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maio 17, 2004

MUSEUS DE TOMAR (I)

"Tomar quer transformar Centro Histórico num pólo de Museus de dimensão europeia"

 

"A Câmara de Tomar quer transformar o centro histórico da cidade num vasto museu polinucleado de dimensão europeia, procurando em simultâneo que o património edificado pertencente a particulares seja valorizado. O objectivo a médio prazo é a adesão do "casco" histórico à Rede Portuguesa de Museus. A longo prazo, a finalidade será a consolidação da candidatura de Tomar a Capital Europeia da Cultura em 2012.

 

Para concretizar estas estratégias, estão já em curso várias transformações na área museológica que irão abranger já este ano cinco núcleos museológicos a criar ou a reformular na zona antiga. Para mais tarde ficará a resolução do problema da recuperação do Fórum Romano situado em terrenos privados.

 

"Nesta estratégia de valorização cultural, Tomar vai ficar em breve com cinco espaços museológicos integrados, com os quais a cidade pretende aderir à Rede Portuguesa de Museus. Alem dos museus João Castilho e de Arte Contemporânea, vão ser integrados o Museu dos Fósforos, a sinagoga e a igreja de São João Baptista", diz o presidente da câmara, António Paiva.

 

O Museu João Castilho, construído em 1939, deixou de funcionar como tal na década de 80 e vai ainda este ano ser reactivado e relocalizado no edifício onde actualmente funcionam os serviços municipais de turismo, próximo da Mata Nacional dos Sete Montes.

 

"O museu possui trabalhos de escultura e diversas pinturas, que estão a ser recuperadas no departamento de restauro do Instituto Politécnico de Tomar antes de irem para o actual edifício do turismo, cujos serviços, por seu lado, se deverão deslocar para próximo da sede da Região de Turismo dos Templários, na rua da Corredoura", diz António Paiva.

 

"Já em relação ao Museu de Arte Contemporânea, abrirá antes do Verão e contará com algumas dezenas de quadros da colecção que José-Augusto França doou ao município. Ficará num edifício próximo dos correios, a recuperar ao abrigo de um programa regional de recuperação de edifícios antigos", acrescenta o autarca.

 

Por outro lado, a sinagoga irá acentuar as suas características museológicas, estando a autarquia a negociar a compra dos terrenos junto ao templo, que serão mais tarde alvo de uma prospecção arqueológica. O conjunto museológico incluirá ainda o Museu dos Fósforos, que em breve terá um catálogo reactualizado, e a Igreja de São João Baptista, onde merecem destaque vários quadros do pintor Gregório Lopes.

 

"Para valorizar este museu municipal polinucleado, a câmara tem desenvolvido também vários contactos com o Instituto Português de Museus, preparando-se agora para contratar técnicos superiores da área da cultura para revitalizar toda a zona histórica", nota António Paiva, admitindo que uma intervenção no Fórum Romano só será viável após a conclusão do programa Polis nas imediações ribeirinhas do Nabão."

 

Manuel Fernandes Vicente

Público - Quinta-feira, 04 de Março de 2004



 

Publicado por Leonel Vicente às maio 17, 2004 08:35 AM

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