ténis; Ténis de Mesa;
- Culturais: Bandas; Coros; Grupo de Cantares; Música Tradicional Portuguesa; Ranchos; Teatro Juvenil; Teatro para Adultos;
- Outras actividades: Aeromodelismo; Apresentação de Novas Tecnologias; Astronomia.
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AGRADECIMENTOS
Sábado é dia de agradecimentos: obrigado ao A Verdade da Mentira e JS de Tomar. Representam sempre importantes incentivos!
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abril 16, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXV)
Igreja de São João Baptista / Igreja Matriz de Tomar

"Planta longitudinal, composta por corpo da igreja rectangular e cabeceira tripla com ábside e absidíolos rectangulares, escalonados e comunicantes, Secretaria (antiga Sacristia), Baptistério, Sacristia e anexos (Sala de Reuniões e vestiário dos padres) rectangulares e pátio interior em L. Massa de volumes articulados, horizontal, com torre sineira verticalista; coberturas diferenciadas de telhado a 2 e 1 água sobre a igreja e coruchéu piramidal sobre a torre sineira.
Fachada principal: orientada, com 3 corpos escalonados, sem divisores; pano central com 2 registos, tendo no 1º portal inscrito em alfiz, flanqueado por pilastras prismáticas com nichos, rematadas por pináculos vegetalistas, unidos superiormente por friso com cimalha flordelizada; as arquivoltas são em arco contracurvado com decoração vegetalista, abrigando tímpano com grilhagem de cantaria e baldaquino rendilhado, sobre arco deprimido da porta; nas enjuntas emblemática de D. Manuel; no 2º registo óculo; remate em empena recta encimada por platibanda rendilhada com flores-de-liz ladeada por pináculos e tendo ao centro nicho com estátua de vulto vestida de armadura rematado por pináculo. Panos laterais cegos. À esq. torre de 2 registos: o 1º de secção quadrangular, vazado por frestas profundas em arco pleno e pequenas janelas rectangulares e quadrangulares, a alturas diferenciadas, tendo sob a cornija de remate 3 tabelas rectangulares contendo emblemática manuelina dispostas em "roquete"; o 2º registo é um corpo octogonal com um relógio a O. e rodeado por ventanas em arco quebrado; remate em cornija com gárgulas cantonais sobre cachorrada encimada por varandim.
Fachada S.: pano da nave lateral tendo no 1º registo portal em arco quebrado de 3 arquivoltas sobre colunelos, os interiores com capitéis vegetalistas, e no 2º 3 frestas emolduradas em arco pleno; remate em cornija; corpo da Secretaria com portal em arco quebrado na face O., a S. 2 vãos altos de moldura quadrangular, 4 janelas de avental com molduras recortadas encimadas por cornijas borromínicas e 1 portal de moldura semelhante às janelas, de acesso a pátio interior onde é visível o absidíolo com fresta e o pano da ábside com contraforte oblíquo e grande fresta em arco quebrado; na face E. 2 janelas de avental; remate em beiral; 2º registo: pano da nave central rasgado por 3 janelas em arco pleno.
Fachada E.: corpo da Sala de Reuniões e ábside, alinhados, com 2 janelas quadradas e 1 óculo, gradeados; remate em empena angular.
Fachada N.: irregular, com pano da nave lateral a que se adossam 2 corpos salientes unidos por portão de ferro e delimitados por cunhais de cantaria: o da esq. com janelas rectangulares gradeadas, rematado em cornija, e o da dir. com porta rectangular aberta no cunhal dir. e janela de moldura recortada em arco rebaixado; remate em cornija sobre consola à dir.; pano da nave, reentrante, com portal de arco trilobado, enquadrado por alfiz e flanqueado por colunelos torsos encimados por nichos, com decoração vegetalista, zoomórfica e heráldica de D. Manuel e de D. Maria; superiormente, à dir., fresta em arco pleno, semi-oculta pelo corpo lateral; no 2º registo pano da nave central com 3 frestas em arco pleno; remate em cornija.
