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abril 22, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXI)
Palácio de Alvaiázere
"Planta longitudinal, composta. Ao rectângulo do edifício principal adossa-se um corpo menor também rectangular, a N., que se abre para um pátio a E.. Volumes articulados, com cobertura de 4 águas no corpo do lado N., sem cobertura no corpo a S.. Fachadas de 2 pisos, divididos por moldura em cantaria, rodapé, cunhais e beirado em cantaria, no edifício principal, em cantaria simulada no edifício a N.. No andar inferior rasgam-se janelas de vão rectangular, de moldura lisa em cantaria, uma porta de moldura lisa, na fachada S., outra rematada por pilastras duplas perspectivadas assentes em pedestais na fachada N., a principal. No piso superior rasgam-se janelas alinhadas com os vãos do piso inferior, com avental em cantaria sob a sacada, com moldura lisa e arquitrave saliente.
Cronologia: 1771 - Noel le Maitre realiza obras de adaptação, instalando aqui a sua fábrica de meias; paga renda à Misericórdia de Tomar, proprietária do palácio; 1789 - o edifício é vendido pela Misericórdia a Jacome Ratton, que pretendia tomar conta da fábrica; 1790 - restauro da fábrica velha, instalada no Palácio e início da construção da Fábrica Grande; 1874 - com a criação da Companhia da Real Fábrica de Fiação de Tomar e renovação total do equipamento da primitiva Real Fábrica de Algodões, Lençaria e Meias de Tomar o Palácio Alvaiázere passa a funcionar apenas como escritório; 08 Junho 1911 - o Quartel General da Região Militar de Tomar instala-se no Palácio; 29 Maio 1975 - um incêndio destrói a cobertura e interior do edifício."
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Publicado por Leonel Vicente às abril 22, 2004 06:30 PM