« março 2004 | Entrada | maio 2004 »

abril 30, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXIX)

Ruínas ditas de Nabância

"Na margem esquerda do rio Nabão, a c. de 2km. de Tomar e da antiga Sellium romana.

Cronologia: Séc. 3 / 4."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 06:00 PM | Comentários (0) | TrackBack

ELEIÇÕES NA COMUNIDADE URBANA DO MÉDIO TEJO

As Assembleias Municipais dos 10 concelhos integrantes da Comunidade Urbana do Médio Tejo (Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha) elegem hoje a Assembleia desta Comunidade.

Publicado por Leonel Vicente às 01:37 PM | Comentários (0) | TrackBack

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (X)

“A 14 de Setembro de 1307 o rei envia mensagens seladas a todos os bailios e senescais do reino, ordenando a prisão em massa dos Templários e a confiscação dos seus bens.

Entre o envio da ordem e a prisão, que se dá a 13 de Outubro, passa um mês. Os Templários não suspeitam de nada. Na manhã da prisão caem todos na rede e – outro enigma – rendem-se sem a menor resistência.

E note-se que nos dias anteriores os oficiais do rei, para terem a certeza de que nada fosse subtraído à confiscação, tinham feito uma espécie e recenseamento do património templário, em todo o território nacional, com pueris desculpas administrativas.

E os Templários nada, esteja à sua vontade bailio, procure onde quiser, como se estivesse em sua casa.

O papa, quando sabe da prisão, tenta um protesto, mas é já demasiado tarde, Os comissários reais já começaram a trabalhar a ferro e corda, e muitos cavaleiros, sob tortura, começaram a confessar.

Neste ponto não se pode deixar de passá-los aos inquisidores, os quais ainda não usam o fogo, mas não é preciso. Os confessos confirmam.

E é este o terceiro mistério: é verdade que houve tortura, e vigorosa, se trinta e seis cavaleiros morrem nos interrogatórios, mas destes homens de ferro, habituados a fazer frente ao cruel turco, nenhum faz frente aos bailios.

Em Paris, só quatro cavaleiros em cento e trinta e oito se recusam a confessar. Os outros confessam tudo, incluindo Jacques de Molay."

Publicado por Leonel Vicente às 08:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 29, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVIII)

Roda Hidráulica do Mouchão

Tomar4.gif"Roda de madeira de grande diâmetro, com raios dispostos em torno de um eixo central também em madeira, fixos exteriormente numa roda de 3 aros, unidos por pás às quais se fixam pares de alcatruzes em barro, cada alcatruz com uma capacidade de c. de 5 litros. O eixo assenta num suporte ou "burra" de alvenaria, paralela ao curso do rio e rematada por volutas; o canal que conduz a água à roda é vedado, a montante, por grelha de madeira; o remate do suporte à entrada do canal, desse lado, apresenta um talhamar com a parte inferior arredondada.

Cronologia 1906 - a actual roda foi mandada construir pela Câmara Municipal de Tomar, a partir de um modelo anterior."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 06:24 PM | Comentários (0) | TrackBack

DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO NO INTERIOR

O Distrito de Santarém é o que apresenta melhor nível de desenvolvimento económico em termos do interior do País, com um PIB per capita similar à média nacional, de acordo com análise económica e financeira apresentada no "Encontro Millenium BCP - Santarém" (em parceria com a Universidade Católica Portuguesa).

Os concelhos com melhores indicadores de produtividade são os Santarém, Constância, Benavente e Entroncamento, entre 97 % a 118 % do PIB per capita nacional.

Os concelhos com menor grau de desenvolvimento são os de Coruche, Golegã, Chamusca, Ferreira do Zêzere e Sardoal (entre 45 % a 55 % do PIB per capita nacional).

No que respeita à repartição do rendimento, Santarém, Ourém, Torres Novas, Tomar e Abrantes, são os concelhos com maior Índice de Rendimento, sendo também os que concentram o maior número de empresas do Distrito.

Publicado por Leonel Vicente às 01:37 PM | Comentários (0) | TrackBack

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (IX)

“Só restava a calúnia, e aqui o rei tinha bom jogo. Boatos sobre os Templários, circulavam já há tempos.

Como seriam vistos estes “coloniais” pelos bons franceses, que só os viam andar à sua volta a cobrar décimas e sem darem nada em troco, nem sequer – agora – o seu próprio sangue de guardiões do Santo Sepulcro?

Franceses também, mas não completamente, quase pieds noirs ou, como se dizia na época, poulains. Se calhar ostentavam costumes exóticos, sabe-se lá se entre si não falariam a língua dos mouros, a que estavam habituados.

Eram, monges, mas davam espectáculo público dos seus costumes truculentos, e já anos antes o papa Inocêncio III tinha sido induzido a escrever uma bula. De insolentia Temploriorum.

Tinham feito voto de pobreza, mas apresentavam-se com o fausto de uma casta aristocrática, com a avidez das novas camadas mercantis, e com o atrevimento de um corpo de mosqueteiros.

É preciso pouco para se passar ao murmúrio alusivo: homossexuais, heréticos, idólatras que adoram uma cabeça barbuda que não se sabe donde virá, mas certamente não do panteão dos bons crentes, talvez partilhem dos segredos dos Ismaelitas, e negociem com os Assassinos do Velho da Montanha.

Filipe e os seus conselheiros de qualquer maneira tiraram partido destes boatos.”

Publicado por Leonel Vicente às 08:00 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 28, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVII)

Quinta da Anunciada Velha / Antigo Convento dos Capuchos

"HABITAÇÃO: planta longitudinal composta por vários rectângulos adossados, dispostos em redor de um pátio quadrangular; volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado de 2 e 3 águas com beiral; os alçados S., E. e O, formados por corpos escalonados, assentam em parte num elevado embasamento, vencendo o desnível aí existente.

A N. do pátio a CAPELA conventual, de planta longitudinal (23x6,5m), orientada, massa simples com cobertura em telhado de 2 águas, empenas angulares a E. e O.; cobertura interna em madeira; nave e capela-mor justapostas, arco triunfal divisório, a meio ponto, assente em pilastras laterais toscanas. "OBELISCO" - volume troncocónico, com c. de 5 m. de altura.

"TORRE" - planta quadrangular (7x5m), volume prismático adaptando-se ao desnível do terreno, coroado por coruchéu piramidal, oitavado; a face virada a nascente, com c. de 6m. de altura, com vestígios de encosto de um muro, é rasgada por vão de verga recta, a face oposta, com c. de 12m., assenta em forte embasamento; no remate dos muros exteriores torsal e motivos florais relevados. Interior coberto por cúpula piramidal, sobre trompas; pequeno nicho rasgado em arco canopial, vestígios de frescos.

Cronologia: 1527 - doação de casas, igreja, pomares e fonte por Isabel Teixeira, viúva de Antão de Figueiredo, guarda-roupa de D. Afonso V, aos frades capuchos, que a adaptam às necessidades da comunidade religiosa; dessas adaptações fazem parte a "torre" e o tanque, o "obelisco" e a capela-mor da capela conventual; séc. 16, finais - acrescentamento da capela (arco triunfal e nave); 1629 - a comunidade franciscana troca a Quinta da Anunciada por terrenos junto ao convento de Cristo, onde a partir de 1645 constroi novo convento, conhecido como Anunciada Nova; 1836 - a Quinta é vendida, após a extinção das ordens religiosas, ao Pe. Manuel Carrão, beneficiado da Sé Patriarcal de Lisboa; 1857 - António Bernardo da Costa Cabral, 1º conde e marquês de Tomar compra a quinta; 1942 - obras de adaptação a residência de veraneio e instalações agrícolas; 1988 / 1995 - 2ª campanha de obras de adaptação a casa de habitação."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 05:50 PM | Comentários (0) | TrackBack

APOIO A ACTIVIDADES CULTURAIS

Para além do orçamento de 127 500 euros para apoio a actividades desportivas, a Câmara Municipal de Tomar afectará também, no exercício de 2003, cerca de 140 000 euros para apoio a diversas associações, no âmbito de actividades de índole cultural, de que se destacam:

- S. F. Gualdim Pais, 25 000 euros

- Canto Firme de Tomar, 19 000 euros

- Fatias de Cá, 16 850 euros

- Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira, 8 600 euros

- Sport Clube Operário de Cem Soldos, 6 550 euros

Publicado por Leonel Vicente às 12:39 PM | Comentários (0) | TrackBack

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (VIII)

“Se não podes vencê-los, junta-te a eles.

Filipe pediu para ser nomeado Templário honorário. Resposta negativa. Ofensa que um rei não pode esquecer.

Então sugeriu ao papa que fundisse os Templários e os Hospitalários e pusesse a nova ordem sob o controlo de um dos seus filhos.

O grão-mestre do Templo, Jacques de Molay, veio com grande pompa de Chipre, onde agora residia como um monarca no exílio, e apresentou ao papa um memorial em que fingia analisar as vantagens, mas que na realidade evidenciava as desvantagens da fusão.

Impudicamente, Molay observava entre outras coisas que os Templários eram mais ricos que os Hospitalários, e que a fusão empobreceria uns para enriquecer os outros, o que seria de grave dano para as almas dos seus cavaleiros.

Molay venceu esta primeira partida do jogo que estava a começar, a prática foi arquivada.”

Publicado por Leonel Vicente às 08:14 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 27, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVI)

Quinta da Anunciada Nova / Antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição

"A Quinta da Anunciada Nova consta de uma residência, anteriormente convento, conservando a capela-mor do antigo edifício religioso, com o seu portal e alpendre. No interior existiam diversas pedras tumulares, de personalidades religiosas, que foram desmanteladas. A cerca tinha fontanários do séc. 17 / 18.

Na parede da igreja do convento, do lado da Epístola, estiveram duas placas identificando as sepulturas de 2 dos seus padroeiros, a de João Gonçalves da Câmara e as de Estêvão de Araújo e Freitas e de sua mulher Maria Frois de Azevedo e Andrade e seus descendentes: "Esta capella mor he do mui nobre e illustre João Gonçalves da Câmara, conde que foi de Calheta na Ilha da Madeira e capitão general da mesma ilha e da condessa sua mulher D. Ignez Maria de Noronha, a qual por morte do dito conde capitão entrou religiosa Carmelita Descalça em Santo alberto de Lisboa e se chmãou Ignez de Jesus Maria José: antes de professar tomou o Padroado deste convneto para si e jazigo dos ossos de seu marido e o dotou com 60$000 reis cada anno para ordinaria perpetua para que assim a alma do conde, como a sua gosem das Missas e Suffragios, que em toda a Provincia se applicam pelos Padroeiros dos Conventos della. Jaz o Conde sepultado no meio da capella maior. Falleceu a 27 de abril de 1656. Requiescat in pace" e "Esta capella he de Estêvão de Araújo e freitas, cavalleiro da Ordem de Cristo, para sua sepultura e de sua mulher D. Maria Frois de Azevedo e Andrade e descendentes, correndo a fábrica della por conta dos Religiosos, para a qual dá 4$000 réis cada anno: tem Missa quotidiana, anno de 1696" (SOUSA, 1903).

Cronologia: 1629, 19 de Março - é lavrada escritura de escambo do Convento da Anunciada Velha, em Cem soldos, pela Horta do Valente, em Tomar, entre o prior do Convento de Cristo em Tomar, Frei Inácio de Novais e o Ministro Provincial da Ordem dos Capuchos, Frei André, de São Pedro do Sul; nesse ano Nuno Pessoa demanda os frades capuchos, alegando que a quinta onde fora construído o convento que agora iam trocar com a Ordem de Cristo, era sua, por herança de sua avó, Maria Teixeira, sobrinha da doadora, Isabel Teixeira, uma vez que a doação fora feita apenas com aquela finalidade; 1633, 6 de Dezembro - os frades Capuchos tomam posse do novo terreno, com a autorização do prior Frei Custódio Falcão, antes mesmo da demanda estar resolvida; 1645 - as obras apenas se iniciam neste ano, em virtude das convulsões políticas associadas à Guerra da Restauração, passando o convento a designar-se da Anunciada Nova; 1653, 21 de Outubro - o padroado do convento é dado aos condes da Calheta, João Gonçalves da Câmara e sua mulher Inês Maria de Noronha; 1688, 22 de Setembro - o padroado passa para os condes de Castelo Melhor, por morte de Inês de Noronha; 1693, 25 de Junho - o padroado passa para o monteiro-mor da vila de Pias, Estêvão de Araújo e Freitas, cavaleiro da Ordem de Cristo e seus descendentes; 1834 - extinção das ordens religiosas; o convento é vendido a Tomás Joaquim de Almeida, que por sua vez o vendeu a José Nunes Longra; 1860, 23 de Março - José Nunes Longra, proprietário da cerca do extinto convento, pede autorização para abrir um portão em frente à Várzea Pequena, tendo o seu pedido sido deferido; 1880, 19 de Abril - em sessão camarária o vereador Joaquim Augusto de Macedo propõe que a Câmara compre a Quinta da Anunciada, para poder utilizar a água da cerca e para nela serem instaladas as cadeias, podendo realizar-se ainda na sua cerca o mercado semanal de madeiras e o mercado dos porcos; a proposta não se chega a efectivar por falta de verba; Séc. 20, inícios - o convento e a quinta são vendidos a Fernando da Costa Cabral, irmão do 2º conde de Tomar; 1930, c. de - a quinta é vendida a João Mendes Godinho."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 06:07 PM | Comentários (0) | TrackBack

APOIO A ACTIVIDADES DESPORTIVAS

A Câmara Municipal de Tomar afectará no corrente exercício de 2004, cerca de 127 500 euros a subsídios a actividades desportivas, sendo os principais beneficiários:

- Sp. Tomar, 18 450 euros (Hóquei em Patins, Patinagem, Atletismo, Badminton, Tiro com Arco)

- União Tomar, 17 000 euros (Futebol)

- S. F. Gualdim Pais, 16 500 euros (Ginástica, Natação, Judo, Badminton, Hóquei, Patinagem)

- Ginásio Clube de Tomar, 13 900 euros (Ginástica, Trampolins, Natação, Tumbling)

- ACR Linhaceira, 5 300 euros (Futebol)

- ACR Santa Cita, 5 200 euros (Hóquei em Patins, Patinagem, Pesca Desportiva)

Verbas modestas, para associações que "sobrevivem" com grandes dificuldades, na sua missão de proporcionar aos jovens de Tomar a prática do desporto.

Publicado por Leonel Vicente às 12:33 PM | Comentários (0) | TrackBack

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (VII)

“Os Templários ficaram sem objectivo. Ou melhor, tinham transformado os meios em fins, administravam a sua enorme riqueza.

É natural que um rei centralizador como Filipe O Belo os visse com maus olhos.

Como se podia manter sob controlo uma ordem soberana?

O grão-mestre tinha a categoria de um príncipe de sangue, comandava um exército, administrava um património fundiário imenso, era eleito tal como o imperador, e tinha uma autoridade absoluta.

O tesouro francês não estava nas mãos do rei, mas sim era guardado no Templo de Paris. Os Templários eram os depositários, os procuradores e os administradores de uma conta-corrente formalmente em nome do rei.

Recebiam, pagavam, jogavam com os juros, comportavam-se como grande banco privado, mas com todos os privilégios e isenções de um banco de Estado… E o tesoureiro do rei era um Templário.

Pode-se reinar nestas condições?”

Publicado por Leonel Vicente às 08:08 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 26, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXV)

Praça de Touros de Tomar

"Planta central, em forma de polígono regular multifacetado, centrado pelo espaço circular da arena. Volume simples, prismático, parcialmente coberto por telhado polifacetado.

A fachada principal, virada a S., com pilastras laterais almofadadas, é rematada por cornija moldurada e platibanda; nela rasga-se a porta principal de acesso, de verga em arco redondo, com fecho destacado. Sobre a porta uma lápide refere: "Praça de touros. Património da Santa Casa da Misericórdia de Tomar. Inaugurada em 1908".

Nas 2 faces que enquadram a fachada principal rasgam-se os vãos das bilheteiras, igualmente moldurados e de verga semicircular; nas faces viradas a E. e O. as restantes portas de acesso ao interior da praça, com molduras e verga de perfil idêntico, 2 a nascente acedendo ao Sector Sol (bancadas e galerias), outra do mesmo lado, de vão mais elevado, destinada aos toureiros a cavalo, 3 a poente, de acesso aos Sectores Sol Sombra e Sombra (bancadas e camarotes); as portas alternam com janelas de rasgamento semicircular, também molduradas, protegidas por grades.

A fachada N., de faces cegas, é rasgada na parte central por vão rectangular para entrada dos touros de lide. Nas faces viradas a S., E. e O. estão pendurados candeeiros em ferro da época da construção.

