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maio 12, 2004

UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (XVIII)

“Depois o nosso guia levou-nos a ver a janela manuelina, a janela por excelência, uma passagem, uma colagem de achados marinhos e submarinos, algas, conchas, âncoras, amarras e correntes, em celebração dos fastos dos Cavaleiros sobre os oceanos.

Mas dos dois lados da janela, a encerrar como que dentro de uma muralha de duas torres que a enquadravam, viam-se esculpidas as insígnias da Jarreteira.

O que estava a fazer o símbolo de uma ordem inglesa naquele mosteiro fortificado português? O guia não o soube dizer, mas pouco depois, de outro lado, creio que de noroeste, mostrou-nos as insígnias do Tosão de Ouro.

Eu não podia deixar de pensar no subtil jogo de alianças que ligava a Jarreteira ao Tosão de Ouro, este aos Argonautas, os Argonautas ao Graal, e o Graal aos Templários. Lembrava-me das efabulações de Ardenti e de algumas páginas encontradas nos manuscritos dos diabólicos…”

Publicado por Leonel Vicente às maio 12, 2004 08:27 AM

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