INTERIOR: 3 naves de 5 tramos, com nave central de 2 registos (arcada e clerestório); os arcos formeiros são levemente apontados apoiados nos extremos em meias-colunas e em pilares cruciformes, com 4 colunas embebidas, sendo as transversais de menor secção, com capitéis zoomórficos e fitomórficos, sendo o 1º do lado do Evangelho esculpido no intercolúnio com torsal e na base com cordões, nastros, folhas, esferas, conchas e máscaras; defronte pia de água-benta oitavada decorada com a esfera armilar, o sol e a lua; no último pilar do Evangelho púlpito poligonal com escada de caracol, decorado com heráldica manuelina sob entrançados vegetalistas; a O. guarda-vento sobre o qual se apoia coro em madeira iluminado por óculo, com órgão e porta em arco abatido a que se acede por escada que também conduz à torre.
Parede N.: Baptistério aberto por arco rebaixado de vão largo, gradeado, iluminado por 2 frestas e contendo pia baptismal de linhas simples e um tríptico da Vida de Cristo, e tendo no pavimento lápide sepulcral brasonada e epigrafada de Henrique Correia da Silva e sua mulher Joana de Sousa; porta em arco pleno para corredor e escada da torre; porta da Sacristia de moldura recortada sob cornija em arco rebaixado; porta lateral de arco rebaixado; porta de moldura recortada do vestiário dos padres; capela do Santíssimo Sacramento emoldurada em arco pleno perifericamente com 4 nichos de baldaquinos de concha com pequenas imagens e outro superior ladeado de volutas e fogaréus; o interior é forrado de talha branca e dourada, com Sacrário e Cristo Crucificado, ladeada por 2 portas e 2 janelas de verga recta e coberta por abóbada de berço pintada com 4 medalhões hagiográficos entre grinaldas de flores.
Parede S.: porta lateral em arco rebaixado; porta em arco recto da Secretaria e sala de reuniões; capela de Nossa Senhora de Fátima de enquadramento semelhante à que lhe fica defronte, pouco profunda, com retábulo de talha branca e dourada emoldurando tela das Almas. Cobertura em tecto de madeira, de 3 abas na nave central e uma nas laterais. A E. 3 arcos quebrados com capitéis vegetalistas e antropomórficos, antecedem a capela-mor e os absidíolos, todos cobertos por abóbadas de nervuras com bocetes heráldicos, apoiadas em mísulas; sobre o arco triunfal pequeno óculo; revestimento parietal da capela-mor com azulejos enxaquetados em azul, branco e amarelo e superiormente com painéis e molduras de talha branca e dourada; na parede de fundo retábulo de talha branca e dourada, a envolver altar com embrechados; nas paredes laterais 2 grandes frestas em arco quebrado, no pavimento carneiro de Martim Correia da Silva, capitão-mor de Ceuta e Mazagão. No absidíolo N. altar com retábulo de talha e branca e dourada com imagem do Sagrado Coração de Jesus, revestimento parietal de azulejos de padrão de camélias, à esq. lápide epigrafada alusiva ao instituidor; à dir. pia de água-benta em concha e passagem para a capela-mor em arco redondo com sanefa de talha branca e dourada a cortar superiormente o vão; no absidíolo S. retábulo de talha branca e dourada com imagem de Nossa Senhora do Carmo e revestimento parietal de azulejos de ponta de diamante; à dir. fresta rectangular e porta de acesso à Secretaria e pátio; à entrada campa brasonada de D. Maria Justa da Cunha e Vasconcelos.