Interior - em torno da arena, circular, dispõem-se as bancadas escalonadas, intercaladas pela plataforma para os músicos, a S., pela plataforma menor reservada ao director da corrida, do lado O.. Sobre as bancadas dispõem-se as galerias e os camarotes cobertos por telhado, antecedidos de arcaria trilobada recortada numa antepara em madeira. Vedações em ferro forjado, com ornatos envolutados, separam as bancadas das galerias e camarotes; vedações mais simples, de colunelos, enquadram as escadas e as plataformas, e separam as galerias, camarotes e as zonas de Sol e Sombra das bancadas. Sob as bancadas situam-se as zonas de serviço - enfermaria, bar, sanitários, escritórios, currais.

Cronologia: 1884, 8 de Junho - inauguração da primeira praça, no local da actual, construída em terrenos doados à Misericórdia por João Ribeiro da Cruz e sua mulher, com corrida onde actuaram os cavaleiros Carlos Relvas e Bento de Araújo e os bandarilheiros Vicente Roberto e Roberto da Fonseca; 1903 - a praça encontrava-se parcialmente destruída; 1907, 13 de Maio - início da construção da actual praça sobre as ruínas da anterior, patrocinada por Diogo do Vale, Carlos Alberto da Fonseca, José Pereira Prista sobrinho e filho, Carlos Baptista, João Torres Pinheiro, Manuel Saraiva, António Duarte Faustino, António Duarte da Silva e José Gregório dos Santos; 1908, 24 de Maio - inauguração da praça com corrida em que participaram os cavaleiros Manuel e José Casimiro e os bandarilheiros Teodoro Gonçalves, Jorge Cadete, José Martins, Francisco Saldanha, Tomás Rocha e Francisco Xavier, os forcados da Golegã, Riachos e Tomar; tocaram as filarmónicas Nabantina e Gualdim Pais."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 06:20 PM | Comentários (0) | TrackBack

SEMANA ACADÉMICA DE TOMAR

Decorre de 27 de Abril a 1 de Maio a “Semana Académica”, organizada pela Associação Académica de Tomar, tendo como principais nomes em cartaz: Pedro Abrunhosa, Clã e Quim Barreiros.

No dia 27 será realizado uma serenata na Praça da República.

A 28, realiza-se o desfile académico, seguido, à noite, pela actuação de Quim Barreiros.

No dia 29, decorre o “rali das tascas”, assim como a actuação de tunas.

No dia 30 é a vez do espectáculo taurino “Papa Vacas”, com actuação, à noite, dos Clã, no palco da FAI.

A Semana conclui-se, no dia 1, com a bênção das pastas na Praça da República, encerrando com o espectáculo de Pedro Abrunhosa.

Publicado por Leonel Vicente às 12:40 PM | Comentários (0) | TrackBack

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (VI)

“Em 1291 São João de Acre é conquistada pelos mouros, todos os habitantes são imolados.

O reino cristão de Jerusalém acaba. Os Templários estão mais ricos, mais numerosos e mais poderosos que nunca mas, nascidos para combater na Terra Santa, na Terra Santa já não existem.

Vivem esplendidamente sepultados nas capitanias de toda a Europa e no Templo de Paris, e ainda sonham com a esplanada do Templo de Jerusalém nos tempos de glória, com a bela igreja de Santa Maria de Latrão cravejada de capelas votivas, bouquet de troféus, e um fervor de forjas, correarias, oficinas têxteis, celeiros, uma coudelaria de dois mil cavalos, um pulular de escudeiros, ajudantes, turcópolos, as cruzes vermelhas nos mantos brancos, as cotas escuras dos auxiliares, os enviados do sultão de grandes turbantes e elmos dourados, os peregrinos, uma encruzilhada de patrulhas e de estafetas, e a delícia dos cofres recheados, e o porto donde emanavam ordens e disposições e carregamentos para os castelos da mãe-pátria, das ilhas, das costas da Ásia Menor…

Tudo acabado, meus pobres Templários.”

Publicado por Leonel Vicente às 08:15 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 25, 2004

JORNAL "CIDADE DE TOMAR" - 23.04.04

CidadeTomar-23-4

Publicado por Leonel Vicente às 10:10 PM | Comentários (0) | TrackBack

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXIV)

Pelourinho de Tomar

"Assente em soco de 5 degraus quadrangulares. Coluna com base muito alta, de ângulos inferiores e superiores chanfrados, estrangulado na parte superior e decorado de molduras, simples; fuste monolítico, assente no estrangulamento da base, tornando-se bojudo para novamente se adelgaçar; moldurado em cada face e decorado de elementos vegetalistas. Rematado por coruchéu com as bases imitando a empena de um beiral; coroado por uma esfera armilar em ferro.

Cronologia: Tomar teve foral concedido pelo Mestre dos Templários, Gualdim Pais, em 1162 e em 1510 D. Manuel concedeu-lhe foral novo. Foi elevada à categoria de cidade em 1843; séc. 17/18 - erecção do pelourinho; 1628 - encontrava-se o "Pelourinho Velho" ao fundo da rua da Graça; 1839 - reparação, tendo a obra custado 13$555 reis; 1870 - foi demolido, tendo o seu fuste servido para candeeiro; séc. 20 - anos 39 / 40 - reconstrução com aproveitamento de algumas peças originais."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 03:05 PM | Comentários (0) | TrackBack

UNIÃO DE TOMAR - CLASSIFICAÇÕES NA I DIVISÃO - 1974-75

                                  Total                Casa             Fora
Jg V E D G Pt V E D G V E D G
1 SL Benfica 30 21 7 2 62- 12 49 12 2 1 41- 6 9 5 1 21- 6
2 FC Porto 30 19 6 5 62- 30 44 9 4 2 32-14 10 2 3 30-16
3 Sporting CP 30 17 9 4 59- 25 43 12 2 1 42-10 5 7 3 17-15
4 Boavista FC 30 16 6 8 58- 32 38 11 3 1 38-10 5 3 7 20-22
5 VSC Guimarães 30 16 6 8 64- 36 38 9 4 2 31- 8 7 2 6 33-28
6 CF Belenenses 30 14 7 9 45- 37 35 8 4 3 27-19 6 3 6 18-18
7 VFC Setúbal 30 11 7 12 48- 36 29 7 4 4 34-17 4 3 8 14-19
8 GD CUF 30 10 9 11 41- 41 29 7 5 3 27-16 3 4 8 14-25
9 Leixões SC 30 10 9 11 29- 42 29 8 3 4 18-11 2 6 7 11-31
10 Atlético CP 30 10 6 14 38- 69 26 7 2 6 17-20 3 4 8 21-49
11 SC Farense 30 11 3 16 38- 52 25 9 0 6 29-26 2 3 10 9-26
12 UFCI Tomar 30 9 5 16 39- 59 23 7 2 6 25-25 2 3 10 14-34
13 Oriental 30 5 10 15 21- 51 20 3 9 3 16-14 2 1 12 5-37
14 Académica 30 7 6 17 33- 47 20 5 3 7 20-20 2 3 10 13-27
15 SC Olhanense 30 6 5 19 41- 70 17 5 3 7 22-22 1 2 12 19-48
16 SC Espinho 30 4 7 19 25- 64 15 4 4 7 19-27 0 3 12 6-37

Publicado por Leonel Vicente às 11:31 AM | Comentários (0) | TrackBack

1º ENCONTRO DE COLECTIVIDADES – PROGRAMA – 25.04.04

09h00 – Atletismo

10h00 – Futebol de salão – Junceira - Casais

11h00 – Futebol de salão – Sabacheira - Venda Nova

12h00 – Futebol de salão – Delongo – Aboboreiras

15h00 – Teatro – “A Menina e o Mar” – Sociedade Banda Marcial Nabantina

16h00 – Grupo de Cantares – Associação Cultural Recreativa e Social de Venda Nova

17h00 – Teatro – “A Comissão de Festas” – Fatias de Cá

19h00 – Encerramento

Publicado por Leonel Vicente às 08:28 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 24, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXIII)

Pelourinho de Paialvo

"Sobre um soco de 3 degraus circulares escalonados, assenta o pelourinho de base quadrada, coluna de fuste circular, com anel intermédio, adelgaçando na metade superior, capitel liso em forma de anel, ábaco quadrado com remate cónico encimado por esfera. 4 ferros de sujeição com remate zoomórfico.

Cronologia: Séc. 16 - data provável de construção."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 01:40 PM | Comentários (0) | TrackBack

1º ENCONTRO DE COLECTIVIDADES – PROGRAMA – 24.04.04

10h00 – Ténis

10h30 – Ténis de mesa

11h00 – Futebol de salão – Longra - Serra

15h00 – Rancho “Os Moleiros da Póvoa” – Associação Cultural e Recreativa da Póvoa

16h00 – Música popular – Sociedade Instrutiva Recreativa Desportiva Vilanovense

17h00 – Grupo de Cantares – Associação Cultural e Recreativa da Póvoa

18h00 – Teatro “Falar Verdade a Mentir” – Associação Recreativa das Aboboreiras

21h00 – Animação de Rua e Teatro – “Auto da Índia” – Canto Firme de Tomar

Publicado por Leonel Vicente às 08:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

AGRADECIMENTO

Sábado é dia de agradecimentos: obrigado Alinhavos!

Publicado por Leonel Vicente às 12:08 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 23, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXII)

Parte interna das lojas do prédio que servia de Sinagoga no séc. XV

sinagoga.jpg"De planta quase quadrada e piso inferior ao da rua, a sala que serviu de sinagoga divide-se em 3 naves separadas por 4 colunas cilíndricas segmentadas, com bases chanfradas e capitéis de lavores geométricos e vegetalistas; sobre estas e sobre mísulas prismáticas adossadas às paredes repousa a alta abóbada de arestas. 2 orifícios em cada canto comunicam com o bocal de bilhas de barro, metidas na parede, com função acústica.Uma porta em arco quebrado (do lado de fora lanceolado), aberta a E., era a porta principal da sinagoga. A entrada faz-se hoje por porta de vão rectangular do lado N.. Numa sala de planta rectangular, a O., foram feitas escavações, tendo sido posto a descoberto o "mikveh", local dos banhos rituais reservados às mulheres.

Cronologia: Séc. 15 (meados) - construção; 1496 - encerramento pelo édito de expulsão dos judeus de Portugal; séc. 16, 1ª metade - cadeia municipal; séc. 16, 2ª metade / 19 - notícia da existência da ermida de São Bartolomeu, na Rua Nova, provavelmente no local da antiga sinagoga; séc. 19 - adaptação a armazém; 1923 - o Dr. Samuel Schwarz compra o imóvel a Joaquim Cardoso Tavares; 1939 - doa a sinagoga ao Estado, com a condição de nele ser instalado um Museu luso-hebraico; 1944 - o Estado compra o prédio do lado, para ampliação do Museu."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 06:10 PM | Comentários (0) | TrackBack

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (V)

“Certo, inventaram o cheque, e antes dos banqueiros florentinos.

Portanto estão a perceber, entre doações, conquistas à mão armada e provisões sobre as operações financeiras os Templários transformam-se numa multinacional.

Para dirigir uma empresa deste género era precisa gente de cabeça. Gente que consiga convencer Inocêncio II a conceder-lhes privilégios excepcionais: a Ordem pode conservar todos os despojos de guerra, e onde quer que possua bens não responde perante o rei, nem perante os bispos ou perante o patriarca de Jerusalém, mas só perante o papa. Isentos em todo o lado das décimas, têm direito a impô-las eles mesmos sobre as terras que controlam…

Em resumo, é uma empresa sempre com activo em que ninguém pode meter o nariz. Compreende-se assim por que razão são mal vistos pelos bispos e reinantes, e no entanto não se pode passar sem eles.”

Publicado por Leonel Vicente às 01:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA DOA COLECCÃO DE ARTE A TOMAR

É assinado hoje o contrato de doação pelo qual o Museu José-Augusto França doa colecção de arte ao Núcleo de Arte Contemporânea do Museu Municipal de Tomar, o qual será inaugurado a 9 de Maio.

"O Núcleo de Arte Contemporânea do Museu Municipal de Tomar vai ser inaugurado em 9 de Maio. O novo museu, localizado na Rua Gil Avô, junto aos Correios, passa a integrar a exposição permanente da colecção doada por José-Augusto França à cidade onde nasceu. A assinatura do respectivo contrato de doação está marcada para amanhã.

A cerimónia de abertura do novo espaço, que surge já ligado à Rede Portuguesa de Museus, contará com a presença do presidente da República e do próprio José-Augusto França. O fundo do núcleo museográfico integra uma centena de obras de artistas portugueses do século XX português.

A parte mais signficativa da colecção está ligada ao Grupo Surrealista de Lisboa, de que o próprio José-Augusto França fez parte. A doação feita ao município de Tomar é, à sua maneira, única no país"pela qualidade da sua origem e pela sua coerência e gosto pessoal, com responsabilidade crítica, no quadro da criação artística nacional dos anos 1940 a 1970, sobretudo", como refere o roteiro expositivo.

Aquele que é provavelmente um dos melhores desenhos de Mário Eloy, datado de 1932, é o mais antigo trabalho apresentado, enquanto que os mais recentes são os que foram expressamente criadas para o museu e amistosamente oferecidas pelo pintor e escultor José de Guimarães e pelo pintor Eduardo Nery. O primeiro concebeu uma escultura em inox e néon, intitulada "Árvore azul" e o segundo um painel de azulejos com o título "Modelação luminosa X".

A exposição desenvolve-se ao longo dos três andares do edificío. Podem ser vistos trabalhos de artistas como Almada Negreiros, Bernardo Marques, Fernando Lemos ou António Dacosta. Também está representado o grupo KWY."

(Artigo no Jornal de Notícias de ontem).

P. S. Obrigado ao c. a. p. (é por gestos destes que "vale a pena" fazer parte da "blogosfera"!).

Publicado por Leonel Vicente às 08:00 AM | Comentários (1) | TrackBack

abril 22, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXI)

Palácio de Alvaiázere

"Planta longitudinal, composta. Ao rectângulo do edifício principal adossa-se um corpo menor também rectangular, a N., que se abre para um pátio a E.. Volumes articulados, com cobertura de 4 águas no corpo do lado N., sem cobertura no corpo a S.. Fachadas de 2 pisos, divididos por moldura em cantaria, rodapé, cunhais e beirado em cantaria, no edifício principal, em cantaria simulada no edifício a N.. No andar inferior rasgam-se janelas de vão rectangular, de moldura lisa em cantaria, uma porta de moldura lisa, na fachada S., outra rematada por pilastras duplas perspectivadas assentes em pedestais na fachada N., a principal. No piso superior rasgam-se janelas alinhadas com os vãos do piso inferior, com avental em cantaria sob a sacada, com moldura lisa e arquitrave saliente.

Cronologia: 1771 - Noel le Maitre realiza obras de adaptação, instalando aqui a sua fábrica de meias; paga renda à Misericórdia de Tomar, proprietária do palácio; 1789 - o edifício é vendido pela Misericórdia a Jacome Ratton, que pretendia tomar conta da fábrica; 1790 - restauro da fábrica velha, instalada no Palácio e início da construção da Fábrica Grande; 1874 - com a criação da Companhia da Real Fábrica de Fiação de Tomar e renovação total do equipamento da primitiva Real Fábrica de Algodões, Lençaria e Meias de Tomar o Palácio Alvaiázere passa a funcionar apenas como escritório; 08 Junho 1911 - o Quartel General da Região Militar de Tomar instala-se no Palácio; 29 Maio 1975 - um incêndio destrói a cobertura e interior do edifício."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 06:30 PM | Comentários (0) | TrackBack

DIFICULDADES NO SP. TOMAR

O Sporting Clube de Tomar, com um passivo que excede os 200 000 euros, atravessa uma crise, na sequência da demissão do Presidente, Carlos Marques (também um dos principais “credores” do clube).

As contas do clube referentes ao ano de 2003 não foram ainda aprovadas, tendo a Assembleia Geral sido suspensa até amanhã, dia 23 de Abril.

Nesta fase, é imperioso que os amigos do clube se unam, em ordem à superação desta crise deste grande e histórico clube da cidade de Tomar!

Publicado por Leonel Vicente às 12:20 PM | Comentários (0) | TrackBack

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (IV)

“O que dissemos diz respeito à tropa, mas a ordem desde os inícios tinha recebido doações enormes e pouco a pouco foi constituindo capitanias por toda a Europa.

Pensem que Afonso de Castela e de Aragão lhes oferece um país inteiro, ou antes, faz testamento a deixar-lhes o reino no caso de morrer sem herdeiros.

Os Templários não se fiam e fazem uma transacção, como que dizendo mais vale um pássaro na mão, mas este pássaro na mão são meia dúzia de fortalezas em Espanha.

O rei de Portugal doa-lhes uma floresta, como ainda estava ocupada pelos sarracenos os Templários lançam-se ao assalto; expulsam os mouros, e só para dar um exemplo fundam Coimbra. E são só episódios.

Em resumo, uma parte combate na Palestina, mas o grosso da ordem desenvolve-se na pátria.

