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novembro 21, 2004
MEMÓRIAS DE INFÂNCIA (II)
Depois (apenas até 1976…), com o clube na I Divisão, as visitas do Benfica de Eusébio (que, mais tarde, voltaria a Tomar, para vestir a camisola do União!) e do Sporting de Damas e Yazalde continuaram a ser ocasiões de grandiosa festa que animava a cidade. Ao contrário, quando era o União a ir a Lisboa, faziam-se “grandiosas excursões”.
Logo depois, na segunda metade da década, a cidade entraria num período de recessão de que, em boa verdade, não conseguiu ainda sair, em particular com a crise do sector industrial.
Há poucos dias, o União de Tomar disputou, no Torneio Fernando Matias, o último jogo no relvado do “25 de Abril”, assim se fechando um ciclo; o Estádio vai entrar em obras, para substituição por um relvado sintético!
Prevê-se que o União venha a ter um “Estádio” novo, a construir nas Avessadas.
Mas como estão longe os “dias de glória” da minha infância…
E algumas questões se impõem!
Porque estão os tomarenses de “costas voltadas” para o seu maior “símbolo vivo”, atravessando uma deprimente “agonia”?
Porque tem o clube mais representativo da cidade (e, pelo seu passado e historial, de todo o Distrito) de competir (e, muitas vezes, perder…) com “equipas de aldeia”?
Sem “entrar em loucuras” – e sem esquecer que há outras instituições, não só desportivas, mas também, e principalmente, de índole cultural, que vivem também com dificuldades –, porque “não há vontade” de repor o clube no lugar “a que tem direito” (pelo menos, a II Divisão B)?
A resposta aos tomarenses, em especial às “forças vivas” da cidade: Câmara e Empresas.
(texto editado originalmente no Thomar).
Publicado por Leonel Vicente às novembro 21, 2004 09:32 AM