Cronologia: 1178 - 1ª referência documental à "Rua de São Joannes", atestando a existência de um templo com a mesma invocação do actual; 1430 - a primitiva igreja de São João, gótica, remonta tradicionalmente ao Infante D. Henrique (sendo ainda hoje conhecida como a "antiga capela do Infante") e fechava o lado E. da pç., na largura das boticas, entre a R. de São João e a Corredoura; por várias vezes surgem referências documentais a reuniões dos homens-bons do Concelho sob o seu alpendre, devendo a igreja ser mais estreita, de uma só nave, segundo vestígios patentes na caixa-murária sob o reboco; séc.16, início - reconstrução da igreja, com reaproveitamento dos portais góticos, colocados na fachada S.; 1510 - no livro de Forais Novos da Extremadura é referido que estavam a terminar as obras de ampliação da Igreja de São João Baptista; 1511 - conclusão da torre sineira, tendo nesse ano começado a ser pagos os ordenados ao vigário; conhecimento de Lopo Diz, almoxarife de Tomar, em como recebeu de Lourenço Godinho uns "ferros dobradeiros pera hóstias" que o rei mandou dar à igreja de São João Baptista; 1512 - data da edícula sepulcral de D. Jorge de Almeida; 1513 - O púlpito é lavrado; 1520 - D. Manuel fez da igreja capela real e elevou-a a Colegiada; 1523 - o relógio, oriundo da Porta do Sol do castelo dos Templários, é colocado na torre sineira, por ordem de D. João III; 1530 - por alvará régio todos os bens da capela de Santa Maria do Castelo passam para a Igreja de São João Baptista; séc.17, inícios - colocação dos altares laterais em cantaria; revestimento da cabeceira com azulejos; séc.18, 1º quartel - demolição do topo facetado da ábside e prolongamento desta em forma rectangular; colocação do retábulo da capela-mor tendo os azulejos sido levantados no local onde foi assente a talha (permanecendo aí alguns vestígios daqueles); séc.18, 2ª metade - construção da capela da Irmandade do Santíssimo pelo desembargador Bernardim Gonçalves de Moura, cavaleiro da Ordem de Cristo; colocação do retábulo nesta capela e na capela colateral do lado da Epístola; 1875 - executam-se obras na igreja, abrindo-se 2 janelas a ladear o pórtico, posteriormente tapadas por se considerarem inestéticas; 1880 - colocação do órgão construído por Gray & Davidson, que substituiu o do séc. 18; 1933/1934 - o pórtico está muito degradado e são necessários vidros nas janelas; 1959 - estado de degradação da torre; 1962 - as cantarias de pedra do portal estão partidas; 1970 - a torre continua degradada, com rebocos caídos, assim como a fachada principal; 1975 - é necessário executar novas cantarias no pórtico; 1977 - os rendilhados do pórtico continuam deteriorados e a esboroarem-se."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
P. S. Monumento com um significado particularmente especial para o autor deste "blogue"; aqui fui baptizado!
Publicado por Leonel Vicente às 07:11 PM | Comentários (0) | TrackBack
"T DE LEMPICKA"
Já aqui tinha feito referência aos "Fatias de Cá" e ao "T de Lempicka".
Hoje, uma breve nota para indicar as próximas datas deste espectáculo, no Convento de Cristo, com representações nos dias 17 e 24 de Abril.
Publicado por Leonel Vicente às 12:35 PM | Comentários (0) | TrackBack
“A ORDEM DE CRISTO E A EXPANSÃO”
Realiza-se hoje no Convento de Cristo, pelas 15 horas – promovida pelo Centro de História de Além-Mar, da Universidade Nova, em colaboração com o Instituto Politécnico de Tomar e o Convento de Cristo –, nova sessão do Ciclo de Conferências “A Ordem de Cristo e a Expansão”, desta vez tendo por tema: “A Arte e a Expansão”.
Publicado por Leonel Vicente às 08:12 AM | Comentários (0) | TrackBack
abril 15, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXIV)
Igreja de Santa Maria do Olival
"Planimetria longitudinal, composta por 3 naves, cabeceira tripartida escalonada, com absidíolos quadrangulares e ábside de 5 faces, no alinhamento das naves. Volumes articulados das naves, a central mais alta. Fachada principal rasgada por grande rosácea sobre o pórtico, de arquivoltas quebradas assentes em colunelos reentrantes, munido de gablete com pequeno óculo no tímpano. Fachada E. rasgada, ao nível das naves, por janelas trabalhadas e maineladas e, ao nível do clerestório, por frestas em arco de volta perfeita. Na cabeceira ábside facetada de 5 lumes em lanceta, redforçada por esbarros escalonados; absidíolos de um lume semelhantes às janelas da fachada E..
INTERIOR: 3 naves de 5 tramos cada; pilares cruciformes facetados desprovidos de capitéis, suportando as arcadas quebradas; arcos quebrados na entrada para as capelas da cabeceira precedida por tramo rectangular. Cobertura de madeira nas naves e absidíolos, em abóbada polinervada na ábside. Janelas rasgadas no eixo dos arcos internos e óculo sobre o arco triunfal. Escultura em pedra de Nossa Senhora da Anunciação e púlpito.
Cronologia: 1160 -