E o que acontece? Que se alguém tiver de ir à Palestina e precisar de dinheiro lá, e não ousar viajar com jóias e ouro, deposita-os nos Templários em França, ou em Espanha ou na Itália, dão-lhe um recibo, e ele depois levanta-o no Oriente.”

Publicado por Leonel Vicente às 08:24 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 21, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXX)

Padrão de D. Sebastião

"Alto plinto rectangular, em cuja face virada para a estrada, se grava uma inscrição alusiva à sua edificação (HOC EXORSUDS/OPUS SUBPRIMO/REGE-SE BASTO/PRA ...(...)/ANNO AXPÕ/NATO 1567). Sobre este pedestal, e tendo a separá-lo uma moldura, ergue-se o fuste escalonado, em forma de pirâmide, rematado por simples àbaco coroado de um pequeno coruchéu.

Cronologia: Séc. 16 - Erguido por ordem de D. Sebastião assinalando a muralha de consolidação da estrada Lisboa - Porto, construída por este Rei."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 07:05 PM | Comentários (0) | TrackBack

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (III)

“Sucede tudo com São Bernardo. Lembram-se de São Bernardo, não?

Grande organizador, reforma a ordem beneditina, elimina as decorações das igrejas, quando um colega o irrita, como Abelardo, ataca-o à McCarthy, e se pudesse mandava-o para a fogueira. Não podendo, manda queimar os seus livros.

Depois prega a cruzada, armemo-nos e partam…”.

“Bernardo intui logo que a ideia deve ser cultivada, e apoia aqueles nove aventureiros, transformando-os numa Militia Christi, digamos mesmo que os Templários, na sua versão heróica, os inventou ele.

Em 1128 convoca um concílio em Troyes precisamente para definir o que são aqueles novos monges-soldados, e alguns anos mais tarde escreve um elogio desta Milícia de Cristo, e prepara uma regra de setenta e dois artigos, divertida de ler porque mete de lá tudo.

Missa todos os dias, não devem conviver com cavaleiros excomungados, mas se um deles solicitar a admissão no Templo devem acolhê-lo de maneira cristã, e vêem assim que eu tinha razão quando falei de legião estrangeira.

Usarão mantos brancos, simples, sem peles, a menos que sejam de cordeiro ou de carneiro, proibido usar calçado recurvado e macio como está na moda, dorme-se em camisa e cuecas, um colchão, um lençol e um cobertor…”.

Publicado por Leonel Vicente às 08:15 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 20, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXIX)

Padrão de D. João I

"Alto pedestal moldurado inferiormente por plinto, escócia e listée e superiormente por équino e ábaco sobre o qual assenta uma coluna monolítica cilíndrica munida de base toscana e capitel compósito cujas volutas e folhas de acanto são dadas aqui pela decoração de anjos com as asas abertas; abaixo destas figuras o escudo português em balão. O conjunto é rematado por pequena pirâmide escalonada coroada de uma bola.

Cronologia: Séc. 16 - erguido no reinado de D. João III em comemoração do encontro, no local, das tropas de D. João I e as de D. Nuno Alvares Pereira dias antes da Batalha de Aljubarrota."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)



 

Publicado por Leonel Vicente às 06:06 PM | Comentários (0) | TrackBack

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (II)

“Não, quero dizer, a história todos a sabem.

Há a primeira Cruzada, está bem?

Godofredo, que do Jordão a areia tinha vista e de Deus a carne em si lavada, Balduíno torna-se o primeiro rei de Jerusalém.

Um reino cristão na Terra Santa. Mas uma coisa é manter Jerusalém, outra coisa o resto da Palestina, os sarracenos foram batidos mas não eliminados. A vida naquelas paragens não é fácil, nem para os novos instalados nem para os peregrinos.

E eis que em 1118, sob o reinado de Balduíno II, chegam nove personagens, guiadas por um certo Hugo de Payns, e constituem o primeiro núcleo de uma Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo: uma ordem monástica, mas com espada e armadura.

Os três votos clássicos, pobreza, castidade, obediência, mais o de defesa dos peregrinos.

O rei, o bispo, todos em Jerusalém dão logo ajudas em dinheiro, alojam-nos, instalam-nos nos claustros do velho Templo de Salomão.

E é assim que se transformam em Cavaleiros do Templo.”

Publicado por Leonel Vicente às 08:02 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 19, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXVIII)

Moinhos e Lagares de El Rei

Lagares.jpeg"Planta longitudinal, composta por vários rectângulos adossados; volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de 2 e 3 águas.

Fachada principal virada a O., para a levada, constituída por 6 corpos de dimensões diferentes, de empenas agudas, excepto o último, do lado S., que mostra o remate da empena cortado.

Janelas e portas de diferentes dimensões, de verga recta, excepto uma no corpo S., de verga em arco segmentar. Em algumas vergas as iniciais em ferro (JTP) (João Torres Pinheiro) e (JP) e a data 1903. Os 2 últimos corpos do lado S. mostram 2 grandes emblemas régios em cantaria relevada, circundados por moldura rectangular: a esfera armilar, adossada abaixo do remate da empena, o escudo português encimado por coroa fechada, apoiado sobre a empena cortada.

A fachada posterior virada para o curso do rio nada revela de assinalável; no último corpo do lado S. rasga-se grande janela.

INTERIOR: estrutura de asnas em madeira e vigas apoiando o telhado sem forro. Desapareceu todo o equipamento associado à actividade moageira e lagareira inicial.

Cronologia: 1174, Junho - o 1º foral da vila de Tomar refere já a existência de lagares e moinhos; séc. 15 - o canal do Mouchão é regularizado e os lagares de azeite da Ribeira da Vila, conhecidos como da Cruz e de Martim Teles, são remodelados, durante o mestrado do Infante D. Henrique; durante o mestrado do Infante D. Fernando surgiu mais uma unidade lagareira, conhecida como Lagar Novo; séc. 16 - no reinado de D. Manuel foram remodelados e ampliados os moinhos / lagares da Ribeira Velha, Açude de Frades e engenhos hidráulicos, pela Ordem de Cristo, passando a ser designados por lagares de El-Rei; 1500 - existiam na Ribeira da vila os lagares de Santiago, de Martim Teles, da Cruz, Novo, pertença da Mesa Mestral; fizeram-se 2 casas de Pisões e uma Alcaçaria na Ribeira da vila; 1529, 10 de Outubro - D. João III autoriza o Prior do Convento de Cristo, Frei António de Lisboa, a fazer um lagar na Alcaçaria; 1530 - é acrescentada uma pedra ao Lagar de Martim Telles; 1539, 27 de Novembro - D. João III doa ao Convento o Lagar de Martim Telles e os da Mesa Mestral, à excepção da Casa da Tulha; 1541, 6 de Junho - Frei António de Lisboa recebe do comendador de Cem Soldos o Lagar de Secretário, por troca com várias terras; 1546, 16 de Abril - são acrescentadas 2 pedras, uma no Lagar do Secretário, outra no Lagar Novo; 1551 - D. João III manda fazer o Lagar de Pedro de Évora, usando parte da pedra arrancada ao lagar do Picamilho pela cheia de 1550; o Lagar da Madeira é feito no mesmo local, por ordem régia; 1553, 24 de Novembro - o Lagar de Martim Telles é aumentado; séc. 18 - reparação e conservação da ponte manuelina, moinhos e lagares da Levada; 1707 - reconstrução do Lagar de El-Rei (assinalada numa lápide outrora aí existente); 1710, 22 de Janeiro - os lagares da Ribeira da vila estavam arrendados a António da Costa; 1730, 28 de Junho - o Convento arrenda os moinhos da Ribeira da vila a Manuel Gonçalves, sendo o arrendamento renovado em 1732 e 1734; 1835 - com a extinção da Ordem de Cristo, são postos em hasta pública os seus bens, entre os quais se contavam, começando do lado N., os moinhos da vila, o Lagar do Alcaide, o Lagar do Secretário ou Lagar Francisco da Mota, o Lagar da Cruz, o Lagar Novo, o Lagar de Martim Telles, o Lagar de Pedro de Évora, o Lagar do Alcaide, o Lagar de El-Rei com a Casa das Tulhas anexa; 1837, 9 de Novembro - os lagares e moinhos são arrematados por Francisco da Mota e José António da Silva; 1903, 23 de Abril - a parte de Francisco da Mota, herdada por Maria Cristina e Eloísa Tamagnini de Magalhães, é vendida a João Torres Pinheiro, que fica co-proprietário de José de Melo a quem José da Mota e Silva doara parte do seu quinhão; 1908, 23 de Janeiro / 1913, 15 de Agosto - Manuel Mendes Godinho adquire a totalidade dos lagares e moinhos da Ribeira da vila; 1931 - instalação da moagem "Portugália" no lugar do antigo lagar de El-Rei."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)



 

Publicado por Leonel Vicente às 06:45 PM | Comentários (0) | TrackBack

TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO EM REUNIÃO CAMARÁRIA

De acordo com estudo da “Gávea”, da Universidade do Minho, o site da Câmara Municipal de Tomar ocupa a 199ª posição entre as 308 autarquias nacionais (sendo de notar que cerca de 40 não dispõem sequer de página na Internet), o que despoletou a análise da situação das tecnologias de informação em reunião camarária. A página tomarense foi classificada no “4º nível”, praticamente sem actividade. (notícia do Jornal "Cidade de Tomar")

Efectivamente, como assinalou já o "colega" Thomar, a referida página não parece estar sequer acessível (!?).

Publicado por Leonel Vicente às 01:40 PM | Comentários (0) | TrackBack

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (I)

Quem foram os Templários?

Primeiro você apresentou-os como sargentos de um filme de John Ford, depois como uns porcalhões, a seguir como cavaleiros de uma iluminura, depois ainda como banqueiros de Deus que faziam os seus negócios sujíssimos, depois também como um exército em debandada, mais tarde como adeptos de uma seita luciferiana, e finalmente como mártires do livre pensamento… Quem eram eles?”.

A história dos Templários é uma verdadeira epopeia!... Deixemos Umberto Eco contá-la, numa fabulosa narrativa, a partir de excertos de “O Pêndulo de Foucault”, a revisitar ao longo das próximas quatro semanas, incluindo uma "viagem ao Tomar Templário".

“Por razões quase casuais inscrevi-me num seminário de história medieval e escolhi uma tese sobre o processo dos Templários.

A história dos Templários tinha-me fascinado desde que pusera os olhos nos primeiros documentos. Naquela época em que se lutava contra o poder, indignava-me generosamente a história do processo, que só por indulgência se pode definir como indiciário, com que os Templários foram mandados para a fogueira.

Mas descobrira bem cedo que, desde que haviam sido mandados para a fogueira, uma multidão de caçadores de mistérios tinha vindo a procurar encontrá-los em toda a parte, e sem nunca apresentarem uma prova. Este desperdício visionário irritava a minha incredulidade, e decidi não perder tempo com os caçadores de mistérios, atendo-me só a fontes da época.

Os Templários eram uma ordem monástico-cavaleiresca, que existia na medida em que era reconhecida pela Igreja. Se a Igreja tinha dissolvido a Ordem, e fizera-o há sete séculos, os Templários já não podiam existir, e se existiam não eram Templários. Assim tinha feito uma lista de pelo menos cem livros, mas no fim acabei por não ler mais de uns trinta.”

Publicado por Leonel Vicente às 08:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 18, 2004

ADUFE

Domingo também pode ser dia de agradecimentos, principalmente, como no caso, é para dizer obrigado a um amigo como o Rui tem sido ao longo destes quase 10 meses de "blogues".

Publicado por Leonel Vicente às 11:53 PM | Comentários (0) | TrackBack

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXVII)

JanelaCunhal.jpeg

Janela de cunhal quinhentista

"Janela de cunhal, com sacada decorada com grelha em cantaria, coluna jónica de fuste estriado, no vértice, a servir de mainel, frontão triangular ornado com dentículos.

Cronologia: Séc. 16, 1º terço - a janela pertencia às casas que o Dom Prior do convento tinha na vila; c. 1920 - salva da demolição pela União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo, é integrada no Edifício do Turismo."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 12:58 PM | Comentários (0) | TrackBack

UNIÃO DE TOMAR - CLASSIFICAÇÕES NA I DIVISÃO - 1972-73

                                  Total                Casa             Fora
Jg V E D G Pt V E D G V E D G
1 SL Benfica 30 28 2 0 101- 13 58 15 0 0 66- 6 13 2 0 35- 7
2 CF Belenenses 30 14 12 4 53- 30 40 11 3 1 33-14 3 9 3 20-16
3 VFC Setúbal 30 16 6 8 65- 26 38 12 2 1 46- 4 4 4 7 19-22
4 FC Porto 30 15 7 8 56- 28 37 9 3 3 33-12 6 4 5 23-16
5 Sporting CP 30 15 7 8 57- 31 37 11 0 4 34-11 4 7 4 23-20
6 VSC Guimarães 30 11 11 8 38- 38 33 8 6 1 24-11 3 5 7 14-27
7 Boavista FC 30 12 7 11 41- 47 31 9 4 2 27-16 3 3 9 14-31
8 GD CUF 30 11 8 11 38- 37 30 7 3 5 22-17 4 5 6 16-20
9 Leixões SC 30 11 8 11 32- 45 30 7 6 2 24-16 4 2 9 8-29
10 FC Barreirense 30 9 7 14 43- 64 25 6 5 4 27-28 3 2 10 16-36
11 SC Farense 30 8 8 14 27- 53 24 8 4 3 20-19 0 4 11 7-34
12 SC Beira Mar 30 5 13 12 27- 57 23 2 9 4 13-15 3 4 8 14-42
13 CD Montijo 30 9 5 16 29- 47 23 7 3 5 15-11 2 2 11 14-36
14 CF União Coimbra 30 5 7 18 22- 54 17 5 4 6 15-20 0 3 12 7-34
15 Atlético CP 30 4 9 17 27- 52 17 3 6 6 17-21 1 3 11 10-31
16 UFCI Tomar 30 6 5 19 35- 69 17 6 3 6 25-29 0 2 13 10-40

Publicado por Leonel Vicente às 11:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

1º ENCONTRO DE COLECTIVIDADES – PROGRAMA – 18.04.04

09h00 – Cicloturismo

09h30 – Futebol de salão – Porto Mendo - Vilanovense

10h00 – Jogos tradicionais

10h30 – Futebol de salão – Poço Redondo - Marmeleiro

11h30 – Futebol de salão – Aboboreiras - Vilanovense (femininos)

15h00 – Apresentação de novas tecnologias - Sociedade Cultural e Recreativa de Vale Calvo

16h00 – Full Contact – Associação Cultural Recreativa e Social de Venda Nova

17h30 – Teatro “Sonho de Criança” – Centro Recreativo e Cultural da Freguesia de Carregueiros

Publicado por Leonel Vicente às 08:42 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 17, 2004

JORNAL "CIDADE DE TOMAR" - 16.04.04

CidadeTomar-16-4

Publicado por Leonel Vicente às 10:02 PM | Comentários (0) | TrackBack

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXVI)

Igreja e Hospital de Nossa Senhora da Graça / Igreja da Misericórdia

"Planta longitudinal, composta pelo corpo da igreja, salas da Irmandade e hospital, segundo um eixo E. / O., e a N. da igreja a sacristia e anexos de serviços. Volumes articulados com cobertura diferenciada em telhados de 2 águas.

Fachada principal virada a S., formada por 4 corpos, de remate rectilíneo, com cimalha moldurada e beirado, percorridos por rodapé e com os cantos marcados por cunhais, de diferentes dimensões e alturas: a E., o volume mais baixo da capela-mor a que se adossa um oratório de vão rectangular com portadas, um dos Passos da Paixão outrora existentes na vila; a nave com portal vão rectangular com frontão triangular, enquadrado arco de volta perfeita assente em colunas de plintos elevados e capitéis toscanos, tendo sobre o entablamento pequeno nicho, com a imagem de Nossa Senhora da Graça, entre pilastras dóricas e frontão em arco segmentar, ladeado por volutas; o corpo das antigas salas da Irmandade, de 2 pisos divididos por friso, 4 janelas de verga recta com pilastras divisórias da ordem dórica, no piso térreo, 3 janelas de verga em arco segmentar, avental e frontão no piso superior; o corpo do Hospital, recuado em relação ao corpo anterior, de 2 pisos com moldura divisória e 3 panos delimitados por pilastras, vazado por portal de vão rectangular moldurado, frontão triangular interrompido para receber a cruz, com pináculos laterais; lápide com inscrição alusiva à fundação, rodeada por volutas relevadas; acima do portal as armas em cantaria da Misericórdia de Tomar e sobre elas as cruzes das Ordens dos Templários e de Cristo; à direita e à esquerda do portal distribuem-se os vãos de forma simétrica: janelas molduradas rectangulares no térreo, janelões também rectangulares, com avental e frontão arquitravado no piso superior. Fachadas E. e O. da nave da igreja, elevando-se acima dos restantes corpos, de empena triangular vazada por óculos.

