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maio 07, 2004
UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (XV)
“Passam mais três anos, no fim chega-se a um acordo com o papa, e a 19 de Março de 1314, no adro de Notre-Dame, Molay é condenado à morte.
Ao ouvir esta sentença, Molay tem um acesso de dignidade. Tinha esperado que o papa lhe permitisse negar as culpas, sente-se traído. Sabe muito bem que se se retractar agora será ele também perjuro e reincidente. O que se passa no seu coração, ao fim de quase sete anos a aguardar julgamento? Encontra a coragem dos seus maiores? Decide que, já que se vê destruído, com a perspectiva de acabar os seus dias emparedado vivo e desonrado, mais vale enfrentar uma boa morte?
Protesta a inocência dele e dos seus irmãos. Os Templários cometeram um único crime, diz ele: por cobardia e vileza traíram o Templo. Ele não entrará no jogo.
…
Ao pôr do sol, Molay e Charnay são queimados. A tradição pretende que o grão-mestre antes de morrer profetizou a ruína dos seus perseguidores. Com efeito o papa, o rei e Nogaret morreriam em menos de um ano.”
Publicado por Leonel Vicente às maio 7, 2004 08:12 AM