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junho 29, 2005

“TOMAR”, DE JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA (VIII)

“A vinda do rei espanhol de Portugal foi pacífica em Tomar, mesmo se D. António pretendente, que aqui estivera desterrado pelo cardeal-rei seu tio, durante seis meses de 1579, tivesse podido contar com partidários locais, como o seu fiel conde de Vimioso que do pai herdara a alcaidaria da vila.

Ali se reuniram finalmente as cortes que aclamaram D. Filipe I de Portugal, e ali ele foi solenemente jurado, em grandes festejos e arco triunfal de construção efémera na Praça de D. Manuel, à glória de «Philippo Invitissimo», com o duque de Bragança, seu primo direito pelas esposas de ambos, em condestável do reino perdido e assim «herdado, conquistado e comprado»…

Tendo passado dois meses e meio no Convento, o rei Filipe ofereceu aos frades hospedeiros não só protecção, mas o magnífico aqueduto que veremos, além de fazer terminar, pelo seu arquitecto Terzi, obras importantíssimas no Convento, como veremos também.

E durante esses dias de corte, um certo militar, Miguel de Cervantes, veio a Tomar receber ordens de marcha…

[…]

Já foi sob D. Filipe III que se criou a feira de Sta. Iria na vila – que em 1627 assinalou uma vitória cívica contra os freires de Cristo pela posse de certa parte da Várzea Grande, com um padrão que ali se ergueu e ficou.”

Tomar - «Thomar Revisited», José-Augusto França, Editorial Presença, 1994, pp. 20, 21

Publicado por Leonel Vicente às junho 29, 2005 08:51 AM

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