INTERIOR: nave única com cobertura em falsa abóbada de caixotões de madeira com sanca moldurada, alçados laterais decorados por uma malha de 3 ordens de pilastras sobrepostas (dóricas, toscanas e jónicas) enquadrando no piso inferior 6 falsos arcos redondos por banda, nos pisos superiores almofadas e frestas; ao alçado O., igualmente marcado por pilastras e almofadas, sobrepõe-se um coro alto apoiado em colunas de cantaria, com guarda de balaústres de madeira; adossado ao alçado lateral do lado do Evangelho um púlpito em cantaria, com guardas de balaústres e uma base em forma de urna; um silhar de azulejos axadrezados em azul e branco percorre toda a nave; arco triunfal rodeado por decoração de concheados em estuque, que se prolonga lateralmente rodeando as pinturas dos retábulos dos altares colaterais; altares laterais enquadrados por arcos, o do Evangelho com a imagem do Senhor dos Passos, o da Epístola com a figuração do Calvário. Portas de comunicação com as salas da Irmandade rasgam os 2 pisos do alçado O..

Capela-mor com tecto em falsa abóbada com estuques relevados, enquadrando cartelas com o escudo da Misericórdia e emblemas marianos; retábulo do altar-mor em talha polícroma e dourada, com tela na tribuna. Pinturas do altar-mor: "Visitação" em tela; altar colateral do lado do Evangelho: São Domingos, em tela; altar colateral do lado da Epístola: "Milagre eucarístico de Santo António", em tábua (2). Várias lápides sepulcrais, algumas brasonadas, no pavimento da nave.

Cronologia 1510 - instituição da Misericórdia de Tomar e anexação das 3 confrarias já existentes - a de Nossa Senhora dos Anjos, a de Santa Cruz e a Gafaria - além do Hospital de Nossa Senhora da Graça; 1567 - início das obras da igreja, por ordem do Dr. Cristóvão Teixeira, provedor da Misericórdia (segundo lápide existente no alçado N. da igreja); Séc. 16 - a serventia actualmente existente a N. correspondia à R. Nova Pequena, mais tarde R. do Coronheiro; pinturas das capelas colaterais por Domingos Vieira Serrão; 1594 / 1595 - execução azulejos das capelas colaterais;1672, 7 de Julho - início das obras do Hospital, suportadas pela herança de Manuel Nunes da Costa, fidalgo da Casa Real e cavaleiro da Ordem de Cristo (segundo lápide sobre o portal da Santa Casa da Misericórdia); séc. 18, 2ª metade - campanha decorativa de estuques; realização do retábulo do altar-mor; 1712 - o Padre Carvalho da Costa refere que a Misericórdia é "bastantemente rica, pois chegão suas rendas a hum conto, aonde sam os pobres doentes excellentemente curados e providos"."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 12:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

1º ENCONTRO DE COLECTIVIDADES – PROGRAMA – 17.04.04

10h00 – Abertura oficial

11h00 – Futebol de salão – Póvoa - Vilanovense

15h00 – Exposição de Aeromodelismo

16h00 – Música Popular – Centro de Reunião e Convívio do Povo da Zona dos Brasões

17h00 – Concerto com a Banda da Sociedade Banda Marcial Nabantina

18h00 – Rancho Folclórico – Centro Recreativo e Cultural da Freguesia de Carregueiros

Publicado por Leonel Vicente às 08:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

1º ENCONTRO DE COLECTIVIDADES – PARTICIPANTES E ACTIVIDADES

Decorre nos dois últimos fins-de-semana de Abril (dias 17, 18, 24 e 25 de Abril), em Vila Nova, o 1º Encontro de Colectividades do Concelho de Tomar, organizado pelo Sociedade Instrutiva Recreativa Desportiva Vilanovense, com a participação de 27 colectividades, apresentando 20 actividades.

Colectividades participantes:

- Associação Recreativa das Aboboreiras

- Clube de Jovens Aerocalminhas

- Associação Tomarense de Aviação Ultraligeira

- Centro de Reunião e Convívio do Povo da Zona dos Brasões

- Calma – Clube de Actividades de Lazer e Manutenção

- Canto Firme de Tomar

- Centro Recreativo e Cultural da Freguesia de Carregueiros

- Associação Cultural Recreativa Casais

- Centro Recreativo e Cultural do Casal da Azinheira

- Clube de Coleccionadores de Tomar

- Associação Cultura e Recreio Os Bravos - Delongo

- Fatias de Cá

- Associação Cultural Recreativa e Desportiva da Freguesia da Junceira

- Centro Social Cultural e Recreativo de Longra

- Associação Cultural Recreativo Marmeleiro e Capela

- Sociedade Banda Marcial Nabantina

- Núcleo Fuzileiros dos Templários

- Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira

- Associação M. C. Poço Redondo

- Centro Cultural e Desportivo de Porto Mendo

- Associação Cultural e Recreativa da Póvoa

- Grupo Desportivo e Recreativo da Sabacheira

- Associação Cultural Desportiva e Recreativa da Serra

- Ténis Clube de Tomar

- Sociedade Cultural e Recreativa de Vale Calvo

- Associação Cultural Recreativa e Social de Venda Nova

- Sociedade Instrutiva Recreativa Desportiva Vilanovense

Actividades:

- Desportivas: Atletismo; BTT; Chinquilho; Cicloturismo; Full Contact; Futebol; Futebol de Salão; Jogos tradicionais; Ténis; Ténis de Mesa;

- Culturais: Bandas; Coros; Grupo de Cantares; Música Tradicional Portuguesa; Ranchos; Teatro Juvenil; Teatro para Adultos;

- Outras actividades: Aeromodelismo; Apresentação de Novas Tecnologias; Astronomia.

Publicado por Leonel Vicente às 01:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

AGRADECIMENTOS

Sábado é dia de agradecimentos: obrigado ao A Verdade da Mentira e JS de Tomar. Representam sempre importantes incentivos!

Publicado por Leonel Vicente às 01:02 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 16, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXV)

Igreja de São João Baptista / Igreja Matriz de Tomar

SJoaoBaptista.jpeg

"Planta longitudinal, composta por corpo da igreja rectangular e cabeceira tripla com ábside e absidíolos rectangulares, escalonados e comunicantes, Secretaria (antiga Sacristia), Baptistério, Sacristia e anexos (Sala de Reuniões e vestiário dos padres) rectangulares e pátio interior em L. Massa de volumes articulados, horizontal, com torre sineira verticalista; coberturas diferenciadas de telhado a 2 e 1 água sobre a igreja e coruchéu piramidal sobre a torre sineira.

Fachada principal: orientada, com 3 corpos escalonados, sem divisores; pano central com 2 registos, tendo no 1º portal inscrito em alfiz, flanqueado por pilastras prismáticas com nichos, rematadas por pináculos vegetalistas, unidos superiormente por friso com cimalha flordelizada; as arquivoltas são em arco contracurvado com decoração vegetalista, abrigando tímpano com grilhagem de cantaria e baldaquino rendilhado, sobre arco deprimido da porta; nas enjuntas emblemática de D. Manuel; no 2º registo óculo; remate em empena recta encimada por platibanda rendilhada com flores-de-liz ladeada por pináculos e tendo ao centro nicho com estátua de vulto vestida de armadura rematado por pináculo. Panos laterais cegos. À esq. torre de 2 registos: o 1º de secção quadrangular, vazado por frestas profundas em arco pleno e pequenas janelas rectangulares e quadrangulares, a alturas diferenciadas, tendo sob a cornija de remate 3 tabelas rectangulares contendo emblemática manuelina dispostas em "roquete"; o 2º registo é um corpo octogonal com um relógio a O. e rodeado por ventanas em arco quebrado; remate em cornija com gárgulas cantonais sobre cachorrada encimada por varandim.

Fachada S.: pano da nave lateral tendo no 1º registo portal em arco quebrado de 3 arquivoltas sobre colunelos, os interiores com capitéis vegetalistas, e no 2º 3 frestas emolduradas em arco pleno; remate em cornija; corpo da Secretaria com portal em arco quebrado na face O., a S. 2 vãos altos de moldura quadrangular, 4 janelas de avental com molduras recortadas encimadas por cornijas borromínicas e 1 portal de moldura semelhante às janelas, de acesso a pátio interior onde é visível o absidíolo com fresta e o pano da ábside com contraforte oblíquo e grande fresta em arco quebrado; na face E. 2 janelas de avental; remate em beiral; 2º registo: pano da nave central rasgado por 3 janelas em arco pleno.

Fachada E.: corpo da Sala de Reuniões e ábside, alinhados, com 2 janelas quadradas e 1 óculo, gradeados; remate em empena angular.

Fachada N.: irregular, com pano da nave lateral a que se adossam 2 corpos salientes unidos por portão de ferro e delimitados por cunhais de cantaria: o da esq. com janelas rectangulares gradeadas, rematado em cornija, e o da dir. com porta rectangular aberta no cunhal dir. e janela de moldura recortada em arco rebaixado; remate em cornija sobre consola à dir.; pano da nave, reentrante, com portal de arco trilobado, enquadrado por alfiz e flanqueado por colunelos torsos encimados por nichos, com decoração vegetalista, zoomórfica e heráldica de D. Manuel e de D. Maria; superiormente, à dir., fresta em arco pleno, semi-oculta pelo corpo lateral; no 2º registo pano da nave central com 3 frestas em arco pleno; remate em cornija.

INTERIOR: 3 naves de 5 tramos, com nave central de 2 registos (arcada e clerestório); os arcos formeiros são levemente apontados apoiados nos extremos em meias-colunas e em pilares cruciformes, com 4 colunas embebidas, sendo as transversais de menor secção, com capitéis zoomórficos e fitomórficos, sendo o 1º do lado do Evangelho esculpido no intercolúnio com torsal e na base com cordões, nastros, folhas, esferas, conchas e máscaras; defronte pia de água-benta oitavada decorada com a esfera armilar, o sol e a lua; no último pilar do Evangelho púlpito poligonal com escada de caracol, decorado com heráldica manuelina sob entrançados vegetalistas; a O. guarda-vento sobre o qual se apoia coro em madeira iluminado por óculo, com órgão e porta em arco abatido a que se acede por escada que também conduz à torre.

Parede N.: Baptistério aberto por arco rebaixado de vão largo, gradeado, iluminado por 2 frestas e contendo pia baptismal de linhas simples e um tríptico da Vida de Cristo, e tendo no pavimento lápide sepulcral brasonada e epigrafada de Henrique Correia da Silva e sua mulher Joana de Sousa; porta em arco pleno para corredor e escada da torre; porta da Sacristia de moldura recortada sob cornija em arco rebaixado; porta lateral de arco rebaixado; porta de moldura recortada do vestiário dos padres; capela do Santíssimo Sacramento emoldurada em arco pleno perifericamente com 4 nichos de baldaquinos de concha com pequenas imagens e outro superior ladeado de volutas e fogaréus; o interior é forrado de talha branca e dourada, com Sacrário e Cristo Crucificado, ladeada por 2 portas e 2 janelas de verga recta e coberta por abóbada de berço pintada com 4 medalhões hagiográficos entre grinaldas de flores.

Parede S.: porta lateral em arco rebaixado; porta em arco recto da Secretaria e sala de reuniões; capela de Nossa Senhora de Fátima de enquadramento semelhante à que lhe fica defronte, pouco profunda, com retábulo de talha branca e dourada emoldurando tela das Almas. Cobertura em tecto de madeira, de 3 abas na nave central e uma nas laterais. A E. 3 arcos quebrados com capitéis vegetalistas e antropomórficos, antecedem a capela-mor e os absidíolos, todos cobertos por abóbadas de nervuras com bocetes heráldicos, apoiadas em mísulas; sobre o arco triunfal pequeno óculo; revestimento parietal da capela-mor com azulejos enxaquetados em azul, branco e amarelo e superiormente com painéis e molduras de talha branca e dourada; na parede de fundo retábulo de talha branca e dourada, a envolver altar com embrechados; nas paredes laterais 2 grandes frestas em arco quebrado, no pavimento carneiro de Martim Correia da Silva, capitão-mor de Ceuta e Mazagão. No absidíolo N. altar com retábulo de talha e branca e dourada com imagem do Sagrado Coração de Jesus, revestimento parietal de azulejos de padrão de camélias, à esq. lápide epigrafada alusiva ao instituidor; à dir. pia de água-benta em concha e passagem para a capela-mor em arco redondo com sanefa de talha branca e dourada a cortar superiormente o vão; no absidíolo S. retábulo de talha branca e dourada com imagem de Nossa Senhora do Carmo e revestimento parietal de azulejos de ponta de diamante; à dir. fresta rectangular e porta de acesso à Secretaria e pátio; à entrada campa brasonada de D. Maria Justa da Cunha e Vasconcelos.

Cronologia: 1178 - 1ª referência documental à "Rua de São Joannes", atestando a existência de um templo com a mesma invocação do actual; 1430 - a primitiva igreja de São João, gótica, remonta tradicionalmente ao Infante D. Henrique (sendo ainda hoje conhecida como a "antiga capela do Infante") e fechava o lado E. da pç., na largura das boticas, entre a R. de São João e a Corredoura; por várias vezes surgem referências documentais a reuniões dos homens-bons do Concelho sob o seu alpendre, devendo a igreja ser mais estreita, de uma só nave, segundo vestígios patentes na caixa-murária sob o reboco; séc.16, início - reconstrução da igreja, com reaproveitamento dos portais góticos, colocados na fachada S.; 1510 - no livro de Forais Novos da Extremadura é referido que estavam a terminar as obras de ampliação da Igreja de São João Baptista; 1511 - conclusão da torre sineira, tendo nesse ano começado a ser pagos os ordenados ao vigário; conhecimento de Lopo Diz, almoxarife de Tomar, em como recebeu de Lourenço Godinho uns "ferros dobradeiros pera hóstias" que o rei mandou dar à igreja de São João Baptista; 1512 - data da edícula sepulcral de D. Jorge de Almeida; 1513 - O púlpito é lavrado; 1520 - D. Manuel fez da igreja capela real e elevou-a a Colegiada; 1523 - o relógio, oriundo da Porta do Sol do castelo dos Templários, é colocado na torre sineira, por ordem de D. João III; 1530 - por alvará régio todos os bens da capela de Santa Maria do Castelo passam para a Igreja de São João Baptista; séc.17, inícios - colocação dos altares laterais em cantaria; revestimento da cabeceira com azulejos; séc.18, 1º quartel - demolição do topo facetado da ábside e prolongamento desta em forma rectangular; colocação do retábulo da capela-mor tendo os azulejos sido levantados no local onde foi assente a talha (permanecendo aí alguns vestígios daqueles); séc.18, 2ª metade - construção da capela da Irmandade do Santíssimo pelo desembargador Bernardim Gonçalves de Moura, cavaleiro da Ordem de Cristo; colocação do retábulo nesta capela e na capela colateral do lado da Epístola; 1875 - executam-se obras na igreja, abrindo-se 2 janelas a ladear o pórtico, posteriormente tapadas por se considerarem inestéticas; 1880 - colocação do órgão construído por Gray & Davidson, que substituiu o do séc. 18; 1933/1934 - o pórtico está muito degradado e são necessários vidros nas janelas; 1959 - estado de degradação da torre; 1962 - as cantarias de pedra do portal estão partidas; 1970 - a torre continua degradada, com rebocos caídos, assim como a fachada principal; 1975 - é necessário executar novas cantarias no pórtico; 1977 - os rendilhados do pórtico continuam deteriorados e a esboroarem-se." 

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

P. S. Monumento com um significado particularmente especial para o autor deste "blogue"; aqui fui baptizado!



 

Publicado por Leonel Vicente às 07:11 PM | Comentários (0) | TrackBack

"T DE LEMPICKA"

Já aqui tinha feito referência aos "Fatias de Cá" e ao "T de Lempicka".

Hoje, uma breve nota para indicar as próximas datas deste espectáculo, no Convento de Cristo, com representações nos dias 17 e 24 de Abril.

Publicado por Leonel Vicente às 12:35 PM | Comentários (0) | TrackBack

“A ORDEM DE CRISTO E A EXPANSÃO”

Realiza-se hoje no Convento de Cristo, pelas 15 horas – promovida pelo Centro de História de Além-Mar, da Universidade Nova, em colaboração com o Instituto Politécnico de Tomar e o Convento de Cristo –, nova sessão do Ciclo de Conferências “A Ordem de Cristo e a Expansão”, desta vez tendo por tema: “A Arte e a Expansão”.

Publicado por Leonel Vicente às 08:12 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 15, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXIV)

Igreja de Santa Maria do Olival

StaMariaOlival.jpeg

"Planimetria longitudinal, composta por 3 naves, cabeceira tripartida escalonada, com absidíolos quadrangulares e ábside de 5 faces, no alinhamento das naves. Volumes articulados das naves, a central mais alta. Fachada principal rasgada por grande rosácea sobre o pórtico, de arquivoltas quebradas assentes em colunelos reentrantes, munido de gablete com pequeno óculo no tímpano. Fachada E. rasgada, ao nível das naves, por janelas trabalhadas e maineladas e, ao nível do clerestório, por frestas em arco de volta perfeita. Na cabeceira ábside facetada de 5 lumes em lanceta, redforçada por esbarros escalonados; absidíolos de um lume semelhantes às janelas da fachada E..

