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julho 31, 2005

U. TOMAR - "CRÓNICAS DA HISTÓRIA" (IX)

Crónica publicada em "A BOLA", em 5 de Abril de 1971

"UNIÃO DE TOMAR, 1- TORRES NOVAS, 0
AS DUAS EQUIPAS LUTARAM ABNEGADAMENTE

Estádio Municipal de Tomar.

Árbitro: Carlos Dinis, de Lisboa.

U. TOMAR - Nascimento; Fernandes, Faustino, João Carlos e Barnabé; Manuel José e Cardoso; Pavão, Tito, Fernando (Raul) e Totoi (Alberto).

TORRES NOVAS - Casimiro; Tuna, Simões, Carlos e Bruno; Madeira, Zeca, Sá Pinto e Maia; Garrido (Real) e Serranito.

Ao intervalo, 0-0. Marcadores: Cardoso, aos 66 minutos.

Frente a frente duas equipas vizinhas, mas que, há longos anos, mantêm acesa rivalidade. As classificações de ambas apresentavam-se completamente antagónicas. Uma, a de Tomar, praticamente definida no terceiro lugar, outra, a de Torres Novas, situada a dois pontos do último classificado da Zona e com a permanência na prova bastante ameaçada.

Uma vitória do Torres Novas neste jogo equivaleria, praticamente, à certeza de continuar na II Divisão. A derrota não decidia a descida, mas deixava tudo na mesma. Foram duas equipas dignas uma da outra, lutaram abnegadamente pela vitória.

Convém esclarecer que, para Tomar, é de toda a vantagem que o Torres Novas se mantenha na II Divisão. Mas, dentro do campo, tudo se esqueceu e apenas as cores das camisolas estiveram em jogo.

Sobre este, pouco há a dizer, já que as circunstâncias a isso obrigavam. O União de Tomar, sempre ao ataque, e o Torres Novas sempre à defesa.

A primeira parte foi superior tecnicamente, pois o Torres Novas, jogando sistematicamente em «4x4x2», soube impedir, não importa que algumas vezes com felicidade, caso de um remate de Cardoso à trave, aos 12 minutos e um golo, talvez mal anulado a Totoi, aos 32 minutos, que as suas redes fossem violadas.

O União de Tomar respondeu com um «2x4x4» e só não teve o êxito que o seu domínio territorial justificava, porque jogou quase sempre pelo centro do terreno, em vez de jogar pelos flancos.

No segundo tempo, muito especialmente depois do golo obtido, o União mandou mais no terreno. Os seus elementos, mais descontraídos e a jogarem de harmonia com a sua craveira técnica, fizeram alguns lances de bom recorte.

Esperaríamos uma reacção de ordem táctica dos torrejanos, mas nada disso vimos. Houve realmente uma ligeira reacção, mas própria da vontade dos jogadores. A equipa acabou tal como começou.

Numa partida desta natureza é sempre difícil distinguir jogadores, mas Cardoso, no União de Tomar, e Madeira, no Torres Novas, foram sem dúvida elementos influentes na manobra das equipas. Dos restantes, Faustino e João Carlos e Simões e Bruno foram também valores firmes.

A arbitragem não foi perfeita."

NELSON COSTA

Publicado por Leonel Vicente às julho 31, 2005 12:37 PM

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