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abril 09, 2004

OS TEMPLÁRIOS E O CASTELO DE TOMAR (III)

Os Templários permaneceriam ao serviço da Coroa, contra os muçulmanos, durante os séculos XII e XIII.

Até que, em 1312 – na sequência das perseguições do Rei Francês Filipe “O Belo” (iniciadas em Outubro de 1307), que, visando o seu poder político e financeiro, acusava os Templários de diversos crimes e heresias – o Papa Clemente V decretaria a extinção da Ordem (prevendo que deveriam ser os Hospitalários a receber os bens da Ordem extinta), tendo sido o Grão-Mestre, Jacques de Molay condenado à fogueira em 18 de Março de 1314 (juntamente com outros 35 cavaleiros Templários).

Contudo, D. Dinis acautelaria a posse dos bens dos Templários; depois de, em 1310, ter atingindo a declaração de inocência dos Templários da Península Ibérica, conseguiria obter, em 1321, por bula Papal, a criação de uma nova Ordem Militar, a Ordem de Cristo, inicialmente com Sede em Castro Marim.

Mas, logo cerca de 1338, seria novamente transferida para Tomar.

Mais tarde, o próprio Infante D. Henrique (nascido em 1394, filho do Rei D. João I), na qualidade de Governador da Ordem de Cristo, teria residência no Castelo de Tomar.

O Castelo de Tomar é, actualmente, Património da Humanidade, declarado pela Assembleia Geral da UNESCO em 30 de Junho de 1983.

Publicado por Leonel Vicente às abril 9, 2004 08:47 AM

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