INTERIOR: 3 naves de 5 tramos cada; pilares cruciformes facetados desprovidos de capitéis, suportando as arcadas quebradas; arcos quebrados na entrada para as capelas da cabeceira precedida por tramo rectangular. Cobertura de madeira nas naves e absidíolos, em abóbada polinervada na ábside. Janelas rasgadas no eixo dos arcos internos e óculo sobre o arco triunfal. Escultura em pedra de Nossa Senhora da Anunciação e púlpito.

Cronologia: 1160 - terá sido reconstruída por Gualdim Pais, Mestre da Ordem do templo; 1195 - Gualdim Pais é sepultado; Séc. 16 - a Igreja terá sofrido profundas alterações; datam desta época o púlpito, a porta de acesso à sacristia, o coro-alto, a alpendrada e respectivas capelas, o jazigo de D. Diogo Pinheiro; 1525 - janela e abóbada da sacristia; Séc. 17 - revestimento de azulejos das capelas do lado S.; Séc. 19 - realizam-se obras de restauro tendo sido destruídas três capelas."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 04:10 PM | Comentários (0) | TrackBack

U. TOMAR APROVA CONTAS DE 2003

Foram aprovadas em Assembleia Geral de sócios as contas do União de Tomar, relativas ao exercício de 2003, apresentando um resultado negativo de 59 200 euros (decorrendo de 94 135 euros de Custos – principalmente cerca de 40 000 euros de apoios monetários a praticantes e outros agentes desportivos e 22 000 euros de Fornecimentos e serviços externos – e apenas 34 935 euros de Proveitos).

Os Proveitos resumem-se Subsídios à exploração, proveitos associativos e publicidade (apenas cerca de 10 000 euros!!!).

As contas do clube reflectem portanto uma situação muito precária, com capitais próprios negativos e um importante endividamento de curto prazo (empréstimo na Caixa Agrícola do Ribatejo Norte, a que acrescem mais de 130 000 euros de dívidas ao Estado e à Segurança Social, a pagar em prestações), requerendo de todos os tomarenses a consciencialização para a necessidade de apoiar o clube, nesta fase muito delicada da sua existência, numa altura em que se aproximam as comemorações do seu 90º aniversário (a 4 de Maio)!

Recorde-se que, para poder beneficiar de comparticipação de fundos estatais e comunitários na construção do seu novo Estádio (que podem chegar a 75 %!), o União de Tomar necessita de apresentar a sua situação perante o Estado devidamente regularizada, continuando a ser, nesta fase, prioridade do clube o saneamento financeiro, em detrimento de aposta na vertente desportiva, em concreto na equipa sénior de futebol.

Publicado por Leonel Vicente às 08:33 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 14, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXIII)

Gruta do Caldeirão

"Estreita galeria em meandro formada por 4 segmentos de tamanho desigual. A entrada, virada a S., é arredondada e de paredes lisas. A gruta, antes das escavações, apresentava uma sequência de sedimentos de matriz areno-argilosa, contendo calhaus e blocos de calcário de diferentes dimensões. No interior do depóstio sedimentar foram encontrados vestígios arqueológicos e faunísticos.

Cronologia: Paleolítico Superior - início da ocupação humana, testemunhada por artefactos em sílex e quartzito (raspadeiras, seixos afeiçoados, objectos de adorno); Neolítico - cerâmica de decoração cardial; cerâmica de decoração impressa e incisa não cardial; vasos lisos; material lítico (machados polidos em anfibolito, utensílios retocados); objectos de adorno em concha e rocha verde; Calcolítico e Idade do Bronze - cerâmica com decoração incisa; alfinete de cabeça espatulada; ponta de lança e anel em bronze; Idade do Ferro - fragmentos de urnas; cerâmica de decoração estampilhada; cossoiros; conta vítrea; período romano - fragmentos de «sigilata»; moedas; período visigótico - peças metálicas; fivelas; Idade Média - moedas da primeira dinastia."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 01:33 PM | Comentários (0) | TrackBack

TOMAR NO GUIA DE HABITAÇÃO DO “EXPRESSO”

O jornal “Expresso” publicou, no passado mês de Março, no suplemento “Guia da Habitação”, uma análise comparativa de 45 cidades e 3 vilas portuguesas, em termos de apreciação de qualidade de vida, considerando 15 parâmetros.

O 1º lugar foi atribuído a Évora, seguindo-se Lisboa e Figueira da Foz; Tomar ficou colocado na 16ª posição, a par de Sintra.

Recebeu melhores classificações no que respeita a: riqueza patrimonial, espaços verdes, oferta cultural, urbanismo e contacto com a água.

Os pontos fracos identificados relacionam-se com: a sinalética, as casas antigas necessitando obras, o estacionamento e as acessibilidades.

No concerne à questão das acessibilidades, subsiste a expectativa de que venham a ser substancialmente melhoradas, nomeadamente com a conclusão do troço de ligação do IC3 à A23 (Santa Cita-Atalaia), a construção do IC9 (Tomar-Leiria), possibilitando a ligação directa à via rápida para Espanha e à Auto-Estrada Lisboa-Porto, esperando-se ainda que o TGV possa vir a fazer “escala” no Entroncamento.

Sobre esta análise, ver também a reflexão e comentários do Tomar 2005.

Publicado por Leonel Vicente às 08:37 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 13, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXII)

Fórum Romano de Tomar

"O forum situava-se no cruzamento de 2 artérias, o "Decumanus Maximus", na direcção E. / O. e o "Cardus Maximus", na direcção N. / S. O acesso fazia-se por galerias ou pórticos que atravessavam a O. e a E. a Basílica e a Praça. Dele resta parte das fundações da Praça pública, da Basílica (tribunal), da Cúria (local de reunião do Conselho da cidade) e das "tabernae" (lojas). A Basílica, de planta rectangular, que ocupava o lado S. da praça, conserva ainda a tribuna, a O. da nave central e 5 das 8 colunas do pórtico interno, vedado por gradeamento; a cada pilar correspondia um pedestal honorífico, virado para o templo, situado a N. da Praça; o acesso à Cúria e a 2 salas adjacentes fazia-se pela nave central da basílica. A Cúria, sala rectangular com c. de 116 m2 abria internamente para sala pequena, quadrangular, com c. de 20,29m2. No lado O. da praça vestígios das "tabernae" que para ela abriam, inicialmente resguardadas por pórticos, suportando balcões. Da malha urbanística de Sellium conhecem-se vestígios de "insulae" (prédios de rendimento) e "vici" (artérias que os serviam), situados a N. e a NE. do Forum.

Cronologia: séc. I d.C - fundação da cidade de Sellium pelo imperador Augusto, desconhecendo-se porém qual seria o seu estatuto político-administrativo; séc. 5, 2ª metade - abandono da cidade provocado pelas invasões bárbaras."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 05:30 PM | Comentários (0) | TrackBack

ESTUDO INTEGRADO DE MOBILIDADE E SISTEMAS DE TRANSPORTE DO MÉDIO TEJO

Foi apresentado no passado dia 8 de Abril, na Câmara Municipal do Entroncamento, em cerimónia presidida pelo Secretário de Estado dos Transportes, o Estudo Integrado de Mobilidade e Sistema de Transportes nos Municípios da Comunidade Urbana do Médio Tejo, elaborado através da Associação de Municípios do Médio Tejo.

P. S. Obrigado a Santa Cita, pela simpática referência. Todos (juntos) nunca seremos muitos para falar da(s) "nossa(s) terra(s)"...

Publicado por Leonel Vicente às 08:12 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 12, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXI)

Fonte de São Lourenço e terreiro anexo

"A fonte brota de uma bica aberta num espaldar, com cerca de 3 m. de altura, que remata o terreiro a O.. Encostado ao espaldar e resguardando a fonte, um pequeno alpendre sustentado por pilares monolíticos quadrangulares e por 2 pilastras de formato idêntico, adossadas ao espaldar. Os pilares e as pilastras prolongam-se acima do entablamento, ladeando um frontão em volutas rematado por cruz, com inscrição alusiva à fundação dafonte. Sobre a bica um escudo português encimado por coroa aberta. O recinto da fonte, em forma de ferradura, é cercado dos lados por banco corrido. Ao centro uma coluna serve de base a um candeeiro em ferro forjado.

Cronologia: 1714 - D. João V visita o convento e a vila de Tomar. Segundo a tradição terá mandado fazer um fontanário junto à ermida de São Lourenço, próximo do local onde se reuniram as tropas a caminho de Aljubarrota, data que a ermida já comemorava;1746 - construção da fonte, segundo consta da inscrição que se lê no frontão, no 56º ano de vida de D. João V, sendo juiz de fora e Presidente da Câmara o Dr. Manuel Jacinto Leitão."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 05:07 PM | Comentários (0) | TrackBack

VISITAS ESPECIAIS TEMÁTICAS NO CONVENTO DE CRISTO

O Convento de Cristo, tal como outros serviços na dependência do IPPAR (nomeadamente o Mosteiro dos Jerónimos, Palácio de Queluz, Convento de Mafra e Palácio da Pena) pretende proporcionar, através de visitas especiais temáticas, um espaço de fruição cultural, recorrendo também a literatura específica.

Este programa de visitas especiais temáticas decorrerá no primeiro dia de cada mês (sendo o próximo marcado para 2 de Maio), às 11 horas e 15 horas, implicando marcação prévia, tendo-se iniciado sob o lema “D. Gualdim Pais e o Castelo dos Templários de Tomar”.

O custo da visita é de 6 euros por participante, com grupos até um máximo de 15 pessoas. Os contactos para marcações poderão ser feitos via: convento.cristo@ippar.pt.

Publicado por Leonel Vicente às 08:20 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 11, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XX)

Fachada quinhentista do prédio da Rua Direita da Várzea Pequena, esquina da Rua dos Oleiros

"Fachadas com 2 andares, silhar e cunhal em cantaria,rematadas por cimalha. No alçado S. rasgam-se janelas com avental em cantaria, no 2º registo; no alçado E. abre-se uma porta de vão moldurado no 1º registo, 2 janelas com vão moldurado e rematado por frontão liso saliente assente em 2 volutas, uma de sacada, outra de avental. No cunhal das fachadas rasga-se janela de canto, com balaústre no vértice, a servir de mainel, sacada de balaústres, vão moldurado rematado por frontão saliente apoiado lateralmente em volutas.

Cronologia: Séc. 16 (1º terço) - construção do edifício; 1962 - alterações ao edifício, provocadas pelo plano de urbanização da cidade (Projecto do Arquitecto Mota Lima); 1969 - instalação da biblioteca."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 06:32 PM | Comentários (0) | TrackBack

FESTIVAL TAURINO EM TOMAR

Realiza-se hoje na Praça de Touros de Tomar, pelas 16h30, um Festival Taurino dedicado ao aficionado Francisco Jorge Honrado Silva (Joca), com a graciosa participação dos cavaleiros Joaquim Bastinhas, António Telles, Rui Salvador, Batista Duarte, Gilberto Filipe, Duarte Pinto e Marcos Tenório, contando ainda com os Grupos de Forcados de Tomar e das Caldas da Rainha.

P. S. Com grande surpresa minha, novos agradecimentos são devidos a todos os que têm visitado esta página, colocando-a hoje num tão extraordinário quanto inesperado e, claro, muito honroso 3º lugar do Blogs.Sapo.pt. Obrigado a todos!

Publicado por Leonel Vicente às 02:30 PM | Comentários (0) | TrackBack

UNIÃO DE TOMAR - CLASSIFICAÇÕES NA I DIVISÃO - 1971-72

                                 Total                Casa             Fora
Jg V E D G Pt V E D G V E D G
1 SL Benfica 30 26 3 1 81- 16 55 13 2 0 43- 6 13 1 1 38-10
2 VFC Setúbal 30 17 11 2 62- 16 45 11 2 2 41- 6 6 9 0 21-10
3 Sporting CP 30 17 9 4 51- 26 43 11 2 2 29-11 6 7 2 22-15
4 GD CUF 30 12 13 5 43- 28 37 8 5 2 31-15 4 8 3 12-13
5 FC Porto 30 13 7 10 51- 32 33 7 3 5 28-16 6 4 5 23-16
6 VSC Guimarães 30 11 8 11 49- 47 30 7 5 3 31-18 4 3 8 18-29
7 CF Belenenses 30 11 7 12 35- 33 29 7 3 5 19-13 4 4 7 16-20
8 FC Barreirense 30 11 5 14 34- 46 27 7 3 5 23-17 4 2 9 11-29
9 SC Farense 30 9 7 14 34- 48 25 9 4 2 27-18 0 3 12 7-30
10 Atlético CP 30 8 9 13 35- 52 25 5 7 3 21-20 3 2 10 14-32
11 Boavista FC 30 7 10 13 28- 46 24 6 5 4 19-14 1 5 9 9-32
12 UFCI Tomar 30 9 5 16 25- 42 23 7 4 4 18-14 2 1 12 7-28
13 SC Beira Mar 30 7 9 14 29- 51 23 4 6 5 19-21 3 3 9 10-30
14 Leixões SC 30 7 7 16 26- 51 21 4 4 7 11-16 3 3 9 15-35
15 Académica 30 7 7 16 29- 38 21 5 4 6 18-16 2 3 10 11-22
16 FC Tirsense 30 6 7 17 26- 66 19 6 3 6 18-21 0 4 11 8-45

Publicado por Leonel Vicente às 11:08 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 10, 2004

JORNAL "CIDADE DE TOMAR" - 09.04.04

CidadeTomar-9-4.jpeg

Publicado por Leonel Vicente às 01:30 PM | Comentários (0) | TrackBack

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XIX)

Ermida de Nossa Senhora da Piedade / Capela de Nossa Senhora do Monte

"Planta longitudinal, composta, com disposição da massas na horizontalidade. Corpo central rodeado por galilé a N., S. e O., com campanário do lado NE.. Cobertura diferenciada em telhados de 2, 4 e 1 águas, sobre capela-mor um corochéu cónico. Fachada principal orientada, em empena angular rematada por cruz no vértice, rasgada por óculo e por portal ogival sobre capitéis com motivos fitomórficos, ladeado por duas janelas rectangulares, em cantaria, com frontões arquitravados.

Na verga do lado direito a inscrição "Bernardo Ortiz Ochoa a mandou fazer no anno que foi juiz de 1613". A galilé de tecto em madeira, rodeia as 3 fachadas do edifício e assenta em colunas de fuste redondo sobre murete, é circundada no exterior por banco corrido. Fachada S. rasgada por portal de verga em arco segmentar; adossado à capela-mor do lado S. e nascente um corpo de dois pisos, com alpendre rasgado no piso superior, onde estão unstalados os serviços ligados ao culto. Não coincidência exterior / interior.

INTERIOR de nave única com tecto de madeira de três planos, púlpito em cantaria em forma de cálice, com sacada de balaústres; dois altares colaterais com retábulos tardo-barrocos em madeira polícroma e dourada , assentes obliquamente aos cantos da nave, junto ao arco triunfal, nas tribunas as imagens de Santo António e São Francisco. Arco triunfal abatido assente em pilastras inclinadas, com capitéis toscanos; sobre o arco ornatos em forma de C, plumas e grinaldas rodeando uma cartela centrada por coração a meio de um resplendor. Capela-mor coberta por abóbada de berço com artesoado em cantaria, com pontas de diamante e rosetas nos fechos; 2 mísulas de ábacos facetados com ornatos naturalistas adossam-se nas paredes laterais; azulejos enxaquetados, de cor azul e branca cobrem as paredes e a abóbada, nos espaços entre as nervuras dos caixotões; no altar-mor um retábulo marmoreado e dourado, tardo-barroco, com imagem de Nossa Senhora da Piedade na tribuna.

Cronologia: 1386 - Capela fundada por Martim Vasques Vilela, alcaide-mor de Óbidos, guerreiro e amigo de D. João I; 1387 - D. João I isenta de direitos 15 casais com que Martim Vilila tinha dotado a capela, nas Vilas de Tomar e Torres Novas; 1555 - alterações estruturais por D. Frei António de Lisboa; 1613 - deposição e restauro das alterações efectuadas em 1555, por Bernerdo Ortiz Ochoa, Juiz de Tomar, segundo inscrição na verga de uma das janelas da fachada principal; dessa campanha de obras é o revestimento azulejar da capela-mor; 1846 / 1862 - alargamento do adro e muro de suporte e protecção e construção da escadaria de acesso, com 292 degraus, substituindo uma íngreme calçada, realizada pela junta da paróquia; dessa época será também a porta travessa."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)


 

Publicado por Leonel Vicente às 10:35 AM | Comentários (0) | TrackBack

AGRADECIMENTOS

Sábado é dia de agradecimentos: obrigado ao Des-Encantos e Sardoal Virtual e também ao "Tomar Online".

Publicado por Leonel Vicente às 10:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 09, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XVIII)

IgrejaConceicao.jpg Ermida de Nossa Senhora da Conceição

"Planta composta, irregular, longitudinal. Corpo rectangular com transepto ligeiramente saliente e capela-mor prismática. Naves cobertas por telhado de 2 águas, de telha verde, transepto rematado ao centro por cúpula, capela-mor por eirado, em cujo ângulo uma guarita cilíndrica coroa a escada de acesso; uma varanda rasgada por aberturas rectangulares envolve a cúpula, outra o eirado.

A fachada principal, rematada nos cunhais por pilastras jónicas, tem frontão triangular; o transepto é assinalado por frontões triangulares nos alçados N. e S.; no alçado S. rasga-se uma porta encimada por uma das janelas da nave. Todas as janelas têm vãos rectangulares, algumas com enxalço perspectivado. São rematadas por frontões triangulares com denticulado verticular; frontões e prapeitos assentam em mísulas em forma de volutas.

INTERIOR: 3 naves separadas por 2 renques de 3 colunas coríntias, encimadas por entablamento, sobre a qual assentam as abóbadas de berço, pilastras de ordem igual adossadas à caixa murária; 3 tramos separados por arcos torais; transepto inscrito, assinalado pelo entablamento e berços transversais, coroado na zona do cruzeiro por abóbada em barrete de clérigo; capela-mor com ábside em nicho semi-cilíndrico, rematado por concha em quarto de esfera, antecedida por um tramo abobadado, para a qual abrem 2 pequenas capelas.

Cronologia - 1535, c. de - início da construção durante o priorado de Frei António de Lisboa; 1573, c. de - conclusão da obra durante o priorado de Frei Basílio."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 03:00 PM | Comentários (0) | TrackBack

OS TEMPLÁRIOS E O CASTELO DE TOMAR (III)

Os Templários permaneceriam ao serviço da Coroa, contra os muçulmanos, durante os séculos XII e XIII.

Até que, em 1312 – na sequência das perseguições do Rei Francês Filipe “O Belo” (iniciadas em Outubro de 1307), que, visando o seu poder político e financeiro, acusava os Templários de diversos crimes e heresias – o Papa Clemente V decretaria a extinção da Ordem (prevendo que deveriam ser os Hospitalários a receber os bens da Ordem extinta), tendo sido o Grão-Mestre, Jacques de Molay condenado à fogueira em 18 de Março de 1314 (juntamente com outros 35 cavaleiros Templários).

Contudo, D. Dinis acautelaria a posse dos bens dos Templários; depois de, em 1310, ter atingindo a declaração de inocência dos Templários da Península Ibérica, conseguiria obter, em 1321, por bula Papal, a criação de uma nova Ordem Militar, a Ordem de Cristo, inicialmente com Sede em Castro Marim.

Mas, logo cerca de 1338, seria novamente transferida para Tomar.

Mais tarde, o próprio Infante D. Henrique (nascido em 1394, filho do Rei D. João I), na qualidade de Governador da Ordem de Cristo, teria residência no Castelo de Tomar.

O Castelo de Tomar é, actualmente, Património da Humanidade, declarado pela Assembleia Geral da UNESCO em 30 de Junho de 1983.

Publicado por Leonel Vicente às 08:47 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 08, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XVII)

CMTomar.jpeg

Edifício dos Paços do Concelho

"Edifício de planta rectangular; volume simples com cobertura em telhado de 4 águas. 3 pisos delimitados por molduras; no alçado E. e O., 3 panos separados por pilastras; o pano central, de maiores dimensões é rasgado por 3 grandes arcadas, no 1º e 2º pisos da fachada principal, por 7 arcos a meio ponto em cada um dos 3 registos da fachada contrária; no último andar da fachada principal rasgam-se janelas de sacada, rematadas por frontão liso saliente, nos 3 corpos da fachada principal, janelas de peitoril nos alçados laterais. As 3 grandes arcadas da fachada principal dão acesso a um átrio, coberto por abóbada de cruzaria de ogivas, alternando com abóbadas a berço, de onde sai a escadaria, que depois de um primeiro patamar se subdivide em 2 lanços divergentes, conduzindo ao andar nobre. Neste destaca-se o grande salão nobre com tecto em masseira, abrindo-se por janelas de sacada para a praça.

Cronologia: Séc. 16, inícios - No reinado de D. Manuel são construídas "as Casas da Câmara e da Audiência, das Sisas e dos Contos", os actuais Paços do Concelho; na descrição feita no séc. 17 (ROSA, 1982) o edifício apresentava a mesma estrutura de alçados: 3 blocos, correspondentes às 3 casas, em 3 pisos; 1740 - nesta data a divisão funcional das casas divergia: são referidas a Casa da Audiência, a Casa do Senado com o Cartório, a Casa do Açougue; nas obras realizadas uniformiza-se o alçado principal e o acesso às várias casas, rasgam-se as janelas do 3º registo, constroem-se águas-furtadas; 1955 - proposta de alteração da estrutura do telhado de 4 para 12 águas, segundo a primitiva traça, da escadaria e das janelas do r/c. não chega a realizar-se; 1958 - até esta data funcionaram no edifício o Tribunal Judicial e a cadeia; 1971 - proposta para reparar a cobertura; construção de uma cinta de betão armado para travamento das paredes, a nível da cimalha; tectos em masseira na casa da escada e secretaria, idênticos aos já existentes; fornecimento de guarnições e aros em madeira."


(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 03:20 PM | Comentários (0) | TrackBack

OS TEMPLÁRIOS E O CASTELO DE TOMAR (II)

Em 1144, uma ofensiva muçulmana destroçou o Castelo de Soure; os Templários que haviam conseguido escapar, juntaram-se, em 1147, às tropas de D. Afonso Henriques, na conquista de Santarém; como recompensa, foi-lhes atribuída autoridade eclesiástica sobre as terras libertadas dos Mouros.

Tal viria contudo a ser contestado, levando a que, em 1159, a recompensa se concretizasse efectivamente com a doação à Ordem do Templo, na pessoa do seu Mestre, Gualdim Pais, do Castelo de Cera (actual Ceras).

Ao fim de um ano no Castelo de Cera – que se encontrava em mau estado de conservação –, Gualdim Pais decidiu-se pela construção de um novo Castelo, num local mais adequado, tendo escolhido para tal efeito uma elevação na margem direita do Rio Nabão, em Tomar, a qual teria início em 1 de Março de 1160.

Na mesma época, seria construída a famosa Charola, posteriormente adaptada a Capela-Mor de um Templo mais vasto.

Gualdim Pais concederia o primeiro foral ao termo de Tomar em 1162.

Em 1165, os Templários receberiam ainda os terrenos de Idanha e Monsanto, sendo-lhes atribuído, em 1169, 1/3 das terras que conquistassem a Sul do Tejo.

Em 1170, a linha defensiva do Tejo era reforçada com a construção do Castelo de Almourol.

O ataque Mouro de 1190, atravessando a linha do Tejo, transpôs Santarém, chegando até Tomar, que, sob intenso ataque, resistiria, defendido heroicamente durante seis dias pelos Templários.

Publicado por Leonel Vicente às 08:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 07, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XVI)

Edifício da geradora, em Tomar, incluíndo toda a maquinaria e acessórios existentes

"Planta rectangular, simples, cobertura em telhado de 2 águas. Fachada principal lisa, rasgada por 7 janelões bem rasgados, de verga em arco abatido. No interior, espaço unitário com travejamento à vista, alinham-se as turbinas, nos extremos E.e O.: turbina tipo Francis, de 90 CV., acoplada a um grupo de dínamos, marca Anne-Giesecken; turbina tipo hélice de 130 CV., com efeitos de multiplicador de velocidade, ligada a um alternador da O. Meyer e Cª, Ateliers de Construction Soleurre - Suisse. Entre as 2 turbinas encontra-se um motor diesel, marca Wintertur, de 3 cilindros e 90 CV., acoplado a um gerador eléctrico de corrente contínua. A água passa através de comportas, sob o edifício, com uma queda de 2,5 m. entre a levada e o rio.

Cronologia: 1900, 20 Fev. - Concurso público para instalação da energia eléctrica na cidade de Tomar; 26 Maio 1900 - aceite a proposta de Cardoso, Dargent e Cª, de Lisboa; 09 Dezembro 1900 - lançada a primeira pedra do edifício; 23 Novembro 1900 - a firma Jean Bourdain e Cª compra a Central Eléctrica; instalação de uma turbina de 100 CV., que accionava um dínamo sistema Gramm de 40 CV.; 1914, 21 Ago. - a central é comprada por Manuel Mendes Godinho; 1924 - montagem da turbina tipo Francis, de 90 CV., em substituição da velha turbina; 1927, cerca - instalado o motor diesel Wintertur; 1944 - montagem da turbina tipo hélice, de 130 CV.; 31 Dezembro 1950 - termina a concessão da distribuição de energia à cidade. A Central fica a trabalhar exclusivamente para as Fábricas Mendes Godinho."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 06:32 PM | Comentários (0) | TrackBack

OS TEMPLÁRIOS E O CASTELO DE TOMAR (I)

SeloTomar1.jpeg

Na época das Cruzadas, duas abrangentes Ordens Militares - de carácter internacional -, haviam sido criadas, visando a defesa dos interesses e protecção dos peregrinos Cristãos na Terra Santa: os Templários (decorrendo o seu nome do facto de ocuparem parte do Templo de Salomão) e os Hospitalários.

Os Templários, enquanto ordem de cavalaria militar, foram fundados em Jerusalém em 1118 pelos cavaleiros franceses Hugo de Payens e Geoffroy de Saint-Omer, adoptando como divisa “Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam” (Nada para nós, Senhor, nada para nós, senão para glória do Teu nome).

Em 1127, um dos cavaleiros visitou a Península Ibérica com o objectivo de recrutar membros e obter apoios financeiros.

A Regente, D. Teresa, faria doação à Ordem de Fonte Arcada, a que juntaria, em 1128, o Castelo de Soure e suas terras, em troca da colaboração dos Templários na conquista de território aos Mouros.

A missão da Ordem na Península seria definida em 1143.

Em 1145, sendo Mestre do Templo em Portugal, Hugo Martins, o cunhado de D. Afonso Henriques (Fernão Mendes) doaria à Ordem o Castelo de Langrovia.

Publicado por Leonel Vicente às 08:40 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 06, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XV)

Edifício Belle Époque

"Planta longitudinal, rectangular; massa simples com cobertura em telhado de empena aguda, com águas furtadas dispostas transversalmente a meio das 2 águas. Fachada virada a S. de maiores dimensões, de 2 pisos e sótão, com uma grande varanda adossada a todo o comprimento, circundada por parapeito metálico; cunhais almofadados e faixa divisória dos andares, beirado saliente em madeira rendilhada; 7 portas-janelas com bandeira em arco quebrado deitam para a varanda; no sótão uma janela mainelada, de dupla bandeira em arco quebrado e dupla sacada em ferro.

Fachada virada a N. com volumetria idêntica à da fachada S., mas sem varanda adossada; sete portas-janelas e janelas no piso térreo, sete portas-janelas com sacadas no primeiro piso, janela mainelada mas com balcão em ferro no sótão, todas elas com modinatura idêntica às da fachada oposta.

Fachada O., correspondente ao lado menor do rectângulo, vazada por janela no piso térreo, porta-janela com sacada no 1º piso e janela mainelada com sacada no sótão; do lado direito o volume da varanda adossada à fachada S., rasgado por ampla porta de verga em arco abatido.

Fachada oposta rasgada por 2 janelas no térreo, 2 portas-janelas com sacada no 1º piso, janela mainelada com sacada no sótão.

Cronologia Séc. 19, finais - data provável de construção do edifício."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 06:12 PM | Comentários (0) | TrackBack

GUALDIM PAIS (II)

Como recompensa pelo apoio dos Templários na conquista de Santarém (em 1147), D. Afonso Henriques doaria ao seu Mestre, Gualdim Pais, no ano de 1959, o Castelo de Cera (actual Ceras).

Dado o seu mau estado de conservação, Gualdim Pais decidiu-se pela construção de um novo Castelo, iniciando-se, em 1160, a construção do Castelo de Tomar, onde seria estabelecida, dois anos depois, a sede da Ordem dos Templários.

Viria a fundar também os Castelos de Pombal (1161), Almourol, Idanha e Monsanto.

Entre 1169 e 1184, manteve-se ao serviço de D. Afonso Henriques, comandando diversos ataques aos Mouros, conquistando novas terras.

Em 1190, um rei Mouro atravessou o Tejo e tomou Torres Novas, cercando Tomar. Apesar de já com mais de 70 anos, Gualdim Pais teria ainda um papel predominante na defesa do Castelo e no rechaçar do adversário, que conseguira entretanto chegar até Pombal.

Desde Outubro de 1195, repousa na Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar.

Adaptado de: "Os 800 anos da Morte de Gualdim Pais", de Albertino Ferreira, in "Correio de Pombal"

Publicado por Leonel Vicente às 01:20 PM | Comentários (0) | TrackBack

"MODA DOS BLOGS CHEGA A TOMAR"

"O surgimento dos blogs deu um forte contributo para a popularização da internet. Tomar não foge à regra e são já alguns os blogs dedicados à cidade, a povoações do concelho, ou a temáticas relacionadas com Tomar.

Para os menos conhecedores destas andanças convém explicar que um blog é uma página na internet em jeito de diário pessoal. Blog é a abreviatura da palavra inglesa weblog, que por sua vez tem origem na junção da palavra web (rede) com log (registos). 

Cada autor é que decide o que colocar no seu blog e a actualização é feita por norma diariamente ou até várias vezes ao dia.

Este tipo de sites caracteriza-se pela interactividade, em que cada ciberleitor pode deixar os seus comentários ao que lê.

A banlização dos blogs deve-se em grande medida à facilidade com que podem ser criados. É simples, rápido e gratuito.

E neste universo ilimitado há blogs para todos os gostos. Uns limitam-se a relatar o seu quotidiano, outros têm um tema fixo e ainda outros abordam de tudo um pouco.

Uma questão que se levanta é a da credibilidade da informação disponibilizada.

Nos blogs pretensamente informativos não existe ficha técnica, não se sabe quem é o autor das notícias nem quem responsabilizar. Por outro lado, o rigor das notícias em muitos casos deixa a desejar.

Além disso é frequente a mistura entre notícias e opinião, em que os objectivos políticos são subliminarmente perceptíveis.

De qualquer forma, a internet é um espelho da sociedade, onde se podem expressar opiniões, gostos e ideias. A quem consulta compete ter um olhar crítico e atento."

(in "O Templário", 1 de Abril de 2004).

Publicado por Leonel Vicente às 08:15 AM | Comentários (0) | TrackBack

"ALGUNS BLOGS DE TOMAR"

OTemplarioÉ este o título de um artigo publicado no jornal "O Templário" desta semana (edição de 1 de Abril de 2004), o qual muito me honra com as referências ao Tomar e ao Memória Virtual:

"Thomar - Blog anónimo (assina um Thomarense) com comentários sobre questões da actualidade de Tomar. Apresenta links (Fatias de Tomar) a instituições, bares, empresas, colectividades do concelho. A imprensa e a Câmara (sobretudo o vereador Carlos Carrão) não escapam às críticas mordazes deste blog. De resto, são apresentadas sugestões de actividades culturais em Tomar.

Tomar - Blog de Leonel Vicente com referências ao desporto, à cultura, à política e ao património de Tomar. Destaque para a discografia dos Quinta do Bill.

Santa Cita - "Cenas da Vida (Vistas a partir) de Uma Pequena Aldeia de Província. Este é o verdadeiro blog de Santa Cita". É assim que se apresenta esta página, onde se fala da equipa local de hóquei em patins e onde se podem ler apontamentos de poesia e de humor como este que se segue: "... este Sábado o Santa Cita joga com o HC Marco. Esperemos que não tragam o Avelino Ferreira Torres!" O seu autor assina por Santa Cita.

Tomar -  Blog que disponibiliza alguma informação histórica e estatística sobre Tomar, em colaboração com "O Templário".

Blog "A Janela do Mundo", de alguém (assina por Pedro) da Escola Infante D. Henrique, onde se fala de trânsito, de futebol, de política, etc.

Memória Virtual - Blog da autoria do tomarense Leonel Vicente, mas com poucas referências a Tomar. Pretende apresentar um "conteúdo genérico-universal, com o objectivo prioritário de divulgar o que de melhor vai acontecendo em Portugal e no Mundo".

Tomar Partido - "Um diário sem periodicidade certa sobre o que acontece no mundo e os prazeres da vida".

Tomar 2005 - Blog do Clube de Política "Desenvolvimento Sustentável", do PS de Tomar.

PS de Tomar - Blog oficial do Partido Socialista de Tomar.

Também vão surgindo blogs de concelhos vizinhos, como de Ferreira do Zêzere e do Sardoal:

Por Ferreira - Vamos colocar Ferreira no caminho do futuro!

Sardoal - Apresenta-se como "breve publicação, profusa em estúrdia e estultícia, ou não, dedicada à "última fronteira" do Ribatejo Norte (Sardoal)."

Obrigado a "O Templário" pelo trabalho de divulgação da blogosfera regional e, em particular, pelas referências aos "blogues" que venho mantendo!

Publicado por Leonel Vicente às 12:55 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 05, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XIV)

Corpo do Edifício onde se encontra o Pego de Santa Iria

"Edifício de 2 andares, assente em embasamento, com telhado de 4 águas, cunhal em cantaria, ao qual se adossa um nicho rematado por concha com a estátua de vulto de Santa Iria. Na parte inferior, no canto formado pela junção com o prédio contíguo, deitando para o rio, uma cisterna sobre a qual se pode ver um pequeno nicho, igualmente rematado por concha, com a representação do busto da Santa em relevo. As paredes à volta do pequeno recinto (chamado o pego de Santa Iria) são forradas por azulejo enxaquetado, a azul e branco.

Cronologia Séc. 16 - época de construção."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)


 

Publicado por Leonel Vicente às 06:00 PM | Comentários (0) | TrackBack

GUALDIM PAIS (I)

Gualdim Pais foi o quarto Mestre dos Templários em Portugal. Nasceu provavelmente em Amares, nos arredores de Braga, em 1118, filho de Paio Ramires, um cavaleiro nobre do Condado Portucalense, que apoiaria D. Afonso Henriques na rebelião contra a sua mãe, D. Teresa, em 1128.

Cresceu na companhia de D. Afonso Henriques, que o ordenou cavaleiro na Batalha de Ourique em 1139.

Seguiu depois em cruzada à Palestina, onde permaneceu 5 anos, distinguindo-se no cerco a Gaza.

Após o regresso, aparentemente já como Templário, combateu nas lutas pela reconquista do território entre Coimbra e Leiria, então a fronteira com as terras sob domínio Mouro.

Por volta de 1152, D. Afonso Henriques nomeou-o Comandante ou Mestre da casa da Ordem em Braga (primeiro quartel-general dos Templários).

Assumiria, quatro anos depois, em 1156, o cargo de Grande Mestre da Ordem do Templo, com a missão de defender a região entre Soure e a fronteira do Rio Tejo.

Publicado por Leonel Vicente às 08:22 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 04, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XIII)

Convento e Igreja de São Francisco

"Planta longitudinal, composta pelos rectângulos da nave e capela-mor, de menores proporções, capelas laterais adossadas a N. e a S., claustro a S. e dependências conventuais a N.. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado de 2 águas, sobre a nave e capela-mor, de 1 sobre as capelas laterais.

Fachada principal orientada, com 3 panos, tendo o central 3 andares, correspondendo o 1º ao portal de frontão curvo com volutas, o 2º às janelas de vão rectangular em enxalço, o 3º ao frontão contracurvado que cobre o corpo central; os laterais, marcados por pilastras e rematados no 2º andar por aletas, assinalam as capelas laterais. Uma torre sineira ergue-se sobre o corpo lateral direito.

Nas fachada N. e S. contrafortes arqueados recebem as descargas da abóbada.

INTERIOR de nave única coberta por abóbada a berço, iluminada pelas janelas do clerestório e pelos vãos da fachada principal. 4 capelas intercomunicantes alinham-se a N. e a S., abertas para a nave por arcos de volta perfeita; o coro-alto assenta em 3 arcos rebaixados; arco a meio ponto rasgado acima do 2º registo abrindo para a capela-mor; esta é profunda e coberta por abóbada de berço, com caixotões e apresenta um Calvário de 30 figuras de tamanho natural, com todos os passos da Paixão. Pintura decorativa sobre pedra no arco da capela lateral do lado do evangelho e nas colunas de sustentação do coro; duas pequenas composições figurativas nos alçados sob o coro. Claustro de planta quadrada adossado ao alçado S. da igreja; tem 7 tramos por ala e 2 registos em altura, abrindo para a quadra central por arcos a meio ponto assentes em pilares toscanas, no registo inferior, por pilastras encimadas por arquitrave no segundo; uma varanda de balaústres corre por todo o registo superior; sobre a cimalha assentam telhados de uma água. As galerias do claustro estão hoje entaipadas, rasgando-se vãos no pano murário criado.

Cronologia 1625 - fundação do convento por iniciativa de Frei Manuel da Esperança, provincial da Ordem de São Francisco; 1822 - o convento é entregue ao Ministério da Guerra, que nele instala o batalhão de caçadores nº 2; a igreja é entregue à Ordem Terceira de São Francisco; 1856, 29 de Julho - Lei de D. Pedro decretando que "o edifício e Cerca do extinto Convento de S. Francisco, situado no Largo da Várzea Grande (...), excluída a igreja, e respectivas oficinas" seja concedido à Câmara "para o fim exclusivo de se estabelecer aquartelamento para tropa, hospital e cemitério, e feita com a cláusula expressa da Câmara Municipal, se encarregar da reparação e conservação do edifício" que "devolverá para o estado nos casos de se lhe dar outra aplicação ou se, dentro de dois anos, se não principiarem os reparos de que precisa"; 1964 - o regimento de infantaria nº 15 é transferido para novas instalações; a Ordem Terceira ocupa o claustro; 1999 - a queda de um raio provoca o arranque da cruz do cooamento da fachada, danificando parcialmente a cobertura e a rede eléctrica."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 12:45 PM | Comentários (0) | TrackBack

UNIÃO DE TOMAR - CLASSIFICAÇÕES NA I DIVISÃO - 1969-70

                                  Total                Casa             Fora
Jg V E D G Pt V E D G V E D G
1 Sporting CP 26 21 4 1 61- 17 46 12 1 0 36- 7 9 3 1 25-10
2 SL Benfica 26 17 4 5 58- 14 38 10 2 1 39- 3 7 2 4 19-11
3 VFC Setúbal 26 16 4 6 58- 26 36 11 1 1 36-10 5 3 5 22-16
4 FC Barreirense 26 11 6 9 42- 33 28 7 4 2 29-13 4 2 7 13-20
5 VSC Guimarães 26 12 4 10 38- 36 28 10 1 2 27- 9 2 3 8 11-27
6 Varzim SC 26 10 8 8 31- 26 28 5 5 3 20-13 5 3 5 11-13
7 CF Belenenses 26 9 5 12 23- 34 23 7 1 5 14-11 2 4 7 9-23
8 GD CUF 26 9 5 12 24- 38 23 5 2 6 13-19 4 3 6 11-19
9 FC Porto 26 8 6 12 30- 37 22 6 3 4 19-13 2 3 8 11-24
10 Académica 26 8 6 12 42- 46 22 7 1 5 28-16 1 5 7 14-30
11 Leixões SC 26 10 1 15 33- 47 21 9 0 4 25-14 1 1 11 8-33
12 Boavista FC 26 6 6 14 35- 61 18 6 6 1 24-15 0 0 13 11-46
13 SC Braga 26 6 5 15 25- 52 17 5 4 4 17-15 1 1 11 8-37
14 UFCI Tomar 26 5 4 17 20- 53 14 4 3 6 15-20 1 1 11 5-33

Publicado por Leonel Vicente às 09:46 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 03, 2004

JORNAL "CIDADE DE TOMAR" - 02.04.04

CidadeTomar-2-4

Publicado por Leonel Vicente às 09:56 PM | Comentários (0) | TrackBack

AGRADECIMENTOS

Sábado é dia de agradecimentos: ao Tugir e ao "vizinho" O Castelo. Obrigado pelas referências ao Tomar.

Publicado por Leonel Vicente às 11:42 AM | Comentários (0) | TrackBack

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XII)

Convento e Igreja de Santa Iria

"Planta longitudinal, composta pelos rectângulos da nave, capela-mor, este de menores dimensões, sacristia, adossada a S., e pela capela lateral dos Vales, adossada ao corpo da igreja, e claustro ambos de planta quadrangular. Massas articuladas com cobertura diferenciada de duas águas.

Fachada principal a N., de pano único, rasgada pelo portal, janela de moldura lisa e outra de moldura renascentista na nave; portal de arco de volta perfeita, com medalhões nas enjuntas, rematado lateralmente por pilastras, com relevos renascentistas, assentes em pedestais, sustentando uma arquitrave; sobre esta, 2 urnas com fogaréus, na continuação das pilastras, um frontão , ladeado por 2 grifos e terminando numa vieira, com uma cartela com a data de 1536 no tímpano.

Na fachada S. a porta da sacristia com verga golpeada e ornato encadeado manuelino. Claustro de pequemas dimensões de dois pisos: 4 arcos de volta perfeita assentes em capitéis toscanos no 1º e pilastras quadrangulares jónicas encimadas por arquitrave no 2º.

INTERIOR: nave única com tecto de masseira de caixotões com pinturas murais representando figuras várias dentro de medalhões envolvidos por brutescos. Paredes das naves totalmente forradas a azulejo de tapete ponta de diamante. Capela-mor coberta por abóbada artesoada com pinturas murais figurando uma balaustrada em "trompe l'oeil" com anjos espreitando; nas paredes tapete de azulejos polícromo de padrão com cercadura com anjos e urnas.

Do lado da Epístola a Capela dos Vales abrindo para a nave por arco a meio ponto, rematado lateralmente por balaústres, com medalhões nas enjuntas, coroado por frontão triangular com as armas dos Vales em relevo; cobertura por abóbada de nervuras; revestimento a azulejo polícromo de ponta de diamante; retábulo em pedra calcária, de proporções renascentistas, com um conjunto escultórico em meio relevo, representando o Calvário, enquadrado lateralmente por pilastras e colunelos e rematado por frontão semicircular com vieira inscrita no tímpano; na predela as armas dos fundadores. Do lado oposto altar sob arco de volta perfeita rematado lateralmente por pilastras e encimado por frontão triangular.

Cronologia: 1467 - D. Mécia Vaz Queiroz e suas filhas compram o sítio de Santa Iria, mandando construir casas e capela onde se recolhem; 1523 - o recolhimento de freiras clarissas de Santa Iria passa à observância de Santa Clara; 1536, c. de - reconstruída e aumentada a primitiva capela por Pedro Moniz da Silva, irmão de Frei António de Lisboa, Dom Prior do Convento de Tomar ( de acordo com a lápide da capela-mor e com a data inscrita na porta principal ); construção da capela dos Vales, encomendada por Miguel do Vale; 1610 - D. Vitória de Vilhena, neta de Pedro Moniz, manda decorar a capela-mor; 1842 - o convento e a igreja são vendidos em hasta pública; terão a partir daqui vários proprietários e várias utilizações: hospedaria, fábrica de lanifícios, armazém; neste século a igreja é adquirida pelo Arq. Nepomuceno que a pretendia restaurar o que nunca veio a acontecer; 1897 - após a morte de Nepomuceno a igreja é comprada pela condessa de Sarmento, passando depois ao sobrinho, João do Vale Mexia; 1905 - incêndio destrói a maior parte do edifício que volta a ser vendido; os novos proprietários dividem então o convento em duas habitações e uma serração de madeira; 2000 - venda do Convento de Santa Iria à PZ - Sociedade Imobiliária, Ldª.."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 10:29 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 02, 2004

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XI)

ConventoCristo Convento de Cristo / Mosteiro de Cristo

"Complexo monacal de planta composta, irregular. Volumes articulados, horizontalista e Charola de massa verticalista. Coberturas exteriores diferenciadas em telhados, terraços e coruchéus.

A Charola, poligonal, é o centro do conjunto de edificações, dominando-as visualmente. A N. e E. Sacristia, Claustros do Cemitério e da Lavagem, ruínas dos Paços, Enfermarias, rematando na Sala dos Cavaleiros e na Botica. A O. Igreja, Claustros e dependências conventuais, acompanhando a planta cruciforme dos braços N.-S. e E.-O. dos Dormitórios, no prolongamento da Igreja e do Claustro de Santa Bárbara. A NE. Claustro da Hospedaria, a NO. o da Micha, a SE. o de D. João III, a SO. o dos Corvos. Fachada E.: Botica, no seguimento da muralha, e Sala dos Cavaleiros, no ângulo NE., com fachada dupla sobre embasamento em talude, rasgada por janelas de sacada e encimada por frontões contracurvados. A N. Portaria Real, entre o corpo das Enfermarias e o da Hospedaria, a que se segue a fachada dos Dormitórios, rematada por frontão triangular, e o corpo da Micha, rasgado pela antiga Portaria.

A O. é cercado por muro alto, por trás do qual avulta a cobertura tripartida do Noviciado e a massa prismática das Necessárias. Fachada S. realçada pela arcaria do aqueduto dos Pegões, apoiada em plataforma rusticada, corresponde ao corpo do Claustro dos Corvos, Dormitórios e Claustro de D. João III, este encostado à Casa do Capítulo, assente em embasamento em talude.

IGREJA: Planta composta por 2 corpos diferentes: Charola, actual cabeceia, poligonal, de 16 faces com contrafortes nos ângulos, frestas em panos alternados, cachorrada sob murete rematado por merlões e torre sineira a SE.; e, adossado a O., corpo da nave (coro) rectangular, adaptando-se ao desnível do terreno para O., onde possui 3 registos assentes num forte embasamento e marcados por frisos decorativos envolventes; contrafortes salientes e moldurados, mais robustos nos cunhais das fachadas NO. e SO., revestidos por pujante decoração naturalista e emblemática manuelina, também presente nas molduras das janelas que rasgam a caixa murária, por vezes em associação com elementos platerescos. Portal a S. preenchido com decoração naturalista, grutescos, emblemática manuelina e estatuária de vulto.

INTERIOR: Charola centrada por corpo octogonal vazado de 8 arcos peraltados sobre pilares, com meias colunas adossadas às faces laterais, que recebem a descarga da abóbada anular que cobre o deambulatório; na espessura dos muros rasgam-se capelas; preenchem-na esculturas, painéis e pinturas murais; abre para a nave por grande arco quebrado, sendo esta coberta por abóbada polinervada de combados, com 3 tramos, apoiada em mísulas vegetalistas, emblemáticas e antropomórficas; abarcando 2 tramos o coro-alto, com balaustrada em pedraria sobre parede com porta de acesso a um sub-coro de pé-direito reduzido, (actual Sala do Capítulo), coberta com abóbada abatida, artesoada.

CLAUSTRO DA LAVAGEM: quadrangular, de 2 pisos, o inferior com 5 tramos por ala com arcos quebrados assentes em grossos pilares chanfrados sobre murete: o superior com 6 tramos de arcos quebrados sobre colunas grupadas transversalmente, com capitéis de dupla fiada de colchetes de folhagem; cobertura em tecto de madeira.

CLAUSTRO DO CEMITÉRIO: quadrangular, 1 piso com 5 tramos por ala, de arcadas e suportes idênticos aos do Claustro da Lavagem, mas com colunas duplas com bases e capitéis distintos; pavimento revestido com tampas sepulcrais lisas, numeradas; abóbadas de berço nas 4 alas e de aresta nos cantos. Arcossólios com arcas tumulares a S. e O.. Abrem para este claustro as capelas de S. Jorge, a S. e dos Portocarreiros, a O.

CLAUSTRO DA MICHA: quadrangular, 4 alas com arcos plenos geminados e em asa de cesto nos topos N. das alas E. e O., separados por fortes contrafortes; abóbada polinervada sobre colunas lisas com capitéis de volutas e em mísulas cónicas. A N. Antiga Portaria, de vão rectangular entre colunas coríntias assentes em altos pedestais. Sobre a galeria edifícios de 2 pisos.

CLAUSTRO DOS CORVOS: quadrangular, 2 galerias de dupla arcada separadas por contrafortes, que sobem até ao 3º registo a S. e O.; coberturas e suportes idênticos aos do Claustro da Micha. Rodeiam a quadra 4 corpos de 3 pisos.

REFEITÓRIO: rectangular, com abóbada de berço com nervuras formando caixotões quadrados; 2 janelas maineladas rematadas por 2 vãos rectangulares rasgam a parede S. e 4 janelões rectangulares a E.

DORMITÓRIO: em cruz, com 2 grandes corredores para os quais se abrem as pequenas celas, cobertos por falsa abóbada de berço forrada a madeira apainelada; 3 janelas maineladas, encimadas por meia luneta, rematam os topos N., S. e O.; na intersecção dos corredores um cruzeiro sob cúpula abrindo para uma capela quadrangular, com abóbada de berço com pequenos caixotões com motivos emblemáticos, vegetalistas e figurativos em relevo.

CLAUSTRO DA HOSPEDARIA: quadrado, 4 alas com arcadas duplas, separadas por contrafortes e galerias cobertas por abóbada semelhante à do Claustro da Micha, no 2º registo varandas com colunas sustentando uma arquitrave corrida, à excepção da ala S., destruída; a O., uma 3ª varanda com colunas jónicas e arquitrave, galerias cobertas com tecto de madeira.

CLAUSTRO DE SANTA BÁRBARA: quadrado, com 4 arcos rebaixados por ala, sobre colunas de fuste liso; cobertura de abóbada rebaixada com nervuras e lintéis no lugar dos arcos torais; 2º piso sem cobertura, possuindo, no entanto, colunas e mísulas.

CASA DO CAPÍTULO: composta por vestíbulo quandrangular e nave de 2 registos, rectangular, com ábside poligonal; forte embasamento do lado S. e meio soterrada do lado E., sem pavimento divisor dos 2 pisos primitivos (Capítulo dos Freires, em baixo, e dos Cavaleiros, em cima) e sem cobertura; abóbada de nervuras sobre o vestíbulo, que comunica com a nave por arco geminado.

CLAUSTRO DE D. JOÃO III: quadrado com chanfros nos ângulos, 2 pisos, cobertura em terraço com balaustrada; as 4 alas, com galerias cobertas de abóbadas de nervuras e caixotões, abrem para a quadra alternadamente por arcos de volta inteira e por vãos rectangulares encimados por janela (1º reg.) ou por óculo (2º reg.) entre colunas de ordem dórica (1º reg.) e jónica (2º reg.) de fuste liso que sustentam entablamentos; os 4 ângulos possuem chanfras rectas no 1º piso e convexas no 2º, rematadas por 4 torreões, com escadas helicoidais a NE. e SO. Do primitivo claustro subsistem várias "engras", vãos rectangulares, nos cantos, com abóbada polinervada descarregando em pilastras. Ao centro da quadra fonte sobre plataforma octogonal.

Cronologia:

1118 - Fundação da Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo;

Séc. 12, final - Construção do primitivo oratório templário, num dos ângulos da muralha;

Séc. 13, 2º quartel - Tomar é doada à Ordem do Templo, tornando-se a sua sede militar nacional;

1357 - Torna-se sede da Ordem de Cristo;

Séc. 15, 1ª met. - Obras henriquinas: adaptação do oratório templário, adossando-se um coro com 6,40m X 5,40m; construção de claustros, capela de São Jorge e Paço;

1492 - D. Manuel, Grão-Mestre da Ordem de Cristo desde 1484, reuniu o Capítulo Geral onde decidiu mandar ampliar o Convento;

1499 - São gastos 3.500 reais em obras: melhoramentos na Casa do Capítulo, retábulo do altar-mor, grades de ferro para os arcos da Charola e pintura da mesma, arranjos no coruchéu e no Coro (henriquino), início da construção de nova Casa do Capítulo;

1503 - Nova reunião do Capítulo tendente à Reforma da Ordem, ordenando o Rei expropriar a antiga Vila de Dentro, intra-muros, e encerrar as portas do Sol e de Almedina;

1510 - Início da construção do novo Coro (nave) por Diogo Arruda, a mando de D. Manuel, no local que hoje ocupa, contudo, as medidas apontadas pelo Rei não coincidem com as actuais;

1519 - Primeiras referências documentais da presença de João de Castilho no Convento, respeitantes à construção dos lagares e dos estaleiros onde se lavrava a pedraria para as obras;

1529 - Reforma da Ordem acometida por D. João III a Frei António de Lisboa, que expulsa antigos freires, impõe a clausura e elabora novos estatutos baseados na Regra de S. Bernardo;

1530 - A Reforma espiritual é acompanhada de uma reforma material, tendo início nova campanha obras de João de Castilho: construção do Claustro de D. João III e dos outros a Oeste da Charola;

1533 - Carta de quitação de D. João III que refere as obras feitas por João de Castilho: Coro, Casa para o Capítulo, arco grande da Igreja, portal principal, casas do Aposento da Rainha e obras miúdas;

1548 - João de Castilho constrói os Estudos dos Colegiais, a Cela do D. Prior, o corredor do eirado sobre a Livraria e a escada do Coro e faz os esboços dos espelhos do Noviciado;

1551 - O mesmo mestre de obras constrói a Cozinha, o eirado do andar dos Dormitórios, a varanda da Enfermaria e a Cisterna;

1557 - Início do derrube do Claustro de D. João III e construção de outro, por Torralva, obra interrompida em 1565;

1591 - Conclusão da construção do Claustro principal e obras de remodelação da Charola, por Filipe Terzi;

1618 - Início da construção da Portaria Real, Casa da Escada e Sala dos Reis, por Diogo Marques Lucas;

1686 / 1690 - Remate da fachada das enfermarias e da frontaria da Sala dos Cavaleiros (João Antunes é o mestre das obras das Ordens Militares);

1789 - Abolida a Reforma de Fr. António de Lisboa;

1811 - As tropas francesas ocupam o convento; destruição do Cadeiral de Olivier de Gand;

1834 - Abandono após extinção da Ordem de Cristo;

1837 - Costa Cabral compra parte do convento;

1852 - D. Fernando manda derrubar o piso superior do Claustro de Santa Bárbara e do Claustro da Hospedaria (ala S.) e corredor dos confessionários que lhe passava por cima, para permitir a melhor visualização da fachada O. da nave;

1934 - O Estado compra o Convento aos herdeiros do conde de Tomar;

1969 - Danos na Sala dos Cavaleiros causados por sismo."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 06:07 PM | Comentários (0) | TrackBack

U. TOMAR PRETENDE CAMPO PRÓPRIO

O União de Tomar pretende assumir a construção de um campo de futebol próprio na zona das Avessadas, junto ao Instituto Politécnico de Tomar.

Porém, enquanto não for regularizada a situação do clube perante a Administração Fiscal (dívidas de cerca de 130 mil euros), não é possível a candidatura a incentivos do Estado.

Apesar disso, o Presidente Manuel Graça mostra-se confiante que as obras poderão iniciar-se a breve prazo, tendo por objectivo que o novo Estádio possa ser ainda inaugurado antes do final do ano.

Publicado por Leonel Vicente às 02:05 PM | Comentários (0) | TrackBack

FERNANDO LOPES GRAÇA (III)

FLGraca

A par da sua vastíssima e extremamente diversificada produção vocal, escreveu música para piano e outros instrumentos, tais como guitarra e violino, música de câmara e música sinfónica.

Entre as mais valiosas, destacam-se: 11 Glosas; Para uma Criança que Vai Nascer; Bosquejos (para orquestra de arcos); o ciclo de canções As mãos e os Frutos; Canto de Amor e de Morte (para conjunto instrumental); Cantata Melodrama D. Duardos e Flérida; Concerto de Violoncelo, escrito a pedido do célebre violoncelista soviético Rostropovitch (por este interpretado em 1969); o Quarteto de Cordas, com o qual ganharia o Prémio Rainier III de Mónaco.

Em 1973, inicia a publicação das «Obras Literárias» (Editora Cosmos) em 18 volumes.

Em 1974, assumiria a presidência da Comissão para a Reforma do Ensino Musical criada pelo Governo Provisório da Revolução de Abril.

Em 1980, recebe do Presidente da República Mário Soares o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada.

Em 1981, é convidado pelo governo húngaro para as Comemorações do Centenário do nascimento de Béla Bartók.

Ao longo da sua carreira, dedicaria também muitas páginas às crianças, por exemplo: Álbum do Jovem Pianista; Presente de Natal para as Crianças, sob textos tradicionais; Canções e Rondas Infantis; As Cançõezinhas da Tila, com texto de Matilde Rosa Araújo; A Menina do Mar, texto de Sophia de Mello Breyner e, ainda, belas canções de embalar.

Em 1993, na homenagem ao seu 87º aniversário, decorreria a audição integral das sonatas e sonatinas para piano (Matosinhos).

Viria a falecer a 27 de Novembro de 1994, na sua casa na Parede. Em 1995, seria editado pela Câmara de Cascais / Museu da Música Portuguesa o Catálogo do Espólio Musical de Lopes Graça, um dos mais importantes compositores da história da Música Portuguesa. Nas palavras de José Jorge Letria «A Obra de Fernando Lopes-Graça ascendeu ao patamar da eternidade, onde permanecem as grandes obras do espírito e as realizações de trabalho criador».

Publicado por Leonel Vicente às 08:12 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 01, 2004

"BLOGOSFERA REGIONAL" (IX)

Conclui-se hoje esta pequena "volta a Portugal", em que apresentei referência a 100 "blogues" de temática regional.

Hoje, passando pelos Distritos de Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, Madeira e pelos últimas territórios a alcançarem a sua independência de Portugal: Macau e Timor.

- Dizer Bem

- Escândalos no Montijo

- Sadinos

- Sesimbra

- Ponte de Lima

- Chaves... a cidade online

- Por Viseu

- Vila Dianteira

- Farpas da Madeira

- Madeira

- Macau

- Blogger de Timor.

P. S. Esta parece-me também uma boa oportunidade para agradecer ao João Carvalho Fernandes (Fumaças / Madeira), pelo seu papel "inspirador" que me fez avançar com o Tomar (uma ideia já "antiga"...). 

Publicado por Leonel Vicente às 06:35 PM | Comentários (0) | TrackBack

INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (X)

FotoTomar Cidade de Tomar

"ESTRUTURA URBANA:

Núcleo antigo - planta ortogonal, com os eixos viários dispostos paralelamente às 2 vias principais perpendiculares, a R. Serpa Pinto (antiga Corredoura) e as R. Silva Magalhães e Infantaria 15 (antiga R. Direita).

Núcleo moderno - o mesmo tipo de planta com os eixos viários paralelos às 2 principais ruas que se cruzam na perpendicular - R. Marquês de Pombal e Av. Ângela Tamagnini.

TECIDO CONSTRUÍDO: como núcleo polarizador no desenvolvimento da estrutura urbana da povoação o edifício dos Paços do Concelho e a Igreja de São João Baptista, dos 2 lados da Pç. da República, onde se unem as 2 principais vias - R. Serpa Pinto e antiga R. Direita (Silva Magalhães e Infantaria 15). - A O. da Pç da República e implantados no morro o Convento de Cristo e o Castelo; um pouco mais abaixo, na mesma colina, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição; no prolongamento da R. Infantaria 15, do lado S., na extremidade da Várzea Grande, o Convento de São Francisco; mais para S., junto à saída da povoação desse lado, a Capela de São Lourenço; do lado oposto, no prolongamento da R. Silva Magalhães, do lado N., junto à Várzea Pequena, o antigo Convento da Anunciada Nova; nas imediações, à saída da povoação, a Capela de São Gregório e no topo do morro, a NE., a Ermida de Nossa Senhora da Piedade. Na margem esquerda do rio Nabão, no início da R. Marquês de Tomar, a Igreja e o antigo Convento de Santa Iria; não muito distante do rio, a O., a Igreja de Santa Maria do Olival. No núcleo antigo da povoação assinala-se ainda a Igreja da Misericórdia, na Av. Dr. Cândido Madureira; as imponente arcarias do alpendre dos Estaus, a antiga albergaria medieval, junto ao curso do rio, no final deste avenida; a Sinagoga, no coração da judiaria, na R. Dr. Joaquim Jacinto; vários edifícios solarengos e habitações de carácter burguês dispersos pela malha urbana.

Cronologia:

1159 - Doação de Tomar aos Templários por D. Afonso Henriques;

1162 - construção do castelo por Gualdim Pais e doação de carta de foral à vila; a povoação desenvolve-se inicialmente na Cerca ou Almedina, intramuros, à sombra de uma 2ª cinta de muralhas entretanto construída, na paróquia de Santa Maria do Castelom, do lado de fora da muralha, na vila de Baixo, na paróquia de Santa Maria do Olival, entre a actual R. da Graça e a Corredoura e ainda a N. do castelo, no arrabalde de São Martinho; com a regularização do curso do rio, a vila cresce para S., para a zona da Ribeira, onde a Ordem tinha já os seus moínhos; aí surgiram os edifícios públicos, no Chão do Pombal;

séc. 13 - construção da Igreja de Santa Maria do Olival;

1314 - extinção da Ordem dos Templários;

1319, 14 de Março - instituição da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo, integrando os bens da extinta Ordem do Templo; a nova ordem é instalada em Castro Marim;

1357 - transferência da sede da Ordem de Cristo para Tomar;

séc. 14 - construção da ermida de Nossa Senhora da Piedade;

1417 - o Infante D. Henrique é nomeado Governador e Administrador da Ordem de Cristo;

séc. 15, 1ª metade - construção dos Estaus, junto ao Chão do Pombal, onde existiam os antigos Paços do Concelho, construíndo-se então também, nas imediações, as saboarias e o Hospital de Nossa Senhora da Graça; obras no antigo oratório templário, a Charola, construção dos claustro do Cemitério e da Lavagem, da capela de São Jorge e do Paço;

séc. 15, meados - construção da Sinagoga;

1467 - início da reconstrução da Igreja de São João Baptista;

1499 - a população que vivia dentro do castelo é forçada a abandoná-lo por determinação régia;

1510 - criação da Misericórdia de Tomar;

1510, 1 de Maio - D. Manuel concede a Tomar foral novo;

séc. 15, finais / séc. 16 - 1º quartel - construção da nave adossada à Charola henriquina;

séc. 16, 1º quartel - construção da Capela de São Gregório e da Capela de São Lourenço; construção das Casas da Câmara;

1530, 24 de Junho - reforma da Ordem de Cristo por frei António de Lisboa, transformando-a numa ordem de clausura;

1532 - início das obras de alargamento do Convento;

1535 - início da construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição, que parece ter sido pensada como capela sepulcral para D. João III;

1536 - início da construção da Igreja de Santa Iria;

1557 - início da reconstrução do claustro principal do convento de Cristo, interrompida em 1565;

1567 - início das obras da Igreja da Misericórdia;

1567, 22 de Abril - o cardeal D. Henrique concede a Tomar o título de "Notável Vila";

1573 - conclusão da Capela de Nossa Senhora da Conceição;

1591 - conclusão do claustro principal do convento de Cristo, obras de remodelação da Charola;

1613 - reconstrução da ermida de Nossa Senhora da Piedade;

1618 - construção da Portaria real, casa da escada e sala dos reis;

1625, 7 de Setembro - início da construção do Convento de São Francisco;

1645 - início da construção do Convento da Anunciada Nova;

1672 - construção do hospital da Misericórdia;

1740 - remodelação das Casas da Câmara;

1789 / 1792 - reforma dos Estatutos da Ordem;

1834 - extinção das ordens religiosas;

1844, 13 de Fevereiro - Tomar é elevada a cidade."

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Publicado por Leonel Vicente às 12:30 PM | Comentários (0) | TrackBack

FERNANDO LOPES GRAÇA (II)

Em 1938, a Maison de la Culture de Paris encomenda-lhe uma obra: «La fiévre du temps» (ballet-revue). Em 1939, com a II Guerra Mundial, alista-se no corpo de voluntários dos Amis de la République Française, colaborando também com exilados da Guerra Civil espanhola.

Após 3 anos em Paris, regressará a Portugal, desenvolvendo a sua actividade como compositor.

Em 1940, ganha o prémio de Composição do Círculo de Cultura Musical com o 1º Concerto para Piano e Orquestra, iniciando, em 1941, a sua acção na Academia de Amadores de Música, a convite de Tomás Borba.

Em 1942, obtém o prémio do Círculo de Cultura Musical com a «História Trágico-Marítima» (poema de Miguel Torga).

No ano de 1944, venceria novamente o Prémio de Composição do CCM com a «Sinfonia». Em 1945, seria dirigente do MUD.

Havia criado também o coro denominado "Coro da Academia de Amadores de Música", interpretando um vasto reportório de canções tradicionais portuguesas.

Entretanto colabora também, de 1946 a 1949, na Revista “Seara Nova”. Também em 1949, integra o júri do Concurso Internacional Béla Bartók em Budapeste, sendo contudo impedido de sair do país.

Em 1951, inicia-se a publicação mensal da “Gazeta Musical”. Em 1952, ganha novo prémio de composição do Círculo de Cultura Musical com a 3ª Sonata para Piano.

Defensor da música tradicional portuguesa, realizou intenso trabalho na sua recolha e divulgação; dedicar-se-ia a pesquisas folclóricas, começando a trabalhar estreitamente com o etnólogo francês Michel Giacometti, percorrendo o país de lés a lés, recolhendo canções cantadas pelos camponeses, transmitidas oralmente de pais para filhos.

A partir de 1960, passa a viver na Parede (onde a Escola Secundária viria a receber o seu nome). Em 1961, edita com Michel Giacometti o 1º volume da Antologia de Música Regional Portuguesa; viriam mais tarde a editar o Cancioneiro Popular Português. Inicia de seguida o In Memoriam Béla Bartók (8 suites progressivas para piano) que viria a completar em 1975.

Publicado por Leonel Vicente às 08:30 AM | Comentários (0) | TrackBack